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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Iquego inicia venda de glicosímetros para todo o Brasil

Aparelhos de medição de glicemia e tiras reagentes atenderão o sistema público de saúde. Previsão é que laboratório internalize a produção dos itens em 2017

A Iquego já está pronta para iniciar a comercialização dos glicosímetros e tiras reagentes para todo o sistema de saúde pública do Brasil. A primeira remessa dos aparelhos para medição de taxas de glicose sanguínea e as tiras de teste, resultado de parceria com a empresa taiwanesa HMD Biomedical, já estão na sede da indústria em Goiânia. O acordo de transferência de tecnologia permitirá à Iquego a internalização da produção a partir de 2017, reduzindo a dependência tecnológica do Brasil e oferecendo ao Sistema Único de Saúde uma tecnologia robusta e confiável, que atende uma das doenças de maior prevalência no Brasil e no mundo.

Glicosímetro:
O glicosímetro da Iquego atende aos critérios de precisão e acurácia estabelecidos pela Organização Internacional para Padronização (ISO) e apresenta o resultado da glicose sanguínea em apenas 5 segundos. Possui ainda ejetor de tiras, que minimiza os riscos de contaminação biológica Além disso, o aparelho é capaz de armazenar até 800 resultados, atendendo à recomendação da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

O glicosímetro é um grande aliado dos portadores de diabetes mellitus, em especial os insulino-dependentes, pois possibilita a aplicação da dosagem correta de insulina no organismo, garantindo a manutenção de níveis saudáveis de glicemia.

Diabetes no Brasil:
Atualmente, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, o diabetes atinge 9 milhões de brasileiros, o que corresponde a 6,2% da população adulta. Os percentuais de prevalência da doença por faixa etária são: 0,6% entre 18 a 29 anos; 5% de 30 a 59 anos; 14,5% entre 60 e 64 anos e 19,9% entre 65 e 74 anos. Para aqueles com 75 anos ou mais, o percentual é de 19,6%. Para tratar o diabetes, o Sistema Único de Saúde fornece medicamentos, insulina e glicosímetros nas Unidades Básicas de Saúde.

Sobre a Iquego:
A Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego) é uma empresa de capital misto e um dos 20 laboratórios públicos do Brasil, o único localizado na região Centro-Oeste. Seu principal objetivo é prover o Sistema Único de Saúde (SUS) com medicamentos essenciais à atenção básica de saúde. Possui um parque industrial com 40.615,22 m², sendo 15.024,29 m² de área construída e capacidade produtiva mais de um bilhão de unidades de medicamentos por ano.


Diretor-presidente do Tecpar coordena comissão de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da ABNT

O diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Júlio C. Felix, foi eleito coordenador da Comissão de Estudo Especial de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT/CEE- 130). A comissão foi reativada e agora volta a participar das discussões internacionais sobre o tema.

A Comissão atua na Normalização no campo de Gestão da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), no que concerne à terminologia, diretrizes, requisitos e ferramentas de apoio. “O Brasil não estava participando do processo internacional de normatização nessa área e agora volta a participar com a reativação dessa comissão”, explica Felix.

À frente da Comissão, Felix tem a incumbência de coordenar delegações internacionais da ABNT para debater normas neste segmento. “Com o novo Marco Legal da Inovação, recentemente sancionado pela Presidente da República, passamos a ter mais necessidade de normas de apoio para criar um ambiente propício à inovação no país. A Comissão vai elaborar essas normas e representar o Brasil no International Organization for Standardization (ISO)”, ressalta Felix.

Debates
Na última reunião, realizada no final de fevereiro, já sob coordenação de Felix, foram discutidos assuntos sobre o acompanhamento do ISO/TC-279 – Innovation Management, a revisão do conteúdo das Normas Brasileiras de PD&I e a divulgação e participação de empresas nos trabalhos da Comissão.

O próximo encontro da CEE-130 vai ser realizado no dia 17 de março, das 11h às 17h, na sede da ABNT no Rio de Janeiro, localizada à Avenida Treze de Maio, 13 – 28º andar. Interessados em participar do debate promovido pela Comissão devem encaminhar um e-mail para Nathalia.feitosa@abnt.org.br.


Mais informações sobre o trabalho desenvolvido pela Comissão de Estudo Especial de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da ABNT podem ser obtidas pelo site www.abnt.org.br/cb-130.



PT contraria Planalto e será favorável à PEC da Saúde

Contra a posição do governo, os deputados do PT decidiram ontem em reunião votar favoravelmente à proposta de emenda constitucional (PEC) que aumenta a vinculação de receitas da União para a saúde. Mais cedo, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), apelou aos partidos da base pela rejeição da proposta. O gasto até 2022, diz o Executivo, será de R$ 207 bilhões.

