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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Cientistas apoiam decisão da Anvisa sobre fosfoetanolamina

Um grupo de seis cientistas, com destacada atuação nacional e internacional em pesquisas na área de saúde publicou uma moção de apoio à decisão da Anvisa de exigir estudos clínicos para a fosfoetanolamina, como condição prévia ao pedido de registro. 
O grupo formado pelos cientistas Carlos Gil Moreira, Fábio Bucaretchi, Lenita Wannmacher, Mauro Martins Teixeira, Mayana Zatz e Paulo Marcelo Gehm Hoff faz parte da Comissão Científica em Vigilância Sanitária (CCVisa), nomeada pelo Ministro da Saúde em 2013.   
“A aprovação de toda medicação para uso humano deve passar por fases regulamentadas internacionalmente que visam determinar a segurança, a dose adequada e eficácia. A disponibilização em massa de produtos ainda não testados pode trazer riscos ainda não previsíveis à população”, justifica a moção de apoio. “Para o momento, não se aplica a disponibilização do produto para acesso expandido e uso compassivo”, sustentam os cientistas da comissão.
A concessão do registro para novos medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos constitui um instrumento de controle sanitário e regulação, sendo a realização de ensaios clínicos, dentre outras exigências, condição indispensável para fins de comprovação da segurança e eficácia para o uso a que se propõem.
A CCVisa assessora a agência na avaliação e regulação de novas tecnologias de interesse da saúde e nos temas e discussões estratégicas de cunho técnico-científicono campo de atuação da Anvisa. Os membros dessa Comissão possuem notório saber técnico-científico, sendo a participação na CCVisa considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada.

Assinatura de Contrato SES/PB e LIFESA


Foto da Atual Sede do LIFESA, localizada na Av João Machado, 109 no Centro de João Pessoa – PB

No último dia 18 de janeiro de 2016 (segunda-feira) foi dado um passo muito importante para a área de Saúde no Estado da Paraíba, envolvendo o LIFESA, em um evento ocorrido na Granja Santana em reunião com a participação do Governador Ricardo Coutinho. Na ocasião, foi assinado o Contrato entre o LIFESA e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) para produzir e fornecer saneantes, fornecer farmácia básica para as unidades hospitalares do Estado, fornecer medicamentos para atender as demandas judiciais do Estado bem como fornecer medicamentos para atender a demanda do Sistema Prisional do Estado.

O LIFESA, cujas atividades estão suspensas desde 2009, retomará suas atividades através dos saneantes, do fornecimento de medicamentos nos moldes acima descritos, mas tem um projeto muito mais ambicioso que é o de retomar sua atividade principal, que está em seu DNA, que é a fabricação de medicamentos.

Para tanto, a Sociedade tem em seus sócios uma empresa privada, de capital nacional que junto com o sócio majoritário, que é o Governo do Estado representado pela SES/PB, já fizeram inúmeros estudos de mercado de medicamentos, visitaram vários Laboratórios Oficiais no Brasil e seguirão visitando, conduziram diversas reformas administrativas no LIFESA, tendo já localizado e adquirido da CINEP – Cia. De Desenvolvimento da Paraíba - um terreno de 30.000 m² localizado no Distrito Industrial de João Pessoa.  Neste terreno, serão construídos o novo Centro de Distribuição e a nova fábrica.

Além disso, abrem-se novas janelas de negócios com o Ministério da Saúde,  com outros estados da Federação, com os Municípios da Paraíba bem como com os demais Laboratórios Oficiais do Brasil, que porventura precisem fornecer medicamentos que ainda não produzem, quadro bastante comum em nosso País.

Certamente esses passos colocam a Paraíba em lugar de destaque na área da Saúde.

Presentes no evento:

  1. Ricardo Coutinho – Governador do Estado da Paraíba
  2. Carlos Alberto Dantas Bezerra – Diretor Presidente do LIFESA
  3. Monaci Marques Dantas – Diretor Vice-Presidente do LIFESA
  4. Sergio Motta – Diretor Administrativo-Financeiro do LIFESA
  5. Maurício Neves – Vice-Presidente do Conselho de Administração do LIFESA e Presidente da TROY SP Participações S.A.
  6. Dra. Roberta Abath – Presidente do Conselho de Administração do LIFESA e Secretária Estadual de Saúde da Paraíba
  7. Dr. Gilberto Carneiro – Procurador-Geral do Estado da Paraíba
  8. Dra. Tatiana Domiciano – Presidente da CINEP
O LIFESA possui um assento da atual Diretoria da ALFOB – Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil, eleita em 07/12/2015 para o Biênio 2016/2017, da qual participam também o LAFERGS (Presidência), o IQUEGO, o LAFEPE, a BAHIAFARMA e  BIOMANGUINHOS.

Evento de assinatura do Contrato LIFESA & SES/PB, na Granja Santana em João Pessoa – PB, dia 18/01/2016.


