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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Ministério da Saúde habilita 74 centros especializados em reabilitação

Serão investidos R$ 546 milhões em uma série de ações para promover a inclusão social, autonomia e melhoria da qualidade de vida de todos os brasileiros com deficiência
Na data que se comemora o Dia Mundial da Pessoa com Deficiência, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a habilitação de 74 Centros Especializados em Reabilitação (CER), além do financiamento para a construção de outras 88 unidades. O anúncio foi realizado nesta terça-feira (3), no CER IV, no bairro de M. Boi Mirim, em São Paulo. Também foram anunciadas habilitação e construção de 37 Oficinas Ortopédicas, entrega de 88 veículos adaptados e recursos para aquisição de equipamentos, reformas e ampliações de serviços já existentes para ampliar o acesso do brasileiro com deficiência. Ao todo, serão investidos R$ 546 milhões, que vão beneficiar aproximadamente 4,6 milhões de pessoas por ano. A iniciativa faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver Sem Limite, que completa dois anos.
“Foram necessários muitos anos, mas chegamos a um ponto importante graças ao esforço de todos aqui presentes. (…) Essa regulamentação faz parte do compromisso que temos com as ações e políticas em favor da cidadania plena, autonomia e capacidade de viver como milhões de brasileiros e brasileiras que têm deficiência. E isso significa um passo bastante importante, nesse momento em que estamos tratando de uma questão como a do direito ao descanso depois de uma vida de trabalho”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff, durante assinatura do decreto que regulamenta a aposentadoria especial para pessoa com deficiência.
Atualmente, estão em funcionamento 102 CER e 21 Oficinas Ortopédicas, serviços de reabilitação oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde também doou, ao todo, 108 veículos adaptados, financiou a construção de 110 CER e de 37 Oficinas Ortopédicas, a reforma e ampliação de 45 CER e 3 Oficinas, além de equipamentos para 69 CER e 15 Oficinas. O Viver Sem Limite envolve ações de 15 ministérios e conta com R$ 7,6 bilhões de investimento até 2014. Ao todo, 1.110 municípios já aderiram ao Plano.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a saúde está caminhando para atender as necessidades da pessoa com deficiência, buscando qualificar o cuidado com o paciente ofertado nos serviços de saúde. “Essas pessoas não têm limites. Às vezes, os limites são impostos pela sociedade, pelo jeito que a escola funciona, que o SUS funciona, que a nossa cidade funciona e, com esse programa, nós estamos fazendo com que as pessoas possam usar ao máximo seu potencial de viver sem limite”, ponderou. Também é importante disponibilizar equipamentos para dar mais mobilidade a essas pessoas. “Esses centros podem entregar para as pessoas equipamentos mais modernos, como cadeira de rodas motorizada garantida pelo SUS. O SUS vai passar a oferecer essa e outras cadeiras que tem a ver com a necessidade de cada um. Por exemplo, uma pessoa com mais de 90 kg precisa de uma cadeira apropriada. Uma criança muitas vezes, para tomar banho, precisa de uma cadeira adaptada, e todas serão incorporadas no SUS”, explicou Padilha.
CENTRO ESPECIALIZADO– Os CER, serviços em reabilitação física, visual, auditiva e intelectual, serão habilitados em 23 estados e construídos em 18. Com isso, o número de CER no país chega a 102 em funcionamento e 110 em obras. Em 2011, quando o programa foi lançado, a meta era habilitar 45 CER até 2014. Os CER receberão os 88 veículos adaptados para o transporte ponto a ponto das pessoas com deficiência que não apresentam condições de mobilidade e acessibilidade autônoma aos meios de transporte convencional ou que manifestem grandes restrições ao acesso e uso de equipamentos urbanos. As oficinas ortopédicas, que serão habilitadas e construídas em 16 estados, vão confeccionar órteses sob medida e fazer ajustes das próteses para cada usuário.
Os investimentos do Ministério da Saúde prevêem, ainda, o lançamento de duas novas diretrizes da pessoa com deficiência: Atenção à Reabilitação da Pessoa com Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Atenção à Saúde Ocular na Infância. Além dessas, o Ministério da Saúde, nos últimos dois anos, lançou sete Diretrizes de Atenção com objetivo de orientar equipes multiprofissionais para o cuidado à saúde da pessoa com deficiência, nos diferentes pontos de atenção da rede de serviço ao longo do seu ciclo vital. Foram lançadas as diretrizes de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down, Atenção da Triagem Auditiva Neonatal, Atenção à Pessoa Amputada, à Pessoa com Lesão Medular, à Pessoa com Traumatismo Craniencefálico, à Pessoa com Paralisia Cerebral e à Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo. A meta é publicar 10 diretrizes até 2014.
O Ministério da Saúde também vai qualificar o atendimento odontológico de pessoas com deficiência em 425 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) do país. Com isso, o valor para que os profissionais sejam capacitados para usar técnicas especializadas para tratamento desse público será ampliado em 50%. Cada CEO terá uma cadeira de rodas 40 horas por semana para atendimento. Também foram equipados 81 hospitais com kits cirúrgicos para realização de cirurgias odontológicas em pessoa com deficiência pelo Viver Sem Limite. A meta era equipar 27 hospitais.
TESTES NEONATAIS –Também será ampliado o acesso a exames do Programa Nacional de Triagem Neonatal, que realiza o Teste do Pezinho. Agora, fazem a Fase III, os estados AC, AL, AP, BA, CE, ES, MT, MA, PA, PB, PE, RN, RJ, RR, SE. Na Fase IV, são habilitados o AM, DF, GO, MG, MS, PI, PR, RO, RS, SC, SP e TO. A Fase III é capaz de identificar no recém nascido as doenças hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, doença falciforme e fibrose cística. E a Fase IV, além dessas, identifica deficiência da biotinidase e hiperplasia adrenal primária. Os testes são implantados nos estados em quatro fases, conforme a estruturação dos serviços – capacidade de oferta dos testes de laboratório, contratação de profissionais para o acompanhamento do paciente e a estrutura para o tratamento. A meta é que todos os estados estejam na fase IV até 2014.
Em relação à Triagem Auditiva Neonatal, ou Teste da Orelhinha, 81 maternidades solicitaram até o momento, por meio de convênio, equipamentos para realização do Teste. A meta é qualificar 175 maternidades até o final de 2014.
VIVER SEM LIMITE –Lançado em 2011, o Viver Sem Limite tem como o objetivo ampliar o acesso e a qualificação do atendimento às pessoas com deficiência, permanente ou temporário, no Sistema Único de Saúde (SUS) com foco na organização do cuidado. Até o momento, já foram investidos R$ 833 milhões da Saúde da Pessoa com Deficiência para expandir e aprimorar o programa.
Pelo Plano, foram incorporadas ao SUS em agosto deste ano novas Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção (OPM): cadeira motorizada, equipada com motor elétrico, e a cadeira monobloco, de mecânica favorável à propulsão e manobras em terrenos acidentados. Foram incorporadas ainda a cadeira de rodas para pessoas acima de 90 quilos, para banho em concha infantil, com encosto reclinável, com aro de propulsão –, e a adaptação postural em cadeira de rodas. Outra nova incorporação é um dispositivo auditivo para crianças de 5 a 17 anos com deficiência auditiva matriculadas no ensino fundamental I e II e ensino médio. O acessório, acoplado ao aparelho auditivo, elimina o excesso de ruídos e permite a melhor interpretação do aluno

