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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Lista de Denominações Comuns Brasileiras da Farmacopeia tem novas nomenclaturas

A Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa de número 71,  publicada no Diário Oficial da União (DOU) do último dia 30 de março, RDC 71/ 2016 inclui 40 novas nomenclaturas na Lista de Denominações Comuns Brasileiras (DCB), além de corrigir a nomenclatura de seis (6) substâncias e excluir duas DCB da resolução RDC 64/2012, de 28 de dezembro de 2012.

A DCB é a nomenclatura genérica atribuída aos insumos farmacêuticos, soros hiperimunes, vacinas, radiofármacos, plantas medicinais e substâncias homeopáticas e biológicas, empregada nos processos de registro, rotulagens, bulas, licitação, importação, exportação, comercialização, propaganda, publicidade, informação, prescrição, dispensação e em materiais de divulgação didático e técnico.


A lista completa da DCB traz, aproximadamente, 11.300  nomenclaturas e encontra-se disponível no hotsite da Farmacopeia Brasileira por meio do link http://www.anvisa.gov.br/hotsite/farmacopeiabrasileira/dcb.htm

Produto biológico novo para tratamento de câncer é aprovado pela Anvisa

A Anvisa concedeu registro ao medicamento Opdivo® (nivolumabe). O produto biológico novo é indicado em monoterapia para o tratamento de melanoma avançado e de câncer de pulmão. O registro foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (04/04), de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 55/2010.

O nivolumabe é um anticorpo monoclonal de imunoglobulina G4 (IgG4) totalmente humano que se liga ao receptor de morte programada 1 (PD-1) e bloqueia sua interação com PD-L1 e PD-L2. Opdivo® potencializa as respostas das células T, incluindo respostas antitumorais, por meio do bloqueio da ligação de PD-1 aos ligantes PD-L1 e PD-L2.

O produto Opdivo® (nivolumabe) foi aprovado para as seguintes indicações terapêuticas:
- Em monoterapia para o tratamento de melanoma avançado (irressecável ou metastático).
- Para o tratamento de câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC) localmente avançado ou metastático com progressão após quimioterapia à base de platina. Pacientes com mutação EGFR ou ALK devem ter progredido após tratamento com anti-EGFR e anti-ALK antes de receber Opdivo®.

Abertas inscrições para projetos de testagem de HIV

O Departamento de DST, Aids eHepatites Virais lança Edital para seleção de projetos a serem desenvolvidos por Organizações da Sociedade Civil (OSC) para a realização de testagem por amostra de fluido oral do HIV em populações-chave.

Os projetos serão executados em parceria com as OSC para realização de ações de testagem e prevenção, com enfoque na ampliação do diagnóstico, por meio da realização de testagem voluntária e oportuna do HIV. A testagem utilizará o teste rápido por amostra de fluido oral em populações-chave (gays e outros homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo; pessoas que usam álcool e outras drogas; travestis e transexuais e jovens de 15 a 24 anos em situação de maior vulnerabilidade, prioritariamente, com baixa escolaridade e vivendo em situações de pobreza).

O valor máximo por projeto é de R$ 75 mil e a data-limite para recebimento das propostas no protocolo do DDAHV é 6 de maio.

Mais informações clique aqui.

Fonte: aids.gov.br

DIRETORIA DA ALFOB SE REÚNE COM A ABIFINA


A Diretoria da Alfob reuniu-se nesta semana com a Abifina, representada pelo seu presidente, Ogari de Castro Pacheco e o vice presidente Reinaldo Guimarães.

A Diretoria da Alfob destacou a importância do setor farmoquímico na política do complexo industrial da saúde defendendo a necessidade de ampliar o conceito de produtos estratégicos para outros componentes da assistência farmacêutica, especialmente com relação aos medicamentos adquiridos pelos gestores estaduais e municipais.

Ambas as entidades concordam com os princípios básicos das Pdp's no que tange ao fortalecimento do parque industrial instalado no Brasil e à incorporação tecnológica no âmbito dos laboratórios oficiais. Os representantes da Abifina ressaltaram o novo posicionamento da Alfob e a articulação desenvolvida pela entidade nestes primeiros meses de gestão, formalizando apoio às suas iniciativas.


Entre outros aspectos, o presidente da Alfob destacou a intenção de estimular projetos que valorizem a contribuição dos produtores públicos dentro do conceito de linhas de cuidado, o que vem ao encontro do próprio princípio da integralidade na atenção à saúde. Ao final do encontro foi acordado que as duas entidades vão trabalhar em conjunto  buscando cooperação técnica nos temas de interesse.

Ao final do encontro, foi acordado que as duas entidades envidarão esforços no sentido de buscar cooperação técnica nos temas de interesse.