Laboratórios ampliam em 20 vezes a capacidade para testes de Zika

“A ampliação da capacidade de testagem do Zika permitirá maior representatividade e segurança para que sejam estudadas as tendências do vírus. Quanto mais amostras forem analisadas semanalmente, mais informações teremos para avaliar o modelo de vigilância do Zika e assim realizar adaptações, caso necessário”, ressaltou Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.
Além deste quantitativo, também serão adquiridos outros 500 mil testes nacionais de biologia molecular, produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para diagnóstico de dengue, Zika e chikungunya. Chamado de Kit NAT Discriminatório para dengue, Zika e chikungunya, o procedimento permite realizar a identificação simultânea do material genético para os três vírus, evitando a necessidade de três testes separados. A novidade garantirá maior agilidade para o diagnóstico realizado na rede de laboratórios do Ministério da Saúde, além de reduzir os custos e permitir a substituição de insumos estrangeiros por um produto nacional.
A recomendação do Ministério de Saúde, conforme Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia, é que sejam priorizadas, para a realização do teste, mulheres grávidas com sintomas do vírus Zika, gestantes com bebê microcefálico, além de recém-nascidos com suspeita de microcefalia.
BOLETIM – O novo informe epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Ministério da Saúde indica 3.893 casos suspeitos de microcefalia. As notificações foram registradas até 16 de janeiro e ocorreram em 764 municípios de 21 unidades da federação. O boletim aponta o detalhamento dos casos confirmados e descartados. Do total notificado, 224 tiveram confirmação de microcefalia, 6 confirmaram a relação com o vírus Zika e outros 282 foram descartados. Continuam em investigação 3.381 casos suspeitos de microcefalia.
No total, foram notificados 49 óbitos por malformação congênita. Destes cinco foram confirmados para a relação com o vírus Zika, todos na região Nordeste, sendo um no Ceará e quatro no Rio Grande do Norte. Além destes casos, a divulgação traz também o resultado da investigação laboratorial de um bebê com microcefalia em Minas Gerais, que teve a relação com o Zika diagnosticada. Esta é a sexta confirmação da relação da doença com o vírus. Esses resultados somam-se às demais evidências científicas obtidas em 2015 e reforçam a hipótese de relação entre a infecção pelo vírus Zika e a ocorrência de microcefalia e outras malformações congênitas.
De acordo o informe, o estado de Pernambuco continua com o maior número de casos suspeitos (1.306), o que representa 33% do total registrado em todo o país. Em seguida, estão os estados da Paraíba (665), Bahia (496), Ceará (216), Rio Grande do Norte (188), Sergipe (164), Alagoas (158), Mato Grosso (134) e Rio de Janeiro (122).
Atualmente, a circulação do Zika é confirmada por meio de teste PCR, com a tecnologia de biologia molecular. A partir da confirmação em uma determinada localidade, os outros diagnósticos são feitos clinicamente, por avaliação médica dos sintomas. Até o momento, estão com circulação autóctone do vírus Zika 20 unidades da federação. São elas: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
MELHORIAS – Para facilitar ainda mais o entendimento dos profissionais de saúde nos estados e municípios para as notificações dos casos suspeitos de microcefalia, o Ministério da Saúde está ajustando as nomenclaturas do ‘Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia relacionada à Infecção pelo vírus Zika’ para ‘Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia’. O objetivo é dar subsídio aos gestores estaduais e municipais de saúde para melhorar o conhecimento da situação epidemiológica de ocorrência de microcefalia, independente da causa em suas regiões.
“Estamos atualizando o protocolo para simplificar a definição de casos e facilitar a interpretação dos municípios. Assim, vamos evitar que casos que não se encaixam na nossa busca prejudiquem a avaliação dos dados”, explicou o Maierovitch.
A medida reforça a necessidade de serem notificados todos os casos de microcefalia, principalmente aqueles relacionados a algum agente infeccioso causador de malformação congênita. Entre os causadores estão: Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes Viral e o vírus Zika.
ORIENTAÇÃO – O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.


Distribuição dos casos notificados de microcefalia por UF, até a SE 02/2016



Por Amanda Mendes e Camila Bogaz, da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa
(61) 3315-3580

Período chuvoso aumenta o risco de transmissão da leptospirose

Com a chegada do período de chuvas, que compreende os primeiros três meses do ano, é preciso ficar atendo a uma doença muito comum nesta época: a leptospirose. Para se ter uma ideia, entre 2011 e 2015 o aumento de amostras reagentes analisadas pelo Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas da  Fundação Ezequiel Dias (Funed) foram 103% maior no primeiro trimestre do ano, se comparado ao último trimestre do ano anterior, explica o responsável técnico pelos diagnósticos, Max Assunção Corria. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), foram registrados no estado, em 2014 e 2015, 220 casos de leptospirose e 19 óbitos, apresentando a letalidade de 11,5%. 

Durante as enchentes, a urina de roedores, presente nos esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama. Qualquer pessoa que tiver contato com a água ou lama pode infectar-se. A doença é causada por uma bactéria chamada Leptospira e está presente também na urina de outros animais como bois, porcos, cavalos, cabras, ovelhas e cães. Estes animais também podem adoecer e, eventualmente, transmitir a leptospirose ao homem. As Leptospiras penetram no corpo pela pele, principalmente por arranhões ou ferimentos, e também pela pele íntegra, imersa por longos períodos na água ou lama contaminada.

Os sintomas clássicos da doença são febre, calafrios, mialgia generalizada, cefaleia, dor retro orbital, podendo ser acompanhados de complicações renais, hemorrágicas, cardíacas, respiratórias, oculares, entre outras.


