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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Proqualis em parceria com Hospital Alemão Oswaldo Cruz lança página de Cirurgia Segura

Já está no Portal Proqualis em Experiências Brasileiras, a página de Cirurgia Segura coordenada pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) contendo todos protocolos e políticas para implementação das práticas de cirurgia segura. A aplicação da lista de verificação (check list) de segurança perioperatória permite uma conferência prévia dos procedimentos cirúrgicos contemplando três momentos: antes do início da anestesia, imediatamente antes da incisão cirúrgica e antes da saída do paciente da sala operatória. O HAOC também implementou um conjunto de protocolos e políticas que dão suporte a esse checklist para tornar as intervenções cirúrgicas mais seguras.

O HAOC é um hospital especializado em procedimentos cirúrgicos de alta complexidade e implementou o processo de Cirurgia Segura em 2009. Atualmente, esses conceitos e processos com foco na qualidade e segurança já estão incorporados em toda a rotina do Hospital.

Na página, o profissional de saúde encontra em acesso aberto ferramentas para implementação do processo de cirurgia segura como a política institucional do hospital “Garantir o local correto, o procedimento correto e a cirurgia no paciente correto”, o Protocolo de Cuidados durante Anestesia e Sedação, Conferência de compressas cirúrgicas, gazes e agulhas, dentre outras; Literatura de interesse selecionada sobre o tema e com tradução do resumo para o português e mais: Um vídeo produzido pelo HAOC sobre os desafios da implementação da lista de verificação da cirurgia segura e uma aula em slides sobre Cirurgia Segura.

Eventos adversos relacionados ao cuidado cirúrgico, como cirurgia errada, no lado errado ou paciente errado, infecção do sítio cirúrgico, dentre outras, representam 1/3 dos eventos adversos em hospitais e que poderiam ser evitados com medidas de prevenção apresentadas em protocolos de cirurgia segura como a lista de verificação para a cirurgia segura.

Acesse a página Cirurgia Segura em: http://proqualis.net/cirurgia-segura

Ao longo da semana, o Proqualis irá divulgar estratégias e conteúdos em comemoração à Semana Nacional de Segurança do Paciente. Semana dedicada à para a Segurança do Paciente, que remete ao aniversário de três anos da criação do Programa Nacional de Segurança do Paciente, lançado dia 1º de abril de 2013, pelo Ministério da Saúde. Aguardem!

Fonte: Isis Breves/ Icict fiocruz

Seminário internacional debate alternativas ao uso de animais

A Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) convida os representantes da academia, do governo e da indústria para o workshop “Innovation, Validation and Regulation: A Bilateral Perspective on Alternative Methods to Animal Use”.

Em uma tradução livre, este será um encontro de trabalho sobre inovação, validação e regulação, em uma perspectiva bilateral de métodos alternativos ao uso de animais.
O objetivo do “workshop” é buscar harmonização entre as ações brasileiras e europeias. O evento reunirá especialistas da União Europeia e da Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama).

A Renama é constituída pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) e do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio/CNPEM).

Neste debate estarão presentes membros do EURL-ECVAM-JRC (Joint Research Center). O JRC subsidia cientificamente a Comissão Europeia e é formado por uma rede de centros de pesquisa presentes em diversos países europeus.

O evento acontece no próximo dia 6 de abril, no Centro de Convenções Antônio Félix Filho, localizado no Setor Policial Sul, em Brasília, no Complexo Sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF).


Para mais informações e para fazer sua inscrição, clique aqui.

Representação da OPAS/OMS no Brasil lança fascículo sobre uso de medicamentos para casos de depressão em idosos

Acaba de ser lançado pela Representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil o fascículo “Abordagem da depressão maior em idosos:medidas não medicamentosas e medicamentosas”. A publicação integra a série “Uso Racional de Medicamentos: fundamentação em condutas terapêuticas e nos macroprocessos da Assistência Farmacêutica”. O objetivo é fornecer aos profissionais, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) informações confiáveis e isentas, com base nas melhores evidências científicas disponíveis.

O projeto, que conta com a participação de renomados profissionais, é coordenado pela OPAS/OMS em conjunto com a pesquisadora Lenita Wannmacher. Conforme o novo fascículo, os distúrbios depressivos caracterizam-se por tristeza persistente, falta de interesse e pouca energia, que afetam o funcionamento do individuo no dia a dia. De acordo com Lenita, a depressão pode aumentar significativamente com a idade (85 anos ou mais), incapacidade de locomoção, diminuição de visão, prejuízo cognitivo leve, percepção subjetiva de perda de memória e tabagismo.

“Estudos realizados em pessoas com 55 anos ou mais mostraram que, em média, a prevalência de depressão é de 14,4% no âmbito hospitalar, 10,4% na comunidade e 7,7% em pacientes da atenção primária. Os fatores de risco associados incluíram gênero feminino, história de doenças cerebrovasculares, distúrbio de ansiedade generalizada, solidão e atendimento institucional de longo prazo”, acrescenta a pesquisadora.

Abordagem terapêutica

De acordo com o fascículo, a depressão maior em idosos pode diferir da que se apresenta em adultos mais jovens, em termos de etiologia, manifestações, tratamento e desfechos. Pode provir de inúmeras condições ou se associar a elas, tais como: processos crônicos relacionados à idade (cardiovasculares, inflamatórios, endócrinos, autoimunes); uso continuado de alguns medicamentos; adversidades psicológicas (empobrecimento, isolamento social, abandono ou falta de solicitude de familiares, famílias pouco estruturadas, incapacidade funcional, vulnerabilidade social); mudanças de estilo de vida (diminuição de atividades diárias, dependência de outras pessoas no exercício de atividades cotidianas, moradia em casas geriátricas); e déficits cognitivos. Fatores hereditários também contribuem. Nessas pessoas, a depressão piora a comorbidade, diminui a qualidade de vida e aumenta a mortalidade.