A maioria dos partidos da base concordou com o posicionamento do governo por entender que não é o momento para engessar mais os gastos da União. "É importante aumentar os recursos para saúde? Lógico que é. Mas não temos espaço para isso durante a crise fiscal", disse o líder do PR, Maurício Quintella (AL).

O PT, porém, avalia que é preciso aumentar as receitas e, a contragosto do Palácio do Planalto, avisou ontem que votaria favoravelmente à PEC. "A bancada tem que analisar o que é importante para o partido e para a população, não só para o governo", disse o deputado João Daniel (SE).

A posição favorável à PEC é mais um atrito na relação do partido com o governo. Os petistas já têm criticado outras propostas do Planalto, como a Reforma da Previdência e a ideia de congelar o aumento do salário mínimo se houver queda na arrecadação, e o desgaste chegou à temperatura máxima no sábado, durante reunião do diretório nacional do PT, em que a presidente Dilma Rousseff resolveu não participar.

Os petistas dizem que não têm como se opor ao aumento dos gastos com serviços de saúde, uma bandeira histórica do partido, e dizem que buscarão entendimento com outras siglas para aprovar fontes de receita que custeiem o aumento enquanto o texto tramitar no Senado. "O projeto, do jeito que está escrito, não resolve o problema da falta de fontes de financiamento e pode permitir a redução dos gastos em saúde se houver queda de arrecadação", afirmou o líder da bancada, Afonso Florence (PT-BA).

Pela PEC, o governo federal terá que gastar 19,4% de sua receita corrente líquida em ações e serviços públicos de saúde ao final de seis anos. Atualmente, emenda constitucional aprovada no primeiro governo Dilma exige que a União gaste no mínimo 13,2% da receita corrente líquida para 2016 com saúde, percentual que aumenta gradualmente até 15% em 2020. A diferença aumentaria os gastos em R$ 13,7 bilhões este ano - mais do que o governo previa arrecadar com a CPMF.

O Ministério da Fazenda é contra a aprovação da PEC, de autoria do deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) e movimentos sociais. Segundo fontes, a Fazenda reconhece a importância dos gastos com saúde e ressalta que exatamente por isso pediu para mudar a meta fiscal deste ano e poder gastar mais R$ 3 bilhões. A PEC, contudo, aumentaria a rigidez num Orçamento em que 90% das despesas já são determinadas por lei.

Petistas argumentam, por outro lado, que houve redução nos gastos com o setor depois de aprovada emenda em 2014. "Naquele ano foi gasto 14,8% da receita corrente líquida, mas os critérios mudaram e o governo federal acabou gastando menos ano passado", disse o vice-líder do PT, Ságuas Moraes (MT). O partido, afirmou, negociaria as fontes de receita enquanto o projeto tramitasse no Senado.

Pressionado pelo PT, o governo, que pretendia derrotar a PEC, negociou com a oposição adiar a votação da proposta - que estava marcada para ontem à noite- até terça-feira, quando apresentará texto alternativo, com alíquotas menores. Se aprovada a emenda constitucional, Dilma não tem poder de veto.

Fonte: Valor Econômico   

Autor: Raphael Di Cunto, Thiago Resende e Leandra Peres

Anvisa participa de lançamento de frente parlamentar contra a dengue

O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, participou, na manhã desta quarta (2), do lançamento da Frente Parlamentar da Dengue e Incorporação Tecnológica no Enfrentamento das Arboviroses, uma iniciativa da Câmara dos Deputados contra a dengue, chikungunya e o zika, vírus relacionado à microcefalia em recém-nascidos.

O deputado Odorico Monteiro (PT-CE), presidente da frente (que conta com 220 parlamentares), ressaltou que um dos desafios é a inovação tecnológica no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. “Nós sabemos que muitas situações hoje relacionadas à zika, chikungunya ou dengue estão no limite da ciência, desde o diagnóstico até a incorporação de vacinas”, observou o parlamentar.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, que participou do evento, elogiou a mobilização na Câmara e reiterou ser essencial envolver toda a sociedade no combate ao mosquito, uma vez que mais de 2/3 dos criadouros estão dentro das residências brasileiras.

“Nós temos hoje perto de seis mil casos notificados de microcefalia. Antes, nós tínhamos em média 150 casos por ano no Brasil. É o vírus zika que está causando essa epidemia. Nós precisamos fazer um esforço. Como não temos remédio nem vacina, ainda, a arma que nos resta é eliminar o mosquito”, avaliou o ministro.


Também estiveram presentes representantes de órgãos governamentais, laboratórios, institutos de pesquisa, conselhos e entidades municipais e estaduais.

Fábio Gondim deixa Secretaria de Saúde do DF após 7 meses no cargo

Substituto é o médico Humberto Lucena Pereira da Fonseca. Gondim havia tomado posse prometendo choque de gestão.