Dedicação

A equipe do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas do Instituto Octávio Magalhães da Funed, Laboratório Central de Minas Gerais (Lacen/MG), vem se dedicando há mais de uma década na avaliação e desenvolvimento de métodos para aumentar a chance do diagnóstico laboratorial da leptospirose em Minas Gerais. Em 2015, a Funed passou a oferecer a cultura de Leptospira para casos em que há suspeita clínica e epidemiológica da doença. Amostras de sangue de todo o estado podem ser coletadas e encaminhadas para a Funed.

A cultura de Leptospira sp. é extremamente importante na identificação dos sorovares (diferentes tipos de Leptospiras) envolvidos em surtos ou epidemias, ou mesmo que circulam em determinada região. Com a aplicação do método, a Funed contribui para melhorar a compreensão da relação agente-hospedeiro e distribuição da Leptospira sp. no estado. “Esperamos que esta contribuição venha pautar as medidas de prevenção e controle, assim como futuros protocolos para o diagnóstico laboratorial e o correto tratamento da doença”, relata a diretora do Instituto Octávio Magalhães da Funed, Marluce Assunção Oliveira.

A diretora destaca ainda que o Lacen-MG é o único laboratório público no Brasil, a oferecer simultaneamente diferentes métodos para o diagnóstico da leptospirose como: ELISA-IgM, Teste de Microaglutinação (MAT), cultura de Leptospira e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR).


Prevenção e controle

De forma geral as principais medidas de prevenção e controle da doença são controle da população de roedores, redução do risco de exposição às águas e lama de enchentes, medidas de proteção individual para trabalhadores ou indivíduos expostos a situação de risco, como o uso de luvas e botas; conservação adequada de água e alimentos; armazenamento e destinação adequados do lixo.

Vital Brazil desenvolverá soro contra o Zika

Parceria com UFRJ possibilitará tratamento aos portadores do vírus
 
Uma boa notícia para a área da Saúde: o Instituto Vital Brazil firmou parceria com o Universidade Federal do Rio de Janeiro para a produção de soro contra o vírus Zika. A finalidade é o tratamento dos indivíduos que já estão contaminados pelo vírus. A expectativa é que o soro inative o vírus imediatamente após a aplicação, o que reduziria os casos de microcefalia causados pelo Zika.

“Vamos trabalhar com o intuito de que a ação deste soro seja como a do soro contra a raiva.  Quando aplicado, o vírus é imediatamente inativado no paciente. No caso de mulheres grávidas, acreditamos que, se aplicado assim que confirmado o diagnóstico, evitaremos que o vírus aja no sistema neurológico do feto”, explica Werneck. A expectativa é que o soro fique pronto em três anos.  

A notícia foi dada nesta segunda-feira, dia 18, no Workshop Núcleo Zika Vírus, realizado pelo Parque Tecnológico da UFRJ, a Agência Rio Negócio e o Polo de Inovação em Saúde da UFRJ. A reunião, que contou com a participação de virologistas, epidemiologistas, engenheiros de bioprocessos, médicos e bioquímicos, teve o objetivo de estabelecer parcerias com entes públicos e privados para transformar descobertas acadêmicas em produtos para a saúde da sociedade. 

De acordo com o Ministro da Saúde, Marcelo Castro, o problema número 1 do Brasil é a microcefalia, que está associada ao vírus zika. De outubro para dezembro do ano passado foram aproximadamente 3.500 casos registrados. A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro do bebê não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 32 cm. Até o dia 9 de janeiro, foram notificados à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde 3.530 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 720 municípios de 21 estados do Brasil.

Diversas são as ações em busca de uma solução para o caso zika, na última semana o Ministro anunciou que em fevereiro o Ministério começará a distribuir as primeiras 50 mil unidades dos kits discriminatórios para dengue, zika e chikungunya. 

O que Zika - É uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3-7 dias. A doença tem semelhança com a dengue em função de alguns sinais e sintomas apresentados pelos pacientes como: febre; manchas pelo corpo com coceira; dor de cabeça e nas articulações, além de enjôo e dores musculares. Um fator diferencial é a presença de olho vermelho em alguns casos de infecção por Zika, geralmente sem incomodar.

O Instituto - O Instituto Vital Brazil (www.vitalbrazil.rj.gov.br) é uma instituição de ciência e tecnologia do Governo do Estado do Rio de Janeiro ligado à Secretaria de Estado de Saúde. É um dos 21 laboratórios oficiais brasileiros, um dos quatro fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos e produtor de medicamentos estratégicos para o Ministério da Saúde.

Nota de falecimento: Morre, aos 88 anos, ex-presidente do Tecpar Dinor Voss

Faleceu, no último sábado (16), o ex-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) Dinor Olegário Voss, aos 88 anos. Voss ocupou o cargo de diretor-presidente do Tecpar entre 1971 e 1983, consolidando o instituto como importante polo de ciência e tecnologia no estado.

