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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Tecpar busca autonomia financeira em três anos

Tecpar é o único fabricante da vacina antirrábica no país.

Produção de medicamentos é estratégia para o instituto levantar recursos e reinvestir em pesquisa e tecnologia
Instituição multidisciplinar de base educacional e tecnológica, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) aposta na produção de medicamentos para conquistar a autonomia financeira nos próximos três anos.

Hoje, a unidade industrial responde por 40% do faturamento da instituição. Foram R$ 96 milhões em 2014 e a previsão é fechar com R$ 120 milhões este ano. Para atingir o desempenho, o Tecpar renovou e ampliou contratos de fornecimento de vacinas e medicamentos para o Ministério da Saúde (MS), o principal parceiro do instituto.

O laboratório paranaense é o único fabricante público da vacina antirrábica do país. Este ano, serão entregues R$ 15 milhões do medicamento ao MS, 50% a mais do que o ano passado. Pesquisas recentes com o imunológico permitiram a melhoria dos resultados da fórmula, que hoje contém 1% de proteína e prazo de validade de 24 meses.

Em média, a proporção de proteína em vacinas é de 7%. “A proteína é o que pode gerar reação adversa no indivíduo. A nossa tem 1% e estamos em processo de registro de uma fórmula com 0% do componente”, adianta o diretor-presidente do Tecpar, Júlio Felix. Uma parceria com o ministério vai permitir a ampliação das instalações. O projeto está em fase de licitação e a obra deve ser concluída em dois anos.

A nossa estratégia é investir na qualidade da saúde do brasileiro e contribuir para isso com nossos produtos e pesquisas, afirma:Júlio Felix, diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná.

Outra linha importante de medicamentos do Tecpar na área veterinária é a de antígenos para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina, exigidos para o controle sanitário do rebanho nacional. O instituto também detém a exclusividade da fabricação e fornecimento dos kits, distribuídos em todo o país por meio das secretarias estaduais de agricultura.

Em outro segmento, uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) garante a produção do Kit Nat, usado em testes de qualidade aplicados em doações de sangue. “A nossa estratégia é investir na qualidade da saúde do brasileiro e contribuir para isso com nossos produtos e pesquisas”, diz o executivo. O Tecpar atua também no controle da qualidade da merenda escolar e na análise de resíduos de agrotóxicos na produção agrícola do estado.

Novas parcerias

Cinco novas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) do instituto estão sob análise do Ministério da Saúde. Quatro são de medicamentos: os biológicos Adalimumabe e Infliximabe, para tratamento de artrite reumatoide, psoríase e outras doenças crônicas, parceria com a empresa russa Biocad; a Somatropina, utilizada como hormônio do crescimento, com a alemã Merck, e o Salbutamol, para controle da asma, com a britânica GSK.

Há ainda um projeto para desenvolvimento de um aparelho auditivo retroauricular e intra-auricular, com a suíça Sonova.

O laboratório já trabalha em três PDPs: o Bevacizumabe, usado no tratamento de diversos tipos de câncer e degeneração macular; a cola de fibrina, selante obtido por rota biotecnológica, e o Rede Cegonha, para a montagem de kits de medicamentos que tratam a mortalidade materna e neonatal.

Convênios com universidades mantêm desenvolvimento

Para dar suporte ao desenvolvimento de novas tecnologias, além de uma equipe própria de pesquisadores, o Tecpar mantém convênios com universidades estaduais e centros de pesquisa. “Essa capacidade de trabalho em cooperação é uma das características que nos garante bons resultados”, avalia o diretor-presidente, Júlio Felix.

O instituto assumiu, por exemplo, o laboratório farmacêutico da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e já estuda, juntamente com o Ministério da Saúde, novos projetos para a unidade. Depois de concluídas as obras de adequação das instalações, o Tecpar deve iniciar o desenvolvimento de uma linha de anti-retrovirais. Ainda na UEPG, outra parceria com o laboratório de medicina ajuda a fazer os testes clínicos dos produtos do Tecpar.

Convênio semelhante é feito com o Hospital Universitário da Universidade Estadual de Maringá. A unidade faz parte da rede nacional de testes clínicos e também ajuda a avaliar os novos produtos do Tecpar.

Até o início de 2016, o Tecpar deve retomar ainda, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantã, a produção da vacina quádrupla brasileira. O medicamento faz parte do calendário nacional de vacinação e é aplicado para imunização de sarampo, caxumba, rubéola e varicela

Foto: Ivonaldo Alexandre, reportagem: Anna Paula Franco, com base no Texto publicado na Gazeta do Povo, edição impressa de 26 de junho de 2015



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