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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Governo federal autoriza entrada em casas abandonadas para eliminação do mosquito Aedes aegypti

A partir desta segunda-feira (01) está permitido o ingresso forçado em imóveis públicos e particulares, no caso de situação de abandono ou de ausência, por mais de uma vez, de pessoa que possa permitir o acesso de agente público

Medida Provisória publicada nesta segunda-feira (01), no Diário Oficial da União (DOU), autoriza a entrada forçada de agentes públicos de combate ao mosquito Aedes aegypti em imóveis públicos ou particulares que estejam abandonados, ou no caso de ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local. O documento é assinado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, e concede permissão a autoridades de Saúde federais, estaduais e municipais. A medida deve ser tomada  apenas em situações excepcionais e visa permitir a execução das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e seus criadouros.

De acordo com o texto da Medida Provisória, a entrada forçada em imóveis deve ser feita por profissional devidamente identificado, e deve correr apenas quando a ação se mostrar essencial à contenção das doenças provocadas pelo Aedes (Zika, dengue e chikungunya), em áreas identificadas como potenciais possuidoras de focos transmissores. Além disso, para ficar comprovada a ausência de uma pessoa que possa autorizar a vistoria, é necessário que o agente realize duas notificações prévias, em dias e horários alternados e marcados, num intervalo de dez dias. Essas ações anteriores devem ser descritas devidamente registradas em relatório. 

Cabe destacar que a integridade do imóvel deve sempre ser preservada, ou seja, após a ação, deve-se manter as características físicas do imóvel conforme encontradas. O Ministério da Saúde recomenda que a visita sempre seja acompanhada por autoridades policiais. O texto da Medida também será aplicado sempre que se verificar a existência de outras doenças, com potencial de proliferação ou de disseminação ou agravos que representem grave risco ou ameaça à saúde pública, condicionada à Declaração de Emergência em Saúde Pública.

VISITAS – Até a segunda semana de visitas às residências, ocorridas em janeiro, os agentes de saúde e militares das Forças Armadas percorreram mais de 10,9 milhões de domicílios, sendo que destes, 2,7 imóveis estavam fechados e em outros 45 mil houve recusa dos proprietários. Estes e outros dados estão registrados na Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia, instituída pelo Governo Federal para o enfrentamento ao Aedes e à microcefalia.
Os 10,9 milhões de domicílios visitados pelos agentes de saúde e militares das Forças Armadas representam 22,2% dos 49,2 milhões previstos, conforme balanço da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia.

O relatório contabiliza 3.183 municípios visitados, dos 5.570 definidos para serem vistoriados pelas equipes de combate em todo o País. Ao todo, 22 estados e o Distrito Federal registraram cobertura de visitas domiciliares no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR). Paraíba continua com o maior número percentual de imóveis trabalhados, com 74,6%. Na sequência, aparecem Piauí (56,99%), Sergipe (47,49%) e Rondônia (46,65%) em quantidade de visitas domiciliares.
São Paulo é o estado com mais imóveis visitados, totalizando 2,6 milhões, com 21,6% de cobertura, seguido do Rio de Janeiro, com 1,9 milhão (38,3%) e Minas Gerais, com 1,2 milhão (24%). Os estados do Amazonas, Amapá, Rio Grande do Sul e Roraima não enviaram dados relativos às visitas, até o fechamento do balanço, na última quinta-feira (28).

Durante as visitas, foram identificados 355 mil imóveis com focos do mosquito, ou seja, 3,25% do total. Além disso, houve a recusa de acesso a 45.719 imóveis. Houve, ainda, 2,7 milhões de domicílios fechados. A meta é reduzir o índice de infestação para menos de 1% de domicílios com foco.

