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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Cartão Cuidados Especiais - prazo prorrogado

Comunicado

O Instituto Vital Brazil informa que foi prorrogado até o dia 9 de janeiro o prazo para o recebimento do Cartão Cuidados Especiais nas unidades de Farmácias Populares do Estado. A medida visa facilitar o usuário que ainda não buscou o seu cartão.

Com o Cartão Cuidados Especiais, o usuário de fraldas das Farmácias Populares do Estado do Rio de Janeiro pode comprar suas fraldas geriátricas em qualquer uma das mais de 2.200 farmácias credenciadas ao "Aqui tem Farmácia Popular".

A intenção é dar mais qualidade de vida aos usuários. O cartão será recarregado automaticamente todo dia 15 de cada mês, com o valor de R$ 76,80. Basta, então, que o usuário busque um das farmácias credenciadas ao “Aqui tem Farmácia Popular”, para que consiga duplicar o benefício. A integração do serviço oferecido pelo Estado ao programa do governo federal vai ainda possibilitar o aumento da quantidade de fraldas que podem ser compradas mensalmente por cada usuário – de 96 para 120 unidades. Além disso, o usuário ganha praticidade e comodidade, e ainda pode escolher modelos, marcas e tamanhos de fraldas disponíveis no mercado.

Quando receber o cartão, para desbloqueá-lo, é preciso ligar para o 0800 772 9442 ou acessar o site www.valepresente.com.br, com o número do cartão e o CPF em mãos. Em caso de dúvidas com o desbloqueio do cartão, o usuário deve ligar para o 0800 942 5999.

Funcionamento - No dia 31 de dezembro, as Farmácias funcionarão até às 12h, exceto a unidade de Copacabana, que não funcionará neste dia. No feriado do dia 1º de janeiro, as Farmácias não funcionarão.

Thaís Marini
+55 (21) 98596-6823 / 99662-2965
 
Carolina Maciel
+55 (21) 98082-2808 / 98870-7007 

Beatriz Silva

Assessoria de Comunicação
Instituto Vital Brazil
Rua Maestro José Botelho, 64, Vital Brazil, Niterói/RJ – CEP: 24.230-410
Tel: +55 (21) 2711-9223, ramal 187 / Fax: +55 (21) 2711-9092

SAIBA QUEM SÃO OS 7 NOVOS MINISTROS ANUNCIADOS HOJE

Dilma divulga os nomes de mais sete ministros do seu segundo governo
Uma lista com os nomes de mais ministros para o governo do segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff foi divulgada hoje (29), por meio de nota, pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República. Quatro novos ministros foram anunciados e três vão trocar de ministérios.
O atual ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini será remanejado para o Ministério das Comunicações. Em seu lugar assume o deputado Pepe Vargas, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, e que terá agora a tarefa de conduzir a articulação política entre o Executivo e o Legislativo.
Miguel Rossetto, que está no comanda do Ministério do Desenvolvimento Agrário, assumirá a Secretária-geral da Presidência da República. A pasta é ocupada por Gilberto Carvalho, que após 12 anos no governo vai para a presidência do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi).
Já o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, assumirá o comando da Integração Nacional. Para o seu lugar vai Gilberto Kassab, cujo nome foi anunciado pela presidenta Dilma, na semana passada
Para o Ministério dos Transportes, a presidenta indicou o ex-senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), suplente da senadora Marta Suplicy. Ele ocupou o cargo no Senado durante o período que Marta comandou o Ministério da Cultura.
Patrus Ananias será o novo ministro do Desenvolvimento Agrário. Durante o governo Lula, ele foi ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Já o atual secretário executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Gabbas, assumirá no lugar de Garibaldi Alves. 
A todos os nomes que deixam o governo e aos que vão assumir, Dilma agradeceu a “dedicação”: Francisco Teixeira (Integração), Garibaldi Alves (Previdência Social), Gilberto Carvalho (Secretária-geral), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Paulo Bernardo (Comunicações), Paulo Sérgio Passos (Transportes), Ricardo Berzoini (Relações Institucionais). Com a lista de hoje, restam agora ser anunciados ou confirmados no cargo 15 nomes. Os futuros ministros tomam posse na próxima quinta-feira (1º).
Na última terça-feira (23) Dilma anunciou 13 nomes como o do petista Jacques Wagner no Ministério da Defesa, além de integrantes do PMDB e de legendas aliadas como PCdoB. Comporão o governo no segundo mandato de Dilma, Aldo Rebelo (Ciência Tecnologia e Inovação), Cid Gomes (Educação), Eduardo Braga (Minas e Energia), Gilberto Kassab (Cidades) e Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
Os futuros ministros da Fazenda, Joaquim Levy, do Planejamento, Nelson Barbosa, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, foram anunciados no final de novembro e vão substituir os ministros Guido Mantega, Miriam Belchior e Mauro Borges respectivamente. Alexandre Tombini permanecerá na presidência do Banco Central.
Editor Aécio Amado

