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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Especialistas querem revisão dos índices da Lei de Responsabilidade Fiscal na saúde

Encontro teve o intuito de reunir opiniões para definir parecer sobre o aumento de gastos com funcionários na área de saúde.
Roberto Britto: a Lei de Responsabilidade Fiscal tem 15 anos e não dá mais para continuar com esses mesmos índices.”

O deputado Roberto Britto (PP-BA) afirmou nesta quinta-feira (21) na Câmara que existe consenso entre os parlamentares da Câmara e todos aqueles que lutam pela saúde sobre a necessidade de atualização dos índices da Lei de Responsabilidade Fiscal (Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
LRF - Lei complementar 101/00) para gastos com pessoal na saúde.

Durante audiência pública promovida pela Comissão Especial de Despesa com Pessoal na Área de Saúde (PLP 251/05), o deputado, que é relator da proposta, ressaltou que a LRF é inversamente proporcional ao gasto e à arrecadação. “Quanto mais nós arrecadarmos, os índices estarão baixos e quanto menos nós arrecadarmos, os índices estarão mais altos. A Lei de Responsabilidade Fiscal tem 15 anos e não dá mais para continuar com esses mesmos índices.”

Pacto federativo
Na opinião do parlamentar, que solicitou o debate, o pacto federativo se faz urgente para que receitas e despesas possam ser repactuadas com os Estados e com a União.
O presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos e representante do Conselho Nacional de Saúde, Ronald Ferreira dos Santos, assinalou que a saúde é o tema que consegue reunir a maior quantidade de forças políticas na tentativa de encontrar uma forma de superar os problemas do financiamento e, assim, realizar o aprimoramento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ronald dos Santos acredita que a Câmara é o caminho para resolver os problemas do financiamento da saúde. “Tenho certeza que a agenda política dessa Casa será bem sucedida no enfrentamento das dificuldades dos gestores em fazer cumprir o preceito constitucional de responsabilidade do Estado com a saúde. Esse debate aqui tem as plenas condições de junto com os espaços da democracia participativa de conseguir ser vitorioso”, elogiou.

Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Heider Aurélio Pinto, o debate mostrou aos parlamentares a importância do aperfeiçoamento da Lei de Responsabilidade Fiscal. “Não é um aperfeiçoamento onde estão se definindo números arbitrários, é um aperfeiçoamento onde o número que está sendo proposto mostra consonância com a realidade. Se a gente trabalha com um número de 75%, ainda que tenham alguns municípios que seguiriam acima de 75%, nós temos uma situação que muda radicalmente hoje da contradição entre o princípio constitucional de que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado e o que os gestores municipais e estaduais são obrigados a fazer e o que cobra a lei”, enfatizou o secretário.

Projeto
O Projeto de Lei Complementar 251/05, de autoria do ex-deputado Roberto Gouveia, aumenta o gasto com pessoal na área de saúde para até 75% dos recursos financeiros destinados a essa área. Com a nova regra, a União, os estados e os municípios passam a receber a mesma quantidade de recursos para o pagamento dos funcionários.

O texto modifica a Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece uma porcentagem específica a ser recebida por cada ente da federação. O projeto visa equilibrar as despesas decorrentes dos vários elementos necessários às ações e serviços de saúde, entre eles: gastos com pessoal, material de consumo, serviços de terceiros, estruturas físicas, móveis, equipamentos etc.
Íntegra da proposta:
·         PLP-251/2005
Reportagem – Vanessa Cezar
Edição – Regina Céli Assumpção


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