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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Senado debate avanços no tratamento do câncer

O Senado Federal será palco, no próximo dia 22, da primeira edição do fórum “Avanços no tratamento do câncer”. O evento, que é gratuito e está com inscrições abertas, tem como objetivo discutir o tema com foco em ações que envolvem tecnologia, interdisciplinaridade e suporte ao paciente

“Até 2030 os casos de câncer terão um aumento em torno de 50% - cerca de 22 milhões de novos casos”. A estimativa é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta a doença como uma das principais causas de morte no mundo, hoje com mais de 32 milhões de casos. Os dados não são menos alarmantes no Brasil, onde o câncer já representa a terceira causa de óbito. O tema demanda, cada vez mais, a implementação de ações emergenciais de prevenção, diagnóstico e tratamento, com esforço conjunto e multilateral. Neste contexto, o Programa Ação Responsável realiza, no dia 22 de setembro, no auditório do Interlegis (Senado Federal), o fórum “Avanços no tratamento do câncer: tecnologia, interdisciplinaridade e suporte ao paciente”. Interessados podem se inscrever pelo site www.acaoresponsavel.org.br, gratuitamente.­

O cenário atual do câncer no Brasil, as políticas de controle e tratamento do câncer, os aspectos regulatórios em oncologia, os desafios da interdisciplinaridade e novas tecnologias, bem como o suporte ao paciente com câncer, estão entre os temas principais que serão abordados no fórum, com ênfase na divulgação de informações relevantes sobre a doença e discussão da assistência oncológica - o acesso, a qualidade das tecnologias ofertadas, os avanços no tratamento e os direitos dos pacientes. O fórum “Avanços no tratamento do câncer” reúne representantes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, setor privado, setor acadêmico, profissionais da Saúde, instituições nacionais e internacionais, Terceiro Setor e sociedade em geral.

O câncer no Brasil - O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima a ocorrência de 600 mil novos casos de câncer no país, apenas no biênio 2016-2017. Apesar dos números, nos últimos anos, o diagnóstico e o tratamento dos diferentes tipos da doença obtiveram avanços expressivos - que se traduzem na esperança a mais aos que têm acesso às inovações. O desafio, porém, está na atenção dada ao diagnóstico precoce do câncer. Incontáveis casos, passíveis de detecção precoce, ainda são diagnosticados tardiamente, ou em estágios avançados. O problema da doença no Brasil ganha ainda maior relevância devido ao seu perfil epidemiológico, sendo tema de discussão constante nas agendas políticas e técnicas de todas as esferas de governo.

Serviço:
Avanços no tratamento do câncer: tecnologia, interdisciplinaridade e suporte ao paciente
Data: 22 de setembro de 2016, quinta-feira, das 9h às 14h
Local: auditório Senador Antônio Carlos Magalhães (Interlegis, Senado Federal).
Realização: Instituto Brasileiro de Ação Responsável.
Parceiras: Congresso Nacional; Ministério da Saúde; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); Agência Íntegra Brasil e Interlegis
Patrocínio: Lilly, MSD, Bayer e AstraZeneca
Mais informações: (61): 3368-6044 e 3468-5696


Assessoria de Imprensa: 61 3573-4992 / 99114-4584 / 99170-0606

Funed antecipa entrega da vacina Meningocócica C ao Ministério da Saúde

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) está antecipando as entregas das doses da vacina Meningocócica C (conjugada) ao Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde. O objetivo é evitar o desabastecimento do imunobiológico no Sistema Único de Saúde (SUS). No dia 22 de agosto, mais de 900 mil doses da vacina seguiram para o Ministério e outra remessa de mais de 1,7 milhão foi entregue no dia 26, do mesmo mês. Para setembro, a Fundação planeja entregar aproximadamente 2,5 milhões de doses da vacina, número que deve manter os estoques do SUS abastecidos. De acordo com a Divisão de Planejamento e Gestão da Produção da Funed, as entregas destas remessas devem seguir até o término do contrato celebrado com o Ministério da Saúde, em junho de 2017.

Fornecimento

A Funed mantém, desde 2015, um contrato de transferência de tecnologia e fornecimento de produtos firmado com a empresa italiana GSK Bio, proporcionando o abastecimento do PNI. Em julho deste ano, a vice-presidente da Funed, Cármen Lúcia Soares Gomes, assinou o contrato junto ao Ministério da Saúde, dando continuidade ao fornecimento da Meningocócica C, suspensão injetável. “No contrato, ficou estabelecido que a Funed irá fornecer 15 milhões de doses da vacina, que serão distribuídas em todo o país”, informa Cármen.

