A estratégia envolve 18
milhões de estudantes com orientações para a eliminação de criadouros dos
mosquitos. Ação de combate também acontece nos prédios públicos federais de
todo o país
Para marcar o encerramento da
Semana Saúde na Escola, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, visitou nesta
sexta-feira (11), em Brasília (DF), o Centro de Ensino Nº 01 da Estrutural. Em
todo o país, mais de 18 milhões de estudantes em 4.787 municípios estiveram
envolvidos em atividades com a comunidade escolar e equipes de saúde da Atenção
Básica, fortalecendo a mobilização no combate ao mosquito Aedes aegypti.
“É fundamental a participação
dos alunos porque as crianças já demonstraram, inclusive na campanha do cinto
de segurança, o quanto podem ser importantes nas políticas públicas para a
mudança do comportamento das pessoas. As crianças e os adolescentes são sempre
mais receptivos a novos hábitos e novas informações. Queremos que as crianças e
os adolescentes contribuam com a informação nas suas casas e consigam envolver
os familiares cada vez mais nas ações para eliminação do mosquito”, ressaltou o
ministro.
Em 2016, o tema escolhido foi
“Comunidade Escolar Mobilizada Contra o Aedes aegypti”. A proposta tem como
principal motivação a necessidade da comunidade escolar ter acesso às
informações necessárias no combate ao mosquito e à adoção de práticas
sanitárias e saudáveis para a manutenção do ambiente escolar e residencial,
limpos e seguros.
Ao todo, será disponibilizado
R$ 83 milhões para as 78 mil escolas que fazem parte do Programa Saúde na
Escola manter a iniciativa ao longo deste ano. O objetivo é mobilizar as
equipes das escolas e das unidades de saúde, familiares e comunidades, todos que
fazem parte da rotina dos educandos. As atividades abrangem desde a educação
infantil à Educação de Jovens e Adultos (EJA). No Distrito Federal, mais de 101
mil alunos, em 162 escolas públicas, fizeram parte da ação.
Criado em 2007 pelo governo
federal, o Programa Saúde na Escola é uma parceria entre os ministérios da
Saúde e da Educação para promover a melhoria da qualidade de vida dos
estudantes da rede pública de ensino. A semana abriu as ações do Programa Saúde
na Escola, que a cada ano, lança um novo tema de mobilização que é trabalhado
nas escolas pelas equipes de saúde e de educação durante o ano letivo, fazendo
parte no cotidiano da comunidade escolar.
MOBILIZAÇÃO – Também nesta
sexta-feira (11) o ministro participou da mobilização que acontece em todos os
prédios da administração pública para enfrentamento ao Aedes aegypti. Castro
visitou a Fundação Oswaldo Fiocruz, em Brasília, e fez uma apresentação aos
funcionários com orientações sobre prevenção e combate aos criadouros do
mosquito transmissor da dengue, chikungunya e vírus Zika.
A iniciativa, que contou com a
checagem das instalações prediais em busca da eliminação de possíveis focos,
intensifica as vistorias nos imóveis federais, que já vêm sendo realizadas nos
prédios públicos de forma permanente desde o último dia 29 de janeiro, quando
foi realizado o mutirão de limpeza da administração pública federal. A
atividade contou com a participação de todos os órgãos do Governo Federal,
envolvendo ministros, presidentes de empresas, bancos públicos e autarquias, e
integra o eixo de mobilização do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes
aegypti e à Microcefalia.
“A partir da limpeza no local
de trabalho e da sensibilização sobre a importância da eliminação dos
criadouros do mosquito, os servidores públicos federais também se tornam
agentes em suas próprias casas, ruas e bairros, e ajudam a combater o Aedes
aegypti”, destacou Castro.
A mobilização teve as ações
concentradas nos 223 municípios selecionados como prioritários em função da
ocorrência de dengue. A iniciativa contou ainda com a participação de estados e
municípios para que medidas de limpeza no combate a focos do mosquito também
fossem realizadas em prédios públicos estaduais e municipais.
VISITAS DOMICILIARES – Desde o
início do mês, quando começou o segundo ciclo de vistorias a domicílios,
prédios públicos, comerciais e industriais brasileiros, as equipes de combate
ao mosquito Aedes aegypti já realizaram 5,8 milhões de visitas a imóveis. O
número representa 8,7% da base de 67 milhões de imóveis do país. Segundo
balanço da Sala Nacional de Coordenação e Controle para o Enfrentamento ao
Aedes aegypti e à Microcefalia, deste total, mais de 1 milhão de unidades não
foram vistoriadas porque estavam fechadas ou não houve autorização para ingresso
dos agentes.
Dos 4,8 imóveis efetivamente
trabalhados, 176,5 mil tinham focos do mosquito transmissor da dengue, do vírus
Zika e da febre chikungunya. Isso significa que os criadouros foram eliminados
em 3,6% dos locais que receberam as visitas dos agentes comunitários de saúde e
de controle de endemias, com apoio de militares das Forças Armadas. A meta é
reduzir esse índice de infestação para menos de 1% de imóveis com foco.
MUTIRÕES – O mutirão de
combate ao mosquito Aedes na administração pública federal teve início no dia
29 de janeiro. Além de ter mobilizado servidores públicos, a ação teve também
como foco a vistoria dos prédios. No dia 13 de fevereiro, aconteceu o Dia
Nacional de Mobilização contra o Aedes aegypti¸ quando ministros e gestores públicos
vistoriaram 2,8 milhões de imóveis, em 428 municípios do País. A ação contou
com 220 mil integrantes das Forças Armadas, em conjunto com os agentes
comunitários de saúde e os agentes de controle de endemias.
No último dia 19 de fevereiro,
ocorreu a Mobilização Nacional da Educação Zika Zero, em parceria com os
estados e municípios. Na ocasião, ministros, governadores, secretários de
educação municipais e estaduais, além de outras autoridades e militares das
Forças Armadas, percorreram as capitais brasileiras e 115 municípios no combate
ao mosquito, aproveitando o período de volta às aulas para incluir as
comunidades escolares nas ações de combate e prevenção ao mosquito.
Por Gabrielle Kopko e Amanda
Costa, da Agência Saúde

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