O secretário de Saúde do Distrito Federal, Fábio Gondim, foi exonerado nesta quarta-feira (2) pelo governador Rodrigo Rollemberg. Funcionário de carreira do Senado, Gondim estava há sete meses na função. O substituto dele na pasta será o advogado e médico Humberto Lucena Pereira da Fonseca, também servidor do Senado. A secretária-adjunta, Eliene Berg, permanece no cargo.

"Fui surpreendido com o convite do governador Rollemberg quando estava trabalhando na diretoria do Senado, na frente da área de contratações. [...] A Secretaria de Saúde está longe de ser o que o povo do DF precisa e merece e é uma das secretarias mais complexas", disse Fonseca durante sua posse, no Palácio do Buriti. "Essa sem nenhuma dúvida é a maior missão da minha vida e é uma missão muito maior do que eu."

O novo secretário já teve o nome associado a depósitos no banco HSBC na Suíça. Ele chegou a ser convocado a prestar esclarecimentos na CPI do HSBC após reportagem divulgada pelo jornal "O Globo", de que era beneficiário de uma conta com US$ 2,5 mihões, mas negou qualquer relação com o banco.

Ele disse que estava em missão na Antártica na fase de apuração do caso e que chegou a enviar uma carta e pedir posicionamento do banco após voltar da viagem, mas teve o pedido ignorado. O gestor afirma processar o jornal.

"Não tenho conta no HSBC, nunca tive conta no HSBC, nem no Brasil, nem na Suíça, não conheço ninguém, nunca tive contato com ninguém lá, nem recebi telemarketing", disse. "Sem nenhuma dúvida, nunca usei nenhum real dessa [suposta] conta."

'Choque de gestão'
Gondim havia tomado posse na secretaria prometendo um choque de gestão na área, que sofre com falta de médicos e outros profissionais de saúde, além de medicamentos e equipamentos. Em entrevista ao G1 no dia 27 de julho do ano passado, ele disse que entre 80% e 90% dos problemas da pasta se resolveriam com gestão.

O secretário deixou o cargo sem conseguir resolver problemas básicos da área, como a crise no atedimento a pacientes, a falta de remédios e de manutenção de equipamentos.
Feitosa é o quarto secretário do GDF a ser empossado desde o início do ano, em menos de 100 dias de governo em 2016. Desde 1º de janeiro, o comando também foi alterado nas pastas de Justiça, Fazenda e Segurança.


No dia 6 de janeiro, a psicóloga Márcia de Alencar foi empossada como secretária de Segurança Pública. A pasta estava sem chefe oficial desde novembro, quando Arthur Trindade deixou o cargo. Na ocasião, Rollemberg também trocou a chefia da Polícia Militar.

No dia 28 do mesmo mês, João Antônio Fleury foi anunciado como secretário de Fazenda. Ele era adjunto da pasta e substituiu Pedro Meneguetti, convocado pelo governo federal para ajudar a reequilibrar as contas públicas. A troca foi divulgada junto com o balanço final de 2015, quando o GDF voltou ao limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em 23 de fevereiro, Rollemberg exonerou o secretário de Justiça, João Carlos Souto, e o subsecretário do Sistema Penitenciário, João Carlos Lóssio. A decisão foi tomada dois dias após a fuga de dez detentos na Penitenciária da Papuda. Guilherme Abreu (interino) e Anderson Damasceno assumiram os cargos, respectivamente.

(Colaborou Mateus Rodriges, do G1 DF)

Ebserh promove fórum sobre mosquito Aedes aegypti no Nordeste

Nesta quinta-feira, 3, a partir das 8h, no auditório da Maternidade Escola Januário Cicco da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Mejc-UFRN), será realizado o I Fórum Regional dos Hospitais e Maternidades Ebserh no Nordeste. O objetivo é discutir o enfrentamento ao mosquito Aedes Aegypt e à microcefalia.

O evento contará com a participação do presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), professor Newton Lima, e do coordenador de Gestão Clínica, José Eduardo Fogolin, que abordarão o papel da estatal no Plano Nacional de combate ao mosquito transmissor dos vírus da Zika, Dengue e Chikungunya.

O Nordeste brasileiro é a região com maior incidência da microcefalia relacionada ao Zika Vírus e os hospitais e maternidades universitários, hoje geridos pela Ebserh, são as referências em saúde pública no acompanhamento de pacientes e desenvolvimento de pesquisas sobre as doenças neurológicas associadas ao Zika.

No encontro, os filiados Ebserh farão uma avaliação do enfrentamento à microcefalia e discutirão novas propostas de ações nos âmbitos da assistência, do ensino e da pesquisa.


Fonte: ebserh.gov.br Com informações do Huol e da Mejc

Anvisa junta-se a outras agências regulatórias para ações comuns contra o zika vírus

Agências reguladoras de treze países, incluindo o Brasil, participaram, nesta terça (01), de uma teleconferência onde foram compartilhadas ações desenvolvidas no combate ao zika vírus. A iniciativa – que segue modelo adotado no combate ao Ebola foi coordenada pelo diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, e expôs o que cada um dos países participantes vem investindo no que diz respeito a testes e diagnósticos rápidos, controle de viajantes e transfusão de sangue, entre outros pontos. Além do apoio regulatório e financeiro para enfrentar a infecção causada pelo zika, vírus que está associado aos casos de microcefalias em recém-nascidos.