MS apresenta serviços de assistência integral à mulher

O Sistema Único de Saúde (SUS) presta atendimento à vítima de violência sexual e doméstica com orientações para saúde sexual e reprodutiva pós-violência, além do acompanhamento psicológico
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta sexta-feira (6), na capital paulista, do ato “São Paulo não tolera violência contra a mulher”, onde apresentou a Política Nacional de Atenção à Saúde da Mulher (PNASM) de assistência integral às mulheres e adolescentes em situação de violência doméstica e sexual. O evento integra a campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher” com objetivo de prevenir, punir e erradicar a violência contra mulheres e menina.
O Ministério da Saúde desenvolve ações que norteiam a organização de serviços nos estados e municípios para as situações de violência sexual. E em parceria com as Secretarias de Saúde é possibilitada a capacitação das equipes envolvidas diretamente na assistência e na humanização do atendimento de emergência. As unidades de saúde e os hospitais de referência são responsáveis em definir o fluxo de atendimento e as equipes multiprofissionais que vão atuar na assistência à mulher. O ministro Padilha disse que é fundamental “mostrarmos cada vez os números de notificações para mobilizarmos a sociedade, os gestores e os profissionais de saúde com objetivo de criarmos um conjunto de politicas efetivas no combate à violência contra a mulher”, destacou.
O ministro Padilha reforçou que cabe aos profissionais de saúde o acolhimento e o atendimento integral, universal e igualitário, e o estabelecimento de medidas protetoras (contracepção de emergência e profilaxias das DST/HIV e hepatites), respeitando os direitos e necessidades de cada paciente. “Atualmente, o SUS oferta 620 serviços para atendimento às vítimas de violência sexual e doméstica, desde exames clínicos e laboratoriais, vacinação, orientações para saúde sexual e saúde reprodutiva pós-violência sexual e acompanhamento psicológico”, disse, acrescentando que  “foi criada no SUS a regra a notificação, registro e o devido encaminhamento da mulher vítima de violência. Isso é muito importante porque permite fazer políticas públicas para evitar a violência contra a mulher”, completou.
O número de serviços de atenção à violência sexual aumentou 656%, passando de 82 serviços, em 2002, para 620 em 2013.
HUMANIZAÇÃO - Para estimular ainda mais o cuidado e humanizar o atendimento às vitimas de violência sexual realizado por profissionais da segurança pública e do SUS, a presidenta Dilma Rousseff, assinou, em março, o decreto nº 7.958 para integrar as ações de atendimento às mulheres. A iniciativa visa qualificar o atendimento e agilizar a emissão de laudos periciais pelos Institutos Médicos Legais (IMLs). Todas as ações realizadas em parceria entre os Ministérios da Saúde e da Justiça, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-PR).
Com esta iniciativa, o Ministério da Saúde investirá, cerca de R$ 13,1 milhões (primeira etapa) na aquisição de equipamentos, reformas e ampliação para 94 hospitais de referência e nove serviços de regiões de fronteiras para atendimento às mulheres violentadas sexualmente. Posteriormente, o serviço será ampliado para áreas prioritárias, de acordo com os planos estaduais de enfrentamento da violência.
O decreto presidencial prevê ainda aprimorar sistemas, protocolos, fluxos e procedimentos de coleta de indícios de crime sexual.
Também está previsto capacitar mais de 1,4 mil profissionais do SUS para realizar coleta, guarda e transporte de vestígios coletados no exame clínico e o posterior encaminhamento da vítima nos casos previstos em lei ou de acordo com o desejo da mulher com idade superior aos 18 anos, aos órgãos de segurança pública e do sistema de justiça. Profissionais de segurança pública também serão treinados para o atendimento às vítimas de violência sexual, em especial os que atuam nas delegacias especializadas de atendimento à mulher, crianças e adolescentes e aqueles que trabalham nos IMLs.
VIGILÂNCIA - O Ministério da Saúde disponibiliza ainda o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), onde é feita a notificação da violência doméstica, sexual e outras agressões, além de ser uma ferramenta de vigilância. O Sinan registra ainda os atendimentos de violência contra mulheres, idosos, crianças e adolescentes, permitindo uma análise e o monitoramento do perfil epidemiológico das violências. 
Em 2012, 62.140 mulheres, entre 20 a 59 anos, foram vítimas de algum tipo de violência e 604 morreram em decorrência de algum tipo de agressão. Os homens (cônjuges, namorados e ex) são os principais agressores (44,9%), e 62,3% das vítimas foram agredidas dentro de casa.
Em 2011, essa comunicação passou a ser universal e um dever de todos os serviços e dos profissionais de saúde. A notificação pode ser feita pelo Sistema de Vigilância das Violências e Acidentes (Viva). Em 2011, 4.512 mulheres foram assassinadas no Brasil (armas de fogo, facadas, espancamento, entre outras violências), conforme dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM).
REDE CEGONHA - Em 2011, foi criada a estratégia  Rede Cegonha, que tem como uma das principais metas do Ministério da Saúde incentivar o parto normal humanizado e intensificar a assistência integral à saúde de mulheres e crianças,  desde o planejamento reprodutivo, passando pela confirmação da gravidez, pré-natal, parto, pós-parto, até o segundo ano de vida do filho. Atualmente, a estratégia Rede Cegonha está presente em mais de 5 mil municípios de todos os estados brasileiros, e atende a 2,6 milhões de gestantes. Desde o lançamento, já foram investidos mais de R$ 3,3 bilhões para o desenvolvimento de ações em todo o país.  
Entre as ações da Rede Cegonha está a organização do cuidado às gestantes por meio de uma rede qualificada de atenção obstétrica e neonatal. Com um pré-natal de qualidade, como preconiza a estratégia, é possível reduzir as taxas de prematuridade, mortalidade materna e neonatal. O objetivo é garantir acolhimento e captação precoce da gestante, além de ampliar o acesso aos serviços de saúde e melhorar a qualidade do pré-natal. O diagnóstico rápido permite à mulher iniciar o pré-natal assim que a gravidez seja confirmada. Em 2012, foram realizadas 18,2 milhões de consultas pré-natais pelo SUS, e mais de 1,6 milhão de mulheres fizeram, no mínimo, sete consultas.
A campanha está sendo feita pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo, em parceria com instituições, movimentos sociais e feministas.

