Em conversa com secretária de
Saúde dos Estados Unidos, Marcelo Castro também firmou nesta terça-feira agenda
estratégica contra o zika vírus
O governo federal
providenciará os recursos que forem necessários para tornar o País livre do
Aedes aegypti, disse nesta terça-feira (2) o ministro da Saúde, Marcelo Castro.
O mosquito é transmissor do zika vírus, causador da malformação do cérebro em
fetos. “Não faltarão recursos para o combate ao Aedes aegypti e ao zika vírus”,
disse.
“A epidemia de microcefalia é
o problema número um do País. Não tem problema maior que esse e para o problema
maior do País não pode faltar recursos. Tiraríamos recursos de qualquer outra
área”, reforçou o ministro, ao participar da reunião do Conselho Nacional da
Saúde, em Brasília.
O Brasil enfrenta uma grave
epidemia de microcefalia. Nos dados mais recentes, entre outubro e janeiro
foram registrados 4.180 mil casos suspeitos de malformação do cérebro de bebês,
com 68 mortes.
A microcefalia é uma
malformação congênita em fetos na qual o cérebro não se desenvolve de maneira
adequada. É caracterizado com microcefalia o recém-nascido com perímetro
cefálico igual ou inferior a 32 centímetros.
Eliminação dos criadouros
O ministro voltou a falar que
a ação mais importante para conter o avanço das microcefalia pelo território
brasileiro é o combate ao Aedes aegypti, por meio da eliminação dos criadouros.
Ele lembrou que a fêmea do
mosquito é capaz de colocar mais de 400 ovos e que esses ovos podem ficar mais
de um ano aguardando água para eclodirem, virarem larvas e mais mosquitos.
Vacina, soro e medicamentos
O ministro da Saúde reforçou
que o Brasil está mobilizando o Instituto Evandro Chagas (PA), o Instituto
Butantã (SP) e também a produtora de vacinas Bio-Manguinhos Fiocruz para
desenvolver o mais rapidamente possível uma vacina, soro e medicamentos
eficazes contra o zika vírus.
Esses institutos estão,
segundo o ministro, em conversas com institutos estrangeiros, principalmente
dos Estados Unidos, para desenvolver medicamentos no combate à microcefalia.
Marcelo Castro avaliou como
acertada a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicada na
segunda-feira (1º) de declarar emergência internacional em zika vírus e
microcefalia.
“Foi correta a decisão da OMS
e na mesma linha do que vínhamos feito aqui no Brasil”, comentou. “(a OMS)
alertou que poderemos ter uma pandemia de zika no continente americano. E tudo
isso está sendo feito para que providências sejam tomadas no sentido de
amenizar os problemas que temos hoje.”
EUA
Marcelo Castro e a secretária
de Saúde dos Estados Unidos, Sylvia Burbell, conversaram por teleconferência na
tarde desta terça-feira (2). A reunião foi um desdobramento da interlocução na
semana passada entre a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente dos
EUA, Barack Obama, para o enfrentamento contra a doença.
Na conversa, os dois
reafirmaram o compromisso dos países no combate ao mosquito Aedes aegypti.
Castro e Burbell acertaram que vão buscar cooperação para o desenvolvimento de
pesquisas para diagnósticos, vacina e tratamento contra o zika. Além disso, se
comprometeram em acelerar as investigações em curso sobre as infecções causadas
por arbovírus, relacionados aos casos de microcefalia e de Guillain-Barré.
Durante o contato, o Centro de
Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) também se colocou à
disposição para trabalhar nos aspectos do combate ao mosquito. O órgão
norte-americano, desde quando o Brasil decretou emergência de saúde pública de
importância nacional no dia 11 de novembro, tem atuado em parceria com o
Ministério da Saúde do Brasil.
Por fim, ficou acertada uma
reunião, prevista para o dia 20 de fevereiro, no Brasil, envolvendo técnicos do
National Institutes of Health (NIH) e CDC, dos EUA, e técnicos do Ministério da
Saúde, do Instituto Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o
Instituto Butantan, entre outros especialistas convidados.


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