RECURSOS – Os recursos federais destinados para o combate ao mosquito Aedes aegypti cresceram 39% nos últimos anos (2010-2015), passando de R$ 924,1 milhões para R$ 1,29 bilhão neste ano. Para 2016, a previsão é de um incremento de R$ 580 milhões, uma vez que o valor chegará a R$ 1,87 bilhão. Também foi aprovado no orçamento um adicional de R$ 500 milhões para o combate ao Aedes. Além das ações de apoio a estados e municípios, a Pasta realiza a aquisição de insumos estratégicos, compra e distribuição de larvicidas, adulticidas (fumacê) e kits de diagnósticos, bem como o pagamento dos agentes de endemias.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde
Contato: (61) 3315.3580 / 3435

Vital Brazil cria relatório anual online

Desde 2008, o Instituto Vital Brazil publica um relatório anual, em que presta conta sobre o que realizou durante o período. A publicação de 2015 foi modernizada e é toda online. “A ideia foi fazer uma publicação virtual, que cabe muito mais conteúdo e ainda há espaço para animações. Além disso, é uma proposta mais sustentável e econômica do que a da publicação física”, explica Antônio Werneck, presidente do Instituto Vital Brazil.  

O documento reúne o balanço de todas as produções da instituição bem como suas principais conquistas no ano, marcado pelas comemorações do 150º aniversário de nascimento do fundador do Instituto, o cientista Vital Brazil. O relatório 2015 relembra alguns dos principais momentos do ano, como a inauguração de uma estátua do cientista Vital Brazil em sua cidade natal Campanha, em Minas Gerais. Outro destaque do ano foi a liberação do Certificado Técnico Operacional (CTO) para a fábrica de soros da sede e da Fazenda, passo anterior para a emissão das Boas Práticas de Fabricação, uma das principais metas do Instituto desde 2008. Além disso, o Instituto foi considerado pelo Estadão uma das 1500 melhores empresas do país, ocupando o 25º lugar no campo da saúde e o 113º das empresas localizadas no estado do Rio de Janeiro. O ano de 2015 também foi um ano de crescimento para o Vital Brazil, com a inauguração de uma nova filial, em Nova Friburgo, e a criação do Laboratório de Biopesticidas.

Serviço:
Onde acessar - O relatório poder ser acessado em www.vitalbrazil.rj.gov.br/relatorio2015.  

Sobre o Instituto - O Instituto Vital Brazil (www.vitalbrazil.rj.gov.br) é uma instituição de ciência e tecnologia do Governo do Estado do Rio de Janeiro ligado à Secretaria de Estado de Saúde. É um dos 21 laboratórios oficiais brasileiros, um dos quatro fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos e produtor de medicamentos estratégicos para o Ministério da Saúde.


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Thaís Marini
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Anvisa convida empresas de fitoterápicos para reunião técnica

A Anvisa convida todas as empresas que possuem registro de fitoterápicos a participarem de reunião técnica no auditório da Agência, em Brasília, no próximo dia 17 de fevereiro, das 14h às 18h.
A reunião tratará de assuntos como a avaliação de resíduos de agrotóxicos em plantas medicinais, restrição de venda, teste de teor e equivalência de extratos.       
O interessados devem enviar e-mail para a Coordenação de Fitoterápicos da Anvisa, cofid@anvisa.gov.br, solicitando a inscrição até o dia 10 de fevereiro. No e-mail devem ser apresentadas as informações: nome completo do interessado, empresa que representa e um e-mail de contato institucional.

Ingerir alimentos e água nos dias de folia exige atenção redobrada

Durante o carnaval, muitos foliões se alimentam e consomem água em festas de rua, bailes e blocos. Por isso, é importante ficar atento ao escolher produtos manuseados em restaurantes ou por vendedores ambulantes. O Chefe da Divisão de Vigilância Sanitária e Ambiental da Fundação Ezequiel Dias (Funed), Kléber Baptista, alerta que alimentos preparados, manipulados ou embalados em condições inadequadas podem provocar intoxicação alimentar.


A Vigilância Sanitária (VISA/MG) está fiscalizando os vendedores ambulantes que estão credenciados para vender bebidas e alimentos neste carnaval, oferecendo orientações sobre os cuidados corretos e manuseio dos alimentos durante as festividades. Os alimentos que forem encontrados impróprios para consumo, devem ser recolhidos pela Vigilância Sanitária e o vendedor notificado.