Voss foi o último diretor-presidente do Instituto de Biologia e Pesquisas Tecnológicas (IBPT), como o Tecpar era denominado desde 1942, e primeiro dirigente do Instituto de Tecnologia do Paraná, quando a institutição foi transformada, em 1978. Foi em sua gestão que foi consolidada a alteração da estrutura jurídica e administrativa da instituição, que ganhou status de empresa pública com personalidade jurídica de direito privado.
Para o diretor de Biotecnologia Industrial do Tecpar, Julio Salomão, a dedicação de Voss à ciência e à tecnologia alavancou as mudanças no instituto e consolidou o Tecpar como polo de pesquisa e desenvolvimento. “Voss deixa um legado ao instituto e também ao estado do Paraná. Com sua visão de futuro, ele atuou, ao longo dos 12 anos em que foi diretor-presidente, para transformar o Tecpar nesta importante instituição que é hoje”, salienta Salomão.
Voss estava internado no Hospital Santa Cruz, em Curitiba. O sepultamento foi realizado neste domingo (17) no Cemitério Luterano, no Alto da Glória. Voss deixa esposa e quatro filhos.
História

Durante a gestão do engenheiro químico à frente do Tecpar, o instituto implantou a produção em larga escala da vacina antirrábica canina, a partir de 1971 – hoje o instituto fornece ao Ministério da Saúde 15 milhões de doses do imunobiológico.
Ainda na gestão Voss, o Tecpar muda o seu foco, oferecendo também prestação de serviços ao empresariado e com uma orientação voltada mais à tecnologia. Durante seu comando, o instituto ganha o Centro de Tecnologia Industrial Brasil/Japão, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), criado com apoio da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica, em inglês). A área do centro é hoje o campus CIC do Tecpar, sede do instituto.


Indústria plástica recebe apoio do Tecpar para melhorar processo produtivo

Com dificuldades para manter a padronização de cores em suas fibras sintéticas, uma empresa de Campo Magro, na região metropolitana de Curitiba, teve o apoio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para obter melhorias em seu processo produtivo. A indústria plástica espera ainda que as ações sugeridas pelos especialistas do instituto tragam redução no custo da sua produção.
A Multfibra, fundada em 2011 para confeccionar fibras sintéticas para o ramo moveleiro, produz itens com material plástico que devem seguir o mesmo padrão de cores. Como estava com dificuldades em manter a padronização, a diretora-geral da empresa, Franciele dos Santos Noronha, buscou o Sebrae-PR para ajudá-la.
Foi assim que ela chegou até o Centro de Tecnologia de Materiais do Tecpar. Os especialistas do centro visitaram a empresa e realizaram testes de laboratórios que apontaram que era possível substituir componentes durante a produção. “Nossos ensaios mostraram que com a troca de matéria-prima, o produto final manteve as mesmas características mecânicas, mas com a padronização de cor esperada pelos clientes. Isso ainda com um custo de produção menor”, explica Marco Antonio Netzel, gerente do centro.
O relatório com os resultados da solução tecnológica adquirida pela Multfibra, com recursos do Sebrae-PR, já está nas mãos de Franciele, que espera agora pelos resultados apontados. “O relatório apontou algumas possibilidades de melhorias, que vamos adotar para aprimorar o produto e reduzir os custos”, salienta Franciele.
O diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Tecpar, Reginaldo Joaquim de Souza, ressalta que o instituto tem uma equipe de especialistas voltada a buscar, com ferramentas tecnológicas e ensaios laboratoriais, as melhores soluções aos empresários. “O trabalho de campo, ou seja a visita técnica, é complementado com os ensaios de laboratórios e a soma dessas competências cria soluções tecnológicas para agregar valor às empresas do estado”, destaca.
Soluções Tecnológicas
Quatro grandes áreas são foco dos negócios dos centros tecnológicos do Tecpar. Com infraestrutura de laboratórios e um time de especialistas, o setor de Desenvolvimento Tecnológico atende empresários que querem inovar em Saúde e Meio Ambiente, Materiais, Medições e Validação e Informação e Estudos Estratégicos.
Interessados em conhecer as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Tecpar podem acessar o siteportal.tecpar.br/solucoes-tecnologicas.


Rodada de apresentação da nova diretoria da ALFOB começa com visita ao Ministro da Saúde e ao Secretário de Desenvolvimento da Produção (SDP/MDIC)