A vacina Meningocócica C (conjugada) protege as crianças contra a meningite, causada pelo meningococo C. A primeira dose é administrada em crianças com três meses de idade, a segunda aos cinco meses e a última dose, que é um reforço, aos 12 meses. De acordo com o contrato, a Funed deve entregar, a partir de setembro de 2016, 1,5 milhão de doses da vacina ao mês para o Ministério da Saúde. Ainda de acordo com a Divisão de Planejamento e Gestão da Produção da Funed, para cumprir o cronograma solicitado pelo Ministério, a Fundação vem se programando desde junho de 2016, unindo os esforços de diversas áreas, como as diretorias Industrial e de Planejamento, Gestão e Finanças.

Tecpar oferece soluções tecnológicas a empresas da área metalmecânica

O laboratório de ensaios mecânicos do Centro de Tecnologia de Materiais do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está preparado para oferecer soluções tecnológicas para empresários que buscam inovar, eliminar gargalos produtivos, identificar e caracterizar matérias metálicos e aumentar a eficiência de processos e produtos nas empresas do estado e do Brasil na área metalmecânica.

A atividade de Materiais Metálicos da área de Metalmecânica do Tecpar desempenha, segundo o gerente do centro, Marco Netzel, ações em áreas como controle químico metalúrgico, propriedades mecânicas, tecnologias de tratamento, modificação de superfícies metálicas e corrosão.

De acordo com o gerente do centro, entre as principais ações do Tecpar nesta área está o fornecimento de serviços laboratoriais para a cadeia da indústria automobilística no Paraná e principalmente para seus fornecedores de primeira, segunda e terceira camadas.

O Tecpar realiza também, na área de metalmecânica, assessoria técnica para órgãos do Governo do Estado, sobretudo com o auxílio na formulação de editais de licitação e posteriormente com a execução de ensaios que identificam e caracterizam materiais adquiridos.

O laboratório de ensaios mecânicos na área de metalmecânica empreende, segundo Netzel, ações no setor automotivo, junto aos fornecedores do setor para ofertar serviços laboratoriais e soluções tecnológicas. “Com ensaios realizados nos laboratórios podemos diagnosticar problemas e gargalos produtivos apresentando assim soluções e oportunidades de melhoria de processos e produtos. Geralmente com a resolução de um problema, há consequentemente o impacto no aumento da produtividade da empresa”, salienta.

Soluções tecnológicas
Quatro grandes áreas são foco dos negócios dos centros tecnológicos do Tecpar: Saúde e Meio Ambiente, Tecnologia em Materiais, Medições e Validação e Informações Tecnológicas.

O Centro de Tecnologia de Materiais, por sua vez, tem foco no atendimento de empresas nos segmentos de cadeia produtiva de materiais metálicos, poliméricos, médico-odonto-hospitalares, de sinalização viária, energias e madeiras e móveis.


Interessados em conhecer as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Tecpar podem acessar o site portal.tecpar.br/solucoes-tecnologica.

Secretário do Ministério da Saúde elogia estrutura do Lafepe


O secretário da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), Marco Antonio Fireman, esteve na sede do Lafepe na manhã desta segunda-feira, dia 12, onde foi recebido pelo diretor-presidente, Roberto Fontelles, e demais diretores.



Na visita técnica ao laboratório pernambucano, o secretário conheceu a estrutura do almoxarifado de material de embalagem, central de pesagem, sistema de tratamento de água, divisão de sólidos, controle de qualidade e ótica. “Foi uma boa surpresa. Uma unidade bem administrada, que segue os padrões de boas práticas. Uma estrutura muito organizada, com elevado padrão e bem servida de equipamentos”, disse o secretário ao final da visita.

“Mostra o comprometimento do Governo de Pernambuco com os planos apresentados. É uma grande plataforma de startup no campo farmacêutico, promovendo pesquisa no campo específico. O Lafepe tem tudo para ser âncora do segmento, na região”, complementou.