A Funed, por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (Lacen/MG), é responsável pela realização de análises laboratoriais em amostras de água e alimentos, para monitorar a qualidade desses produtos oferecidos ao consumo em todo o estado. “O objetivo é identificar agentes causadores de doenças transmitidas tanto pela água, quanto por alimentos”, destaca Kléber. O consumidor que observar qualquer irregularidade na forma de preparo, conservação ou aspecto dos alimentos deve fazer a denúncia à vigilância sanitária.

Dicas para curtir o carnaval sem problemas

Confira as orientações da Gerência de Vigilância Sanitária de Belo Horizonte para evitar intoxicações durante os dias de folia.
  • Observar se o vendedor está usando fardamento completo, com touca, blusa de manga comprida de cor clara, calça comprida ou saia abaixo do joelho, avental e calçado fechado.
  • Os vendedores não devem utilizar adornos, tais quais brincos, anéis, pulseiras ou unhas pintadas, pois eles facilitam a proliferação de micro-organismos que podem contaminar os alimentos. 
  • Observar o acondicionamento das comidas, que devem ser armazenadas em depósitos plásticos com tampa, pois assim estarão menos propensas à contaminação.
  • No cachorro-quente, a salsicha ou a carne devem estar sempre no fogo aceso, assim como o churrasquinho, que deve sair da chapa direto para o consumo. O consumidor também precisa ficar atento aos espetinhos utilizados. Nunca consuma churrasquinhos em espetos caseiros (feitos em bambu) ou que tenham o aspecto de que já foi utilizado.
  • Molhos como catchup, maionese ou mostarda devem ser evitados ou só devem ser consumidos se estiverem em embalagens invioláveis, como saches. O consumidor não deve consumir esses molhos quando eles estiverem em bisnagas, pois, além do risco de contaminação, eles podem ser adulterados.
  • Sucos, batidas e outros drinks só devem ser consumidos com gelo em cubos envasados e rotulados. Esse é o gelo adequado para o consumo, pois foi feito com água filtrada. O gelo em barra ou escamado só deve ser usado para acondicionar água, garrafas pet e latinhas de cerveja e refrigerante, pois estão fechadas. O consumidor também deve observar as condições do isopor antes de comprar as bebidas.
  • Não consumir água de procedência desconhecida. Se for consumir água mineral, não se esqueça de verificar se a embalagem encontra-se lacrada.


Assessoria de Comunicação Social
(31) 3314-4577

Laboratório do Tecpar recebe acreditação do Inmetro para analisar derivados de mandioca e trigo

O Laboratório de Análise Físico-Química do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), localizado em Maringá, recebeu a acreditação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para todos os ensaios realizados nas matrizes de Farinha de Trigo, Farinha de Mandioca, Tapioca e Fécula de Mandioca. Hoje, o laboratório público é o único do Paraná e um dos cinco do país com essa acreditação.

De acordo com o gerente do campus do Tecpar em Maringá, Nilson Tazinafo, ao receber o certificado de acreditação, o laboratório mostra que cumpre todos os requisitos da ISO/IEC 17025, que determina a rastreabilidade dos resultados. “Por exigência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o laboratório, agora acreditado, passou a controlar todos os registros dos resultados de suas análises, em requisitos como calibração de equipamentos, reagentes e condições ambientais, por exemplo. Essa acreditação dá mais credibilidade para o cliente”, explica Tazinafo.

Antes de poder ser comercializado, um produto vegetal deve ser analisado por órgãos classificadores, que atestam se aquele produto atende a todas as exigências dos órgãos reguladores.

Com a nova acreditação, hoje o Tecpar em Maringá torna-se o único laboratório público no Paraná legalmente credenciado no Mapa capaz de realizar ensaios e classificar as matrizes de Farinha de Trigo, Farinha de Mandioca, Tapioca e Fécula de Mandioca.

A unidade atende a produtores e importadores dos estados do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Pará e Amapá. “Além disso, todas as amostras retiradas de caminhões que entram no Brasil via Argentina, pelo Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, são, obrigatoriamente, analisadas por nossa unidade”, salienta Tazinafo.

Laboratório
O Laboratório de Análise Físico-Química, fruto da parceria para operação conjunta do laboratório entre o Tecpar com a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), assinada em 2014, é responsável por realizar análises de farinhas de trigo, de mandioca, de tapioca, de sagu e de fécula. Todos os ensaios cumprem as regras das Instruções Normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para fins de classificação destes produtos visando a comercialização interna e importação.


