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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Ministro do Planejamento apresenta sugestões de mudança na Lei Geral das Estatais

Jonas Pereira/Agência Senado
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, esteve no Senado nesta quarta-feira (9) para sugerir mudanças no projeto da Lei Geral das Estatais (PLS 555/2015). Na reunião com o presidente do senado, Renan Calheiros, ele também tratou de projetos da Agenda Brasil, conjunto de propostas para retomar o desenvolvimento do país, do qual faz parte o projeto das estatais.
— Eu vim apresentar sugestões do governo nesse ponto da Agenda Brasil e também discutir como estão andando as outras iniciativas do governo, iniciativas de investimento, a nossa situação, quais são as perspectivas de crescimento e evolução do quadro econômico — explicou Barbosa.
O projeto obriga as empresas estatais a seguirem regras de governança e controle proporcionais à relevância e ao risco do negócio. Originário de proposta conjunta dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o texto foi debatido e elaborado em comissão especial ao longo dos últimos meses e agora será votado no Senado. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é o responsável pelo parecer das emendas apresentadas em Plenário.
Segundo o ministro, a principal sugestão do governo tem a ver com a padronização na governança e nas regras de compras de todas as estatais. A intenção do governo, que já trabalhava em um projeto sobre o tema, é fazer com que todas sigam uma governança de alto nível.
O líder do governo, senador Delcídio do Amaral (PT-MS), disse considerar justas as colocações.
— Ele [Barbosa] quer fazer uma série de observações, não só com relação à governança, mas com relação também aos processos licitatórios. As colocações que ele fez são muito justas, muito corretas — disse.
O senador Walter Pinheiro (PT-BA), que também esteve na reunião, disse que o ministro recebeu dos senadores sugestões sobre pontos relativos ao desenvolvimento do país que poderiam ser resolvidos no Congresso.
— Nós discutimos a partir da nossa agenda, a agenda que propusemos ao governo, a agenda do ICMS. O governo precisa ser mais ágil nisso — cobrou.
Impostos
Os senadores que participaram do encontro com o ministro negaram uma possível discussão sobre aumento de impostos durante a reunião.
— Nós não tratamos de aumento de impostos, até porque o PMDB tomou uma posição de que qualquer discussão de aumento de impostos será feita em cima de propostas concretas feitas pelo Executivo. O PMDB não vai propor aumento de impostos — disse Romero Jucá (PMDB-RR).
Pela manhã, o presidente do Senado, Renan Calheiros, já havia se posicionado nesse mesmo sentido quando questionado sobre a possibilidade de elevação de tributos. Segundo ele, o PMDB não defende a necessidade urgente de aumento da carga tributária.
— Essa é uma coisa que mais adiante pode ser discutida, mas há uma preliminar que é o corte de despesa, é a eficiência do gasto público. Isso que precisa em primeiro lugar ser colocado.
Questionado sobre possíveis medidas que visem aumentar a carga tributária, o ministro Nelson Barbosa afirmou que o ajuste fiscal passa por várias iniciativas. Como exemplo citou o realinhamento da taxa de câmbio, o aumento de receita gerado pela revisão das desonerações e o controle do crescimento do gasto, com contingenciamentos, redução nas despesas de programas como o seguro-desemprego e das propostas de reajuste para servidores públicos.
— O reequilíbrio fiscal envolve medidas em todas as frentes, mas principalmente no controle das despesas — disse o ministro, sem falar sobre um possível pacote de aumento de impostos.
Agência Senado


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