Os encaminhamentos da reunião foram: comprometimento das autoridades participantes em intercambiar informações relacionadas à submissão de pedidos relacionados à pesquisa clínica ou registro de vacinas, bem como de testes para detecção da presença do vírus zika; compartilhamento de artigos e demais publicações científicas disponíveis a respeito do zika e sua correlação com microcefalia e síndrome de Guillain-Barré; e realização de uma próxima teleconferência dentro de um mês para atualização das ações.

Para Jarbas Barbosa, a junção dessas agências em torno desse sério problema de saúde pública é de suma importância: “É mais um passo para se estabelecer uma cooperação entre as agências regulatórias, que podem ter um papel importante nesse momento. Nós precisamos, por exemplo, de melhores instrumentos para combater esse problema de saúde pública que é a infecção pelo zika vírus, como testes e diagnósticos rápidos, e essa cooperação pode acelerar isso”.

Aos demais participantes, o diretor-presidente colocou algumas ações realizadas no Brasil para conter o avanço do zika vírus: “A evidência epidemiológica é muito clara quanto à relação entre o zika e a microcefalia. No Brasil, estamos trabalhando duramente numa mobilização social muito forte, nos municípios e estados, para o combate ao mosquito Aedes aegypti. Além disso, foi implementada uma assistência de saúde para os recém-nascidos, por conta desse grave problema de saúde pública, para dar total apoio a esses bebês e suas famílias”.

Além de atualizações do Brasil, as agências participantes da teleconferência compartilharam informações e protocolos referentes às ações tomadas pela Suécia, Suíça, Japão, Coréia, Canadá, Cingapura, Irlanda, Itália, Alemanha, Estados Unidos e Holanda, além de representantes da União Européia.

Acompanhe nestas imagens as ações da Anvisa nos municípios, portos, aeroportos e fronteiras.

Dengue,  Chikungunya e Zika - Orientações gerais sobre prevenção e combate, acesse aqui.

Vídeo Zika Zero aqui.

Hospital universitário tem o 1º ambulatório de doença hepática induzida por drogas do Brasil

O Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia (Complexo Hupes) conta com um ambulatório multidisciplinar voltado para pacientes com doença hepática induzida por drogas, fitoterápicos, insumos vegetais (chás), medicações para fitness ou suplementos alimentares. No ambulatório de Hepatotoxicidade, o paciente é avaliado por uma equipe multidisciplinar, que envolve os setores de farmácia, clínica médica e hepatologia, e direcionado ao tratamento.

Para ser atendido no serviço, o paciente, com suspeita diagnóstica de Doença Hepática Induzida por Droga (DILI), deve ser encaminhado pelo médico da rede do sistema Único de Saúde (SUS), por meio de um relatório. O médico gastroenterologista do Hupes, Raymundo Paraná, que está à frente do serviço, ressalta que, no Brasil, é o primeiro ambulatório multidisciplinar com este perfil.

Poucos são os dados sobre a epidemiologia da doença hepática induzida por medicamentos ou complementos alimentares no Brasil. Uma pesquisa realizada pelo Programa de Pós-graduação em Medicina e Saúde da UFBA coletou dados de 12 Centros de Transplante Hepático, no período de 1999 a 2014. Foram identificados 207 casos de Insuficiência Hepática Fulminante, sendo que 35% do total (72/207) foram relacionados a medicamentos.

Para ajudar nesse controle, Raymundo Paraná encaminhará para Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os dados obtidos no ambulatório, a fim de municiá-la com as informações necessárias para executar políticas e ações nesta área.

Fonte: ebserh.gov.brCom informações do Complexo Hupes

Fiocruz Bahia desenvolve ferramenta online para identificar vírus da dengue, zika e chikungunya

A Fiocruz Bahia, através do Laboratório de Hematologia, Genética e Biologia Computacional (LHGB), desenvolveu uma ferramenta de bioinformática para tipagem, sorotipagem e genotipagem para os vírus de dengue, zika e chikungunya.

O mecanismo, que foi realizado em parceria com o Africa Center da Universidade de KwaZulu-Natal na África do Sul, em colaboração com a Universidade de Oxford na Inglaterra, a Universidade Católica de Leuven na Bélgica, o Centro de Controle de Doenças da Costa Rica e o Instituto Evandro Chagas do Pará no Brasil, já está disponível gratuitamente para toda a comunidade científica.