MCTI disponibiliza novos relatórios da pesquisa sobre a fosfoetanolamina

Estão disponíveis para o público três novos relatórios referentes à pesquisa sobre a fosfoetanolamina. Eles estão disponíveis na página especial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e podem ser acessadas neste link.
O primeiro deles é o relatório completo sobre os componentes químicos das amostras da substância produzidas pelo Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC/USP). O documento é assinado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-Inofar), no Laboratório de Química Orgânica Sintética (LQOS) do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em colaboração com o Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas (Lassbio), do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Também está no ar o estudo que detalha a avaliação da genotoxicidade da fosfoetanolamina. O procedimento foi utilizado para avaliar se a substância poderia provocar alterações em camundongos. Por fim, está disponível um resumo executivo do MCTI atualizado sobre os passos da pesquisa.
Fonte: MCTI

Saúde do DF em alerta para prevenção contra a gripe por H1N1

Até 31 de março, 15 casos foram confirmados em Brasília. Secretaria apresentou números oficiais nesta segunda-feira (4) e divulgará boletins às sextas

                                                                                         Foto: Matheus Oliveira/SES-DF

A saúde do Distrito Federal está em alerta para se prevenir contra o H1N1. De janeiro a 31 de março, foram confirmados 15 casos de gripe provocada pelo vírus. Sete pacientes apresentaram a doença na forma menos grave e os outros oito — em quem se identificou síndrome respiratória aguda grave — precisaram ser internados. Dentre os casos graves, uma idosa de 80 anos morreu em 13 de fevereiro.

Especialistas da Saúde mostraram os números oficiais, em coletiva na sede da pasta, na tarde desta segunda-feira (4). Eles destacaram que a cidade, no momento, está em alerta para prevenção. Não se trata, portanto, de alerta epidemiológico.

"O alerta é primeiro para os profissionais de saúde, para que, identificados os sintomas da influenza [conhecida como gripe], se tenha o tratamento adequado", explicou a diretora de Vigilância Epidemiológica e Imunização, da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, Cristina Segatto. "O outro alerta é o individual, para prevenir, auxiliando a população para evitar a transmissão." Estudos comparativos com anos anteriores estão em andamento para avaliar a situação do DF.

Nenhum registro de gripe por H1N1 foi contabilizado em Brasília no ano passado. Em 2014, houve 21 casos, com cinco óbitos. De janeiro a março do mesmo ano, somaram-se quatro pacientes com o vírus, sem ocorrência de morte.

NACIONAL - O subsecretário de Vigilância à Saúde, Tiago Coelho, pontuou que, neste ano, registrou-se em todo o País antecipação na incidência do H1N1, com aumento de casos entre 2015 e 2016, em diferentes unidades da Federação, como Goiás e São Paulo. "O período chuvoso chegou mais cedo e as pessoas tendem a circular mais em espaços fechados, o que facilita a disseminação do vírus", apontou Coelho como uma das hipóteses para a situação. A outra probabilidade é o contato de brasileiros com o vírus em viagens ao exterior.

Dos oito pacientes do DF que tiveram gripe por H1N1 em que se identificou situação grave, três são menores de 5 anos e quatro têm de 15 a 59 anos. A senhora que morreu em 13 de fevereiro morava em Águas Claras e estava internada em um hospital da rede privada. A Secretaria de Saúde foi notificada em 31 de março. Todos os casos registrados são de residentes do DF, mas os especialistas ressaltam que a transmissão está relacionada aos ambientes por onde o infectado passou, e não pelo local de residência.

SINTOMAS E PREVENÇÃO - A influenza — ou gripe, como é conhecida — é uma doença viral, altamente transmissível. Ela afeta, principalmente, nariz, garganta, boca, brônquios e, ocasionalmente, pulmões. Os sintomas mais comuns são febre acima de 37,8 graus, calafrios, mal-estar, dores no corpo, dor de garganta, prostração, coriza e tosse seca.
A infecção dura cerca de uma semana e a transmissão ocorre entre as pessoas por meio das vias respiratórias. Por isso, o subsecretário reforça que prevenir é a medida mais efetiva para controlar a doença. Nas medidas estão, por exemplo: higienizar bem as mãos, evitar levá-las à boca, nariz e olhos, evitar aglomeração e uso de lenços descartáveis, e procurar o médico se apresentar os sintomas.

VACINA - A campanha nacional de vacinação contra gripe está marcada para 30 de abril. Na rede pública, a vacina é aplicada gratuitamente naqueles que apresentam maior risco de desenvolver complicações devido à influenza. São eles: pessoas com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, profissionais de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou de outras condições clínicas especiais.

O público-alvo é definido por protocolo do Ministério da Saúde, também responsável por distribuir as doses da vacina, assim como a medicação para combate à doença, o remédio antiviral Oseltamivir, que se chama Tamiflu comercialmente.
Ainda nesta semana, Brasília começa a receber a primeira remessa do ministério. Até a data de início da campanha, a Secretaria de Saúde espera ter, conforme informado pela pasta federal, 50% de todo o quantitativo previsto — cerca de 300 mil doses.

À medida que as doses da vacina forem repassadas, o governo local vai estudar a possibilidade de antecipar a campanha para parte do público. Por ora, está mantido 30 de abril como o início da vacinação.

O estoque de Tamiflu do DF está regular, segundo o diretor de Assistência Farmacêutica, da Coordenação de Atenção Especializada à Saúde, da Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde, Emmanuel Carneiro. "É o suficiente para fazer o atendimento para o período de sazonalidade pelo qual estamos passando. Temos em torno de 15 mil comprimidos [o que corresponde a 500 caixas]", afirmou. Ele explicou que, no cenário ideal, o remédio deve ser administrado nas primeiras 48 horas dos sintomas e que a necessidade de uso é avaliada pelo médico.

 Amanda Martimon, da Agência Brasília

Mercado Aberto: Venda de genéricos ainda cresce, mas sinaliza desaceleração, diz entidade

O volume de vendas de medicamentos genéricos subiu 19,9% em fevereiro, em relação ao mesmo mês de 2015, segundo a Pró Genéricos (associação do setor), com base em dados da consultoria IMS Health.