Segundo Lenita Wannmacher, a depressão que necessita intervenção é encontrada em 10% das pessoas acima de 60 anos. “Em mais da metade dessas pessoas, os sintomas são recorrentes. Em idosos que vivem em instituições geriátricas, a depressão é encontrada em mais de 40% dos residentes. Em muitos casos, os cuidadores não reconhecem a depressão”, afirma.

Recomendações e precauções contemporâneas relacionadas ao manejo da depressão maior em idosos

O manejo da depressão maior unipolar pode ser feito com antidepressivos e medidas não medicamentosas, que em associação se mostram mais eficazes que as intervenções isoladas.
Em quadros agudos, o tratamento se faz com antidepressivos, selecionando-se aqueles com menor potencial de efeitos adversos e de interações perigosas.

Em depressão grave, que exige internação hospitalar, antidepressivos e eletroconvulsoterapia se mostram benéficos, sendo que essa última não aumenta o risco de perda cognitiva permanente.
As evidências sobre as intervenções não medicamentosas são parcas e conflitantes, devido a limitações metodológicas e variabilidade dos estudos. Ampla revisão considera benéficas a terapia cognitivo-comportamental e a psicoterapia interpessoal.

Os antidepressivos mais novos não se mostraram significativamente mais eficazes, e muitos deles apresentam mais efeitos adversos do que os mais antigos de mesma classe.

Informações adicionais e a versão completa da série “Uso Racional de Medicamentos: fundamentação em condutas terapêuticas e nos macroprocessos da Assistência Farmacêutica” podem ser acessadas no site da OPAS/OMS.




Universitários criam aplicativo gratuito para mães e gestantes

Facilitar a vida de mães e gestantes é o principal objetivo do aplicativo iMOM, criado por universitários de Mato Grosso do Sul. O enfermeiro Alexandre Rodrigues Mendonça, colaborador do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), idealizou o aplicativo que disponibiliza, via telefone celular, informações sobre temas que frequentemente geram dúvidas nos períodos gestacional e pós-parto.

O aplicativo foi desenvolvido como produto técnico embasado na pesquisa que Alexandre está realizando no curso de mestrado profissional de Ensino em Saúde pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, sob orientação de Antonio Sales.

O software, que é de instalação gratuita e possui versões para telefones com sistema IOS e Android, tem como diferencial a interatividade, pois além de acessar conteúdos técnicos específicos sobre vários assuntos, a usuária pode tirar dúvidas com profissionais de saúde e deixar perguntas públicas, que outras mães ou gestantes podem visualizar e responder.

“A equipe profissional que dá suporte ao aplicativo é toda composta por profissionais que atuam no HU-UFGD. Isso faz da ferramenta uma extensão da maternidade, de forma que a mãe recebe alta, vai para casa com o bebê, mas pode continuar em contato, tirando dúvidas e trocando ideias com o corpo consultivo e com outras mães e gestantes”, explica Alexandre.

Um dos principais assuntos abordados no iMom – e que deu início à pesquisa – é o aleitamento materno, que acabou se tornando o foco principal do aplicativo. Periodicamente, Alexandre publica textos sobre os mais diversos tópicos relacionados à amamentação, como aleitamento de gêmeos, uso do leite de vaca, aplicação de compressas nas mamas, fases do leite materno, doação de leite humano, entre vários outros.

“O aplicativo acaba se tornando uma proposta de promover o aleitamento materno, incentivando as mulheres a amamentarem seus filhos”, diz o enfermeiro que, além de administrar o conteúdo e as publicações, responde, junto aos outros profissionais do HU, às dúvidas das usuárias.

Interação

A enfermeira obstétrica Renata Rodrigues de Paula trabalha há seis anos na área de gestação e parto e é uma das profissionais que participam do corpo consultivo do iMom. “Uma das necessidades no setor da saúde é o atendimento multiprofissional e transdisciplinar que cada paciente precisa receber. Com o avanço tecnológico, o aplicativo agrega virtualmente o ponto de vista de vários profissionais especialistas e proporciona que a paciente receba a melhor conduta para o seu caso”, expõe a enfermeira.

Além de Alexandre e Renata, o corpo consultivo do iMom possui mais uma enfermeira e doula, duas médicas ginecologistas, uma fisioterapeuta, uma fonoaudióloga e uma nutricionista. Atualmente, mais de 1,1 mil pessoas já estão cadastradas no aplicativo.

Para baixar a ferramenta, basta buscar pelo termo iMom nas lojas virtuais de aplicativos, tanto para IOS quanto para Android. O download é gratuito. Os temas publicados também estão disponíveis no blog, e as novidades podem ser acompanhadas, ainda, pela página do aplicativo no Facebook.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde e do Hospital Universitário da UFGD

Tecpar investe, em cinco anos, R$ 4,3 milhões com respostas técnicas a empresários em busca de inovação

O apoio à inovação, um dos pilares do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) desde a sua fundação, há 76 anos, pode parecer um benefício intangível, mas um levantamento feito pelo instituto ajuda a mensurar o impacto desse suporte às empresas brasileiras. Nos últimos cinco anos, o Tecpar dedicou R$ 4,3 milhões em horas de seus colaboradores para apoiar empresários em apenas um serviço, gratuito para quem o consulta.

O Tecpar é hoje o único instituto de tecnologia do país entre as nove instituições de pesquisa credenciadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para integrar o Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas (SBRT). Com o SBRT são fornecidas gratuitamente, via internet, informações a empreendedores, micro, pequenas e médias empresas sobre questões técnicas dos negócios.

Como membro do SBRT, o instituto aloca seus especialistas em gestão da informação para responder as mais diversas dúvidas sobre as empresas brasileiras. O levantamento feito pelo Tecpar mostra que, de 2011 a 2015, os colaboradores dedicaram 21,8 mil horas para atender os questionamentos dos empresários – uma média anual de 4.360 horas, o que equivale a um investimento de R$ 4,3 milhões para o apoio à inovação.

