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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Réu confirma denúncias de fraude no plano de saúde dos Correios à CPI das Próteses

O réu confesso João Maurício Gomes da Silva confirmou nesta terça-feira (16) as denúncias que chegaram à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia de Órteses e Próteses. Uma única cirurgia de coluna custou quase R$ 1 milhão. No mercado, sairia por R$ 200 mil.
Luiz Alves / Câmara dos Deputados
Além do custo, João Maurício disse que ficou surpreso com a rapidez da aprovação dos procedimentos.

O esquema do qual fez parte o ex-assessor técnico da Direção Regional dos Correios no estado do Rio Janeiro teria desviado aproximadamente R$ 10 milhões da gerência de saúde dos Correios no Rio.

Além do custo, João Maurício disse que ficou surpreso com a rapidez da aprovação. "Ela deu uma passagem dentro da gerência que nenhuma outra cirurgia havia dado. Parece que em 20 e poucos dias ela deu entrada, foi aprovada e paga."

O presidente da CPI, deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), enfatizou que a urgência é algo que aproxima o formato do esquema do Rio com aqueles investigados pela CPI das Órteses e Próteses. “Nesse caso, havia um componente extra: a justiça. São médicos, distribuidoras, advogados que fazem uma profusão de liminares, recorrem aos tribunais com um único objetivo: auferir lucros, através de propinas."

Para o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), a mudança passa pelo Judiciário. "Estão usando o Judiciário de forma malandra e o Judiciário está de olhos vendados, ou rendido, validando esse tipo de procedimento. Nós temos que desmontar esse esquema; essa é a razão de ser da CPI."

A reportagem do Fantástico que denunciou a máfia mostrou um esquema do mesmo tipo, com comissões e orçamentos falsos, no plano de saúde dos Correios no Rio de Janeiro. “Segundo investigação do Ministério Público e da Polícia Federal, Silva comandou esquema de corrupção na Gerência de Saúde dos Correios do Rio de Janeiro. Somente no período entre 2011 a 2013, o prejuízo computado é de mais de R$ 7 milhões aos cofres da estatal”, afirmou o deputado Dr. João (PR-RJ), que pediu o depoimento de João Maurício.

Funcionamento da CPI
A preocupação dos deputados agora é com o prazo: a CPI deve funcionar até 17 de julho, a menos que seja prorrogada.

O relator, deputado André Fufuca (PEN-MA), trabalha com as duas hipóteses. "As pessoas que foram indiciadas na CPI, as autoridades vão investigá-las. As notas, as quais a CPI pediu por requerimento e teve acesso, elas serão averiguadas pelas autoridades competentes. Então, nós não podemos dizer que nós vamos ter um prejuízo absurdo na CPI.”

Para o deputado, com um a três meses a mais a CPI poderá avançar; “porém o que vem demonstrando em todo o País e em todas as fábricas que fazem isso é a utilização do mesmo método: cirurgias superfaturadas, cirurgias sem necessidade e médicos recebendo comissão."

Os deputados aprovaram ainda 17 requerimentos, com pedidos de investigação ou de convocações. Muitos pedidos têm relação direta com casos ocorridos em Montes Claros, em Minas Gerais. A Polícia Federal realizou uma operação na cidade e apontou a existência de um esquema de desvio de materiais de hospitais públicos e a realização de cirurgias em troca de propina. A CPI deve ir até a cidade para ouvir vítimas, testemunhas e acusados.

Reportagem - Tiago Ramos
Edição – Regina Céli Assumpção

Agência Câmara Notícias



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