O resultado, porém, é o mais baixo para o setor desde maio de 2015, o que pode ser sinal de que o crescimento começa a desacelerar. “É um reflexo da crise econômica.

A migração para os genéricos continua, mas o mercado está mais frágil como um todo”, diz Telma Salles, presidente da entidade.

Ao mesmo tempo em que a crise faz com que consumidores de remédios tradicionais passem aos genéricos, é possível que uma parte deles tenha reduzido o uso medicamentos em geral, afirma a executiva.

“Um grande percentual do portfólio de genéricos é de remédios para doenças crônicas, usados todos os dias.

Se há queda em unidades, ainda que pequena, é porque alguém está deixando de tomá-los,é um alerta.” O volume de vendas em fevereiro diminuiu 0,5% em relação ao mês anterior.

Ainda assim, a projeção do setor é de crescimento entre 8% e 9% para 2016.

A participação dos genéricos no mercado, hoje em 31%, deve subir dois pontos percentuais neste ano.

Fonte: Folha de S.Paulo   
Autor: Maria Cristina Frias

Campanha incentiva meninas a procurar vacinação contra HPV

Coordenada pelo Ministério da Saúde, campanha segue até 15 de abril; a dose pode ser encontrada em postos de saúde em todo o País

Foto: Pref. de Blumenau SC
Meninas de 9 a 13 anos podem procurar uma das 36 mil salas de vacinação no País para receber a dose contra o HPV. A campanha nacional de mobilização, coordenada pelo Ministério da Saúde, segue até 15 de abril. A dose, entretanto, pode ser encontrada nos postos de saúde durante todo o ano.

A meta deste ano é vacinar pelo menos 80% das meninas de 9 anos de idade, público-alvo da campanha, formado por um total de 1,7 milhão de garotas. A imunização é feita em duas doses injetáveis – a primeira, de preferência, nos meses de março ou abril, e a segunda, seis meses após a primeira.

A orientação da pasta é que meninas de 10 a 13 anos que ainda não receberam a dose ou que não completaram o esquema vacinal também sejam imunizadas durante a campanha de mobilização. A proteção, segundo o ministério, só é conferida se todas as doses forem aplicadas.

Meninas e mulheres, na faixa etária de 9 a 26 anos, vivendo com HIV ou aids também devem ser vacinadas. Neste caso, o esquema vacinal consiste em três doses – a segunda é administrada dois meses depois, e a terceira, após seis meses. Dados do ministério apontam que cerca de 59 mil mulheres de 15 a 26 anos vivem com HIV ou aids no País atualmente.

Ainda de acordo com a pasta, meninas de 9 a 13 anos poderão ser vacinadas contra o HPV em escolas públicas e particulares. Para isso, o ministério recomenda o envolvimento das secretarias Estaduais e municipais de educação na operacionalização das ações.

O ministério informou que foram gastos R$ 1,1 bilhão para a compra de 32 milhões de doses contra o HPV nos últimos três anos. A vacina utilizada pelo governo brasileiro é a quadrivalente e confere proteção contra os subtipos 6, 11, 16 e 18, principais responsáveis por casos de câncer de colo de útero e verrugas anogenitais.

A coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues, alerta que o vírus é atualmente muito disseminado e transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas. A estimativa, segundo ela, é que o Brasil registre, este ano, 16 mil novos casos de câncer de colo de útero e cerca de 5,4 mil mortes provocadas pela doença.

"A vacina é segura e recomendada pela Organização Mundial da Saúde. A dose já é utilizada em mais de cem países", disse. O câncer de colo de útero representa a quarta causa de morte por câncer entre mulheres.

Fonte: Portal Brasil

Reunião Pública da diretoria da Anvisa nesta terça-feira

A Diretoria Colegiada da Anvisa faz nesta terça-feira (dia 05/04), a 8ª Reunião Ordinária Pública de 2016. Será analisada a proposta de Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) que “dispõe sobre a atualização de dados cadastrais relativos ao funcionamento de empresas, transferência global de responsabilidade sobre ensaio clínico e a transferência de titularidade de registro de produtos sujeitos à vigilância sanitária em decorrência de operações societárias ou operações comerciais”.

Outra atividade da Dicol diz respeito ao exame da Proposta de Consulta Pública que dispõe sobre a Reavaliação Toxicológica do Ingrediente Ativo 2,4-D.

Haverá ainda a análise de uma proposta de iniciativa e o julgamento de dezenas de recursos administrativos interpostos pelo setor regulado relativos a assuntos como produtos óticos, medicamentos e material médico, entre outros.

O encontro ocorre a partir das 14h, na sala de reuniões da Diretoria Colegiada da Agência. Térreo, bloco E, sede da Anvisa. Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), trecho 05, área 57. Brasília - DF


A reunião será transmitida pelo link http://datasus.saude.gov.br/emtemporeal (usar o navegador Internet Explorer).

Instituto Vital Brazil comemora Dia Mundial da Saúde

No dia 7 de abril, o Instituto Vital Brazil abre suas portas para quem quiser participar das atividades em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, de 9h às 11h, no auditório do Instituto. Rua Maestro José Botelho, 64, Vital Brazil, Niterói.