De acordo com o gerente do Tecpar Informação, Rogério Oliveira, o levantamento foi feito para mostrar que, apesar de o serviço ser gratuito, o seu atendimento demanda um investimento em forma de informação. “Fizemos esse levantamento para mensurar o valor da informação gerada para os empresários, que contam o serviço gratuito voltado à inovação. É uma maneira da sociedade perceber que parte do dinheiro de seus impostos está retornando a ela, em forma de conhecimento”, avalia.

Respostas técnicas
O SBRT é uma rede integrada pelo Tecpar e mais oito instituições do Brasil que fornecem gratuitamente, via internet, respostas a questões técnicas, como por exemplo, processos de fabricação, melhorias de produto e matérias-primas. O Tecpar é responsável pelo atendimento de clientes dos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

Para ter acesso ao banco de informação, é necessário apenas que o usuário cadastre-se no portal (www.respostatecnica.org.br) e registre a sua necessidade.
Soluções tecnológicas

Quatro grandes áreas são foco dos negócios dos centros tecnológicos do Tecpar. Com infraestrutura de laboratórios e um time de especialistas, o instituto atende empresários que querem inovar em Saúde e Meio Ambiente, Tecnologia de Materiais, Medições e Validação, Informação Tecnológica e Estudos Estratégicos e Certificação.


Interessados em conhecer as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Tecpar podem acessar o site portal.tecpar.br/solucoes-tecnologicas.

Medicamento para tratar câncer ganha indicação para leucemia

A Anvisa deferiu o pedido de inclusão de indicação terapêutica nova no país para o medicamento SPRYCEL® (dasatinibe), O texto foi publicado no Diário Oficial da União do dia 21 de março. 

Sprycel ® (dasatinibe) é um medicamento para tratamento de câncer aprovado no Brasil desde 2007 para as seguintes indicações: leucemia mielóide crônica (LMC) cromossomo Philadelphia-positivo (LMC Ph+) nas fases crônica, acelerada ou blástica, mielóide/linfoide com resistência ou intolerância à terapia anterior incluindo imatinibe e leucemia linfoblástica aguda cromossomo Philadélfia-positivo (LLA Ph+) com resistência ou intolerância à terapia anterior.

A nova indicação terapêutica aprovada no Brasil refere-se ao tratamento de pacientes adultos com leucemia mielóide crônica cromossomo Philadelphia-positivo (LMC Ph+) em fase crônica recém-diagnosticada. Esta nova indicação representa a possibilidade de uso de dasatinibe também no tratamento de primeira-linha de pacientes com LMC Ph+, além do uso em caso de resistência ou intolerância à terapia anterior que já estava aprovado no país. 

SPRYCEL (dasatinibe) está registrado na forma farmacêutica de comprimidos revestidos, nas concentrações de 20 mg, 50mg e 100 mg.

Incidência da tuberculose cai 20,2% no Brasil em uma década

Com o mote ''testar, tratar e vencer'', campanha contra tuberculose é protagonizada pelo jogador de futebol Thiago Silva, tratado pelo SUS após ser diagnosticado com a doença

Nos últimos 10 anos, a incidência de casos de tuberculose no Brasil reduziu 20,2%, passando de 38,7 casos/100 mil habitantes em 2006 para 30,9 casos/100 mil habitantes em 2015. Neste mesmo período, a taxa de mortalidade teve também redução, de 15,4%. Em 2015, a taxa de mortalidade foi de 2,2 óbitos para cada 100 mil habitantes, contra 2,6 registrados em 2006.

Os dados constam novo boletim epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (24), Dia Mundial de Combate à Tuberculose. O Brasil conseguiu atingir as metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose com três anos de antecedência e, no ano passado, aderiu ao compromisso global de redução de 95% dos óbitos e 90% do coeficiente de incidência da doença até 2035.

Em relação ao número de casos novos, a redução nos últimos 10 anos foi de 12,5%. Em 2015, foram notificados 63.189 casos em todo o país, contra 72.213 em 2006. Um dos principais fatores que contribuíram para a redução nos índices da doença foi a descentralização do tratamento para a Atenção Básica. A tuberculose tem cura e o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, gratuitamente, o tratamento, que tem a duração mínima de seis meses e deve ser realizado sem interrupção. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, atualmente, existam no mundo nove milhões de casos novos da doença.

O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. São mais vulneráveis à doença as populações indígenas, presidiários, moradores de rua - estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o HIV. Dentre as pessoas com diagnóstico confirmado de tuberculose, 9,7% apresentaram com infecção por HIV em 2015.

CAMPANHA – O Ministério da Saúde vai veicular novamente a campanha protagonizada pelo jogador Thiago Silva, de conscientização sobre a importância do diagnóstico e do tratamento contra tuberculose. A campanha, que tem como mote “testar, tratar e vencer”, será veiculada durante duas semanas nas rádios, TVs, redes sociais, além de outdoor social e outros meios de divulgação. O zagueiro foi diagnosticado com a doença em 2005, quando jogava em um time russo. Ele retornou ao Brasil, onde recebeu tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foi curado e seguiu a carreira de jogador.

A falta de informação pode ser um obstáculo ao diagnóstico e ao tratamento. Por isso, as peças da campanha alertam que pessoas com tosse por mais de três semanas - principal sintoma da doença – devem procurar um serviço de saúde. O objetivo da campanha é levar mais informação às pessoas, reduzindo o preconceito sobre a doença. A campanha terá duração de duas semanas e será veiculada nas rádios, TVs, redes sociais, além de outdoor social e outros meios de divulgação.

TESTE RÁPIDO – Em 2014, o Ministério da Saúde implantou no país uma rede de diagnóstico da doença, denominada Rede de Teste Rápido para Tuberculose (RTR-TB), utilizando a técnica de biologia molecular PCR em tempo real. Denominado “Gene Xpert”, o teste detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento.