Durante a visita do secretário Marco Fireman, também foram apresentados os investimentos realizados e os projetos previstos para a expansão de áreas e, consequentemente, de produção de medicamentos. A médio prazo, o plano Lafepe contempla a iniciação de novos projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP’s) para produção do Ritonavir termoestável 100mg, Tenofovir + Lamivudina 300 + 300mg (2 em 1) e Tenofovir + Lamivudina + Efavirenz 300 + 300 + 600mg (3 em 1); além da retomada da fabricação da Vitamina C 500mg - comprimido.

E, a longo prazo, o planejamento do Lafepe prevê a prospecção de novas PDP’s para medicamentos de alto custo e o desenvolvimento de novos medicamentos do componente básico: omeprazol, enalapril, metformina, sinvastatina, losartana, atenolol, dentre outros.


 A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde é responsável pela implementação das políticas de assistência farmacêutica, de avaliação e incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) e de incentivo ao desenvolvimento industrial e científico do setor. No âmbito da ciência e tecnologia, a Secretaria é responsável pelo estímulo ao desenvolvimento de pesquisas em saúde no país, de modo a direcionar os          investimentos realizados pelo Governo Federal às necessidades da saúde pública.


Programa de incubação da Intec apoia desenvolvimento de novos negócios

A Werker Tecnologia, empresa participante da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), completa um ano no programa de incubação com bons resultados para seus empreendedores. Neste período, lançaram uma impressora 3D de baixo custo voltada à indústria brasileira, estiveram em contato com possíveis investidores e estudam o desenvolvimento de novos modelos de seu equipamento e de negócios.

Os engenheiros Thiago Schultz e José Fárlei entraram na incubadora na fase de finalização do desenvolvimento do seu primeiro produto, na modalidade não residente. Desde que entraram no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), na modalidade residente do programa de incubação, em julho, ganharam uma sede física e puderam se dedicar ao lançamento da W1 – Basic, impressora 3D de baixo custo, com um valor de mercado 25% menor que o de seus concorrentes.

Schultz analisa que o apoio da Intec foi importante para profissionalizar a operação da empresa. “O programa de incubação está sendo muito vantajoso, pois sem o suporte não estaríamos no patamar no qual estamos no momento. A Intec está nos ajudando a profissionalizar nossa operação, tanto na parte jurídica como financeira”, avalia.

O próximo passo, segundo o engenheiro, é disponibilizar uma impressora 3D por assinatura, em um modelo no qual o hardware é usado como service. “Nesse modelo, o cliente paga mensalmente pelo direito de utilização da impressora, como um aluguel, recebendo todo nosso suporte técnico enquanto o contrato estiver vigente”, explica Schultz.
Para esse modelo sair do papel, os empreendedores buscam agora investidores para aplicarem recursos na produção dos novos equipamentos e na formatação dos planos.

A analista econômica da Intec, Jéssika Nassif Korontai, que acompanha o desenvolvimento dos incubados, avalia que o ambiente de incubação é propício à atração de investimentos. “A incubadora é um ambiente de negócios e de surgimento de novas ideias. A aproximação entre os incubados pode gerar novos produtos e serviços e consequentemente novos negócios inovadores. Esses negócios têm credibilidade frente à sociedade, principalmente para as agências de fomento e investidores”, ressalta.

Intec
Empreendedores que queiram participar do programa de incubação do Tecpar podem fazer, ao longo do ano, a inscrição para concorrer a uma vaga em uma das duas unidades da Intec, em Curitiba e em Jacarezinho. São ofertadas vagas para a modalidade residente (quando a empresa fica nas dependências da Intec) e para a incubação não residente, quando o empresário não se instala na incubadora, mas conta com o apoio dos especialistas do instituto.

Podem participar do processo de incubação pessoas físicas, como universitários, pesquisadores e empreendedores que tenha um negócio inovador, ou ainda pessoas jurídicas. Ao longo de 27 anos, a Intec já deu suporte tecnológico a mais de 90 companhias. No momento, cinco empresas passam pelo programa de incubação: Beetech/Beenoculus, LOT América, Werker, i9algo e Invento Engenharia.
Conheça a Intec pelo site intec.tecpar.br/comoincubar.