SAIBA QUEM SÃO OS 7 MINISTROS ANUNCIADOS HOJE PELA PRESIDENTA DILMA
Ricardo Berzoini - Comunicações
O Ministério das Comunicações continuará sendo comandado por um petista. Atual ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini vai substituir Paulo Bernardo no comando da pasta, uma das sete cuja nova composição foi anunciada nesta segunda-feira (29).
Bancário, Berzoini iniciou sua militância no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em 1985. Três anos depois, foi secretário de Imprensa e Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Foi fundador e primeiro presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Eleito deputado federal pelo PT quatro vezes (1998, 2002, 2006 e 2010), no final de 2005 foi eleito presidente nacional do PT. No governo Lula, foi ministro da Previdência Social, quando esteve à frente da reforma da Previdência, e depois assumiu a pasta do Trabalho e Emprego.
Miguel Rossetto -  Secretaria Geral da Presidência
Um dos fundadores do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o sociólogo Miguel Rossetto deixa o Ministério do Desenvolvimento Agrário, pasta que comandou também no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  e vai para a Secretária-geral da Presidência da República. Ele substitui Gilberto Carvalho. Rossetto chegou a ocupar o cargo de ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Dilma, saindo em setembro para integrar a coordenação da campanha pela reeleição da presidenta. No seu currículo, consta ainda o cargo de vice-governador do Rio Grande do Sul, na gestão Olívio Dutra, e de deputado federal em 1994.
Em 2006, Rossetto deixou o governo Lula para tentar a eleição ao Senado, mas foi derrotado. Dois anos depois, foi indicado por Lula para a presidência da Petrobras Biocombustível S/A, uma subsidiária da Petrobras. Na Secretária-geral da Presidência da República, o gaúcho Miguel Rossetto terá a tarefa de articular os movimentos sociais, atribuição que vinha sendo conduzida por Gilberto Carvalho.
Gilberto Occhi - Integração Nacional
Gilberto Magalhães Occhi, foi transferido do ministério das Cidades, cargo que assumiu em março deste ano. Mineiro de Ubá, Occhi é formado em direito, tem pós-graduação nas áreas de finanças, mercado financeiro e gestão empresarial. Ele é funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal desde 1980, onde ocupou os cargos de vice-presidente de Governo e de superintendente nacional da Região Nordeste.
Patrus Ananias - Desenvolvimento Agrário
O advogado Patrus Ananias (PT-MG) vai comandar o Ministério do Desenvolvimento Agrário no segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff. A pasta é responsável pelas políticas ligadas à reforma agrária, promoção da agricultura familiar, regularização fundiária na Amazônia Legal, bem como pelos processos de reconhecimento, demarcação e titulação de territórios quilombolas.
Mineiro, o advogado de 62 anos retorna à Esplanada dos Ministérios quatro anos depois de ter deixado o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, comandou entre 2004 e 2010, quando foi formulado e implementado o Programa Bolsa Família.
Patrus foi vereador em Belo Horizonte (de 1989 a 1992), prefeito da capital mineira (1992–1996) e deputado federal (2002–2006), sempre pelo PT, do qual é um dos fundadores. Foi membro do diretório estadual e presidente do partido em Minas Gerais. Pelo PT, também foi candidato a governador nas eleições de 1998 e indicado a vice na chapa de Hélio Costa (PMDB) ao governo, em 2010.