Brasil ganha base de dados de referência para biovigilância - o lançamento do Notify Library será segunda (9)


Será lançado na próxima segunda-feira (9), em Brasília, um banco de dados que reúne casos emblemáticos de eventos adversos na área de sangue, tecidos, células e orgãos. Conhecido como Notify Library, a base de dados tem casos documentados e disponíveis para pesquisa que serão úteis ao trabalho da vigilância sanitária e para àqueles que atuam no setor.

A ferramenta é resultado do trabalho do Centro Nacional de Transplante da Itália e já reúne mais de 900 casos relacionados ao uso de células, doações de órgãos e reprodução assistida, entre outros. A expectativa é que o Notify ajude os profissionais de saúde envolvidos na investigação e prevenção de eventos adversos.

O lançamento contará com a presença do assessor especial do Programa de Segurança do Paciente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Luc Noel, e do diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

O evento faz parte do III Encontro Global de Biovigilância da OMS - Projeto NOTIFY, que este ano acontece no Brasil dos dias 7 a 9 de dezembro. Nos dias 7 e 8, a pauta do encontro é fechada para os especialistas inscritos no evento.

O evento reúne representantes de autoridades estrangeiras de saúde, autoridades reguladoras nacionais, centros de controle de epidemiologia e doenças, sociedades científicas e profissionais da área de Produtos Médicos de Origem Humana (MPHO) e a OMS.

Lançamento do Notify Library
Quando: segunda-feira (9/12) – às 9h15.
Onde: Hotel San Marco, Setor Hoteleiro Sul, Quadra 05, Brasília DF.

TCU diz que agências reguladoras não fazem dever de casa

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, disse hoje (5) que o trabalho das principais agências reguladoras está aquém do desejável, e o tribunal fará, no próximo ano, auditorias em várias delas. A decisão foi tomada depois de uma auditoria, feita para verificar a execução de obras da segunda etapa de concessões de rodovias federais. O trabalho concluiu que 80% delas não foram feitas como era previsto. As obras deveriam ser fiscalizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), chamando a atenção do TCU para que auditorias semelhantes sejam feitas nas demais agências reguladoras.

“Nós estamos encontrando muitas inconsistências nos trabalhos das nossas agências reguladoras. Nós vamos fazer seis auditorias no próximo ano. A qualidade dos trabalhos está muito aquém”, disse Nardes. Segundo ele, é preciso desenvolver a boa governança nas agências reguladoras, para que prestem o melhor serviço à sociedade.
“Muitas vezes o tribunal entra no debate que cabe muito mais às agências fazer, mas como elas não fazem, nós estamos regulando as agências para que elas façam o seu dever de casa. Infelizmente, muitas vezes, não fazem o dever de casa”, disse. No relatório da auditoria feita no contrato de concessão das rodovias BR-101 e BR-116/376, o TCU informou que há “significativa deficiência dos procedimentos de fiscalização da execução contratual, por parte na ANTT".

Nardes também disse que existe receio em relação à rede hoteleira de algumas cidades, como Cuiabá e Manaus. Esta deve receber grandes navios com leitos a bordo para compensar o déficit de hoteis. Como aprendizado da Copa, o ministro disse que o TCU já está preparando um trabalho para que “os erros que estão acontecendo na Copa” não se repitam nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Ministério da Saúde amplia em sete vezes investimentos em pesquisas

Em 2013, foram investidos R$ 248 milhões, 600% mais do que os R$ 35 milhões em 2011. Estudos visam aprimorar atendimento no SUS. Melhores projetos foram premiados com recursos financeiros do MS em evento sobre inovação no SUS
O Ministério da Saúde investiu R$ 248,7 milhões em 2013 no desenvolvimento de pesquisas na área da Saúde – sete vezes mais do que em 2011, quando o gasto foi de R$ 35,5 milhões. O investimento visa incentivar pesquisadores a encontrar soluções inovadoras para serem aplicadas no Sistema Único de Saúde (SUS) e aprimorar a assistência ao usuário. Do total de recursos investidos neste ano, R$ 104 milhões foram para editais nacionais. Outros R$ 79 milhões para editais estaduais. E os demais R$ 59, 2 milhões investidos em contratação direta de instituições de pesquisa. O investimento foi realizado em conjunto com outros órgãos e agências de fomento.
Os números foram apresentados nesta terça-feira (3)  durante a abertura do evento “Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS: integração entre conhecimento científico e políticas de saúde”, organizado pelo Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e realizado em Brasília até esta quarta-feira (4).
“As pesquisas têm grande relevância para o SUS. Elas influenciam fortemente as decisões estratégicas do Ministério da Saúde e a consolidação das políticas públicas”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participou da abertura do evento e entregou prêmios aos pesquisadores vencedores do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS dos anos de 2012 e 2013. Eles desenvolveram trabalhos científicos que buscam a melhoria da rede pública de saúde.
Padilha ressaltou o papel dos pesquisadores para o desenvolvimento do país. “Os pesquisadores devem ter profunda dimensão do impacto que seus estudos têm para o desenvolvimento do país. Nenhum país do mundo se tornou rico e sem pobreza sem ter um forte esforço de investimento em inovação tecnológica e pesquisa. Nos últimos 10 anos, o setor público brasileiro passou a ser competitivo mundialmente. Hoje, o investimento do nosso país em pesquisa proporcionalmente ao PIB brasileiro é equivalente às grandes nações do mundo”, afirmou.
Durante o encontro, que reúne cerca de 700 pessoas da comunidade científica, também serão divulgados resultados de pesquisas financiadas pelo Ministério da Saúde sobre temas relevantes para a saúde pública, como saúde materna, tratamentos de doenças mais prevalentes na população e o impacto de políticas públicas estratégicas para a população brasileira. Também será assinada parceria com instituto britânico para aprimorar a metodologia brasileira de avaliação de tecnologia em Saúde. Serão ainda anunciados os projetos aprovados nos quatro últimos editais de pesquisa que foram lançados.
“O orçamento parceiro do Ministério da Saúde com o Ministério da Ciência e Tecnologia e o CNPq nos proporcionou o desenvolvimento de pesquisas e projetos com grande relevância para o SUS. Trabalhar com editais é muito bom porque permite a competição criativa na pesquisa em saúde”, disse o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.
PRÊMIO - O Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS é uma espécie de “Oscar da Saúde”. Os pesquisadores foram premiados com R$ 195 mil distribuídos em quatro categorias: tese de doutorado, dissertação de mestrado, trabalho científico publicado e monografia de especialização ou residência.
As pesquisas premiadas este ano tratam de temas como controle da tuberculose entre os povos indígenas; negociação intergovernamental; uso de terapias em pacientes com síndrome coronariana aguda no Brasil; impacto do Programa Bolsa Família e seu efeito na Estratégia Saúde da Família sobre a mortalidade no Brasil.
Desde a criação do prêmio, em 2002, foram inscritos 4.550 trabalhos. Desse total, 252 pesquisadores foram premiados, sendo 209 com menção honrosa e 43 receberam prêmios em dinheiro, consolidando o compromisso do Ministério da Saúde de incentivar a produção científica com potencial de utilização no Sistema Único de Saúde. Desde a sua primeira edição, já foram distribuídos mais de R$ 500 mil reais aos ganhadores.
PARCERIA INTERNACIONAL – Na quarta, o Ministério da Saúde brasileiro assina parceria com a instituição britânica líder no mundo em pesquisas que avaliam tecnologias de saúde. O National Institute for Clinical Excellence (Nice), agência autônoma do Ministério da Saúde britânico, vai desenvolver com o órgão brasileiro um programa para avaliar tecnologias em saúde importantes para a assistência pública dos dois países. Ambos têm sistema universal gratuito de atendimento à saúde da população. Brasil e Reino Unido vão trocar conhecimentos e competências para utilizar cada vez mais a ciência e tecnologia no SUS em prol do acesso universal.   
EDITAIS – Durante o encontro será anunciado o investimento de R$ 47,1 milhões em 75 novos projetos de pesquisa. Os estudos vão abordar a construção de Rede Nacional de Pesquisa sobre Políticas de Saúde e o fortalecimento da Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde, além de desenvolvimento de novas terapias e melhoria no atendimento de doenças endócrinas e metabólicas.
Também há projetos contemplados com recursos conjuntos do Ministério da Saúde e do Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação, sobre temas como análise de decisões e normas emanadas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário relacionadas à saúde; evolução do Complexo Econômico Industrial da Saúde e a inovação tecnológica no Brasil; e identificação e análise de iniciativas inovadoras em redes assistenciais e regiões de saúde.