Foram distribuídos 160 equipamentos para laboratórios de 92 municípios, em todas as unidades da federação. Os municípios escolhidos notificam, anualmente, cerca de 60% dos casos novos de tuberculose diagnosticados no país.

O investimento do Ministério da Saúde para estas ações foi de cerca de R$ 10 milhões e, para monitorar a implantação desta rede, mensurar a realização dos testes e auxiliar a vigilância epidemiológica da doença, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose publicou, em dezembro de 2015, um relatório em que estão descritas as principais atividades desenvolvidas pelos Programas de Controle da Tuberculose (nacional, estadual e municipal), laboratórios municipais e centrais no primeiro ano de implantação da RTR-TB, os avanços e os desafios, além do monitoramento da produção do período.

Para 2016, o Ministério da Saúde já adquiriu 70 novos equipamentos e 250 mil testes que serão distribuídos, de acordo com critérios técnicos e operacionais, para municípios brasileiros. Com a medida, o percentual de diagnóstico da doença será ampliado para cerca de 75% de cobertura de casos novos. 

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

Ministério da Saúde anuncia edital de R$ 20 milhões para pesquisas contra o Aedes aegypti

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou nesta quarta-feira (23), em Brasília (DF), o lançamento de edital de pesquisas contra o Aedes aegypti e as doenças transmitidas pelo mosquito. No total, serão disponibilizados R$ 20 milhões para estudos na área do controle do vetor, diagnóstico, prevenção e tratamento. O anúncio ocorreu durante cerimônia com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. A medida faz parte das ações do Eixo de Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia, lançado pelo Governo Federal em dezembro de 2015.

“Estamos dentro de um esforço grande no combate ao vírus da Zika. Esse é um desafio muito importante não só do Brasil, mas de toda a comunidade internacional, que é pesquisa, desenvolvimento e inovação para auxiliar o combate em todos os níveis (...). Precisamos de novo métodos para combater o mosquito transmissor da doença. Por isso, os investimentos que estamos anunciando hoje são de extrema importância. O nosso objetivo é avançar no conhecimento sobre o vírus de zika na oferta de diagnósticos, de vacinas e de medicamentos”, destacou a presidenta Dilma Rousseff.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, também anunciou que o teste com o mosquito com a bactéria Wolbachia, pesquisa realizada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), deve começar uma nova fase. “Vamos apoiar o desenvolvimento de pesquisas, de novas tecnologias para combate o mosquito, para diagnóstico, para prevenir a doença com a vacina. Já estamos com várias linhas de pesquisa para ter um diagnóstico mais rápido e preciso das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti. Mas também precisamos desenvolver tecnologias para combate o vetor e a contaminação do mosquito com bactéria Wolbachia é uma das mais promissoras”, ressaltou Castro.

Na próxima semana, representantes da Fundação Bill e Fundação Bill e Melinda Gates vêm ao Brasil para definir os próximos passos da pesquisa. Cidades como Rio de Janeiro e Niterói estão sendo estudadas como potenciais locais para a liberação do mosquito. Já foram feitos estudos pilotos na Ilha do Governador, do Rio de Janeiro, e no bairro de Jurujuba, em Niterói. Agora, a ideia é fazer a pesquisa contemplando toda a área territorial de uma cidade e com uma população maior.

Quando presente no Aedes aegypti, a bactéria é capaz de impedir a transmissão da dengue pelo mosquito. A proposta é usar os mosquitos como uma alternativa segura e autossustentável para o controle da dengue e de outros vírus, como Zika e Chikungunya. A iniciativa também acontece na Austrália, Vietnã, Indonésia e Colômbia.

PESQUISAS – A previsão do Ministério da Saúde é investir um total R$ 258 milhões em novas tecnologias nos próximos quatro anos dentro do eixo do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia. Até o momento, a pasta já se comprometeu com cerca de R$ 130 milhões para o desenvolvimento de vacinas, soros e estudos científicos para as doenças causadas pelo Aedes aegypti.

Diante da situação de emergência em saúde, a expectativa do governo federal é disponibilizar R$ 649 milhões para investimentos em ações de combate ao mosquito e às doenças relacionadas, diagnóstico, controle vetorial, pesquisas sobre o vírus zika, vacinas, tratamentos e inovação em gestão de serviços de saúde, saneamento e de políticas públicas. Além do Ministério da Saúde, também estão previstos recursos dos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Haverá ainda mais R$ 550 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para o desenvolvimento, produção e comercialização de tecnologias.

Entre os projetos em andamento pelo Ministério da Saúde estão a produção de 500 mil testes nacionais de biologia molecular para a realização de diagnóstico de dengue, chikungunya e Zika pela Fiocruz. Hoje, o Brasil possui um teste para identificar cada doença, pois em cada processo são usados reagentes importados e, para descartar a presença da dengue e chikungunya, é necessário realizar cada exame separadamente.

Além disso, o Ministério da Saúde irá repassar R$ 11,6 milhões para a Fiocruz desenvolver pesquisa e vacina contra o vírus Zika. Do total, cerca de R$ 6 milhões (US$ 1,5 milhão) serão destinados para projetos de cooperação bilateral para pesquisas sobre o vírus Zika e microcefalia entre a Fiocruz e o National Institutes of Health (NIH). Os outros R$ 5,6 milhões serão para o desenvolvimento da vacina contra o vírus Zika.

Também está sendo analisada a inclusão do vírus Zika no teste NAT realizado nas bolsas de sangue em todo o país. O estudo será feito pelo Laboratório Biomanguinhos da Fiocruz, no Rio de Janeiro, que já detém a plataforma NAT no país, e a celeridade dos processos de registro ficarão a cargo de parceria firmada entre Anvisa e o FDA, agência reguladora dos EUA.

Outras parcerias entre os dois países estão em andamento, como a firmada com a Universidade Medical Branch, do Texas, para o desenvolvimento da vacina com o vírus Zika. A parceria no Brasil para desenvolvimento da vacina será com o Instituto Evandro Chagas (IEC), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. O governo brasileiro vai investir aproximadamente R$ 10 milhões nesse programa.

