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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Planta do Tecpar em Maringá pode produzir dois novos medicamentos

A planta do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) em Maringá que vai produzir o Bevacizumabe, oncológico usado no tratamento do câncer, pode vir a incluir na sua linha de produção outros dois medicamentos, o Adalimumabe e Infliximabe. O instituto concorre para se tornar o fornecedor oficial desses produtos ao Ministério da Saúde e, caso vença a concorrência, vai produzir na cidade do Noroeste do Paraná esses biológicos.

O diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, se reúne nesta sexta-feira (3) com o secretário estadual de Planejamento, Silvio Barros, e o prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin, para avaliar o andamento das obras de infraestrutura do Tecnoparque da cidade, onde a planta será instalada. Além disso, Felix apresenta na cidade a possibilidade de produzir novos medicamentos na mesma fábrica.

O Tecpar concorre para fornecer ao Ministério da Saúde os biológicos Adalimumabe e Infliximabe, medicamentos usados para tratamento de artrite reumatoide, psoríase e outras doenças crônicas. Essa produção pode ocorrer via Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), mecanismo utilizado pelo ministério para que laboratórios públicos produzam no país, em parceria com empresas privadas, medicamentos hoje importados.

O instituto já tem garantida a produção de Bevacizumabe junto com a empresa russa Biocad. Para a produção de Adalimumabe e Infliximabe, o Tecpar concorre em parceria com o consórcio Biocad Monoclonais, formado pela representante brasileira da empresa, a Biocad Brasil, e a indústria farmacêutica Daudt, também brasileira.

Felix ressalta que a planta do Bevacizumabe, que deve produzir o medicamento a partir de 2018, tem capacidade para produzir os outros dois biológicos sem grandes ajustes na fábrica. “Os produtos que serão fabricados em Maringá são de alto valor agregado e vão gerar empregos especializados na região”, salienta.

Para se tornar o fornecedor oficial do Adalimumabe, o Tecpar concorre com outros seis laboratórios públicos. Já em relação ao Infliximabe, o Tecpar disputa com outras cinco instituições. O resultado da concorrência deve ser divulgado pelo Ministério da Saúde até o final do ano.

Caso o Tecpar vença a concorrência, os dois produtos devem ser comercializados a partir de 2018. “Essa é mais uma das ações do instituto de interiorizar a sua atuação nos demais campi da instituição, levando pesquisa e desenvolvimento para todas as regiões do estado”, pontua.

Produção de medicamentos
Além do Adalimumabe e do Infliximabe, o Tecpar atualmente concorre com outras três propostas de projeto para a produção de medicamentos e equipamentos da saúde, como a Somatropina, com a alemã Merck, o Salbutamol, com a britânica GSK, e o aparelho auditivo retroauricular e intra-aural, com a suíça Sonova.

O Tecpar já atua em três PDPs. Além do Bevacizumabe, o instituto desenvolve ainda a cola de fibrina, primeiro selante de fibrina obtido por rota biotecnológica, com produção 100% nacional e em desenvolvimento no campus CIC. O instituto participa também da Rede Cegonha, para a montagem de kits de medicamentos que tratam a mortalidade materna e neonatal.


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