Nesta quinta feira (14/01) a Diretoria da Alfob cumpriu duas importantes agendas. Inicialmente foi realizada reunião com o Ministro da Saúde, Dr. Marcelo Castro, com a participação do Secretário Eduardo Costa (SCTIE/MS) e do Coordenador Geral de Gestão do Departamento de Assistência Farmacêutica Básica, Dr. Marco Aurélio Pereira (DAF/SCTIE/MS). 
Pela ALFOB estiveram presentes o Presidente, Paulo Mayorga (LAFERGS) bem como os Vice-Presidentes Maurício Neves (LIFESA), Ronaldo Dias (BAHIAFARMA) e José Fernando Uchoa (LAFEPE). Por dificuldades de agenda, os Vice Presidentes Andrea Vecci (IQUEGO), representada no ato pelo Dr. Pedro Batista e Artur Couto (BIOMANGUINHOS) não puderam estar presentes, sendo devidamente apresentados como membros desta nova gestão.
Um segundo encontro teve ocasião no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), com o Secretário de Desenvolvimento da Produção, Dr. Carlos Gadelha (SDP/MDIC), na presença do Diretor do Departamento de Setores Intensivos em Capital e Tecnologia, Dr. Marcus de Freitas Simões, do Coordenador Geral das Indústrias Químicas e de Transformadores Plásticos, Dr. Bruno de Carvalho Duarte e do Assessor Especial da SDP/MDIC, Dr. Nizar Lambert Raad. Em função da agenda dos Diretores, a ALFOB foi representada pelo Presidente Paulo Mayorga e pelo Vice-Presidente Maurício Neves.
O objetivo dos encontros foi a apresentação da nova Diretoria da ALFOB e de seu respectivo plano de trabalho para o Biênio 2016/2017. Na explanação realizada foi destacada a linha de trabalho a ser adotada pela nova gestão, com ênfase em uma conduta propositiva, colaborativa e de resgate do papel da rede de produtores públicos. Foi também citada a reformulação do conceito operacional da Secretaria Executiva da ALFOB e o desligamento do Dr. Mário Sérgio Ramalho, com o devido reconhecimento das suas contribuições junto à Associação.
A tônica do discurso foi centrada na intenção de avançar dentro de uma pauta estratégica, contribuindo para a qualificação do debate técnico e político e rompendo com a relação clientelista que muitas vezes dificulta a construção conjunta neste espaço de trabalho.
Os pontos estratégicos que foram valorizados concernem a identificação de novas frentes de trabalho, como no atendimento a demandas estaduais e municipais no entendimento mais amplo dos componentes da assistência farmacêutica no processo de atenção à saúde.
Foi igualmente destacada a busca de novos modelos de negócios e de gestão, a expansão da área de produtos para a saúde, a regulamentação da Lei da Inovação bem como o próprio relacionamento com o setor produtivo privado.
Um dos pontos mais comentados foi a necessidade de reorganização da agenda comum, de modo a favorecer o estabelecimento de ações coordenadas entre os Laboratórios Oficiais e áreas específicas do MS, como por exemplo, nas áreas de antiretrovirais, soros e vacinas, biológicos, entre outros.
Neste contexto, a Diretoria da ALFOB reivindicou maior coerência e adesão à Política das PDP´s pelo conjunto das áreas envolvidas com o processo de fornecimento de medicamentos, desde os programas específicos, sua respectiva programação, compra e pagamento de notas.
Foram questionadas situações onde os produtores são surpreendidos com importações apesar de existirem PDP´s assinadas, ou ainda a dificuldade no recebimento de recursos financeiros definidos em contratos de fornecimento em função da burocracia relacionada aos atestos de notas fiscais.
O Dr. Eduardo Costa sinalizou que estão sendo adequados os respectivos fluxos e que a questão será equacionada. Especificamente neste ponto, a Diretoria da ALFOB sugeriu a adoção do atesto eletrônico.
Ao reiterar o desejo de fortalecer as parcerias em andamento, a Diretoria solicitou em contra partida um maior espaço para discutir e propor soluções para a melhoria contínua da política em curso.
Por último, a Diretoria da ALFOB enalteceu os esforços realizados pelos agentes públicos na execução das Políticas de Saúde e Desenvolvimento Econômico no âmbito do Complexo Industrial da Saúde. Foi feita uma saudação especial à equipe da SCTIE, com destaque para o relacionamento com os Diretores do DECIIS e DAF, Dr. Eduardo Jorge e José Miguel.
Em ambos os eventos as propostas apresentadas obtiveram grande receptividade sendo reconhecidas como uma atuação estratégica e necessária.
Por parte do Ministro da Saúde houve pronto atendimento à demanda de promover reuniões conjuntas com as áreas técnicas. O Ministro assumiu o compromisso de orientar as áreas internas no sentido de facilitar a aproximação e contrução compartilhada.
O Ministro também afirmou seu compromisso com uma administração aberta, franca, transparente e acessível, tendo como meta a desburocratização dos processos críticos, além da simplificação e qualificação do relacionamento com o conjunto dos produtores públicos.
No MDIC, o Secretário Gadelha parabenizou a nova Diretoria e reafirmou seu compromisso com as políticas do Complexo Industrial da Saúde. Além de elogiar a pauta desenvolvida, apresentou importantes sugestões para o fortalecimento dos produtores públicos.
Neste sentido, apontou a importância de estabelecermos uma mediação entre os processos de cooperação e competição no contexto do próprio modelo operacional da ALFOB.
Destacou fortemente a importância da pauta tecnológica na evolução natural do mecanismo de PDP, o papel dos produtores públicos na interação com o setor privado e sua participação na política industrial.
Ao reconhecer a importância da rede da ALFOB, manifestou afinidade com a visão de vocacionar os laboratórios na aproximação com atividades voltadas para a inovação, rompendo com o modelo exclusivamente fabril e fortalecendo o papel dos oficiais enquanto ICT´s.
Por último foi acordada agenda conjunta para avaliar possibilidades de convergência da ALFOB com relação aos projetos em desenvolvimento no MDIC, especialmente no melhor aproveitamento da capacidade produtiva instalada. O Secretário Gadelha propos ainda a articulação de reunião com o Ministro do MDIC, Armando Monteiro, com o conjunto de associados da ALFOB.
Na avaliação da Diretoria, os encontros foram altamente satisfatórios e objetivos, proporcionando encaminhamentos concretos dentro do programa de trabalho estabelecido.