O dia será marcado por uma manhã de palestras. Helene  Amorim, do Programa de Plantas Medicinais e Fitoterapia da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, vai falar sobre “Plantas Medicinais no Cotidiano da População”. Em seguida, a Superintendente de Atenção Básica da Secretaria de Estado de Saúde, Andrea Gomes, fará uma palestra sobre “Alternativa na Saúde: Práticas Integrativas e Complementares”. O tema deste ano do Dia Mundial da Saúde não pode ficar de fora, sendo assim, a enfermeira do Programa de Diabetes do Posto Municipal de Saúde Sérgio Arouca, Mary Vieira Barista, debaterá sobre “Educação em Diabetes”. Além das palestras, o setor de Gerência de Fitoterápicos do Instituto distribuirá azeite e vinagre, com ervas aromáticas, e sachê de chá medicinal aos participantes. Durante a manhã também terá aferição de pressão arterial.

O Dia Mundial da Saúde, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estará este ano centrado na diabetes. O número de pessoas com diabetes aumenta rapidamente em muitos países, mas uma grande parte dos casos podem ser prevenidos. A diabetes tem tratamento e pode ser controlada e a gestão da doença previne complicações.

O Instituto – O Instituto Vital Brazil é uma empresa de ciência e tecnologia do Governo do Estado do Rio de Janeiro ligado à Secretaria de Estado de Saúde. É um dos 18 laboratórios oficiais brasileiros e um dos três fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos para o Ministério da Saúde.

Assessoria de Comunicação
Instituto Vital Brazil
Rua Maestro José Botelho, 64, Vital Brazil, Niterói/RJ – CEP: 24.230-410
Tel: +55 (21) 2711-9223, ramal 187 / Fax: +55 (21) 2711-9092

Anvisa prorrogou prazo para laboratórios clínicos que utilizam assinatura digital

A Anvisa publicou este ano a Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa de número 58, a RDC 58/2016,  que prorrogou em mais 180 dias o prazo estabelecido para que os laboratórios clínicos que utilizam a assinatura digital adequem-se ao processo de certificação na forma disciplinada pela Medida Provisória 2.200-2/2001.

Esta prorrogação está ligada à RDC 30/2015, que trata de uma alteração à norma que regulamenta o funcionamento de laboratórios clínicos, a RDC 302/2005, quanto à assinatura nos laudos emitidos por estes estabelecimentos. Ela estabelece que o laboratório clínico pode optar pelo uso da assinatura manuscrita ou da assinatura digital para liberação do laudo.

Caso o laboratório opte pela assinatura digital em seus laudos, deve obter um sistema adequado a sua realidade. Esta assinatura deve ser certificada, sendo de responsabilidade do laboratório clínico buscar a certificadora que ofereça tecnologia adequada à sua necessidade. Este sistema não é regulado ou certificado pela Anvisa.

Para entender mais sobre a RDC 30/2015, a Gerência-Geral de Serviços de Saúde da Anvisa elaborou uma NotaTécnica detalhando o regulamento.



Agência determina apreensão de lote de hormônio de crescimento

A Anvisa determinou a apreensão e a inutilização do lote CC50539 do medicamento Hormotrop 12 UI, contendo o Diluente Bacteriostático, lote 13011499. O Laboratório Químico Farmacêutico Bergamo Ltda, detentor do registro do medicamento, desconhece a existência do lote citado, o que caracteriza a falsificação.

O produto registrado na Anvisa é destinado ao tratamento de crianças com problemas de crescimento, causados pela deficiência do hormônio de crescimento.


A medida está na Resolução RE857/2016 publicada segunda-feira (4/4) no Diário Oficial da União (DOU).

Ministério lança protocolo com diretrizes para parto cesariana

Objetivo é diminuir o número de cesarianas desnecessárias, uma vez que o procedimento, quando não indicado corretamente, pode resultar em morte materna e infantil

Ministério da Saúde publicou, no Diário Oficial da União, o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Cesariana, trazendo os parâmetros que devem ser seguidos, a partir de agora, pelas Secretarias de Saúde dos Estados, Distrito Federal e Municípios. A construção do novo documento passou por meses de discussão e de consulta pública, e estabelece um modelo de regulação do acesso assistencial, autorização, registro, indicação e ressarcimento dos procedimentos realizados.

O objetivo das diretrizes, elaboradas dentro de rigorosos parâmetros de qualidade, precisão de indicação e evidências científicas nacionais e internacionais, é auxiliar e orientar os profissionais da saúde a diminuir o número de cesarianas desnecessárias, uma vez que o procedimento, quando não indicado corretamente, traz inúmeros riscos, como aumento da probabilidade de surgimento de problemas respiratórios para o recém-nascido e grande risco de morte materna e infantil.

“Temos investido fortemente em diversas ações para incentivar o parto normal, porque atualmente o Brasil vive uma epidemia de cesáreas - que se tornaram, ao longo dos últimos anos, a principal via de nascimento do país, chegando a 55% dos partos realizados no Brasil e em alarmantes 84,6% nos serviços privados de saúde. No sistema público, a taxa é de 40%, consideravelmente menor, mas ainda elevada, o que nos preocupa”, destacou o Secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame.

Entre os principais destaques do protocolo, além de derrubar o mito de que a cesariana é mais segura e que o parto normal é sempre um procedimento de dor e sofrimento, é auxiliar na busca das melhores práticas em saúde. Além disso, é obrigatória a cientificação da gestante, ou de seu responsável legal, dos potenciais riscos e eventos adversos relacionados ao procedimento cirúrgico ou uso de medicamentos para a operação cesariana.