Para financiamento da terceira e última fase da pesquisa clínica para a vacina da dengue do Instituto Butantan, o Ministério da Saúde investirá R$ 100 milhões nos próximos dois anos para o desenvolvimento do estudo. Além da pasta, outros órgãos do governo federal devem colocar mais R$ 200 milhões. Também foi assinado, na mesma ocasião, investimento por parte do Ministério da Saúde de mais R$ 8,5 milhões no desenvolvimento de soro contra o vírus Zika.

Gabrielle Kopko, da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa

Quem se submete a fertilização in vitro terá de fazer teste do zika

A partir de agora, quem se submeter a procedimentos de fertilização in vitro ou se disponibilizar a doar material biológico em bancos de células e tecidos terá de se submeter ao teste de detecção do vírus zika. A nova exigência foi estabelecida pela Diretoria Colegiada da Anvisa, em reunião nesta terça (22/03). O objetivo é evitar contaminação pelo vírus zika em pacientes que se submetem às técnicas de Reprodução Humana Assistida, em virtude da ocorrência da epidemia da doença no Brasil e da possibilidade de sua transmissão sexual.

Dessa forma, pessoas que se submeterem a um procedimento de fertilização in vitro poderão ter material coletado (óvulos e sêmen) somente após realizar exames de zika e o resultado for negativo. 

Doadores de óvulos congelados (gametas) cujos testes derem resultado positivo ou inconclusivo estão excluídos temporariamente da doação.

Na situação de doação de óvulos frescos (oócito a fresco), deverá ser realizado o teste até cinco dias antes da doação.

“Considerando que o objetivo final da utilização de técnicas de reprodução humana é a gravidez, e que a infecção pelo vírus zika está relacionada aos casos de microcefalia em bebês de mães infectadas, tornou-se urgente a elaboração de critérios para doação de gametas e para realização dos procedimentos para uso em fertilização própria”, diz o diretor de Regulação Sanitária da Anvisa, Fernando Mendes, relator da proposta que determina os novos procedimentos.

A nova regra vai ser publicada em forma de Resolução de Diretoria Colegiada ainda nesta semana.

Anvisa: posição a respeito do PL 4639

A Anvisa vê com preocupação a aprovação, na Câmara Federal, do PL 4639, que ainda passará pelo crivo do Senado. O PL 4639 autoriza o uso da substância Fosfoetanolamina como medicamento, sem que esta tenha passado pelos testes que garantam sua segurança e eficácia, como é exigido pela Anvisa e por todas as agências reguladoras do mundo, antes de autorizar o registro de um medicamento e seu consequente uso pela população.

Não há nenhum pedido protocolado na Anvisa para a realização de ensaios clínicos ou solicitação de registro dessa substância. Por isso, é absolutamente descabido acusar a Anvisa de qualquer demora em processo de autorização para uso da Fosfoetanolamina. O que há, de fato, é que uma substância que é utilizada há tantos anos nunca foi testada de acordo com as metodologias científicas internacionalmente utilizadas, para comprovar sua segurança e eficácia. Da mesma forma, os desenvolvedores dessa substância nunca procuraram estabelecer um processo produtivo em fábrica legalmente estabelecida e certificada para operar com qualidade.

Qualquer medicamento novo desenvolvido no Brasil, ou de uso relevante em saúde pública, recebe tratamento prioritário para as análises da Agência. Ou seja, se os desenvolvedores da Fosfoetanolamina, ou qualquer grupo de pesquisa do País, protocolarem solicitação para realizar os estudos clínicos que comprovem sua segurança e eficácia, a Anvisa o analisará com presteza e rapidez. Da mesma forma, receberá total prioridade de análise se algum fabricante apresentar o dossiê com os documentos técnicos necessários para a solicitação de registro dessa substância como um medicamento.

A única coisa inusitada em relação à Fostoetanolamina é o fato de que uma substância que foi desenvolvida há 20 anos, e vir sendo usada de maneira ilegal durante esse largo período, nunca ter suscitado em seus desenvolvedores a preocupação em fabricá-la em local adequado, realizar ensaios clínicos de acordo com os protocolos e, por fim, pedir seu registro. A Anvisa se coloca à inteira disposição do Congresso para colaborar com o debate e fornecer todas as informações técnicas possíveis.  No entanto, é importante ressaltar que liberar medicamentos que não passaram pelo devido crivo técnico seria colocar em risco a saúde da população e retirar a credibilidade da Anvisa e dos próprios medicamentos fabricados em nosso País.

Anvisa regulamenta novo peticionamento eletrônico de importação de produtos de controle sanitário

A Anvisa aprovou, nessa terça-feira (22/3), proposta de RDC que regulamentará o peticionamento eletrônico para importação de bens e produtos de controle sanitário. De acordo com a norma, este peticionamento será realizado por meio do Sistema Visão Integrada/VICOMEX, do Portal Siscomex, que estará integrado ao sistema da Anvisa, o Datavisa. A medida possibilitará a diminuição de filas e burocracia, com a eliminação do uso do papel em processos de licenciamento de importação e protocolo 24 horas por dia.

Anualmente são protocolados na Anvisa cerca de 350 mil processos de importação que correspondem a aproximadamente 4 milhões de documentos por ano. A utilização do peticionamento eletrônico nas operações de importação (as de exportação já não envolviam papel) dispensará a necessidade da ida do despachante aduaneiro até o posto da Anvisa e permitirá o protocolo durante todo o dia. Além disso, há vantagens como: permitir uma melhor gestão, rastreabilidade e disponibilidade dos documentos, eliminação da perda de processos e assinatura eletrônica dos documentos técnicos.

O Visão Integrada/VICOMEX foi desenvolvido com o intuito de prover uma plataforma única que permite aos importadores a submissão eletrônica de documentos, de uma só vez, para outros órgãos públicos relacionados à fiscalização e ao comércio exterior.