Teste rápido de Zika da Bahiafarma supera expectativas em avaliação do Ministério da Saúde


Dispositivo do laboratório público baiano obteve índices de sensibilidade e especificidade superiores a 95% e está pronto para distribuição em todo o País

Submetido à rigorosa avaliação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), órgão ligado ao Ministério da Saúde, o teste rápido para detecção de Zika vírus da Bahiafarma obteve um dos melhores resultados já registrados para dispositivos do gênero no mundo. O kit do laboratório público baiano registrou índices de 97% de sensibilidade e 96% de especificidade para infecções recentes (IgM) e de 100% de sensibilidade e 98% de especificidade para infecções mais antigas (IgG).

“O resultado corrobora a avaliação feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilência Sanitária), que já havia aprovado o dispositivo, ao publicar o registro para sua produção e distribuição, no fim de maio”, afirma o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias. 

Para o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, "com mais essa avaliação positiva, a Bahiafarma confirma o compromisso de fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à população produtos de primeira linha para a saúde pública brasileira". Vilas-Boas pontua ainda "o compromisso do governador Rui Costa em apoiar o investimento em pesquisa e tecnologia com o parceiro internacional da Bahiafarma, o laboratório coreano Genbody".

Segundo o subsecretário de Saúde da Bahia, Roberto Badaró, os resultados obtidos pelo teste rápido de Zika vírus da Bahiafarma são “excepcionais”. “Um dos melhores testes rápidos do mundo, o de HIV de quarta geração, tem acurácia de 95% e testes para diversas outras doenças, como sífilis e hepatite, registram abaixo de 85%”, justifica Badaró, que é professor titular de Infectologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e da Universidade da Califórnia em São Diego (EUA).

Com a aprovação do INCQS, o teste rápido de Zika vírus da Bahiafarma está liberado para aquisição, por parte do Ministério da Saúde, e distribuição pelo SUS, em todo o País. Estima-se que a demanda do SUS pelo dispositivo seja de 500 mil testes por mês – montante que a Bahiafarma está apta a produzir em 30 dias, bastando a ordem de compra ser emitida pelo ministério.

O resultado reforça a posição da Bahiafarma como centro indutor de desenvolvimento das indústrias farmacêutica, farmoquímica e biotecnológica na Bahia e no Nordeste, inserindo o Estado na vanguarda da produção de insumos para a saúde no Brasil e fortalecendo a descentralização do Complexo Industrial da Saúde


Estudantes da Faculdade São Miguel visitam o Lafepe

Alunos do 1º período do curso de Farmácia da Faculdade São Miguel visitaram o Lafepe na manhã desta quinta-feira, dia 08. No laboratório pernambucano, o foco era visualizar os aprendizados vistos em sala de aula, especificamente quanto à estrutura de equipamentos de segurança.




Como resultado desta visita, onde conheceram a fábrica de sólidos e a área de embalagens de medicamentos, os 14 estudantes devem produzir relatório para apresentação na disciplina de biosegurança, ministrada pela professora Cynthia Oliveira.

Ela, que acompanhou o grupo nesta programação, destacou que foi uma excelente oportunidade para conhecer o processo de produção de medicamentos até a sua embalagem, tudo seguindo as normas de segurança recomendadas. A professora destacou, ainda, que no próximo dia 15, retorna ao Lafepe, com outro grupo de alunos da Faculdade São Miguel, também do curso de Farmácia.


Novo caminhão do Projeto Ciência em Movimento visita o Parque Municipal de Belo Horizonte

O novo caminhão do Projeto Ciência em Movimento da Fundação Ezequiel Dias (Funed) estará aberto para visitação no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em Belo Horizonte. O caminhão, que leva conhecimento científico e tecnológico para as cidades mineiras, estará estacionado em frente ao Teatro Francisco Nunes, nos dias 9 e 10 de setembro, das 9h as 17h e no dia 11, das 9h as 13h. A exposição é aberta para o público em geral.

O Programa foi criado em 2012 pela Funed, com o objetivo de difundir e popularizar a ciência por todo o estado. O caminhão leva informação, através de linguagem lúdica e popular, estabelecendo uma relação de diálogo entre os pesquisadores e a sociedade e entre ciência, saúde e cultura.


Novo caminhão

O projeto conta com um veículo com maquetes virtuais que mostram como é feita a produção de soros e o que é feito nos laboratórios de pesquisa da Funed, sala de projeção e microscópios adaptados para o espaço. O veículo conta com uma área de aproximadamente 70m², com diversas atividades interativas e novas instalações. Os visitantes terão acesso também a três tótens informativos (monitores touch que permitirão interação por meio de jogos virtuais) com os temas animais peçonhentos, biodiversidade e uso de medicamentos. Será possível, ainda, observar serpentes e colmeias interativas, através do sistema vídeo mapeado (projeção de imagens em impressões 3D).

A diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed e coordenadora do Programa Ciência em Movimento, Esther Bastos, explica que “a ideia é que o caminhão seja a própria área expositiva, diminuindo o trabalho da equipe com montagem e desmontagem, proporcionando à população exposições mais longas, que atendam um grupo maior de visitantes”, diz.


No ano de 2015, mais de 36 mil pessoas visitaram as 20 exposições itinerantes, realizadas em 15 cidades mineiras. Neste ano, a exposição do PCM já passou por Itaobim, Coronel Murta, Montes Claros, Espera Feliz, Chapada Gaúcha, Florestal, Boa Esperança, São Bento do Abade e Caetanópolis.

Serviço:

Exposição Programa Ciência em Movimento
Data: 9 a 11 de setembro
Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em frente ao Teatro Francisco Nunes.

ACS Funed: comunicacao@funed.mg.gov.br / 31 3314-4577

Evento discute avanços da saúde com foco nos dispositivos médicos

 Nesta quinta-feira, 1º de setembro, Brasília sediou o III Fórum Nacional de Produtos para Saúde. O evento, promovido pelo Programa Ação Responsável, no auditório do Interlegis (Senado Federal), contou com a presença do deputado federal Izalci Lucas, do diretor da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), Carlos Eduardo Gouvêa e Sandra Dacol, do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná, que compuseram a mesa de abertura. Dividido em três painéis temáticos - “Inovação é acesso”, “Ética é acesso” e “TI é acesso” -, o Fórum contou com a participação de diferentes áreas de atuação do setor de saúde: representantes do governo, indústria, agências de regulação e sindicatos.
 
Presidente da Frente Parlamentar de Ciência e Inovação em Saúde, o deputado Izalci destacou a importância de uma divulgação maior do marco regulatório da saúde. “No Brasil, temos leis que pegam e leis que não pegam. Então, precisamos de muita divulgação”. Na ocasião, citou que a ética, no caso de equipamentos para a saúde, precisa ser mais trabalhada. “Precisamos otimizar os recursos públicos, aplicando melhor esses recursos e os sistemas de controle, otimizando também os resultados”, acrescentou.

“Não há melhor momento para se debater saúde, inovação, acesso e ética”, disse o diretor da ABIIS, Carlos Gouvêa. “Temos hoje, no dia 1º de setembro, a oportunidade de garantir, de forma sustentável, o papel de cada um dentro do setor de saúde, que vive dificuldades com prejuízos nefastos para a população”, completou.

Para Sandra Dacol, do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná, os produtos para saúde caminham dentro do hospital, mas com um olhar ainda muito tímido, o que vem mudando aos poucos. “Precisamos de uma legislação melhor para rastrear esses produtos, bem como garantir a qualidade”, defendeu.

Inovação é acesso

Gabriella Tannus, diretora da Axia.Bio Group no Brasil, abriu o painel “Inovação é acesso” conceituando inovação. A moderadora compartilhou com os presentes um estudo realizado em 2105 junto à sociedade médica - que identificou diferentes interpretações sobre inovação, acesso e valor. Para ela, além do problema conceitual sobre o tema, há áreas básicas que precisam ser melhoradas. “A gente só consegue construir para o futuro quando damos as mãos”, acrescentou ao falar da importância das parcerias. Na ocasião, lançou em primeira mão o Projeto Diálogos, que visa, entre outras questões, responder às necessidades científicas, educacionais e informativas sobre o assunto.

Fabiana Raynal Floriano, técnica do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Saúde do Ministério da Saúde, destacou que pesquisa, desenvolvimento e inovação são ações prioritárias do governo. “Essas ações certamente vão gerar oportunidades para: resgatar a competitividade da indústria nacional; funcionar como ferramentas de diminuição da dependência externa por tecnologia; e possibilitar a redução no déficit da área da saúde - que hoje está em U$ 11,5 Bilhões”, completou. Destacou também pontos que devem ser considerados no incremento de novos produtos e tecnologias no SUS: condições e acesso, desigualdade produzida pelo uso da tecnologia, necessidades epidemiológicas, capacidade instalada, qualidade, segurança, eficácia e custo.