“A melhoria da qualidade na atenção obstétrica passa, essencialmente, pela mudança no atendimento à mulher durante o parto. Com isso, espera-se a diminuição no quantitativo de cesarianas desnecessárias, do adoecimento e mortes evitáveis a partir da adoção de boas práticas na atenção ao parto e nascimento. É importante reforçar que a cesariana é uma conquista científica que, quando indicada corretamente, pode salvar vidas, mas ela não deve ser feita indiscriminadamente. Essas diretrizes complementam a conduta médica nas avaliações individuais entre o profissional e o paciente e garantem o melhor procedimento para mãe e bebê”, explicou a Coordenadora-Geral de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Maria Esther Vilela.

O protocolo foi elaborado com base nas melhores evidências científicas nacionais e internacionais. Diferentes estudos realizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – braço da Organização das Nações Unidas (ONU) - e outros organismos nacionais e internacionais demonstram as vantagens de uma assistência ao parto que se efetive sem intervenções desnecessárias. Nesta perspectiva, o Ministério da Saúde tem atuado para assegurar às mulheres atenção humanizada durante a gestação, parto e pós-parto, e às crianças o direito ao nascimento seguro.

DESTAQUES – A OMS sugere que taxas populacionais de operação cesariana superiores a 10% não contribuem para a redução da mortalidade materna, perinatal ou neonatal. Considerando as características do Brasil, a taxa de referência ajustada pelo instrumento desenvolvido pela OMS estaria entre 25% e 30%. Para isso, um grupo consultivo formado por representantes de diversos órgãos do Governo Federal, associações, conselhos e médicos universitários elaborou 72 questões com respostas embasadas nas melhores evidências científicas. As diretrizes foram amplamente discutidas por especialistas e representantes da sociedade civil brasileira, além de técnicos e consultores do Ministério da Saúde, associações e entidades de classe no plenário da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias SUS (Conitec).

Entre os principais destaques/recomendações estão, por exemplo:

- A operação cesariana não é recomendada como forma de prevenção da transmissão vertical em gestantes com infecção por vírus da hepatite B e C;

- A operação cesariana programada é recomendada para prevenir a transmissão vertical do HIV;

- A operação cesariana é recomendada em mulheres que tenham apresentado infecção primária do vírus Herpes simples durante o terceiro trimestre da gestação;

- A operação cesariana não é recomendada como forma rotineira de nascimento de feto de mulheres obesas;

- A operação cesariana é recomendada para mulheres com três ou mais operações cesarianas prévias;

- O trabalho de parto e parto vaginal não é recomendado para mulheres com cicatriz uterina longitudinal de operação cesariana anterior, casos em que há maior comprometimento da musculatura do útero, aumentando o risco de sua ruptura no trabalho de parto.

O protocolo clínico recomenda, ainda, um aconselhamento sobre o modo de nascimento para gestantes com operação cesariana prévia que considere as preferências e prioridades da mulher, os riscos e benefícios de uma nova operação cesariana e os riscos e benefícios de um parto vaginal após uma operação cesariana, incluindo o risco de uma operação cesariana não planejada.

Mulheres com operações cesarianas prévias devem ser esclarecidas de que há um aumento no risco de ruptura uterina com o parto vaginal após operação cesariana prévia. Os profissionais e instituições de saúde devem ter resguardada a autonomia em relação à aceitação ou não da assistência ao parto vaginal após duas operações cesarianas.

Por Gustavo Frasão, da Agência Saúde

Tecpar apoia evento global da Microsoft em Cloud Computing

Curitiba é uma das 13 cidades brasileiras onde será realizado o Global Azure BootCamp, evento global realizado pela Microsoft que ocorre de forma simultânea em 178 cidades de todo o mundo. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), por meio do Tecpar Informação, é um dos apoiadores do evento gratuito, que vai ser realizado no dia 16 de abril.

O público-alvo do Global Azure BootCamp são desenvolvedores e arquitetos da informação com interesse em conhecer e aprender mais sobre a plataforma de Cloud Computing da Microsoft, o Microsoft Azure.

O evento oferece um dia de imersão que vai deixar o participante apto a desenvolver aplicações e/ou criar infraestrutura utilizando recursos de Cloud Computing. Entre os palestrantes estão, por exemplo, Alessandro Binhara, da Azuris, e Luiz Macedo, da Microsoft.

O do Global Azure BootCamp Curitiba vai ser realizado no Centro Tecnológico Positivo, na Rua Alferes Ângelo Sampaio, 2300, no Bigorrilho. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas pelo link migre.me/tn5Bf. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail organizacao@dotnetcuritiba.com.br.


Serviço: O Global Azure BootCamp Curitiba vai ser realizado no dia 16 de abril no Centro Tecnológico Positivo (Rua Alferes Ângelo Sampaio, 2300 – Bigorrilho). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link migre.me/tn5Bf. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail organizacao@dotnetcuritiba.com.br.