Produto sem notificação é interditado pela Agência

Após comprovar a venda do produto sem notificação, a Anvisa decidiu suspender todos os lotes válidos dos Sais para reidratação fabricados pelo Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco.
Com a interdição da fabricação, distribuição, divulgação, venda e uso dos lotes, a empresa deve recolher o estoque disponível no mercado.
.A medida está na Resolução 269/2016 publicada segunda-feira (01/2), no Diário Oficial da União (DOU).

Produto natural capaz de combater o mosquito



Inovação e consciência ambiental são palavras que marcam o estudo sobre óleos essenciais para o combate do Aedes aegypti

Já imaginou utilizar orégano e cravo da índia no combate ao mosquito da dengue? A pesquisadora da Fundação Ezequiel Dias (Funed), Alzira Batista Cecílio, está desenvolvendo um estudo, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), que propõe o uso de óleos feitos a partir de dez plantas naturais como larvicida. Na atual fase do projeto, o orégano e o cravo da Índia são as plantas que possuem mais enfoque por terem resultados já comprovados, com 100% de eficácia na eliminação das larvas em até 24h após a aplicação do produto.

Para a produção do larvicida, é necessária a extração do óleo das plantas, no qual estão substâncias que são essenciais para o combate do Aedes. “Sabe-se que no óleo retirado do orégano a substância que prevalece é o carvacol e no cravo é o eugenol. O que estamos fazendo é um estudo para saber a composição química desses óleos, para depois adicionar substâncias que possam estabilizar o produto em ambiente externo”, explica Alzira.

Além do aumento dos casos de dengue a cada ano, a pesquisadora esclarece sobre as principais motivações do projeto. Segundo ela, houve uma preocupação em fazer um produto natural, pois aqueles presentes no mercado são sintéticos e contaminam o meio ambiente. “Nosso larvicida é natural, além de ser degradado mais rapidamente. Isso nos motiva a pesquisar produtos desse tipo, que possam causar o mínimo de impacto ambiental”, afirma. Alzira complementa que, além da perspectiva ambiental, a partir da criação do produto espera-se que o cidadão tenha mais responsabilidade no combate ao mosquito. “É necessário alertar que o combate aos focos precisa ser constante. O produto deve ser tido como um auxiliar, caso contrário, qualquer ação que seja feita a respeito será inválida”, salienta.

Quanto às perspectivas da disponibilidade do larvicida no mercado, Alzira é positiva. “Estamos na fase de finalização do produto para patenteá-lo. Esperamos que até o final desse semestre possamos ter finalizado esse processo”, finaliza.

Assessoria de Comunicação Social
(31) 3314-4577

Anvisa libera importação de insumos da empresa Orchid Chemicals

Nesta segunda-feira (01/2) a Anvisa decidiu revogar parcialmente a Resolução RE 209, de 22 de janeiro de 2015 que havia determinado a suspensão da importação de todos os insumos farmacêuticos  ativos fabricados pela empresa Orchid Chemicals and Pharmaceuticals Limited.
A revogação ocorreu após a empresa confirmar que os insumos Cefepima Arginina e Cefotaxima Sódica são fabricados em instalação dedicada aos antibióticos cefalosporínicos de uso humano.
Com a decisão, a importação dos insumos farmacêuticos ativos abaixo passa a ser liberada pela Anvisa, confira:
CEFTRIAXONA SÓDICA
CEFALOTINA SÓDICA
CEFEPIMA ARGININA
CEFOTAXIMA SÓDICA ESTÉREIS
A medida está na Resolução 267/2016 publicada  no  Diário Oficial da União (DOU).