O sistema é capaz de consultar a situação de Registros de Exportação – RE , Licenças de Importação – LI , Despachos de Exportação – DE  e Despachos de Importação – DI , apresentando dados como a data da última situação, o canal de parametrização, exigências administrativas e aduaneiras etc.

Integrado ao Datavisa, o sistema possibilitará ao importador de bens e produtos de controle sanitário submeter os documentos referentes a uma importação e, em um mesmo ambiente, gerar as petições para a Anvisa. Com esse sistema único, a Anvisa atuará integrada aos outros órgãos públicos relacionados ao comércio exterior.


A RDC será publicada em breve no Diário Oficial da União.

`Pílula do câncer` não age contra doença, apontam testes

SÃO PAULO - Os primeiros testes com a substância fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”, realizados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mostraram que a substância não é pura, como afirmavam seus criadores, e que ela não apresenta eficácia contra células cancerígenas em testes in vitro.

Os cinco primeiros relatórios foram divulgados pelo ministério na sexta-feira da semana passada, “com o objetivo de dar transparência aos estudos financiados pelo MCTI para esclarecer a segurança e eficácia da fosfoetanolamina”, segundo descrito no site oficial.

“A informação era de que a fosfoetanolamina era pura, mas há cinco componentes na cápsula. Os resultados preliminares mostram que a fosfoetanolamina não tem atividade contra o câncer”, diz Luiz Carlos Dias, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que atuou na pesquisa do MCTI na etapa de caracterização e síntese dos componentes da cápsula.

Em novembro, o governo havia anunciado o investimento de R$ 10 milhões para a pesquisa. A substância, criada pelo professor aposentado Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, é distribuída há mais de 20 anos e não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usada como medicamento.

Segundo Dias, a quantidade de fosfoetanolamina por cápsula é de 32,2% e que outra substância presente na fórmula, chamada monoetanolamina, apresentou capacidade de reduzir a proliferação de células cancerígenas. “Um dos componentes tem uma pequena atividade, mas é muito marginal, menor do que a apresentada por tratamentos convencionais.”

O ministério informou que os resultados são preliminares e que “não existe ainda um laudo conclusivo sobre a substância”.

Testes

Luiz Carlos Dias explica que ainda serão feitos testes in vivo, que devem incluir animais de pequeno porte, cujos resultados devem sair em um mês.  Outro ponto preocupante, segundo o pesquisador, foi o fato de as cápsulas não terem a mesma quantidade de substância. Em 16 amostras pesadas, a quantidade variava de 233 miligramas a 368 miligramas. O rótulo indicava que deveria haver 500 mg por cápsula. “Cada uma tinha uma quantidade. Isso indica um processo artesanal.”

A reportagem do Estado contatou os responsáveis pela elaboração da fórmula por e-mail, mas não obteve resposta até as 21 horas de desta segunda-feira.

Fonte: O Estado de S.Paulo        
Autor: Paula Felix


Nova RDC para pós-registro de medicamentos assegura diminuição de filas e maior qualidade dos produtos

A Anvisa aprovou, nesta terça (22/3), a proposta de revisão da RDC 48/2009, que trata das alterações pós-registro de medicamentos. Com as novas regras, os processos de pós-registro, que são modificações das características originais de um medicamento, em qualquer etapa do seu ciclo de vida, como a alteração de fórmula, alteração de elementos de composição ou de seus quantitativos, mudança de planta e alteração de equipamentos, entre outros, terão uma tramitação mais apropriada na Agência. A resolução estabelece um novo marco regulatório de pós-registro ao incorporar a análise de risco e estabelecer processos diferenciados de acordo com a complexidade e o risco sanitário dos produtos.

A nova RDC terá impacto na fila existente dos pedidos de pós-registro, uma vez que define um número maior de tipos de alterações como de implementação imediata, que apresentam baixo risco sanitário. Quando as alterações de pós-registro apresentam riscos sanitários moderado ou alto, elas continuam a ser objetos de análise e necessitam de autorização da Anvisa para serem implementadas.

A expectativa da Gerência-Geral de Medicamentos (GGMED) da Anvisa é de que, com a nova norma e a adesão do setor produtivo, mais de 2.600 petições de pós-registros sejam retiradas desta fila. Ressalte-se que esta RDC está alinhada com os requisitos e condições para petições de pós-registro que são praticados pelas agências reguladoras dos Estados Unidos, Europa e Canadá.

“Uma mudança pós-registro pode afetar a qualidade, segurança e eficácia do medicamento, impondo um impacto maior ou menor, no que diz respeito ao risco sanitário, a depender das características do produto e do grau de complexidade da mudança. Com as novas regras, a Anvisa utiliza conceitos modernos de análise de risco e permite que se garanta a qualidade e segurança dos medicamentos com menos burocracia”, observa o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa.

A nova RDC também torna o setor de produção de medicamentos corresponsável na implementação das alterações e no controle permanente das informações e/ou dados de seus produtos. O setor também poderá se programar em relação às alterações pós-registro e à racionalização e ampliação de seus processos produtivos. A iniciativa ainda otimiza os recursos internos da própria Anvisa na medida em que direciona as análises para as petições onde há maior complexidade e risco sanitário e no monitoramento das alterações realizadas.

“A revisão da RDC 48 é um avanço no processo de regulamentação de medicamentos, o que garante a manutenção da devida rigidez da defesa sanitária, ao mesmo tempo em que permite que a Anvisa concentre esforços de regulação em produtos de maior risco”, ressalta o diretor de Coordenação e Articulação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, Ivo Bucaresky. “Também representa maturidade do setor regulado, o qual entendemos ser capaz de trabalhar na avaliação de produtos de baixo risco”.

Alteração - A Lei 6.360/1976 determina que produtos sujeitos a vigilância sanitária não podem ser comercializados sem o devido registro por parte da Anvisa. O registro de medicamentos está vinculado à sua comprovação de segurança e eficácia, além de exigências mais específicas.