Balanço sobre o Programa Nacional de Segurança do Paciente é tema de bate-papo de vídeo do Proqualis

Como parte das comemorações da Semana Nacional de Segurança do Paciente, o Proqualis do Icict/Fiocruz publica vídeo no seu canal do Youtube com balanço do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) do Ministério da Saúde (MS). Em bate papo, Victor Grabois, Coordenador Executivo do Proqualis, e Walter Mendes, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fiocruz e colaborador do Proqualis, falam sobre avanços e desafios do programa, após três anos de seu lançamento. Grabois e Mendes são representantes da Fiocruz no Comitê de Implementação do PNSP.


Saiba mais: 1º de abril de 2013, essa é a data que o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Para sensibilizar os profissionais de saúde para adesão ao programa, comemora-se a data na Semana Nacional de Segurança do Paciente com diversas ações nas instituições de saúde que participam voluntariamente do movimento.



Fonte: Isis Breves/ Icict/Fiocruz

Estudo busca aprimorar vacina contra febre amarela

Reconhecida pela sua eficácia, a vacina contra a febre amarela é produzida com a mesma tecnologia desde 1937: vírus atenuados são inoculados em embriões de galinha e, após se multiplicarem, são usados no imunizante. O processo de replicação viral permaneceu uma incógnita durante décadas. Foi investigando essa etapa que um grupo liderado por cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descobriu informações que podem ajudar a aprimorar o imunizante no futuro. Em um estudo publicado na revista científica internacionalPlos Neglected Tropical Diseases, os pesquisadores descrevem, pela primeira vez, quais tecidos e células dos embriões de galinha são responsáveis pela replicação do vírus. As descobertas podem contribuir para o aperfeiçoamento do método de fabricação da vacina, o que poderia substituir o uso de embriões de galinha por um sistema de cultura de células. Desta forma, a imunização poderia deixar de ser contraindicada para as pessoas com alergia grave a proteínas de ovo. Além disso, a mudança também representaria um avanço ético no que se refere ao uso de animais, na medida em que permitiria reduzir o emprego de embriões de galinha no processo de fabricação do imunizante.

Primeiro autor do artigo, o biólogo Pedro Paulo de Abreu Manso, do Laboratório de Patologia do IOC/Fiocruz, diz que os resultados são surpreendentes. “Em pacientes, o fígado é um dos principais órgãos acometidos nos casos de febre amarela grave. No entanto, nos embriões de galinha, este órgão não é afetado. Por outro lado, neste trabalho observamos que os vírus são produzidos principalmente nas células musculares esqueléticas, o que nunca tinha sido mostrado antes”, comenta o pesquisador. Na medida em que identifica os tecidos responsáveis pela replicação das partículas virais nos embriões de galinha, o artigo aponta um possível caminho para a produção da vacina em cultura de células. Segundo os cientistas, tentativas anteriores neste sentido não obtiveram sucesso na produção do imunizante. “Ainda são necessários muitos testes, mas utilizar células musculares, que são as principais células envolvidas na produção do vírus in vivo, pode aumentar as chances de sucesso na produção da vacina em sistema de cultura”, avalia Pedro Paulo.

Refutações e confirmações - Os resultados inesperados da pesquisa levaram os cientistas a questionar alguns mecanismos da doença. Por exemplo, a presença dos vírus nas células musculares poderia justificar um dos sintomas iniciais do agravo: a dor muscular, que geralmente é atribuída à resposta imune do organismo contra a infecção. “Assim como ocorre nos embriões de galinha, os patógenos podem afetar diretamente os músculos dos pacientes. Isso nunca foi investigado na febre amarela, mas já foi mostrado na infecção por chikungunya, que é causada por um vírus de uma família próxima”, afirma Pedro Paulo. Da mesma forma, a evolução da doença no fígado pode ter explicações diferentes das conhecidas até agora. Segundo as teorias atuais, células especializadas chamadas de células de Kupffer exerceriam um papel protetor, retardando a infecção das células mais importantes do órgão, conhecidas como hepatócitos. O estudo aponta justamente o contrário. Como no estudo foi usada uma fase do desenvolvimento em que os embriões de galinha ainda não possuem células de Kupffer e, mesmo assim, o fígado não foi afetado pelo vírus, os pesquisadores suspeitam que estas células possam atuar como um facilitador da propagação do patógeno no fígado.

Ao mesmo tempo em que alguns conhecimentos atuais foram questionados, outros foram reforçados. A produção de imagens inéditas confirmou a localização exata dos vírus da febre amarela nas células dos embriões de galinha. Usando uma técnica de microscopia de super-resolução, os pesquisadores mostram que as partículas virais são encontradas em uma organela celular chamada de retículo endoplasmático e em compartimentos conhecidos como vesículas de exocitose. De acordo com Pedro Paulo, as imagens ajudam a consolidar o conhecimento já existente sobre o ciclo da infecção dentro das células.