De acordo com os pesquisadores Luiz Alcântara (Fiocruz Bahia) e Tulio de Oliveira (Africa center), coordenadores do projeto, a aplicação foi desenvolvida com o objetivo de dar suporte aos estudos epidemiológicos sobre estes arbovírus que estão circulando no Brasil. O trabalho segue os moldes de outras sete ferramentas previamente publicadas, em 2009, no periódico Nucleid Acid Reaserch, para os vírus HTLV-1, HIV-1, HIV-2, HCV, HBV, HPV e HHV8.

Para acessar a ferramenta, clique aqui.

Fonte: Fiocruz

Tecpar inaugura sala de coleta de leite materno para incentivar amamentação


A vice-governadora Cida Borghetti inaugurou, nesta terça-feira (1º), no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), a Sala de Nutriz, um ambiente privado e adequado para coleta e armazenamento do leite materno durante o período de trabalho, voltado às colaboradoras do instituto.

Cida Borghetti lembrou que a abertura da sala coincide com o mês de março, internacionalmente reconhecido como o mês da mulher. “É uma ocasião muito especial inaugurar essa sala, que vai apoiar a amamentação das colaboradoras do instituto e a saúde dos bebês. Essa é uma excelente iniciativa a favor da vida, que prioriza as mãe e as crianças”, ressaltou.

A vice-governadora conheceu a Sala de Nutriz ao lado do diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, que salientou que o instituto, ao adotar um programa de atenção à saúde da mulher, cumpre um dos objetivos do Governo do Estado, de dar prioridade à saúde da mulher e da criança. “No Tecpar, nós valorizamos a equidade do gênero e tomamos medidas para dar atenção aos colaboradores. Com a sala, a mulher ganha um espaço propício para fazer a coleta do leite materno e amamentar, posteriormente, o seu bebê”, pontua.

Atenção
A inauguração da sala é uma das ações do Tecpar realizadas dentro do Programa de Atenção à Gestante e Nutriz, que tem como objetivo prestar assistência à saúde das empregadas no período gestacional e no retorno da licença-maternidade, visando à continuidade da lactação para o desenvolvimento saudável da criança.

A intenção da sala é propiciar que as colaboradoras possam, durante o horário de trabalho, com privacidade e segurança, retirar o leite, armazená-lo em local adequado e depois levá-lo para casa, aumentando o período de amamentação do filho.

Valorização da mulher
Com a inauguração da sala, dez colaboradoras devem ser imediatamente favorecidas: uma acaba de voltar da licença-maternidade, outras três ainda usufruem o benefício e seis estão grávidas atualmente. Cerca de 48% do corpo de funcionários do órgão é formado por mulheres e em média seis colaboradoras entram em licença-maternidade ao ano.

Somando as funcionárias de empresas terceirizadas e de outras companhias instaladas no Parque Tecnológico do Tecpar, no câmpus CIC, a média de mulheres que vão usufruir da Sala de Nutriz a cada ano sobe para 14.

Com a sala em funcionamento, o Tecpar vai solicitar o credenciamento ao Ministério da Saúde para aderir ao Projeto Mulher Trabalhadora que Amamenta, que viabiliza a certificação do Tecpar como empresa amiga da amamentação.

A ação Mulher Trabalhadora que amamenta possui três eixos fundamentais preconizados pelo Ministério da Saúde: licença-maternidade de seis meses, concessão de benefício de auxílio-creche e a criação de salas de apoio à amamentação dentro do ambiente de trabalho. Todos esses requisitos são cumpridos hoje pelo Tecpar.

Participaram da inauguração da sala, além da vice-governadora e do diretor-presidente, o diretor de Biotecnologia Industrial, Julio Salomão, o diretor de Administração e Finanças, José Ciro Costa de Assunção, e o diretor de Desenvolvimento Tecnológico, Reginaldo Joaquim de Souza.

ABNT realiza no Tecpar reuniões da Comissão de Estudos de Engenharia de Software e Sistemas

A Comissão de Estudos de Engenharia de Software e Sistemas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) se reúne no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), entre terça (1º) e quarta-feira (2), para discutir o desenvolvimento de normas e documentos da Organização Internacional para Padronização (ISO, na sigla em inglês) para as áreas de pequenas empresas e Cloud Computing.

A coordenadora da Comissão, Gisele Villas Boas, afirma que reuniões como essas são realizadas periodicamente no Brasil e também no exterior, quando as propostas brasileiras são alinhadas com as demais entidades internacionais. “A partir dessas discussões, novas normas técnicas brasileiras podem ser desenvolvidas e adotadas em âmbito internacional. Além disso, debatemos como utilizar as normas internacionais no nosso país na área de Engenharia de Software e Sistemas”, salienta.

A reunião foi precedida por uma apresentação institucional do Tecpar pelo diretor-presidente, Júlio C. Felix. Gisele conta que as reuniões estão sendo realizadas no instituto pela proximidade da instituições com outros centros de pesquisa paranaenses. “Sempre buscamos nestas reuniões nos aproximar da realidade dos empresários e instituições para melhor desenvolver essas normas técnicas. No Paraná, vemos no Tecpar um parceiro que tem conhecimento da indústria do estado e tem proximidade dos centros de pesquisa e desenvolvimento paranaenses”, pontua.

