Videos

Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Não faltarão recursos para combater Aedes e zika vírus, garante ministro

Em conversa com secretária de Saúde dos Estados Unidos, Marcelo Castro também firmou nesta terça-feira agenda estratégica contra o zika vírus

O governo federal providenciará os recursos que forem necessários para tornar o País livre do Aedes aegypti, disse nesta terça-feira (2) o ministro da Saúde, Marcelo Castro. O mosquito é transmissor do zika vírus, causador da malformação do cérebro em fetos. “Não faltarão recursos para o combate ao Aedes aegypti e ao zika vírus”, disse.

“A epidemia de microcefalia é o problema número um do País. Não tem problema maior que esse e para o problema maior do País não pode faltar recursos. Tiraríamos recursos de qualquer outra área”, reforçou o ministro, ao participar da reunião do Conselho Nacional da Saúde, em Brasília.

O Brasil enfrenta uma grave epidemia de microcefalia. Nos dados mais recentes, entre outubro e janeiro foram registrados 4.180 mil casos suspeitos de malformação do cérebro de bebês, com 68 mortes.


A microcefalia é uma malformação congênita em fetos na qual o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. É caracterizado com microcefalia o recém-nascido com perímetro cefálico igual ou inferior a 32 centímetros.

Eliminação dos criadouros

O ministro voltou a falar que a ação mais importante para conter o avanço das microcefalia pelo território brasileiro é o combate ao Aedes aegypti, por meio da eliminação dos criadouros.

Ele lembrou que a fêmea do mosquito é capaz de colocar mais de 400 ovos e que esses ovos podem ficar mais de um ano aguardando água para eclodirem, virarem larvas e mais mosquitos.

Vacina, soro e medicamentos

O ministro da Saúde reforçou que o Brasil está mobilizando o Instituto Evandro Chagas (PA), o Instituto Butantã (SP) e também a produtora de vacinas Bio-Manguinhos Fiocruz para desenvolver o mais rapidamente possível uma vacina, soro e medicamentos eficazes contra o zika vírus.

Esses institutos estão, segundo o ministro, em conversas com institutos estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos, para desenvolver medicamentos no combate à microcefalia.

Marcelo Castro avaliou como acertada a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicada na segunda-feira (1º) de declarar emergência internacional em zika vírus e microcefalia.

“Foi correta a decisão da OMS e na mesma linha do que vínhamos feito aqui no Brasil”, comentou. “(a OMS) alertou que poderemos ter uma pandemia de zika no continente americano. E tudo isso está sendo feito para que providências sejam tomadas no sentido de amenizar os problemas que temos hoje.”

EUA

Marcelo Castro e a secretária de Saúde dos Estados Unidos, Sylvia Burbell, conversaram por teleconferência na tarde desta terça-feira (2). A reunião foi um desdobramento da interlocução na semana passada entre a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente dos EUA, Barack Obama, para o enfrentamento contra a doença.

Na conversa, os dois reafirmaram o compromisso dos países no combate ao mosquito Aedes aegypti. Castro e Burbell acertaram que vão buscar cooperação para o desenvolvimento de pesquisas para diagnósticos, vacina e tratamento contra o zika. Além disso, se comprometeram em acelerar as investigações em curso sobre as infecções causadas por arbovírus, relacionados aos casos de microcefalia e de Guillain-Barré.

Durante o contato, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) também se colocou à disposição para trabalhar nos aspectos do combate ao mosquito. O órgão norte-americano, desde quando o Brasil decretou emergência de saúde pública de importância nacional no dia 11 de novembro, tem atuado em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil.

Por fim, ficou acertada uma reunião, prevista para o dia 20 de fevereiro, no Brasil, envolvendo técnicos do National Institutes of Health (NIH) e CDC, dos EUA, e técnicos do Ministério da Saúde, do Instituto Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, entre outros especialistas convidados.

0 comentários:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.