Conhecimento de interesse para o Brasil - O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores dos Laboratórios de Patologia e de Biologia Molecular de Flavivírus do IOC/Fiocruz com a colaboração do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Para os autores, encontrar formas de melhorar a vacina contra a febre amarela pode ser ainda mais importante no futuro. No ano passado, uma tecnologia criada por cientistas do IOC/Fiocruz e de Bio-Manguinhos/Fiocruz que permite usar este imunizante como base para elaborar vacinas contra diversas doenças recebeu a patente nos Estados Unidos. Atualmente, a metodologia é aplicada na busca de possíveis vacinas contra a Aids e a doença de Chagas. Além disso, as descobertas recentes podem ajudar a aperfeiçoar um produto de destaque no portfólio brasileiro de imunizantes: responsável pela produção da vacina contra a febre amarela desde 1937, Bio-Manguinhos/Fiocruz é o maior fabricante mundial e o único da América Latina certificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo da febre amarela também está na origem do Laboratório de Patologia do IOC/Fiocruz. A unidade é responsável pela Coleção de Febre Amarela, que reúne amostras de 498 mil casos da doença. Conservadas em formol, em blocos de parafina e em cortes histológicos corados em lâminas, as amostras de fígado de pacientes que morreram devido à infecção foram coletadas entre 1930 e 1970. Entre diversas contribuições para a ciência e a saúde, o estudo do material ajudou no mapeamento dos casos e na erradicação da forma urbana da febre amarela no Brasil alcançada entre 1933 e 1934.

Uma doença complexa - Por possuir um ciclo silvestre, a febre amarela é uma doença de difícil eliminação. Em áreas de floresta, mosquitos Haemogogus contraem o vírus causador da infecção ao sugar o sangue de macacos doentes e podem transmitir o patógeno para viajantes e pessoas que vivem nas imediações. No Brasil, a forma urbana do agravo foi eliminada em 1942, após epidemias que deixaram milhares de mortos no século XIX e no começo do século XX. No entanto, o risco de reintrodução é uma preocupação constante porque mosquitos do gênero Aedes – que já transmitem dengue, chikungunya e zika – também têm potencial de propagar a febre amarela.

Principal forma de prevenção, a vacina contra a doença faz parte do calendário nacional de imunizações em todas as áreas com risco de transmissão, o que inclui as regiões Norte e Centro-Oeste, além de trechos do Nordeste, Sul e Sudeste. Nestes locais, a primeira dose deve ser aplicada aos noves meses e a segunda, aos 4 anos. Quem nunca foi imunizado e pretende viajar para áreas com transmissão da doença deve consultar o site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para verificar a necessidade de imunização, que deve ser feita dez dias antes da data da viagem para garantir a proteção.

A maioria das pessoas que contrai febre amarela se recupera após três ou quatro dias, mas 15% dos pacientes desenvolvem formas graves, que podem levar à morte em 50% dos casos. Segundo o Ministério da Saúde, de 1999 a 2013, houve 405 registros de febre amarela grave no Brasil, com 182 óbitos. Os principais sintomas da infecção são febre alta, calafrios, dor de cabeça e dor muscular. Além disso, podem ocorrer náuseas, vômitos e diarreia. Nos casos graves, o fígado e os rins são afetados. Os pacientes apresentam olhos amarelados e sinais hemorrágicos, como sangramentos do nariz e gengivas. Uma vez que os sintomas iniciais da infecção se parecem com os de várias outras doenças, é importante que os pacientes relatem aos médicos seus históricos de viagem. Não existe tratamento específico para a febre amarela, mas os pacientes diagnosticados recebem terapia para controlar a desidratação e outros sintomas, como febre e dor.

Fonte: Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)

Governo autoriza reajuste de até 12,5% no preço dos remédios

Os preços dos remédios poderão subir até 12,5% a partir desta sexta-feira (1º). Resolução da Câmara de regulação do Mercado de Medicamrntos (Cmed), órgão do governo formado por representantes de vários ministérios, fixou em 12,5% o reajuste máximo permitido aos fabricantes na definição dos preços dos medicamentos. A decisão foi publicada no "Diário Oficial da União".
A regulação é válida para um universo de mais de 9 mil medicamentos com preços controlados pelo governo.
O setor já contava com um reajuste de até 12,5%, de forma a compensar a inflação do período e o aumento de custos provocado pela alta do dólar e aumentos no valor da energia elétrica.
Segundo a Interfarma, a associação que representa laboratórios farmacêuticos do país, é a primeira vez em mais de 10 anos que o governo autoriza um reajuste anual de preços acima da inflação. Entre março de 2015 e fevereiro de 2016, a inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)ficou em 10,36%.
Diferentemente de outros anos, o governo determinou dessa vez apenas uma faixa de reajuste máximo para todas as categorias de medicamentos. Nos anos anteriores, foram autorizados 3 níveis diferentes de alta, conforme o perfil de concorrência dos produtos, seguindo a lógica de que, nas categorias com um maior número de genéricos, a concorrência é maior e, portanto, o aumento também pode ser maior. No ano passado, o reajuste médio ficou em 6% e 50% dos produtos teve rajuste de 5%.
Crise e efeito câmbio
O reajuste acima da inflação tem como pano de fundo os reflexos da crise econômica no setor farmacêutico, uma vez que, pelas regras, o cálculo do índice leva em conta também fatores como produtividade da indústria e variações dos custos de insumos.

Segundo a Interfarma, a forte alta do dólar e das tarifas de energia elétrica tiveram forte impacto nos custos da indústria, cuja boa parte da matéria-prima é importada. "Desta vez, a produtividade da indústria foi negativa, ou seja, a mão de obra contratada produziu menos que no ano anterior. Assim, os fatores de produtividade acabaram sendo anulados", informou a associação.
Apesar de o reajuste já estar valendo, é aconselhável que o consumidor faça pesquisa, uma vez que os preços tradicionalmente tendem a ser remarcados conforme as farmácias forem renovando seus estoques.
Dicas para o consumidor
Diante do reajuste, a Proteste Associação de Consumidores dá algumas dicas para os consumidores:


- Pesquise em diferentes redes, e não deixe de pechinchar. Há diferenças mesmo dentro da mesma rede, de uma loja para outra.