Diretor-presidente do Tecpar é eleito presidente da Alfob

O diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Júlio Felix, foi eleito presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob). A eleição da nova diretoria aconteceu na última quarta-feira (04), em Brasília, em reunião extraordinária do órgão, e a gestão se iniciará no começo de 2014, com mandato de dois anos. "A Alfob é uma rede de laboratórios extremamente importante para o Sistema de Saúde Brasileiro e tem a força dos governos federal e estadual, porque envolve todos os laboratórios produtores de medicamentos do país. Meu objetivo, na presidência, é fortalecer a presença desses laboratórios no Sistema de Saúde, principalmente para produzir medicamentos negligenciados pelos laboratórios privados”, disse Felix.
A Alfob é uma entidade de classe dos laboratórios que pertencem ao sistema de produtores oficiais de insumos e medicamentos fornecidos ao Ministério da Saúde. O Tecpar é fornecedor antigo do ministério, a princípio com as vacinas antirrábicas, e com a projeção de abertura para o provimento de novos tipos de medicamentos em um futuro breve.
Os objetivos da associação são defender e representar os interesses de seus associados junto ao Poder Judiciário, a entidades e associações dos setores governamentais e particulares e a seus respectivos órgãos relacionados aos laboratórios farmacêuticos oficiais.
O conselho diretor da Alfob é composto por cinco membros titulares e dois suplentes, todos eleitos pela Assembléia Geral, preferencialmente dentre os representantes de todos os segmentos de atividades dos associados. Ele é composto por presidente, 1º vice-presidente, 2º vice-presidente, secretário-geral e secretário-adjunto.

CONVITE SEMANA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL PARA DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA : Cadastramento e Audiência Pública


Ampliação do tratamento contra aids é tema de fórum da Região Centro-Oeste

Goiânia sedia a terceira consulta regional para discutir a situação da DST/aids e hepatites virais com representantes dos estados, municípios e sociedade civil da região Centro-Oeste
A ampliação da oferta de tratamento contra a aids a todos os adultos soropositivos, independente do estágio da doença, é um dos temas debatido no fórum, realizado em Goiânia nesta quinta (5) e sexta-feira (6). No encontro, está sendo discutido a situação das DST/aids e hepatites virais na Região Centro-Oeste. Esta é a terceira de uma série de consultas à sociedade civil para debater os rumos da política de enfrentamento das DST, aids e hepatites virais nas diferentes regiões do país.
O novo protocolo estende o uso de antirretrovirais a todos os adultos com testes positivos de HIV, que passam a ter acesso aos medicamentos antirretrovirais contra a aids pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, além do Brasil, apenas França e Estados Unidos ofertam medicamento antirretroviral aos pacientes soropositivos, independente do estágio da doença.
“O aumento da oferta com antirretrovirais é uma medida inovadora, com impacto na saúde individual e garante a melhoria da qualidade de vida das pessoas infectadas pelo HIV, reduzindo   a transmissão do vírus”, observa o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
Também serão discutidas no evento, medidas de prevenção para populações prioritárias, como homens que fazem sexo com homens (HSH), gays, profissionais do sexo, travestis, mulheres transexuais, usuários de drogas, pessoas privadas de liberdade e pessoas em situação de rua. Também será discutida a construção de uma agenda de trabalho com as ações a serem desenvolvidas de forma integrada à atenção básica.
O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, explica que estes fóruns significam uma oportunidade de debate  entre os diversos segmentos que atuam no combate à epidemia, com a realização de parcerias na área de prevenção e testagem. “A importância destes fóruns é compreender as diferenças entre regiões do país. Isso nos permitirá realizar ações de prevenção e testagem em parceria que levem em conta as realidades de cada uma dessas regiões”, explicou o diretor.
O evento reúne pesquisadores, representantes de movimentos populares e integrantes das secretarias municipais e estaduais de saúde dos estados da região: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal. 
HEPATITES – Serão discutidas ações com a atenção básica para a ampliação de acesso ao diagnóstico e aos insumos de prevenção à doença, como preservativos masculinos e femininos, gel lubrificante, kit de redução de danos, dentre outros.
Também serão traçadas estratégias para simplificar o acesso ao tratamento das hepatites B e C, assim como o manejo das pessoas coinfectadas com HIV e aids, além de medidas visando à ampliação da prevenção, testagem e oferta da vacina da hepatite B entre populações prioritárias.
Serão realizadas mais três consultas públicas, duas na Região Nordeste e uma no Sudeste, no primeiro semestre do próximo ano. Os encontros da Região Nordeste foram divididos em dois eventos por razões logísticas, a primeira reunindo os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba e a segunda voltada aos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Piauí.
Estão disponibilizados na página do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (www.aids.gov.br) materiais que subsidiarão as consultas, como vídeo de apresentação da situação atual da epidemia DST/aids e das hepatites virais e as prioridades do Departamento (materiais de referência e um Instrumento com os principais pontos a serem discutidos presencialmente). Para mais informações, acesse fcp2013@aids.gov.br.
DADOS REGIONAIS - Dentre as cinco regiões do país, nos últimos 10 anos, observa-se uma diminuição de 18,6% na taxa de detecção na Região Sudeste (de 24,7, em 2003, para 20,1, em 2012) e de 0,3% na Sul (de 31,0 para 30,9). As outras regiões apresentaram aumento, sendo 92,7% na Região Norte, 62,6% na Nordeste, 6,0% na Centro-Oeste. Quanto à taxa de detecção, a região registrou em 2012, 19,5 casos de aids a cada 100 mil habitantes, equivalente à taxa nacional de 20,2.
O estado de Goiás apresentou taxa de detecção de 16,5 por 100 mil habitantes. Em relação à região Centro-Oeste, isso representa a menor taxa, ficando atrás das taxas de Mato Grosso do Sul (25,3), Distrito Federal (21,3), Mato Grosso (19,4 por 100 mil habitantes).