Tecpar leva experiência em projetos farmacêuticos para congresso nacional na área da saúde

O diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Júlio C. Felix, é um dos palestrantes do 4º Congresso Anual Eyepharma Brasil, evento que vai reunir especialistas em São Paulo, em abril, para discutir as últimas tendências de mercado na saúde brasileira.
Entre os palestrantes estão ainda o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ivo Bucaresky, o ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Produtos Estratégicos do Ministério de Saúde, Adriano Massuda, o Gerente-Geral de Acompanhamento das Operadoras e Mercado da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Leandro Fonseca da Silva, e o ex-diretor da Anvisa, Jaime César de Moura Oliveira.
Os participantes do evento vão discutir melhorias na saúde do Brasil, conhecer experiências internacionais com estratégias inovadoras de acesso ao mercado na Europa, Américas e Ásia, e ainda descobrir como o ingresso de biossimilares vai mudar e impactar o mercado brasileiro nos próximos anos.

Experiência do Tecpar
O Tecpar vai ao congresso para apresentar a sua experiência em projetos de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), mecanismo utilizado pelo Ministério da Saúde para que laboratórios públicos produzam no país, em parceria com empresas privadas, medicamentos hoje importados.
Atualmente, o Tecpar desenvolve um projeto com a empresa russa Biocad para a produção do Bevacizumabe, biológico usado para o tratamento de diversos tipos de câncer e degeneração macular.

Além do Bevacizumabe, cuja produção via PDP já está aprovada pelo Ministério da Saúde, o Tecpar concorre junto com a Biocad para fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS) os biológicos Adalimumabe e Infliximabe, medicamentos usados para tratamento de artrite reumatoide, psoríase e outras doenças crônicas.
Além do Adalimumabe e do Infliximabe, o Tecpar atualmente aguarda resultado de outras três propostas de projetos para a produção de medicamentos, como a Somatropina, com a alemã Merck, o Salbutamol, com a britânica GSK, e produtos para a saúde como aparelho auditivo retroauricular e intra-aural, com a suíça Sonova/Phonak.
Mais informações sobre o 4º Congresso Anual Eyepharma Brasil, que vai realizado entre 12 e 13 de abril, podem ser obtidas pelo site www.eyeforpharma.com/mabrazil.

Tecpar promove capacitação sobre validação de sistemas de tratamento de água

O Tecpar Educação, divisão de educação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), promove no dia 18 de janeiro um curso de capacitação sobre validação de sistemas de tratamento de água. Voltado a profissionais da área de produção e garantia da qualidade, o curso está com inscrições abertas.
O objetivo do curso é capacitar os participantes na área de validação de sistemas de tratamento de água, como a construção do sistema, a qualificação do projeto e da sua operação.
A capacitação vai ser ministrada por Rodinei Esser Dalcin, farmacêutico bioquímico especialista em Engenharia da Qualidade. O curso vai ser realizado no Centro de Treinamento do campus CIC do Tecpar, das 8h15 às 17h15.
A inscrição, cujo valor é de R$ 390, pode ser feita pelo telefone (47) 3454-8113 ou pelo e-mailesserconsultoria@gmail.com. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3316-3142 e pelo e-mailtecpareducacao@tecpar.br.

Plataforma de educação
Um dos objetivos do Tecpar Educação é difundir o conhecimento em suas diferentes formas com o uso da tecnologia, especialmente aquela aplicada no Ambiente Virtual de Aprendizagem.
A plataforma do Tecpar Educação já está disponível para ser acessada pela comunidade e gradativamente vai incluir novos conteúdos que complementam o ensino formal, com capacitações profissionais para atender demandas específicas por qualificação identificadas em empresas, instituições públicas e no mercado em geral.
Conheça a plataforma do Tecpar Educação pelo site www.tecpareducacao.pr.gov.br.

Serviço
O curso de capacitação Validação de Sistemas de Tratamento de Água vai ser realizado no dia 18 de janeiro, das 8h15 às 17h15, no campus CIC do Tecpar (Rua Algacyr Munhoz Mader, 3775 – Cidade Industrial de Curitiba). A inscrição, cujo valor é de R$ 390, pode ser feita pelo telefone (47) 3454-8113 ou pelo e-mailesserconsultoria@gmail.com. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3316-3142 e pelo e-mailtecpareducacao@tecpar.br.

Funed identifica uso excessivo de formol em alisantes de cabelo

O Serviço de Medicamentos, Saneantes e Cosméticos da Fundação Ezequiel Dias (Funed) reconheceu em uma das várias categorias de análises que são feitas no setor, a presença de uma alta concentração de formaldeído, conhecido como formol, em produtos para alisamento capilar. Kléber Eduardo Baptista, chefe da Divisão de Vigilância Sanitária da Fundação, disse que alguns produtos apresentaram cerca de 7,0% de formol na composição.

Para se ter uma ideia, em produtos de higiene pessoal e cosméticos, a legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) preconiza a utilização do formol como conservante na concentração máxima de 0,1% em produtos de higiene oral, 0,2% para produtos não destinados à higiene oral, que engloba produtos para alisamento capilar, e 5% em produtos utilizados para endurecer as unhas.