No entanto, após o registro, é muito comum que as empresas solicitem modificações nas características do produto originalmente registradas. Dá-se, a esse processo, a denominação de “alteração pós-registro”, que também depende de autorização prévia e expressa da Anvisa.

Essa inovação traduz uma necessidade real do setor de produção de medicamentos, que nos últimos anos demostrou importante crescimento: no Brasil, o setor cresceu a uma taxa de 6,2% ao ano, no período recente, muito maior que o desempenho geral da economia. O Brasil, que em 2009 ocupou o 10º lugar no ranking dos maiores mercados do mundo, passou a ser, em 2014, o 6º, e a projeção para 2019 indica que o país poderá ser o 5º no ranking, atrás apenas dos EUA, China, Japão e Alemanha.

“Diante desse cenário, é preciso um marco regulatório que acompanhe essa dinâmica de crescimento, inovações, evolução e complexidade do mercado brasileiro, ampliando o acesso da população a medicamentos seguros e eficazes”, reitera Jarbas Barbosa.

Passivo - As modificações do registro nas regras atuais dependem, necessariamente, de solicitação - por parte da empresa detentora do registro - e autorização da Anvisa. Esse processo de trabalho gera 421 petições/mês e acumulou até dezembro de 2015 um total de 5.052 petições. Hoje, há um passivo de 5.015 petições aguardando análise.

A construção do novo marco passou por todo o rito processual necessário: abertura de iniciativa, proposta preliminar, consulta pública e debates em reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa e inúmeras reuniões com o setor regulado, ora com as associações, ora com as próprias indústrias, para discutir e amadurecer os entendimentos.


A proposta de revisão da RDC nº 48 é um grande avanço”, destaca o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Carlos Magalhães Moutinho. “É uma mudança de paradigma: a Anvisa e o setor regulado vão compartilhar responsabilidades no campo do pós-registro de medicamentos de pouco risco potencial. Haverá maior celeridade nos processos, sem abrir mão da segurança e da eficácia dos medicamentos”.

Infectologista Edimilson Migowski é o novo presidente do Instituto Vital Brazil

Com o objetivo de ampliar a atuação do Instituto Vital Brazil no estado, o médico infectologista Edimilson Migowski assumiu, nesta terça-feira, 22 de março, a presidência do órgão, que é veiculado à Secretaria de Estado de Saúde.

- Com a chegada do professor Migowski ao Instituto Vital Brazil, queremos unir a experiência da universidade à capacidade de produção do Instituto. Tenho certeza de que a nova gestão trará grandes benefícios para o estado do Rio de Janeiro - destaca Luiz Antônio Teixeira Jr, secretário de Estado de Saúde.

A aproximação entre o IVB e a academia, com foco na luta contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus zika e da febre chikungunya, está entre as metas da nova presidência. Migowski, que é professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordena, atualmente, pesquisas de um medicamento fitoterápico, que pode ser uma opção de prevenção e tratamento para a dengue e zika. Outra proposta da nova gestão é fazer com que o Vital Brazil amplie a produção de medicamentos de alto custo e comece a produzir os principais medicamentos usados na rede estadual de saúde.

- Queremos aproveitar ainda mais o potencial do Instituto e aumentar seu serviço ao Estado do Rio. Minha meta é fazer com que a instituição seja autossustentável e não precise mais contar com repasses do Estado, o que irá gerar mais economia para o Governo – acrescenta o novo presidente.

Perfil – Edimilson Migowski é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde trabalha como professor adjunto. De 2000 a 2012 foi membro do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro. É membro titular da Academia Nacional de Farmácia e da de Medicina do Estado. Foi diretor geral do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da UFRJ (IPPMG). Desde 2012 é professor do curso de Gestão em Saúde do Instituto COPPEAD, da UFRJ, onde também foi aluno. Nos anos 1997 e 1998, esteve à frente da Vigilância Sanitária estadual.

Sobre o Instituto - O Instituto Vital Brazil é uma instituição de ciência e tecnologia do Governo do Estado do Rio de Janeiro ligado à Secretaria de Estado de Saúde. É um dos 21 laboratórios oficiais brasileiros, um dos quatro fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos e produtor de medicamentos estratégicos para o Ministério da Saúde.


Governo libera R$ 4,8 milhões para testes rápidos de gravidez

Valdecir Galor/SMCS
O Ministério da Saúde liberou R$ 4,8 milhões para custear testes rápidos de gravidez por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil. O objetivo é reforçar a atenção e o cuidado com as gestantes que vivem nos 5.509 municípios aderidos à Estratégia Rede Cegonha. A autorização dos repasses, que serão pagos em parcela única aos gestores locais está presente na portaria nº 323, já publicada no Diário Oficial da União.

O teste rápido de gravidez é indicado para mulheres adultas, jovens e adolescentes que apresentem atraso menstrual igual ou superior a sete dias e estará disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país. “O teste pode ser realizado dentro ou fora da unidade de saúde e, caso a pessoa deseje, um profissional poderá ajudar. O objetivo é respeitar o direito de autonomia e sigilo da mulher, além de fornecer as orientações e apoio necessários antes e depois do teste”, explica a coordenadora-geral de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Maria Esther Vilela.

Com os resultados do teste, os profissionais de saúde podem detectar precocemente a gravidez para início do pré-natal em tempo oportuno, identificar situações para uso de anticoncepção de emergência (caso tenha havido relação desprotegida em até cinco dias), orientar sobre o planejamento reprodutivo e acolher as mulheres adultas, jovens, adolescentes e casais que estão em situação de gravidez indesejada. Além disso, é um bom momento para detectar gestação de risco, identificar situações de exposição a infecções sexualmente transmissíveis, HIV e hepatites virais e também para oferecer testes rápidos de HIV e sífilis à mulher e ao parceiro.