MS e empresas aéreas fecham acordo para transporte de órgãos e tecidos

Equipes de transplantes vão acompanhar a disponibilidade nos aviões comerciais e terão prioridade no embarque, pouso e decolagem. Em voos lotados, os passageiros poderão voluntariamente ceder seu lugar para viabilizar o transporte de órgãos
O Ministério da Saúde e as empresas aéreas fecham, nesta quarta-feira (4), Acordo de Cooperação Técnica com as cinco maiores empresas aéreas, para efetuar o transporte de órgãos e tecidos, em todo território nacional. Integram esta parceria a Secretaria de Aviação Civil, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, a Força Aérea Brasileira, a Agência Nacional de Aviação Civil e a Infraero, entre outras instituições. Esta iniciativa tem objetivo de dar mais agilidade no acesso a informações de logística aérea, como voos disponíveis e condições meteorológicas, permitindo tomada rápida de decisão para reduzir, ao máximo, o tempo entre o deslocamento do órgão após a captação e a realização do transplante no receptor.
A expectativa é aumentar em 10% o número de órgãos sólidos transportados, os que exigem maior rapidez por conta do tempo de falência. Em 2012, 1.296 órgãos e tecidos (córneas e ossos) foram transportados. Neste ano, até o momento, o número mais que dobrou 3.514.
A partir deste acordo, uma equipe do Sistema Nacional de Transplante (SNT) do Ministério da Saúde ficará instalada 24 horas por dia e durante todos os dias do ano no Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), localizado ao lado do aeroporto Santos Dumont (RJ). A equipe dividirá espaço com representantes das empresas aéreas e dos aeroportos, meteorologistas de plantão e de outras entidades.
Segundo o ministro Padilha, o acordo formaliza a relação do Sistema Nacional de Transplantes, órgão do Ministério da Saúde com as companhias aéreas, além de trazer regras claras e definidas das partes envolvidas. Ele destacou importantes características da formalização. “A partir deste fim de semana uma equipe formada por oito enfermeiros passam a trabalhar 24 horas, por meio de rodízio, no Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA). Essa equipe acompanhará o fluxo dos voos para tomada de decisões rápidas sobre a logística dos órgãos que serão transportados”, afirma.
O ministro explicou ainda que com a parceria, as companhias aéreas passam a transportar também os hemoderivados - produtos extraídos do sangue -, especialmente nos casos de catástrofes.
Ao falar da prioridade de embarque e desembarque dos órgãos nas aeronaves, o ministro Padilha deixou claro que os passageiros não serão obrigados a ceder seus assentos. “Apenas contamos com o espírito solidário do povo brasileiro”, completa.
A parceria será formalizada na cerimônia de abertura do I Congresso do Sistema Brasileiro de Transplantes e 1º Fórum Nacional de Biovigilância, que inicia nesta quarta-feira (4) e prossegue até sábado (7), em Brasília. Durante a cerimônia, haverá o lançamento de selo personalizado dos Correios, em homenagem as doações de órgãos e tecidos no País.
Com esta iniciativa, as aeronaves que estiverem transportando órgão passam a ter prioridade para pousos e decolagens. Os operadores aeroportuários deverão garantir prioridade ao condutor do órgão e aos integrantes das equipes de captação e condução, nos procedimentos de inspeção de segurança e também no acesso aos portões de embarque e desembarque.
Serão oito enfermeiros que vão se revezar no monitoramento de informações como voos disponíveis e conexões, condições meteorológicas e aeroportos em reforma, por exemplo. São informações que quando acessadas antecipadamente permitem criar novas rotas para que o órgão chegue o mais rápido possível até o receptor, antes de atingir seu tempo de isquemia. 
As empresas aéreas permanecem realizando gratuitamente o transporte aéreo, dentro do território nacional, com prioridade no embarque dos órgãos, das equipes de captação/condução, quando necessário, com autorização do Ministério da Saúde. Caso todos os assentos estejam ocupados e a urgência do transporte indicar necessidade, a empresa aérea deverá questionar os passageiros sobre a possibilidade de desembarque voluntário e embarque no próximo voo.
O presidente da Associação das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz explicou que as companhias aéreas que fazem parte deste acordo representam 99% da viação comercial brasileira. O Brasil conta com o maior sistema público de transplantes, por isso, a viabilidade de consolidá-lo com a conectividade, que ocorre pelo transporte aéreo. “Além de transportar pessoas e cargas, com esta formalização, passamos a garantir que um conjunto expressivo de pessoas tenham suas vidas salvas. É a viação prestando mais um serviço ao país”, disse.
IMPACTO – Atualmente, em alguns estados do país, quase 60% dos transplantes realizados necessitam de logística aérea (comercial ou militar). No Distrito Federal, 61,1% dos transplantes de coração foram realizados a partir do deslocamento aéreo; no Rio Grande do Sul, 50,7% dos transplantes de rim e 24,3% nos transplantes de pulmão; em Pernambuco, 41% dos transplantes de fígado; e no Pará, 54,3% dos transplantes de córnea, assim como no Maranhão (89%) e Goiás (36,7%).
Nos últimos doze anos houve aumento de 236% na utilização de voos para transporte de órgãos, equipes e materiais passando de 67, em 2000, para 5.102 neste ano. No ano passado, foram 2.968. O crescimento é resultado do aumento da captação de órgãos e do número de transplantes, bem como de maior articulação entre a Central Nacional de Transplantes e as empresas aéreas.
O Brasil levou mais de duas décadas para atingir 9,9 doadores por milhão de pessoas (pmp). Nos últimos três anos, esse número cresceu para 13,5 doadores (projeção para o ano) por milhão da população (1º semestre de 2013). A meta do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é chegar 15 pmp até o final de 2014. A espera por um órgão caiu 37% em três anos, passando de 59,7 mil para 37,4 mil, em 2013.
ÓRGÃOS SÓLIDOS E TECIDOS –O Brasil aumentou o número de transplantes de órgãos sólidos (pulmão, coração, pâncreas, rim e fígado). No primeiro semestre de 2013, o SNT registrou um total de 3.842 cirurgias realizadas (aumento de 3,8% em relação ao mesmo período de 2012 quando foram feitas 3.703). Os transplantes de medula óssea também cresceram 13% na comparação do último ano. Foram 974 no primeiro semestre de 2013 contra 862 (primeiro semestre de 2012). No total, o Brasil realizou 11.569 até junho de 2013.  E, em termos percentuais, houve aumento de 113% de transplante de pulmão. O número chegou a 64 no primeiro semestre de 2013 contra 30 cirurgias realizadas no mesmo período de 2012.
Os estados de Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e o Distrito Federal conseguiram acabar com a espera para a realização de transplante de córnea. Nesses locais, a capacidade instalada dos serviços especializados e a quantidade de doações são suficientes para atender a demanda atual. Juntos, os estados e o Distrito Federal realizaram 3.967 cirurgias de córnea no primeiro semestre deste ano, o equivalente a 58% das cirurgias deste tipo realizadas no país (6.781, no total).
ASSISTÊNCIA – Nos últimos 10 (2003-2103) anos teve crescimento de 328% no valor do recurso, saltando de R$ 327,8 milhões para R$ 1,4 bilhão. No ano passado, o Ministério da Saúde liberou mais incentivos financeiros para hospitais que realizam cirurgias na rede pública. Com as novas regras, os hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes podem receber um incentivo de até 60%. Para os que fazem três tipos de transplantes, o recurso será de 50% a mais do que é pago atualmente. No mês passado (novembro) foi publicada portaria que institui o Plano Nacional de Apoio às Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos – PNA/CNCDO e define o repasse financeiro, dependendo do porte de cada central. Ao todo, serão repassados R$ 4,8 milhões, sendo R$ 3,8 milhões para investimento e R$ 1 milhão para custeio.