Kléber Eduardo Baptista explica que desde 2013 foram catalogadas 16 denúncias, vindas do estado do Paraná. Destas, 11 possuíam irregularidades em relação ao nível de formol, o que causa preocupação pela nocividade que envolve o uso indiscriminado desse composto. Kleber aponta ainda para outra situação preocupante. “Com o aumento da procura por produtos alisantes para cabelo, alguns fabricantes estão usando novas substâncias como o ácido glioxílico”, alerta. A utilização dessa substância, associada ao modo de uso típico e a finalidade de reduzir o volume e controlar o frizz dos cabelos, remete a uma ação alisante. No entanto, dados da literatura sugerem que o ácido glioxílico implica em risco à saúde do consumidor e do profissional do salão de beleza, pois, quando submetido a altas temperaturas, pode liberar formol.

De acordo com a Diretoria de Vigilância em Medicamentos e Congêneres, da Superintendência de Vigilância Sanitária de Minas Gerais (SVS/MG), os laudos de análises fiscais recebidos na Vigilância Sanitária (VISA/MG) com resultado insatisfatório, quanto ao ensaio de identificação e/ou quantificação de formol em produtos cosméticos, geram um Auto de Infração, que precede o Processo Administrativo Sanitário (PAS), instaurado em desfavor das empresas fabricantes e/ou comerciantes instaladas no estado, além de oficiar às VISA’s regionais e municipais, à Anvisa e às VISA’s de outros estados, no caso de alguma empresa instalada fora dos limites de Minas Gerais.

As penas para as infrações sanitárias podem incluir, alternativa ou cumulativamente, advertência, pena educativa, apreensão do produto, inutilização do produto, suspensão da venda ou da fabricação do produto, cancelamento do registro do produto, interdição, total ou parcial, do estabelecimento, da atividade e do produto, cancelamento do alvará sanitário, cassação da autorização de funcionamento e da autorização especial, intervenção administrativa, imposição de contrapropaganda, proibição de propaganda e multa, que pode atingir mais de 1,3 milhão de reais para o ano de 2016.

Nocividade do uso indevido do formol

O formaldeído é utilizado como conservante para embalsamamento de cadáveres e também em alguns produtos de higiene pessoal e cosméticos, como alisantes de cabelo.
Quando utilizado fora das recomendações da Anvisa, pode causar na pele desde irritação, queimadura e queda de cabelo, até câncer em narinas, pulmão traqueia etc.

Funed: referência na análise de produtos cosméticos

Através do Programa de Monitoramento da Qualidade de Cosméticos, executado pelo Serviço de Medicamentos, Saneantes e Cosméticos da Funed, juntamente com a Anvisa e Vigilância Sanitária do estado, desde 2003 são feitas diversas análises sobre a composição e regularidade de diversos produtos disponíveis no mercado: sabonetes em barra, sabonete íntimo (líquido), sabonete líquido antisséptico, alisantes, tintura capilar, repelente, shampoo, condicionador, gel para cabelo e hidratante corporal. Em 2015, foram analisados 84 produtos. Além disso, são atendidas demandas de denúncias vindas de órgãos de defesa do consumidor e do judiciário.

Com grande experiência na análise de cosméticos, o Laboratório da Funed tornou-se referência na área. Em 2014, por exemplo, foi promovida uma capacitação com funcionários pertencentes a outros laboratórios oficiais do país. Desde 2012, já foram capacitados profissionais dos estados do Ceará, Maranhão, Tocantins, Pará, Roraima, Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Ademais, com condições analíticas diferenciadas, pioneirismo em programas de qualidade, implantação e validação de algumas tecnologias, o Laboratório de Análise de Medicamentos e Cosméticos da Funed participou na elaboração do Guia de Controle de Qualidade de Produtos Cosméticos em parceria com a Anvisa, publicado em 2008 pela editora Anvisa.

Pensando em ampliar o número de produtos analisados, o Laboratório da Fundação estará incluso na “Sub-rede analítica de cosméticos”. Nesse projeto, será feito na Funed um monitoramento nacional, incluindo novos itens como creme dental, enxaguatórios bucais com flúor e protetores solares, além da manutenção da análise em alisantes capilares.


Tecpar Educação promove workshop sobre atualização de ISO 9001 e 14001

O Tecpar Educação, divisão de educação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), promove nos dias 20 e 21 de janeiro dois cursos sobre sistemas de gestão, com atualização de versões dos programas e dos processos de auditoria interna e externa. As inscrições estão abertas.

Durante o curso, dois workshops serão realizados, um sobre as normas de 2015 da ISO 9001 e outro sobre a ISO 14001. O participante pode escolher entre fazer apenas o curso sobre a ISO 9001 ou os dois. O conteúdo dos treinamentos inclui a nova abordagem dos requisitos das normas, o impacto da atualização sobre os sistemas de gestão e as mudanças no processo de auditoria.

Quem vai realizar os workshops é Rogério Campos Meira, diretor executivo da Academia Tecnológica de Sistemas de Gestão (ATSG). O valor das inscrições varia de R$ 420 (só o curso ISO 9001:2015) a R$ 720 (ISO 9001:2015 e 14001:2015). Interessados devem se inscrever pelo e-mail tecpareducacao@tecpar.br.