Doutor em filosofia, é professor licenciado de Introdução ao estudo de direito na Faculdade Mineira de Direito da PUC-Minas e pesquisador da Escola Legislativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, da qual é servidor público concursado. Patrus Ananias vai substituir Miguel Rossetto, que assumirá o comando da Secretária-geral da Presidência da República.
Carlos Gabas - Previdência Social
Servidor de carreira do Instituto Nacional do Seguro Social  (INSS), Carlos Eduardo Gabas volta a comandar da pasta, cargo que ocupou entre março de 2010 e janeiro de 2011. Formado em Ciências Contábeis pela Faculdade Católica Salesiana de Araçatuba (SP), cidade onde nasceu, em 1965, Gabas ingressou no serviço público em 1986, como agente previdenciário.
Em janeiro de 2003, assumiu a superintendência estadual do INSS em São Paulo e, em 2005, foi nomeado para a secretaria-executiva do Ministério da Previdência Social, cargo que ocupou até ser o primeiro servidor de carreira do órgão a comandar a pasta.
Na secretaria-executiva, participou da elaboração de projetos que viraram leis, como o que criou a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Ele também participou das negociações de acordos internacionais de Previdência Social.
Pepe Vargas - Relações Institucionais
O deputado federal Pepe Vargas (PT–RS) é o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do Executivo com o Legislativo. Ele terá a tarefa de conduzir essa relação em um momento acirrado, com a base aliada do governo federal menor e com divisões internas.
Hoje, Vargas integra a Comissão de Finanças e Tributação como membro titular e a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle como suplente. Anteriormente, ele participou do governo federal entre 2012 e 2014, quando foi ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Dilma Rousseff. O petista deixou o governo em março, durante reforma ministerial.
Pepe Vargas é formado em medicina e começou a trajetória política como militante no movimento estudantil. O primeiro cargo eletivo foi o de vereador de Caxias do Sul em 1988. Depois, foi deputado estadual (1994–1996) e duas vezes prefeito de Caxias do Sul (1996–2000 e 2000–2004). Em 2006, 2010 e 2014 foi eleito deputado federal.
Antonio Carlos Rodrigues
O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Antonio Carlos Rodrigues, vai assumir o Ministério dos Transportes. Suplente de Marta Suplicy no Senado, Rodrigues assumiu a cadeira da parlamentar, em 2012, quando Marta foi para o Ministério da Cultura. Ele atuou como senador até novembro deste ano. 
No Senado, integrou as comissões de Assuntos Econômicos e de Constituição e Justiça, entre outros. Ele também fez parte do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e da Procuradoria Parlamentar.
Nascido na capital paulista, Rodrigues é advogado e procurador. Está no quarto mandato de vereador, cargo que assumiu pela primeira vez em 2001. Em 2010 teve o cargo cassado, mas o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo decidiu rever a decisão.
Começou a vida pública na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Nos anos seguintes, trabalhou na Assembleia Legislativa de São Paulo e nos governos municipal e estadual. Assumirá o ministério do lugar de Paulo Sérgio Passos.
*com informações da Agência Brasil