Agência determina apreensão de lotes de medicamento e produto falsificado

A Anvisa determinou a apreensão e a inutilização de diversos lotes domedicamento Succinato Sódico de Cloranfenicol 1G, pó liófilo para solução injetável intravenosa, da empresa Novafarma Industria Farmacêutica Ltda.
O antibiótico é indicado no tratamento de vários tipos de infecções causadas por bactérias.
Os lotes F35369, 1121170 e 1704  são falsificações do medicamento visto que a empresa desconhece a existência dos mesmos.
2- o produto
A empresa N S Mayorkis Comércio Exterior EPP identificou diversas unidades do produto Car Freshner Little Trees com características diferentes da embalagem original, com isso, a Anvisa determinou a apreensão e a inutilização dos itens por se tratar de falsificação.
Confira as divergências entre o produto original e o falsificado:
CAR FRESHNER LITTLE TREES ORIGINALCAR FRESHNER LITTLE TREES FALSO
N° de loteAusência do n° de lote
Código de barras na parte interna da embalagem, com informações em inglêsCódigo de barras na parte externa
Embalagem hermeticamente fechada, com fundo cinzaEmbalagem não hermeticamente fechada e transparente
A medida está nas Resoluções  268 e 271/2016, publicada quinta-feira (01/2), no Diário Oficial da União (DOU).

Imóveis visitados para combate ao Aedes aegypti ultrapassam 10,9 milhões

Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC), do Governo Federal, registra mais 3,4 milhões de domicílios trabalhados e notificados quando comparado esta semana com a anterior
Cresceu o número de imóveis visitados no Brasil pelos agentes de saúde e militares das Forças Armadas para o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika. Foram registradas 3,4 milhões a mais de vistorias que o levantamento da semana anterior. As visitas já superaram 10,9 milhões de domicílios, o que representa 22,2% dos 49,2 milhões previstos, conforme balanço da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia, instituída pelo Governo Federal para o enfrentamento ao Aedes e à microcefalia.
O relatório contabiliza 3.183 municípios visitados, dos 5.570 definidos para serem vistoriados pelas equipes de combate em todo o País. Ao todo, 22 estados e o Distrito Federal registraram cobertura de visitas domiciliares no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR). Paraíba continua com o maior número percentual de imóveis trabalhados, com 74,6%. Na sequência, aparecem Piauí (56,99%), Sergipe (47,49%) e Rondônia (46,65%) em quantidade de visitas domiciliares.
São Paulo é o estado com mais imóveis visitados, totalizando 2,6 milhões, com 21,6% de cobertura, seguido do Rio de Janeiro, com 1,9 milhão (38,3%) e Minas Gerais, com 1,2 milhão (24%). Os estados do Amazonas, Amapá, Rio Grande do Sul e Roraima não enviaram dados relativos às visitas, até o fechamento do balanço, às 10 horas desta quinta-feira.
Durante as visitas, foram identificados 355 mil imóveis com focos do mosquito, ou seja, 3,25% do total. Além disso, houve a recusa de acesso a 45.719 imóveis. Houve, ainda, 2,7 milhões de domicílios fechados. A meta é reduzirmos esse índice de infestação para menos de 1% de domicílios com foco.
“Esse crescimento do alcance dos domicílios demonstra que está havendo forte comprometimento dos estados e municípios no registro das informações das visitas domiciliares e no combate ao vetor”, destacou o secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira. Segundo o coordenador da Sala Nacional, Marcus Quito o aumento das visitas e a eliminação de focos do mosquito ocorreram por conta da intensificação das ações locais e, também, dos quatro estados que passaram a inserir dados no sistema federal: Alagoas, Espírito Santo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
A melhor forma de combater o Aedes aegypti é não deixar o mosquito nascer. Por isso, o governo federal convocou um esforço nacional para que todas as casas do país sejam visitadas para eliminação dos criadouros. As visitas domiciliares são essenciais para o combate ao vetor. No contato constante com a população, os agentes de saúde desenvolvem ações com os moradores, relativas aos cuidados permanentes para evitar depósitos de água nas residências. Desde dezembro, os 266 mil agentes comunitários de saúde reforçam o combate ao Aedes aegypti nas residências. Eles se juntaram aos 6.188 profissionais das equipes de Atenção Domiciliar/Melhor em Casa (SAD) e aos 46 mil agentes de combate às endemias que já realizam o serviço junto à comunidade. Além disso, 3.219 militares das forças armadas estão reforçando, em 19 estados, as ações de eliminação dos focos do mosquito da dengue.
SALA DE SITUAÇÃO - O Governo Federal instalou a Sala Nacional de Coordenação e Controle do Aedes aegypti e para o Enfrentamento à Microcefalia para gerenciar e monitorar a intensificação das ações de mobilização e combate ao mosquito. A sala faz parte do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, em resposta à declaração Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional.
A estratégia do governo federal é intensificar a mobilização nos diversos setores da sociedade. Coordenada pelo Ministério da Saúde, a Sala Nacional é composta pelos ministérios da Integração, da Defesa, do Desenvolvimento Social, da Educação e da Secretaria de Governo da Presidência da República, além de outros órgãos convidados. Todos os estados e o Distrito Federal instalaram suas salas de situação e estão desenvolvendo ações de mobilização e combate ao mosquito.
Com videoconferências semanais com todas as unidades da federação, a sala nacional gerencia e monitora a intensificação das ações de mobilização e combate ao mosquito em todo o país. As boas experiências de combate ao Aedes aegypti também são divulgadas.
RECURSOS – Os recursos federais destinados para o combate ao mosquito Aedes aegypti cresceram 39% nos últimos anos (2010-2015), passando de R$ 924,1 milhões para R$ 1,29 bilhão neste ano. Para 2016, a previsão é de um incremento de R$ 580 milhões, uma vez que o valor chegará a R$ 1,87 bilhão. Também foi aprovado no orçamento um adicional de R$ 500 milhões para o combate ao Aedes. Além das ações de apoio a estados e municípios, a Pasta realiza a aquisição de insumos estratégicos, compra e distribuição de larvicidas, adulticidas (fumacê) e kits de diagnósticos, bem como o pagamento dos agentes de endemias.
MICROCEFALIA - Até o dia 23 de janeiro, foram registrados 4.180 casos suspeitos de microcefalia relacionada com algum agente infeccioso causador de malformação congênita. Estão entre os agentes infecciosos causadores da malformação: Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes Viral e vírus Zika. Os casos suspeitos da doença em recém-nascidos são computados desde o início das investigações (em 22 de outubro de 2015) e ocorreram em 830 municípios de 24 unidades da federação.