Mais informações sobre o workshop podem ser obtidas pelo telefone (41) 3316-3142.
Serviço: Os workshops ISO 9001:2015 e 14001:2015 vão ser realizados nos dias 20 e 21 de janeiro no Centro de Treinamento do Tecpar (Rua Professor Algacyr Munhoz Mader, 3775 – Cidade Industrial de Curitiba). A inscrição deve ser feita pelo e-mail tecpareducacao@tecpar.br ao custo que varia de R$ 420 (só o curso ISO 9001:2015) a R$ 720 (ISO 9001:2015 e 14001:2015). Mais informações pelo telefone (41) 3316-3142.

Incubadora do Tecpar recebe, em 2015, quatro novas empresas e gradua outras três

O ano de 2015 termina com um saldo positivo para a Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec). Até dezembro, quatro empresas ingressaram no processo de incubação no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), fruto de um reposicionamento estratégico da incubadora. Outras três foram graduadas e estão no mercado.

Neste ano, começaram o processo de incubação a ucraniana LOT América, que utiliza tecnologia desenvolvida na Ucrânia e especializada em sistemas de gestão de transporte público; a Werker, microempresa com foco no desenvolvimento e produção de prototipadoras; a i9algo, que cria soluções inovadoras a partir de ideias que recebe em uma plataforma virtual; e a Mark.me, que desenvolve uma agenda online para profissionais liberais.
Na outra ponta, três empresas assinaram a graduação e deixaram a incubadora prontas para atuarem no mercado por conta própria: a Hi Technologies, produtora de equipamentos médicos criada na Intec, que desde 2010 aumenta anualmente seu faturamento em 300%; a EngeMOVI, que deixou as instalações da incubadora com quatro pedidos de patentes de novos produtos na bagagem e um faturamento de R$ 1,2 milhão em 2014; e a 2iM, que desenvolveu sistemas de gestão na área da saúde e apresentou um faturamento de R$ 2 milhões em 2015, com perspectiva de dobrar os resultados em 2016.

O gerente da Intec, Gilberto Passos Lima, explica que em 2015 a incubadora se reposicionou, buscando converter interessados no processo em incubados. “Melhoramos ferramentas de gestão para buscar a sustentabilidade da incubadora. Isso refletiu em apoio aos interessados para melhorarem seus projetos a serem incubados e aos empresários que já participam do processo, um impulso para ganhar o mercado”, salienta.

Lima aponta como exemplo dos resultados do reposicionamento o fato de que das oito empresas que participaram do processo seletivo ao longo do ano, quatro já iniciaram a incubação. “Outras duas ainda estão na corrida, buscando a documentação necessária para ingressar na Intec, o que deve acontecer no início do ano que vem”, observa.
Intec
Fundada em 1989, a Incubadora Tecnológica do Tecpar é a primeira de base tecnológica do Paraná e a quinta do País. Duas vezes eleita a melhor incubadora do Brasil, tem sede em Curitiba e atuação também em Jacarezinho, no Norte Pioneiro.

Ao longo de seus 26 anos, a Intec já deu suporte tecnológico a mais de 90 companhias. No momento, seis empresas passam pelo programa de incubação: Grupo SaaS, Beetech/Beenoculus, LOT América, Werker, i9algo e Aegis Ideas.

Centros tecnológicos do Tecpar apoiam empresários em busca de inovação

Quatro grandes áreas são foco dos negócios dos centros tecnológicos do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Com infraestrutura de laboratórios e um time de especialistas, o setor de Desenvolvimento Tecnológico atende empresários que querem inovar em Saúde e Meio Ambiente, Materiais, Medições e Validação e Informação e Estudos Estratégicos.

O Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente realiza ensaios tecnológicos em seis segmentos: Águas e Efluentes, Alimentos, Fertilizantes e Corretivos Agrícolas, Microbiologia e Toxicologia, Agroquímica e Meio Ambiente.

Os laboratórios do centro têm reconhecimento de suas competências com ensaios acreditados pela Coordenação Geral de Acreditação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro); credenciados no Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa); e habilitados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos (Reblas).

O Centro de Tecnologia de Materiais, por sua vez, é focado no atendimento de empresas nos segmentos de cadeia produtiva de materiais metálicos, poliméricos, médico-odonto-hospitalares, e de sinalização viária, energias e madeiras e móveis.

Oferecendo serviços e soluções tecnológicas em grandezas de temperatura, volume, pH e massa, o Centro de Medições e Validação atende indústrias de metal-mecânica, de eletroeletrônica, de química e a automotiva, por exemplo. O centro mantém a acreditação de sua competência técnica pela Coordenação Geral de Acreditação do Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia (Cgcre).

Voltado para a geração de informações tecnológicas, o Centro de Informação e Estudos Estratégicos apoia empresários no planejamento e coordenação da gestão estratégica da informação e do conhecimento para subsidiar seus clientes para que obtenham alto desempenho em seus processos produtivos e em suas tomadas de decisão sobre Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

O diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Tecpar, Reginaldo Joaquim de Souza, lembra que o instituto tem uma moderna infraestrutura de laboratórios e especialistas em diversos ramos que podem ajudar o empresário a inovar. “Nossos serviços e soluções tecnológicas apoiam as empresas que querem implantar melhorias, seja em seus processos ou em seus produtos. O instituto também faz uma busca ativa por clientes, levando aos empresários as soluções tecnológicas que temos a oferecer para melhorar a competitividade das empresas paranaenses”, pontua Souza.
Interessados em conhecer as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Tecpar podem acessar o siteportal.tecpar.br/solucoes-tecnologicas.