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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Meta de inflação para 2017 terá limite de 6%, menor valor em governos do PT

A presidente Dilma Rousseff decidiu reduzir o limite de tolerância da meta de inflação ao fixar o objetivo que será perseguido pelo Banco Central em 2017.
O CMN (Conselho Monetário Nacional) anunciou nesta quarta-feira (25) que a meta será de 4,5%, com um limite máximo de 6%. Para 2016, o governo manteve a regra que tem sido seguida desde 2006, que é 4,5% com uma margem de até 6,5%.
A decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira (25) pela presidente, que se reuniu com os três ministros que fazem parte do CMN, Joaquim Levy (Fazenda), Alexandre Tombini (BC) e Nelson Barbosa (Planejamento), que defenderam a mudança.
A presidente Dilma Rousseff, que decidiu reduzir o limite de tolerância da meta de inflação
Também estava presente o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), que assim como a presidente estava reticente em relação à mudança.
A redução do chamado "intervalo da meta" era defendida pelo Ministério da Fazenda e pelo BC como necessária para reforçar o compromisso do governo com o controle da inflação, que está próxima de 8,5% nos últimos 12 meses.
A última vez em que foi fixado um limite tão baixo foi em 2001, quando o governo FHC (1995-2002) estabeleceu um teto de 5,25% para 2003. Dois anos depois, no entanto, o governo petista alterou a meta e elevou o valor máximo para 6,5% naquele ano (o resultado foi uma inflação de 9,3%).
Em 2002, o limite foi de 5,5%, mas a inflação ficou em 12,5%. Depois disso, nunca mais o BC encerrou o ano perseguindo um resultado tão baixo.
O CMN, conselho formado pelo Banco Central e pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, é o responsável por fixar a meta. Na prática, trata-se de uma decisão da presidente.
Cabe ao BC buscar o resultado utilizando a taxa básica de juros (Selic), hoje em 13,75% ao ano. Quando a inflação supera o limite fixado, o que ocorreu pela última vez em 2003 e deve se repetir em 2015, a instituição tem de publicar uma carta pública para se explicar.
A meta se refere à inflação medida pelo IPCA (índice de inflação oficial), do IBGE, que está em 8,47% nos 12 meses encerrados em maio desde ano.
O BC calcula que, com a taxa básica nos atuais 13,75% ao ano, a inflação ficaria em 9% em 2015 e 4,8% em 2016. Por isso, a instituição tem sinalizado que deverá aumentar novamente a taxa no começo de julho.
Com os juros no nível atual, segundo o BC, os 4,5% só seriam alcançados em meados de 2017, mas a instituição avalia ser importante antecipar esse resultado para dezembro de 2016.
O sistema de metas de inflação foi implantado no Brasil em 1999, para substituir a política de câmbio fixo criada com o Plano Real e abandonada naquele ano
Fonte: Folha, por EDUARDO CUCOLO e VALDO CRUZ, foto: Roberto Stuckert Filho/PR


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