Nome da UF
População
Domicílios Urbanos
Municípios Total
Municípios com Visitas
Domicílios trabalhados
%Imóveis trabalhados
Total
204.482.459
49.226.767
5.570
3.183
10.935.303
22,21%
Paraíba
3.972.202
829.761
223
211
636.292
76,68%
Piauí
3.204.028
568.312
224
164
326.075
57,38%
Sergipe
2.242.937
441.799
75
65
212.165
48,02%
Rondônia
1.768.204
338.453
52
51
159.243
47,05%
Ceará
8.904.459
1.809.492
184
174
768.372
42,46%
Rio de Janeiro
16.550.024
5.079.579
92
85
1.947.870
38,35%
Mato Grosso do Sul
2.651.235
655.482
79
58
228.778
34,90%
Espírito Santo
3.929.911
928.725
78
56
290.823
31,31%
Acre
803.513
144.543
22
8
43.264
29,93%
Rio Grande do Norte
3.442.175
712.246
167
159
215.861
30,31%
Maranhão
6.904.241
1.073.972
217
128
296.653
27,62%
Minas Gerais
20.869.101
5.187.234
853
712
1.249.418
24,09%
Mato Grosso
3.265.486
755.026
141
73
188.165
24,92%
São Paulo
44.396.484
12.344.236
645
579
2.666.877
21,60%
Tocantins
1.515.126
316.497
139
52
63.573
20,09%
Alagoas
3.340.932
638.112
102
68
121.680
19,07%
Goiás
6.610.681
1.698.379
246
171
303.892
17,89%
Pernambuco
9.345.173
2.091.157
185
15
350.649
16,77%
Bahia
15.203.934
3.035.107
417
174
471.881
15,55%
Distrito Federal
2.914.830
750.633
1
1
90.704
12,08%
Paraná
11.163.018
2.839.072
399
146
179.925
6,34%
Santa Catarina
6.819.190
1.691.851
295
26
97.551
5,77%
Pará
8.206.923
1.320.605
144
7
25.592
1,94%

Por Diogo Caixote, da Agência Saúde 
Atendimento à Imprensa - (61) 3315-3587/3580