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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Pesquisadores obtêm patente de proteína usada para tratar hemofilia

A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto obteve nos Estados Unidos a patente do fator VIII recombinante - proteína responsável pela coagulação do sangue usada no tratamento da hemofilia. A fundação, ligada Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, já havia obtido a patente nacional do produto. Com o reconhecimento internacional da propriedade intelectual, o tratamento pode ser oferecido ao público.

A hemofilia é causada pela deficiência das proteínas responsáveis pela coagulação do sangue. Os tratamentos são baseados no fornecimento dessas substâncias, extraídas do plasma de doadores ou sintetizadas em laboratório.

Segundo a pesquisadora Virginia Picanço Castro, como a proteína brasileira é desenvolvida a partir de células humanas, o tratamento deve superar efeitos colaterais enfrentados com os produtos oferecidos atualmente. “As proteínas recombinantes [sintéticas] que têm hoje no mercado são todas feitas em linhagens murinas, são células de ramster. O que acontece é que essas proteínas são um pouquinho diferentes das que seriam produzidas nativamente pela gente. Então, os pacientes desenvolvem anticorpos contra essa proteína e o tratamento vai ficando menos efetivo”, explica.

Outro resultado dos 15 anos de trabalho da equipe de pesquisa do hemocentro é a possibilidade de oferecer um produto mais barato do que os usados hoje. “Ainda é um tratamento caríssimo, é uma das proteínas mais caras que o governo importa”, enfatiza Viginia. De acordo com o hemocentro, o governo brasileiro gastou R$ 522 milhões de janeiro de 2011 a março de 2013 com a importação do fator VIII.

“A gente vem com a proposta de um fator VIII melhor e com uma tecnologia brasileira para tentar fazer um produto mais barato”, destaca a pesquisadora. Para ser comercializado, o fator VIII desenvolvido pelo hemocentro precisa agora de uma empresa que produza em escala.

Os pesquisadores continuam trabalhando para desenvolver outros derivados sintéticos do sangue. O hemocentro fez há duas semanas a requisição de patente do fator VII recombinante. “Ele também é um fator de coagulação que pode ser usado para os pacientes hemofílicos A e B, que não respondem mais aos tratamentos com os fatores VIII ou XIX. É um tratamento alternativo. Só tem uma empresa que o produz no mundo. Então, ele é importado e bem caro”, diz Viginia.

Fonte: 
 Agência Brasil


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