- Consulte seu médico sobre a possibilidade de usar a versão genérica do medicamento. O genérico, em regra, é mais barato. E lembre que também há diferenças nos preços cobrados por diferentes laboratórios.
- Peça para seu médico receitar o medicamento pelo nome do princípio ativo e não pelo nome de marca. Assim, será mais fácil verificar a existência de genéricos e optar pelo mais barato.
- Consulte o médico sobre a possibilidade de utilizar medicamentos que constam da lista do Programa Farmácia Popular, que oferece remédios gratuitos e com preços até 90% mais baratos. Há uma série de farmácias e drogarias que participam do programa.
- Para quem tem doença crônica, também outra forma de economia é a adesão a programas de fidelização de laboratórios. A adesão é feita pelo site das empresas ou por um telefone 0800, identificado nos rótulos dos produtos. Dependendo do medicamento, os descontos chegam até 70%.

Instituto Nacional de Cardiologia realiza evento de Cardiologia Fetal

O Instituto Nacional deCardiologia promove, nesta sexta-feira (1º), uma conferência sobre Medicina fetal (cardiologia fetal), com foco na ecografia obstétrica. O chefe do Serviço de Cardiologia da Criança e do Adolescente do INC, Dr Luiz Carlos Simões, explica a importância desse exame para as gestantes. “O ecocardiograma fetal é realizado em pacientes que apresentam fatores de risco que propiciam o surgimento de doenças cardíacas em seus bebês. O tempo de gestação ideal para ser realizada é após 20 semanas de gestação. No caso de problema no coração do feto diagnosticado por meio da ecocardiografia fetal, há possibilidade de uma intervenção intrauterina de modo a evitar a deterioração do coração do feto”, esclarece.

A palestra será ministrada pela Dra. Simone Pedra, chefe do Programa de cardiologia fetal do HCOR-São Paulo, e também contará com a participação do Dr. Jofre Amim, diretor da maternidade Escola da UFRJ.

O evento será coordenado pelo Serviço de Cardiologia da Criança e do Adolescente do INC; Coordenação Médica Hospitalar; e pela Coordenação de Ensino e Pesquisa e da Maternidade Escola da UFRJ. O encontro será realizado no auditório do 12º andar do INC, às 08 horas. Destinado a profissionais de saúde, o evento não precisa de cadastro prévio.

Fonte: INC

Diretoria da Alfob se reuniu com o Diretor do DECIIS, Joselito Pedrosa


Durante o encontro foram demonstrados os avanços nos laboratórios oficiais ao longo dos últimos 5 anos fomentados com o uso de programas e ferramentas como o PROCIS e as PDP's.

É imperativa a menção da compreensão do Dr Joselito sobre a importância estratégica dos laboratórios oficiais.

Atualmente temos a certeza que podemos contar com a Diretoria da Alfob para, juntos, desenharmos estratégias para aproximar o MS dos LOFs de modo a melhorar o atendimento das demandas em saúde, afirmou o diretor do Deciis.

O presidente da Alfob, Paulo Mayorga, ressaltou a importância de um trabalho integrado, valorizando o papel dos laboratórios oficiais na consolidação das políticas públicas voltadas para a promoção do acesso e qualificação de todo o processo de atenção à saúde.


Todavia, Mayorga destacou a necessidade de identificar um modelo de gestão compatível com os desafios postos, apontando ainda a possibilidade de inserção dos produtores públicos no novo marco legal da inovação, buscando uma atuação híbrida entre produção e desenvolvimento tecnológico.

Brasileiros fizeram 35.615 ciclos de fertilização in vitro em 2015

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica hoje em seu portal o relatório referente ao ano de 2015 do Sistema Nacional de Produção de Embriões-SisEmbrio. Cento e quarenta e um bancos de Células e Tecidos Germinativos - BCTGs (Laboratórios de Fertilização in vitro) encaminharam sua produção ao SisEmbrio. Este número é o maior desde que o sistema começou a funcionar, em 2008.

Em 2015 houve um crescimento de 40% no número de embriões congelados em relação ao ano de 2014, subindo de 47.812 para 67.359. Já o número de embriões doados para pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil foi de apenas 48 no ano passado.

De acordo com o relatório, foram realizadas 73.472 transferências de embriões para as pacientes que realizaram técnicas de fertilização in vitro no Brasil. Além disso, foram reportados mais de 35.615 ciclos de fertilização com mais de 327.748 oócitos produzidos.

Além dos dados apresentados, o SisEmbrio realiza avaliação de indicadores de qualidade para os Bancos de Células e Tecidos Germinativos, mais conhecidos como clínicas de Reprodução Humana Assistida. Esses dados fornecem informações importantes sobre a padronização dos processos nos Bancos e refletem a qualidade do laboratório, como ambiente favorável, manipulação correta de materiais e equipamentos, bem como a qualidade da manipulação.

Esses indicadores têm sido utilizados pela Anvisa, em conjunto com as vigilâncias sanitárias de estados e municípios, para direcionar ações  de inspeção sanitária nos Bancos.

O relatório permite que a população tenha acesso, a partir do nome fantasia do estabelecimento, a todos os dados divulgados, garantindo a transparência das informações.