NICE approves treatment for hep C in its 300th technology appraisal Entrada x

NICE has recommended the use of peginterferon alfa in combination with ribavirin to treat chronic hepatitis C in children and young people, in its 300th piece of technology appraisal guidance.
Hepatitis C, a blood-borne virus that infects the liver, chronically affects an estimated 200,000 people in England.
People who have injected drugs in the past, or who have been a regular sexual partner with someone with hepatitis C are more at risk than others of having the virus.
However, children of mothers with the disease are also at increased risk, with cases of children newly diagnosed with the virus emerging each year. Figures from the Health Protection Agency show that 26 babies aged under 1 were newly diagnosed with hepatitis C in England in 2011.
In its 300th technology appraisal guidance published today, NICE has approved peginterferon alfa in combination with ribavirin as an option for treating chronic hepatitis C in children and young people.
The independent appraisal Committee decided that treatment with peginterferon alfa has long-term benefits that could potentially last for the lifetime of the child or young person, effectively providing a cure.
The committee also decided that the treatment could provide benefits to parents and carers, such as reducing the guilt burden that is associated with transmission of hepatitis C from mother to baby.
Both peginterferon alfa-2a and peginteferon alfa-2b were determined as more effective and less expensive than best supportive care.
Professor Carole Longson, NICE Health Technology Evaluation Centre Director, said: "The independent Appraisal Committee concluded that treatment with peginterferon alfa and ribavirin can decrease the hepatitis C virus to undetectable levels, effectively providing a cure for the disease.
"Early successful treatment is also likely to lessen the social stigma that can be associated with hepatitis C infection later in life."
She added: "By widening access to these drugs this guidance will give clinicians and people living with hepatitis C more treatment options."

NOVO HORÁRIO - 6ª Reunião do Comitê Executivo e Conselho de Competitividade do Complexo da Saúde

Prezados (as),

            Informamos que a 6ª Reunião do Comitê Executivo e Conselho de Competitividade do Complexo da Saúde a ser realizada no dia 11 de novembro de 2013, foi transferida para 14:30 horasno auditório da Confederação Nacional do Comércio (CNC), localizado no Setor Bancário Norte, Quadra 1, Bloco B – Brasília/DF.
Agradecemos a compreensão e para quaisquer esclarecimentos, pedimos entrar em contato por meio do endereço eletrônico: gecis@saude.gov.br .
 Atenciosamente,

CARLOS AUGUSTO GRABOIS GADELHA
Secretário
Coordenador do Comitê Executivo e Conselho de Competitividade do Complexo da Saúde

Anvisa abre CP sobre qualidade e armazenamento de medicamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária abriu, nesta quarta-feira (04/12), a Consulta Pública Nº 52, que trata sobre terceirização de etapas de produção, de análises de controle de qualidade e de armazenamento de medicamentos.

O prazo de contribuições para esta consulta pública terá início na próxima quarta-feira (11/12). Os interessados terão o prazo de 60 dias para envio de comentários e sugestões ao texto da proposta de Resolução.

Envio de contribuições

O texto da resolução estará disponível na íntegra no portal da Anvisa na internet e as sugestões deverão ser enviadas eletronicamente por meio do preenchimento de formulário específico, disponível no endereçohttp://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=10147. As contribuições recebidas são consideradas públicas e poderão ser acessadas por qualquer interessado por meio das ferramentas disponíveis no formulário eletrônico, no menu "resultado”.

Clique aqui para conferir a publicação no DOU na íntegra.


Anvisa capacita mais 120 educadores e profissionais de VISAS

Profissionais de Vigilâncias Sanitárias e professores da rede pública de 18 municípios dos estados de São Paulo e de Minas Gerais participam nos dias 4, 5 e 6 de dezembro, de 9 às 17 horas, da capacitação do projeto Educanvisa: Educação em Vigilância Sanitária.

O evento, coordenado pelo Núcleo de Educação, Pesquisa e Conhecimento da Anvisa – (NEPEC), ocorrerá no Hotel Nacional, situado no Setor Hoteleiro Sul – Quadra 1 – Bloco A, Brasília.  A abertura será na quarta-feira (4/12) às 9 horas.

O encontro reunirá 120 profissionais que irão multiplicar os conteúdos ministrados pela coordenação nacional do Educanvisa, composta pela equipe do Nepec, contando com a participação de servidores da Gerência Geral de Toxicologia (GGTOX) e da Ouvidoria da Anvisa.

O Projeto trabalha com os temas de saúde e promoção da saúde, medicamentos, uso racional de medicamentos, alimentação saudável, rotulagem e propaganda.

Os municípios participantes deverão desenvolver o Educanvisa, em suas localidades, em 2014.  A ideia é que possam promover ações de conscientização, na comunidade escolar local, em relação ao consumo adequado de produtos sujeitos à vigilância sanitária.