Dilma anuncia mais 7 nomes de seu ministério

Nota Oficial
A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira (29) novos nomes do seu ministério. São eles:
Antonio Carlos Rodrigues (Transporte); Gilberto Occhi (Integração); Miguel Rossetto (Secretaria-Geral); Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário); Pepe Vargas (Relações Institucionais); Ricardo Berzoini (Comunicações); e Carlos Gabas (Previdência).
A presidenta agradeceu a dedicação dos ministros:
Francisco Teixeira (Integração); Garibaldi Alves (Previdência Social); Gilberto Carvalho (Secretaria Geral); Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário); Paulo Bernardo (Comunicações); Paulo Sérgio Passos (Transportes); e Ricardo Berzoini (Relações Institucionais).
A posse dos novos ministros será realizada no dia 1º de janeiro.

FELIZ ANO NOVO 2015

Caros,

Desejando a todos o melhor ano de nossas vidas, com muita saúde e resiliência para abraçar o que ano de 2015 que se inicia.


Aproveitamos para comunica-los que estaremos de férias até o próximo dia 12 de janeiro, quando retornaremos as nossas atividades normais. Durante este período estaremos com reduzido acesso a internet, em caso de urgência favor ligar para o telefone 61 96625783.

Agradecendo a costumeira parceria,

Fraterno abraço

CONSOLIDAÇÃO DA REDE DE LABORATÓRIO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA E O INCQS

"Uma única estrutura laboratorial seria inviável em termos de recursos humanos e estrutura, por exemplo, para atender alimentos, medicamentos, ambientes e todo e qualquer produto e serviço de interesse à saúde".
entrevistado: Eduardo Chaves Leal
Data da Entrevista:  14/11/2014
Cecovisa- Dr. Eduardo Leal, na sua opinião, qual a importância da criação desse laboratório nacional – o LCCDMA, naquela ocasião?
Eduardo- Em 54 quando foi criado o LCCDMA, a ideia era ter um laboratório federal para atender as demandas de maior complexidade relacionadas à vigilância sanitária. Inicialmente só analisava medicamentos e depois incorporou os alimentos.

A ideia da criação era atender demandas nacionais que os Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) estaduais, mais ligados aos problemas locais, não teriam condições de atender.

Se por um lado, isso era verdade, por outro lado, criava-se uma expectativa muito grande (que a criação desse laboratório seria a solução para todos os problemas), o que também não era verdadeiro.

Hoje entendemos que uma única estrutura laboratorial que tenha o compromisso de atender demandas de vigilância sanitária não responde à diversidade de atividades. O Brasil é um país continental com cinco regiões distintas, com diferentes necessidades e vocações.

Questões novas, novos desafios e a necessidade de novas tecnologias aparecem a todo momento. Uma única estrutura laboratorial seria inviável em termos de recursos humanos e estrutura, por exemplo, para atender alimentos, medicamentos, ambientes e todo e qualquer produto e serviço de interesse à saúde. Ainda hoje corremos atrás do desenvolvimento tecnológico para dar conta de diferentes inovações, como os nano-materiais.

O que se tenta fazer hoje é organizar um conjunto de laboratórios, os Lacens, com vocação para atividades específicas da Visa, além de atender suas demandas locais.

Cecovisa- Como anda a estruturação da Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária? Podemos afirmar que essa rede está organizada em sub-redes, por programas, de forma hierarquizada por grau de complexidade?
Eduardo- A Portaria 2031 não veio acompanhada da discussão das políticas. Na Vigilância epidemiológica era mais fácil de atuar. Tinha longa história de organização desses serviços. Com a vigilância sanitária nunca ocorreu de fato na maioria dos Lacens, até a criação da Anvisa. Criamos uma rede? Organizaremos por grau de complexidade? A intenção da portaria foi ótima, mas a organização de fato nunca ocorreu.

Essa discussão não incorporou uma discussão fundamental: o financiamento dos entes do SNVS. Esse é o grande nó da história: Uma estrutura laboratorial para ser da maioria dos problemas necessita investimento, capacitação, incorporação de tecnologias e de recursos humanos.

Os laboratórios acabam trabalhando muito mais de acordo com a vocação e capacitação de seus profissionais. A execução das atividades por parte de alguns laboratórios acaba se dando em áreas em que os profissionais estão mais relacionados, conseguindo recursos.
Temos alguns laboratórios atuando, mas sem uma coordenação maior. Falta olhar para o país como um todo, de forma organizada... acho que nunca aconteceu e continua não acontecendo, sem demérito de ninguém.

Cecovisa- O que chama atenção foi a portaria cruzar as 4 redes de laboratórios num mesmo lugar: Os Lacen. Você acha que o fato da maioria dos Lacen terem mais expertise em lidar com a problemática da vigilância epidemiológica e menos com a da vigilância sanitária influencia a atuação dessa rede hoje?
Eduardo- Sem dúvida. Os Lacens têm longa experiência em trabalhar com a vigilância epidemiológica e, mais recentemente, com a vigilância ambiental na análise de água. Este fato pode influenciar na formação dessa rede.