Zika vírus

Em função dos casos de microcefalia associados ao zika vírus, o Ministério da Saúde reforça, com os testes rápidos, a importância do diagnóstico precoce de gravidez e as ações de planejamento reprodutivo com o devido acompanhamento pré-natal, essencial para a qualidade de vida da mãe e da criança.

“Iniciar o pré-natal no primeiro trimestre da gestação, de preferência até a 12ª semana, é fundamental para identificar os fatores de risco para favorecer as ações e intervenções adequadas que evitam complicações e protegem a saúde da mulher e da criança neste momento”, destaca o Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame.

No pré-natal, são oferecidos todos os exames, vacinas e acompanhamentos necessários para uma boa gestação, além de ser o momento ideal para investigar sinais de infecção pelo zika vírus e outras doenças, com os devidos registros na Caderneta da Gestante e no prontuário médico.

No fim de fevereiro, o Ministério da Saúde lançou a nova Caderneta da Gestante, instrumento de acompanhamento do pré-natal dirigido aos profissionais de saúde e mulheres gestantes que usam os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). O documento inclui um cartão de acompanhamento do pré-natal para registrar as consultas clínicas e odontológicas, os resultados dos exames e vacinas, entre outras informações.

Nesta edição, a caderneta traz, entre outras novidades, informações sobre prevenção e proteção contra o mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, chikungunya e zika. Estão sendo investidos R$ 3,7 milhões para a impressão de 3,2 milhões de cadernetas e fichas perinatais, instrumento de registro do pré-natal que será anexado ao prontuário da gestante e servirá como espelho da caderneta.

O documento contempla as diretrizes de boas práticas na assistência ao pré-natal, parto e nascimento e as propostas da Estratégia Rede Cegonha, devidamente alinhadas à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Trata-se de um instrumento interativo, que contém espaços para a gestante e seu/sua parceiro/a fazerem anotações e registrarem impressões sobre o momento que estão vivendo, além de ajudar a esclarecer as dúvidas mais frequentes.

Na nova caderneta, os profissionais de saúde podem registrar todos os dados das consultas e informações clínicas da gestante, e será disponibilizada em todos os serviços de saúde que realizam pré-natal pelo SUS no Brasil. Para as gestantes e seus familiares, trata-se de um documento útil, uma vez que traz orientações sobre como será o acompanhamento pré-natal, informações importantes sobre os cuidados na gestação, sinais de trabalho de parto, fisiologia do parto humanizado e cuidados com o puerpério (período de 42 dias após o parto) e amamentação.

Rede Cegonha

A Rede Cegonha, estratégia lançada em 2011 pelo governo federal para proporcionar às mulheres saúde, qualidade de vida e bem estar durante a gestação, parto, pós-parto e o desenvolvimento da criança até os dois primeiros anos de vida, tem como objetivo reduzir a mortalidade materna e infantil e garantir os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres,  jovens e adolescentes com a participação de seus parceiros.

A iniciativa qualifica os serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no planejamento familiar, na confirmação da gravidez, no pré-natal, no parto e no puerpério, além de contribuir para a redução das taxas de mortalidade materna e neonatal. Atualmente, a Rede Cegonha desenvolve ações em 5.509 municípios, alcançando mais de 2,6 milhões de gestantes.

Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério da Saúde

Em cumprimento a ação judicial, Anvisa permite prescrição e importação de produtos com Canabidiol e THC


Em cumprimento à decisão judicial proferida nos autos da Ação Civil Pública nº 0090670-16.2014.4.01.3400, proposta pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal e deferida pelo juiz Marcelo Rebello Pinheiro, da 16ª Vara/DF, a Anvisa publicou, nesta segunda-feira, a RDC 66/2016, que permite a prescrição médica e a importação, por pessoa física, de produtos que contenham as substâncias Canabidiol e Tetrahidrocannabinol (THC) em sua formulação, exclusivamente para uso próprio e para tratamento de saúde. Diante dos problemas que a decisão possa acarretar, uma vez que tanto o Canabidiol quanto o THC não possuem registros no Brasil e, portanto, não têm sua segurança e eficácia comprovadas, a Anvisa está adotando as medidas judiciais cabíveis para derrubar a ação.

A Anvisa esclarece que muitos dos produtos à base de Canabidiol e THC não são registrados como medicamentos em seus países de origem, não tendo sido, portanto, avaliados por qualquer autoridade sanitária competente. Assim sendo, não é possível garantir a dosagem adequada e a ausência de contaminantes e tampouco prever os possíveis efeitos adversos, o que implica em riscos imprevisíveis para a saúde dos pacientes que os utilizarão, inclusive com reações adversas inesperadas.

Atendendo à decisão judicial, a RDC altera o art. 61 e inclui adendos nas Listas “E” e “F2” do Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344/98, bem como altera o art. 3º e  revoga os artigos 5º e 6º da RDC 17/2015, passando a permitir a prescrição médica e a importação, por pessoa física, de produtos que contenham as substâncias Canabidiol e THC em sua formulação, exclusivamente para uso próprio e para tratamento de saúde.

Para a importação desses produtos, é necessário atender a todas as determinações da RDC 17/2015. O paciente ou o seu responsável legal deverá solicitar à Anvisa, em formulário próprio, uma Autorização Excepcional para a importação e utilização do produto, apresentando prescrição médica, laudo médico e declaração de responsabilidade e esclarecimento assinada pelo médico e paciente/responsável legal. Os produtos a serem importados devem ser regularizados em seus países de origem, assim como o estabelecimento fabricante.

A nova RDC também traz a previsão de utilização de possíveis medicamentos que venham a ser registrados pela Anvisa à base de THC, conforme legislação a ser publicada previamente à concessão de eventuais registros.

A Anvisa ressalta que quaisquer outras ações, sem previsões legais e regulamentares, com relação às substâncias canabinóides e à planta Cannabis continuam proibidas no país e estão sujeitas a todas as penalidades previstas em legislação.