O Educanvisa já atendeu, diretamente, quase 100 mil alunos, de mais de 900 escolas públicas brasileiras e promoveu a capacitação de mais de 3 mil professores; 339 profissionais de vigilância sanitária e 223 de secretarias de educação; em  283 municípios do país.

Confira aqui a programação.

Dias: 4 a 6 de dezembro.
Local: Hotel Nacional, situado no Setor Hoteleiro Sul – Quadra 1 – Bloco A, Brasília.  
Horário: 9h às 17h

Ministro da Saúde abre conferência sobre saúde indígena às 20 h no Centro Internacional de Convenções do Brasil - Brasília

Ministério da Saúde e CNS realizam conferência sobre Saúde Indígena no Brasil
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pela presidente do CNS, Maria do Socorro abrem a 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (5ª CNSI), às 20 horas desta segunda-feira (2/12), no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília.
Durante toda a semana (de 2 a 6/12) participarão cerca de 2 mil pessoas entre delegados, convidados, usuários e trabalhadores da Saúde Indígena.  O tema central é Subsistema de Atenção à Saúde Indígena e SUS: Direito, Acesso, Diversidade e Atenção Diferenciada. Para o evento nacional, foram realizadas 306 conferências locais, 34 conferências distritais, com a participação de indígenas e não indígenas, abrangendo 305 etnias que estão distribuídas em todo território brasileiro. 
A abertura do evento será acompanhada ao vivo pela TV NBR, pela Web Rádio Saúde no link:http://webradio.saude.gov.br/radio/ e pela Rádio Nacional da Amazônia.
Abertura da 5ª. Conferência Nacional de Saúde Indígena

Data: 02/12 (segunda-feira)
Horário: às 20 horas (houve mudança de horário)
Local: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB)
Endereço: Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50, em Brasília

Emprego na indústria de equipamentos hospitalares teve crescimento de 8%


A Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde, (Abiis), divulgou em seu último boletim, os índices econômicos relativos ao período de janeiro a setembro de 2013 para o segmento industrial de equipamentos médico-hospitalares e odontológicos.

Os dados, baseados na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do IBGE, destacam o crescimento de 8,5% na produção de equipamentos de instrumentação médico-hospitalares e odontológicos, de janeiro a setembro de 2013 em relação ao mesmo período em 2012. Já as vendas no comércio varejista de produtos farmacêuticos, médicos e ortopédicos tiveram um crescimento na casa dos 9,5%, no mesmo período.

Com relação ao número de empregos, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do MTE, dão conta que, de janeiro a setembro de 2013, surgiram 9.215 novos postos de trabalho, um crescimento de 8% se comparado a igual período de 2012, quando, no decorrer de todo o ano, foram abertos 4,5 mil novos postos de trabalho.

Um balanço do comércio atacadista de aparelhos médico-hospitalares e odontológicos, também aponta um incremento de 9,2%, de outubro de 2012 a setembro de 2013.

O volume das exportações deste setor atingiu a marca dos US$ 924 milhões, de janeiro a setembro de 2013, 25% a mais que o mesmo período em 2012. As importações chegaram a US$ 6,5 bilhões, 9,7% a mais no mesmo período. A maior alta foi apontada nos instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odonto e veterinária, 19,6%.

De acordo com Carlos Eduardo Gouvêa, presidente da ABIIS, “o crescimento do setor industrial de equipamentos médico-hospitalares se deu principalmente pelo avanço do reconhecimento da importância deste setor como coadjuvante - ou até peça fundamental - de terapias ou mesmo na assistência médica. O fato é que, cada vez mais se trabalha com o conceito de diagnóstico precoce como elemento principal para uma maior precisão terapêutica, seja ele por imagem ou in vitro, ou mesmo a combinação de ambos, o que gera por outro lado uma grande economia em termos de gastos de saúde pública posteriormente”.

“Para 2014, a expectativa é que os avanços continuem no mesmo ritmo, dependendo porém, da rapidez de acesso às novas tecnologias pelos pacientes, vencidas as eventuais barreiras regulatórias ou de incorporação no sistema de saúde“, finalizou o presidente da ABIIS.

A Abiis abarca entidades do setor como a Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Implantes, Abraidi, a Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares, Abimed e a Câmara Brasileira do Diagnostico Laboratorial, CBDL.

Governo amplia medicamentos a todas as pessoas com HIV

São Paulo – O Ministério de Saúde anunciou hoje (1°), Dia Mundial de Luta contra a Aids, mudanças no atendimento a pessoas portadoras do HIV. A partir de agora, assim que a pessoa for diagnosticada com o vírus, ela receberá o tratamento imediato na rede pública.
O protocolo que era usado pelo SUS não previa o uso de medicamentos a partir do momento que a pessoa contraía o vírus. As drogas só eram ofertadas ao paciente que desenvolvia a Aids e tinha menos de 500 CD4 (células de defesa do organismo) por milímetro cúbico de sangue.
A medida tem o objetivo de reduzir as possibilidades de transmissão e oferecer melhor qualidade de vida ao paciente, que será tratado com antirretrovirais, explicou o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa.
Segundo Barbosa, o tratamento reduz a carga viral e diminui a propagação do HIV. A estimativa é incluir mais 100 mil pessoas no tratamento, em 2014, com a mudança de protocolo. Desde o início da oferta de antirretrovirais pelo sistema de saúde, há 17 anos, 313 mil pessoas foram atendidas. "Esse novo protocolo clínico mudará a história da epidemia da aids no Brasil", disse o secretário, sobre a mudança no tratamento.
O Ministério da Saúde também anunciou hoje, no Rio, que começa a estudar a ampliação da profilaxia contra a doença na rede básica de saúde. A meta é oferecer medicamento de prevenção, que deve ser tomado em 72 horas após a provável exposição ao HIV.
Durante evento com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Parque Madureira, na zona norte da cidade, a prefeitura informou que a estátua do Cristo Redentor será iluminada hoje de vermelho, para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids.
Dilma
A presidenta Dilma Rousseff escreveu hoje (1º) em sua conta no Twitter que o Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado neste domingo, é uma data para reforçar a solidariedade com as pessoas infectadas pelo HIV. Dilma observou que o Ministério da Saúde está lançando campanha para disseminar os testes gratuitos e rápidos que detectam a presença do vírus no organismo.
“Quem descobre o vírus da aids a tempo de se cuidar pode viver com mais qualidade”, escreveu a presidenta, acrescentando que não se brinca com o vírus HIV e que o governo está avançando no protocolo para dar início ao tratamento assim que seja confirmada a presença do vírus. “Vários estudos demonstraram que o uso precoce de antirretrovirais reduz em 96% a taxa de transmissão do HIV”.
Com reportagens da Agência Brasil e FSP