Mas só parte do grande número de laboratórios tem estrutura e competência para responder com prioridade aos programas de monitoramento, como vem acontecendo atualmente na área de alimentos, com a coordenação da Anvisa e do GT Monitoralimentos.

E isso porque o GT responsável investe em capacitação e em equipamentos de alta complexidade. Um exemplo é quando se pensa em análise de resíduos: é preciso investir em equipamentos caros, que elevam a despesa anual só com os gases utilizados nesses equipamentos.

Quantos atuam na área de medicamentos? Está sendo relançado o PROVEME. De 27 Lacens, metade deles (13 ou 14) participam. Se a gente imagina que todos os Lacens atuam em vigilância sanitária e um dos principais temas, até mesmo em relação ao fator de risco, como dos medicamentos, apenas alguns atuam. Na área de alimentos todos participam de alguma forma.

Desde 2009 o GTMonitoralimentos vem discutindo e avançando. É um programa fantástico. Já podia ter avançado mais, mas tem sido um aprendizado.

Cecovisa- Nos parece que o programa de alimentos foi o que mais avançou, com vários monitoramentos em andamento. O Sr. Concorda com essa percepção? Caso afirmativo, haveria alguma explicação para essa situação?
Eduardo- Também me parece que o monitoramento dos alimentos foi o que mais avançou. Alguns dizem que isso se deve a pessoas que abraçam a causa e fazem o trabalho acontecer. Eu não sei dizer se isso é verdade. Talvez o sucesso esteja relacionado a participação da área específica da Anvisa: GGALI e o conhecimento e o comprometimento com o processo pelos profissionais das áreas específicas.

Cecovisa- Também não podemos esquecer da expertise histórica dos laboratórios na área de alimentos.
Eduardo- Sim, embora esses programas da Anvisa estejam relacionados a uma maior expertise, necessitam de alta complexidade de análises e equipamentos mais sofisticados e profissionais capacitados.

Cecovisa- Na sua opinião, quais são os principais desafios para essa estruturação da rede?
Eduardo- Poderíamos listar “n” desafios, mas vou pontuar alguns. Em primeiro lugar, financiamento adequado: entender que um laboratório não funciona com poucos recursos. Análises com credibilidade e rastreabilidade (Sistema de Gestão da Qualidade) precisam de investimento, infraestrutura e capacitação das pessoas. Outro fator importante para o funcionamento da rede é que os laboratórios tenham cargos que permitam a manutenção e o comprometimento desses profissionais. Uma política adequada.

Nem todos os laboratórios precisam executar todas as atividades. É preciso discutir a vocação de cada laboratório na rede para as políticas de vigilância sanitária. Alimentos, medicamentos, cosméticos, saneantes, etc....É sempre bom ter mais de um laboratório atuando, claro, mas nem todos precisam fazer a mesma coisa.

O envio de amostras é outra dificuldade da rede de laboratórios: Que chegue de maneira ágil, no tempo e conservação adequados.

Há necessidade também de organização e condução da rede por uma coordenação que, atualmente, é de responsabilidade da ANVISA. Com a ausência de subordinação dos laboratórios, há certa dificuldade na gestão e nas interações entre os níveis federal, estadual e municipal.

Além disso, é importante discutir perfis dos laboratórios e dos profissionais. É preciso uma mudança de cultura. A necessidade das ações de vigilância sanitária deve ser levada em consideração na execução da atividade profissional. Se for possível conciliar objetivos profissionais e a necessidade do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), perfeito!

Hoje se percebe que o profissional corre atrás da sua capacitação por vocação, mais do que por uma política de capacitação. As teses oriundas da pós-graduação, por exemplo, deveriam caminhar junto com as necessidades do SNVS e de Saúde Pública do país. Ainda não resolvemos todos os problemas nessa área, mas temos caminhado nesse sentido.