Comissão
A Comissão de Estudo Especial de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (ABNT/CEE- 130) foi reativada e tem como coordenador o diretor-presidente do Tecpar. “O Brasil não estava participando do processo internacional de normatização nessa área e agora volta a participar com a reativação dessa comissão”, explica Felix.

A Comissão atua na Normalização no campo de Gestão da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), no que concerne à terminologia, diretrizes, requisitos e ferramentas de apoio.

O diretor-presidente vai coordenar delegações internacionais da ABNT para debater normas neste segmento. “Com o Marco Legal da Inovação, passamos a ter mais necessidade de ter normas de apoio para criar um ambiente propício à inovação no país. A comissão vai ajudar a criar essas normas e também a introduzi-las no Brasil, que passa a ser representado novamente nesta área”, ressalta Felix.



Agência inaugura sala de apoio a advogados, em parceria com a OAB

A partir desta terça-feira (1), a Anvisa passa a oferecer aos advogados uma sala de apoio no edifício sede. A estrutura está disponível para vistas a processos e demais atividades ligadas ao ofício desses profissionais quando em interação com a Agência.

A sala foi inaugurada pelo Diretor-Presidente Jarbas Barbosa e pelo Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF), Juliano Costa Couto. “É mais uma iniciativa para garantir a transparência de nossas ações”, enfatizou Jarbas. Já Juliano salientou que a Anvisa é um exemplo para outras agências, ao abrir mais esse importante espaço de diálogo democrático entre as duas instituições.

Também participaram da inauguração os Diretores da Anvisa Ivo Bucaresky e Fernando Mendes, além do Secretário-Geral da Caixa de Assistência dos Advogados do DF, Maximiliam Patriota.

Anvisa determina interdição cautelar de lote de álcool

A Anvisa determinou a interdição cautelar do lote A7N150705 do Álcool Etílico Hidratado 70º INPM, da marca Tupi. O produto é fabricado pela Callamarys Indústria e Comércio de Cosméticos e Saneantes LTDA.

O lote foi suspenso após Laudo de Análise Fiscal emitido Fundação Ezequiel Dias (Funed) revelar resultados insatisfatórios nos ensaios de PH e na rotulagem do lote citado.
A interdição cautelar é uma medida preventiva e temporária que vigora pelo prazo de 90 dias.

A medida está na Resolução RE520/2016 publicada terça-feira (01/3) no Diário Oficial da União (DOU).



Governo federal lança aplicativo para combater Aedes aegypti

O governo federal lança na quarta-feira (2) o aplicativo 0800 Saúde, ferramenta para ajudar no combate ao Aedes aegypti, que transmite zika, dengue e chikungunya. A novidade foi desenvolvida pelos ministérios das Comunicações e da Saúde em parceria com a empresa Qualcomm. No lançamento do aplicativo, o ministro das Comunicações, André Figueiredo, apresentará os detalhes da plataforma móvel.

O 0800 Saúde será um importante instrumento para levar informações de utilidade pública sobre a doença provocada pelo vírus da zika, como suas causas e sua relação com casos de microcefalia em recém-nascidos. Além disso, o app terá orientações sobre como combater o mosquito.

O aplicativo também permitirá a geolocalização de vários serviços oferecidos na área de saúde pública, como postos de saúde do SUS e Farmácias Populares mais próximas para a retirada de medicamentos gratuitos.

O 0800 Saúde conta ainda com o apoio das quatro maiores operadoras do país (Vivo, Claro, Tim e Oi), de modo que o acesso da população é gratuito, ou seja, sem cobrança de dados móveis.

O cidadão poderá fazer o download para os sistemas operacionais Android e iOS.

Serviço:

Evento: Lançamento do aplicativo 0800 Saúde
Dia: 02/03/2016
Horário: 15 horas
Local: Auditório do Ministério das Comunicações – Bloco R - Esplanada dos Ministérios – Brasília/DF.