Teste para diagnóstico de HIV em casa será vendido em farmácias

Exame feito com base em análise de saliva deve estar disponível a partir de abril

HIV: 64% dos pacientes que iniciaram o tratamento em até quatro meses após a infecção normalizaram a quantidade de células de defesa no organismo (Thinkstock)
Um teste para diagnóstico de HIV em casa começará a ser usado no Brasil no próximo ano. Desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o exame é feito com base em análises de saliva.
Organizações não governamentais já começam a ser treinadas para o uso adequado do kit. Na primeira etapa, o exame será oferecido para populações consideradas vulneráveis para a doença, como profissionais do sexo, gays, usuários de drogas e travestis. Depois de abril, ele deverá ser vendido em farmácias. "Esse é o futuro", disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. "O teste é uma ferramenta valiosa para ampliar o diagnóstico da doença", completou.
Nos últimos anos, diversas campanhas para incentivar verificação foram realizadas. Exames rápidos também passaram a ser oferecidos em serviços públicos de saúde. Os números obtidos até agora, no entanto, são considerados tímidos.
O governo estima que 150 mil pessoas tenham HIV no Brasil e não saibam. O problema é considerado grave porque reduz as chances de começar o tratamento na fase inicial da doença. A terapia precoce, além de garantir a qualidade de vida para o soropositivo, é considerada por especialistas um instrumento importante para prevenir novas infecções pelo vírus.
Quando o portador do HIV está sob tratamento, a quantidade de vírus circulante em seu organismo cai, reduzindo o risco de infecção do parceiro em relações sexuais desprotegidas. "Além disso, quando a pessoa sabe da sua condição sorológica, ela pode reforçar as medidas de prevenção", disse Barbosa.
Outra tentativa - Trata-se da segunda geração do teste para HIV feito com saliva desenvolvido pela Fiocruz. O exame atual é considerado seguro e confiável.
Hoje, 20 organizações não governamentais estão em treinamento para usar o teste. Outras 20 deverão ser recrutadas. A expectativa é de que até o início do ano uma portaria com as regras para padronizar o teste seja publicada. Para a venda em farmácias, segundo Barbosa, será preciso um registro, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Com base em reportagem da veja on line

VIGILÂNCIA PÓS MERCADO, PARA PRODUTOS DE SAÚDE SERÁ O PRÓXIMO WORKSHOP REGULATÓRIO PROMOVIDO PELA ABRAIDI EM SÃO PAULO

Prezados,
Aguardamos vocês no Workshop Regulatório:





Padilha Defende Desoneração na Cadeia de Medicamentos.

Ministro da Saúde volta a se encontrar com empresários para anunciar investimentos em infraestrutura tecnológica em Unidades Básicas de Saúde (UBS) da rede pública do País

O ministro da Saúde Alexandre Padilha, nesta quinta-feira (28), realizou uma palestra em São Paulo para uma plateia formada por empresários e defendeu a desoneração tributária de toda a cadeia de medicamentos. Segundo Padilha, as políticas de incentivos fiscais vêm sendo adotadas com êxito pelo governo federal.

A declaração do ministro foi uma resposta ao questionamento de um empresário sobre o que ele faria a respeito se fosse eleito governador de São Paulo, uma vez que é pré-candidato ao cargo. Inicialmente, o ministro evitou tocar no assunto e afirmou que 2014 só será discutido no próximo ano. Em seguida, defendeu as desonerações da folha de pagamentos promovidas pelo governo.

Padilha, que fez questão de defender sua gestão na Pasta da Saúde e o programa Mais Médicos, ressaltou que o governo federal ampliou as políticas tributárias e disse que considera importante as desonerações específicas que reduzam o custo e a contratação de mão-de-obra. "Nesse caso, temos que avançar na desoneração de toda a cadeia de medicamentos para estimular o setor de produção e as vendas. Isso também deve ser estendido a todo setor dinâmico da nossa economia", completou.

Na plateia, outro empresário insistiu sobre as possíveis propostas do ministro para o Estado. Padilha respondeu que isso será discutido em 2014. "Nas entrelinhas vocês já sabem o que eu penso", disse. Durante a palestra. 

Nesta sexta-feira (29), o ministro volta a se encontrar com empresários que compõem a Mobilização Empresarial pela Inovação, em São Paulo, para anunciar investimentos em infraestrutura tecnológica em Unidades Básicas de Saúde (UBS) da rede pública do País.

Com informações do Valor Econômico e Estado de S. Paulo.

IBGE: Brasil se tornará país de idosos já em 2030 = Proporção de idosos no país será três vezes maior em 2060

Tendência de envelhecimento da população ganhou força nos últimos dez anos

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que em 2030 a população idosa de 60 anos ou mais será maior que o grupo de crianças com idade até 14 anos. Além disso, em 2055, a participação de idosos na população total será maior que a de crianças e jovens com até 29 anos.

A tendência de envelhecimento da população já havia sido observada no Censo realizado em 2002 e ganhou força nos últimos dez anos. Em comparação com o último Censo, é possível verificar que a participação do grupo com até 24 anos de idade caiu de 47,4% em 2002 para 39,6% em 2012. Já o aumento da idade medida da população passou de 29,4 anos em 2002 para 33,1 anos em 2012.

O crescimento da população idosa pode ser compreendido melhor através da razão de dependência total, que leva em conta o quociente de pessoas economicamente dependentes e o de potencialmente ativas, dividido entre dependência de jovens e dependência de idosos. Entre 2002 e 2012 aumentou de 14,9 para 19,6 a razão de pessoas de 60 anos ou mais para cada grupo em idade potencialmente ativa.  

A expectativa é que nos próximos 50 anos esse número triplique, chegando a 63,2 pessoas de 60 anos ou mais para cada 100 em idade potencialmente ativa em 2060. Ainda de acordo com a pesquisa, os idosos são em sua maioria mulheres (55,7%) brancas (54,5%) e moradores de áreas urbanas (84,3%) e correspondem a 12,6% da população total do País, considerando a participação relativa das pessoas com 60 anos ou mais.

Os dados do IBGE revelam ainda que a principal fonte de rendimento da população de 60 anos ou mais foi a aposentadoria ou a pensão, equivalendo a 66,2%, chegando a 74,7% nos grupo de 65 anos ou mais.

Ana Lúcia Saboia, coordenadora da pesquisa, destaca a necessidade de atenção a está mudança na composição da população. Segundo ela, atualmente, a população de idosos que recebe benefícios é muito expressiva, e grande parte recebe contribuições de transferência de renda. "Os trabalhadores com carteira assinada e que irão se aposentar no futuro têm mais garantias. "O sistema previdenciário tem que estar atento ao envelhecimento”, completou.

Com informações do portal Terra e do IBGE