Cecovisa- Que tipo de contribuição você entende que o INCQS pode ter na constituição da rede de laboratórios de Vigilância Sanitária?
Eduardo- Sempre se perguntou qual é o papel do INCQS e qual é a sua inserção no SNVS. Em 1999, com a criação da Anvisa, tende-se a criar uma organicidade.

No passado, o INCQS, em algum momento, teve coordenação da rede. Levantou a capacidade analítica dos Lacen’s, capacitou técnicos, realizou seminários e oficinas para discutir entraves na organização, avaliou atividades dos laboratórios, etc. tentando organizar. Num primeiro momento atuou-se muito nas áreas de alimentos e medicamentos.

Mas questões políticas e crises institucionais levaram a altos e baixos na nossa atuação e na possibilidade de aprofundar a atuação no SNVS.

Eu prefiro falar não da participação do INCQS na organização da rede e sim da contribuição do INCQS para a rede. A contribuição do INCQS vai muito além da questão analítico-laboratorial. Ele não deve fazer o mesmo papel que os Lacens. Quando foi criado, tinha o objetivo de atuar em questões de maior complexidade. Uma das atividades específicas do INCQS é a liberação de lotes de vacinas para o Programa Nacional de Imunização, dos laboratórios públicos e privados e a avaliação de Sangue e Hemoderivados. Outra questão é a formação de recursos humanos. Não que os outros laboratórios não façam isso, mas o INCQS possui uma estrutura de Pós Graduação (latu e stricto sensu) e recebe profissionais de outros laboratórios para cursos específicos. Possui Mestrado profissional, Mestrado Acadêmico, Doutorado em Vigilância Sanitária. Outro ponto importante é a melhoria do Sistema de Gestão da Qualidade da rede de laboratórios, incluindo Ensaios de Proficiência em alimentos e medicamentos e treinamento na ISO 17025, por exemplo. Também produzimos Substâncias Químicas de Referência e repassamos para os laboratórios. Tem participado de parcerias com a Farmacopeia Brasileira no estabelecimento de materiais de referência. Possui parcerias também com

Universidades, com outros laboratórios e INMETRO, no desenvolvimento tecnológico de interesse do país. Participa também das Políticas na elaboração de norma junto à Anvisa, além de realização de inspeção, quando solicitado.

Ao se olhar para trás, vemos que avançamos muito. E temos ainda muito mais a avançar.

Eduardo Chaves Leal, 33 anos de servidor Público da Fiocruz, Farmacêutico graduado pela UFRJ, com mestrado em Biologia Celular e Molecular no IOC da Fiocruz. Vice Diretor do INCQS de 1999 a 2009. Diretor do INCQS desde maio/2009.
Membro da Comissão da Farmacopeia Brasileira/ANVISA. Coordenador do Comitê Técnico de Produtos Biológicos e Biotecnológicos da Farmacopeia Brasileira.
Desde abril/2012 acadêmico titular da Academia Nacional de Farmácia.

Fonte: ENSP portal Fiocruz

ANVISA provou e concedeu registro de 5 medicamentos novos, no último trimestre de 2014

Entre janeiro de 2013 até a primeira quinzena de dezembro a ANVISA recebeu 80 pedidos de registro de medicamentos novos, sendo que 17 deles se encontram em espera para início da análise de segurança e eficácia.

No último trimestre de 2014, a aprovação de concessão de registro de 5 novos medicamentos:

  •  XTANDI (Enzalutamida) para o tratamento de câncer de próstata metastático resistente a castração em adultos que tenham recebido terapia com docetaxel, MEPACT (mifamurtida) tratamento de osteossarcoma de alto grau não metastático, ressecável, depois de ressecção cirúrgica completa macroscopicamente, em crianças, adolescentes e adultos jovens, associado a quimioterapia de combinação pós-operatória;
  •  XELJANZ (citrato de tofacitinibe)o tratamento de pacientes adultos com artrite reumatoide ativa moderada a grave;
  • SEEBRI (brometo de glicopirrônio)indicado para manutenção do tratamento broncodilatador, para aliviar os sintomas dos pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
  • Rifampicina+isoniazida+pirazinamida+etambutol, associação medicamentosa para Tuberculose, resultante de uma parceria de desenvolvido público pela Fiocruz.