OMS esclarece boatos sobre Zika e microcefalia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, nesta segunda-feira (29), uma nota informativa que esclarece rumores sobre o vírus Zika e a microcefalia. Entre os boatos citados estão a possível relação da malformação em decorrência do uso de vacinas, larvicidas, mosquitos geneticamente modificados, entre outros. A organização é taxativa em afirmar que não há evidências científicas que possam relacionar os casos de Zika e de microcefalia com o uso desses produtos.
Veja abaixo a nota traduzida na íntegra: 
Esclarecendo rumores sobre Zika e microcefalia
29 de fevereiro de 2016
Não há evidências de que vacinas causam microcefalias em bebês
Não existe evidência relacionando qualquer vacina ao aumento de casos de microcefalia, identificados primeiramente na Polinésia Francesa, na epidemia de 2013-2014, e mais recentemente no Nordeste brasileiro. Não há evidência de que vacinas causam microcefalia em bebês.
Uma extensa análise dos documentos publicados em 2014 não encontrou prova de que nenhuma vacina aplicada durante a gravidez resultou em má-formação nos recém-nascidos. O Comitê Global de Aconselhamento em Segurança de Vacinas, que oferece aconselhamento científico independente à Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre questões de segurança das vacinas, chegou à conclusão similar em 2014.
Adicionalmente, agências reguladoras nacionais são responsáveis por garantir que produtos distribuídos para uso da população, como vacinas, sejam devidamente avaliados de maneira a obterem padrões internacionais de qualidade e segurança. A OMS auxilia os países no fortalecimento dos seus sistemas nacionais de regulamentação.
Não há evidência de que o inseticida pyriproxyfen causa microcefalia
O Pyriproxyfen é um dos 12 inseticidas que a OMS recomenda para reduzir as populações dos mosquitos. Larvicidas são inseticidas que matam o mosquito no estágio larval.
Com base nas avaliações da OMS, não há indício de que o pyriproxyfen causa efeitos de desenvolvimento que podem resultar em microcefalia. A OMS continuará a avaliar evidências complementares sempre que disponíveis. A Agência Norte-Americana de Proteção Ambiental e investigadores da União Europeia chegaram à conclusão semelhante quando fizeram uma avaliação em separado do produto.
Larvicidas são armas importantes no arsenal da saúde pública. Especificamente em cidades e municípios nos quais não há água encanada, as pessoas tendem a beber água em recipientes dentro e fora de casa. Essas fontes de água, da mesma forma que espaços que acumulam água no lixo, calçada, vasos de plantas e pneus, servem como criadouros ideais para os mosquitos.
Larvicidas, como o pyriproxyfen, são usados em recipientes nos quais as pessoas armazenam água para impedir que as larvas se tornem mosquitos. Quando as pessoas bebem água de recipientes que foram tratados com pyriproxyfen, elas são expostas ao larvicida – mas em quantidades pequenas que não causam dano à saúde. Ainda, 90%-95% de qualquer larvicida são expelidos pela urina em até 48 horas. Esse produto vem sendo usado desde o final dos anos 1990, sem qualquer relação com efeitos colaterais de saúde.
Não há evidência de que a epidemia de Zika e os aumentos incomuns de casos de microcefalia no Brasil estejam relacionados ao mosquitos geneticamente modificados no Brasil.
Não existem evidências de que o vírus Zika ou a microcefalia no Brasil sejam causados por mosquitos geneticamente modificados. Nos mosquitos geneticamente modificados, os genes dos machos são alterados. Por conta das mudanças, quando eles acasalam com as fêmeas, as larvas não sobrevivem. Essa prática busca controlar e reduzir significantemente as populações de mosquitos.
A OMS incentiva países afetados, bem como seus parceiros, a ampliar o uso das atuais ações de intervenção e controle como a forma mais imediata de reação, e a testar judiciosamente novas abordagens que possam ser utilizadas no futuro.
Não há evidência de que mosquitos esterilizados contribuam para o aumento do Zika
Uma técnica que vem sendo desenvolvida para impedir o Zika é o lançamento em massa de mosquitos esterilizados com baixas doses de radiação. Quando um macho estéril acasala, os ovos da fêmea não sobrevivem. A técnica vem sendo usada de forma bem-sucedida e em larga escala para controlar pragas que ameaçam a agricultura e pecuária. Não há prova de que a técnica tem sido associada com o aumento de casos de microcefalia ou qualquer anomalia ou má formação.
A OMS incentiva países afetados, bem como seus parceiros, a ampliar o uso das atuais ações de intervenção e controle como a forma mais imediata de reação, e a testar judiciosamente novas abordagens que possam ser utilizadas no futuro.
Bactérias usadas para controlar a população masculina dos mosquitos não estão expandindo o Zika
Bactérias, como a Wolbachia, são usadas para controlar populações de mosquitos; elas não afetam seres humanos ou outros animais. A Wolbachia é encontrada em 60% dos insetos comuns, como moscas e borboletas. Mosquitos portadores da bactéria Wolbachia foram soltos em vários lugares, como Austrália, Brasil, Indonésia e Vietnã, de maneira a controlar a Dengue (que é transmitida pelo mesmo mosquito do Zika). Quando as fêmeas acasalam com machos portadores da bactéria, os ovos não eclodem, reduzindo as populações.
Peixes podem ajudar a acabar com o Zika
Alguns países afetados por Zika e Dengue estão usando métodos biológicos como parte de uma abordagem integrada de controle dos mosquitos. El Salvador, por exemplo, com grande apoio das comunidades de pescadores, está introduzindo peixes que se alimentam de larvas em recipientes de armazenamento de água.

Liraglutida é aprovada como tratamento auxiliar para o controle do peso em adultos

A Anvisa aprovou o registro do medicamento Saxenda (liraglutida) para controle crônico de peso, em associação a uma dieta baixa em calorias e aumento de exercício físico. O registro foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (29).

A indicação de uso da formulação é para adultos com Índice de Massa Corporal (IMC) de:
- 30kg/m² ou maior (obeso) ou;
- 27kg/m² ou maior (sobrepeso) na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso, como disglicemia (pré-diabetes e diabetes mellitus tipo 2), hipertensão arterial, dislipidemia ou apneia obstrutiva do sono.

A liraglutida é um agonista do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon 1 humano acilado (GLP-1). O GLP-1 é um regulador fisiológico do apetite e da ingestão de calorias e o seu receptor (GLP-1R) está presente em várias regiões do cérebro envolvidas com a regulação do apetite.

A Agência esclarece que a segurança do produto continuará sendo monitorada com estudos pós-comercialização, que estão em andamento.

Fiocruz publica artigo sobre zika e microcefalia no ‘Lancet’

Uma agenda científica para o vírus zika e a microcefalia no Brasil é o tema do artigo publicado no periódico inglês The Lancet, no último dia 23. O texto é assinado pelo presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Gadelha, pelo vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência, Rodrigo Stabeli, pelo coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde, Paulo Buss, pelo diretor da Fiocruz Bahia, Manoel Barral-Netto, pelos pesquisadores da Fiocruz Mauricio Barreto e Pedro Vasconcelos, além de Naomar Almeida-Filho, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e Mauro Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Uma agenda científica para o vírus zika e a microcefalia no Brasil é o tema do artigo publicado no periódico inglês The Lancet, no último dia 23. O texto é assinado pelo presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Gadelha, pelo vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência, Rodrigo Stabeli, pelo coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde, Paulo Buss, pelo diretor da Fiocruz Bahia, Manoel Barral-Netto, pelos pesquisadores da Fiocruz Mauricio Barreto e Pedro Vasconcelos, além de Naomar Almeida-Filho, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e Mauro Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O texto destaca as iniciativas do governo federal para ampliar o conhecimento sobre o vírus zika e as suas consequências para a saúde pública no Brasil e em todo mundo, com citação especial ao Gabinete para o Enfrentamento à Emergência Epidemiológica em Saúde Pública da Fiocruz. De acordo com os pesquisadores, para alcançar melhores chances de sucesso, um plano estratégico para a ação governamental deve ser apresentado em torno de seis componentes centrais.

O primeiro objetivo é ampliar a base de evidência da infecção, das doenças, e dos resultados potenciais das pesquisas sobre zika. Apesar de ser conhecida há várias décadas, o vírus zika foi um assunto negligenciado, possivelmente por causa de seus efeitos leves e seu alcance limitado. A criação de uma equipe multidisciplinar, incluindo clínicos bem treinados, epidemiologistas, geneticistas, neurologistas, obstetras, entre outros, fará com que seja possível gerar, compartilhar e analisar um grande volume de dados.

O segundo componente é desenvolver um teste sorológico rápido e confiável. Atualmente, o diagnóstico de zika se baseia na detecção de RNA viral, que está presente apenas em um breve período da viremia. De acordo com os pesquisadores, é essencial ter testes sorológicos confiáveis ​​e mais sensíveis e específicos. O terceiro eixo é controlar a infestação por Aedes aegypti com o objetivo de reduzir a infecção e a doença. Apesar de o controle do mosquito ter sido uma prioridade nacional, estudos precisam avaliar a eficácia de novas formas propostas de controle de vetores, como mosquitos infectados com a bactéria wolbachia.

A quarta meta do plano é definir protocolos para o tratamento de casos agudos, em particular as mulheres grávidas, e prevenção das consequências de malformações congênitas graves e incapacitantes. Não há nenhum tratamento comprovado hoje para o vírus zika e qualquer novo tratamento terá de ser seguro para as grávidas. O quinto objetivo é iniciar as bases para o desenvolvimento de vacinas, prospecção e avaliação de possíveis estratégias tecnológicas. Tendo em vista as dificuldades no controle do mosquito vetor e a ausência de outras formas de tratamento e prevenção, o desenvolvimento de uma vacina contra zika parece ser essencial para o controle a longo prazo da doença.

O sexto e último objetivo do plano estratégico é a reprogramação do sistema de saúde como consequência da epidemia. Para lidar com esta nova situação, será fundamental definir os recursos adequados para pesquisa, formação e capacitação. Segundo os autores do artigo, a cooperação internacional exigirá um complexo nível de coordenação e um grande esforço das agências reguladoras para aumentar as chances de sucesso dentro de um prazo razoável.


Fonte:  Agência Fiocruz de Notícias (AFN)