 “A inovação numa empresa só acontece quando ela tem interesse de colocar um determinado produto no mercado. São as oportunidades de venda que viabilizam os investimentos em P&D e inovação”, ressaltou João Emilio Padovani, gerente executivo de Política Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo ele, no contexto do complexo industrial da saúde “a decisão pela inovação gera resultados a longo prazo”.

Bruno Abreu, diretor de Mercado e Assuntos Jurídicos do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (SINDUSFARMA), fez um breve comparativo do Brasil com o Mundo. Dentre as diferenças destacadas por ele estão: o baixo investimento estatal, a falta de maior eficiência nos gastos, o crescimento veloz dos custos em saúde - “em dois, às vezes, três dígitos”. “Nossa regulação iniciou-se em 2001, e o medicamento mais caro, à época, era Gilvec, custando cerca de R$ 2 mil a caixa. O que foi uma enorme polêmica. Hoje, porém, temos o Pacilitaxel, custando certa de R$ 83 mil a caixa - preço concedido sob a égide da rígida regulação econômica da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)”, destacou.
 
“Certo é que, assim como o aumento da tecnologia é constante, o aumento do custo também é”, destacou Renato Alves Teixeira, diretor da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Na ocasião, assegurou que o governo está adepto às novas tecnologias, mas requer boa gestão e monitoramento adequado. “Assim vamos conseguir mais, talvez até com menos”, atestou. Para ele, o trabalho é melhor quando feito em comunicação com a indústria e os sindicatos. “Juntos conseguiremos dar um melhor atendimento ao usuário, que é o atendimento final”, concluiu.

Ética é acesso

Cláudia Scarpim, diretora executiva do Instituto Ética Saúde, moderou o segundo painel do evento, “Ética é acesso”. Apresentou as ações do Instituto Ética Saúde, criado em 2014 a partir de um movimento voluntário de empresas, liderado pela Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes (ABRAIDI) e o Instituto Ethos. “Atuamos basicamente em três eixos: monitoramento de compliance, relações institucionais e de governo, educação e sensibilização”, registrou. Destaque para o canal de denúncias de fraudes criado pelo Instituto para o mercado de dispositivos médicos. “Até hoje, o canal registrou 412 denúncias e um total de 1762 denunciados”, contou acerca de dados estatísticos sobre a integridade das empresas. 

O secretário de Controle Externo da Saúde do Tribunal de Contas da União (TCU), Marcelo André Chaves, também contribuiu com o painel. Segundo ele, considerando que a ética está relacionada com conduta, o caráter e o cumprimento de regras, pode-se dizer que o TCU é um verificador da aplicação da ética no setor público - na medida em que avalia se está havendo um tratamento justo das questões públicas e um respeito às normas. Mencionou trabalho realizado em 2012, na Câmara de Regulação de Medicamentos, que identificou 43 medicamentos com preços acima da média mundial (entre os 50 mais comercializados), em comparação com oito países. “Não quero aqui dizer que se trata de um desvio de ética, mas um sinalizador para tentar descobrir porque isso acontece no Brasil. É só questão tributária?”, questionou.

Renata Figueiredo, coordenadora geral de Integridade do Ministério de Transparência, Fiscalização e Controle, destacou a importância da criação de programas de integridade por parte das empresas, que seria um viés preventivo em consonância à Lei 12.846/2013 (Lei Anticorrupção ou Lei da Empresa Limpa), com diretrizes claras de apoio e comprometimento de alta direção, monitoramento contínuo, análise de riscos, entre outros fatores. Para ela, o principal desafio da ética está na decisão das empresas em sair do discurso. “O comprometimento de uma empresa existe quando caminha para a prática e demonstra que ali não se tolera a corrupção”, argumentou.
 
“Ser sustentável também é ser ético. Muitas vezes as empresas enxergam esse conceito muito ligado ao meio ambiente, mas na verdade ética e integridade são parte fundamental do conceito de sustentabilidade”, ressaltou Felipe Saboya Braga, representante da presidência do Instituto Ethos. Na oportunidade, citou o Pró-Ética - criado pelo Ethos em parceria com a CGU como um cadastro positivo que estimula as empresas a buscar uma performance e expertise alta em relação a esse tema. “O Pró-Ética reconhece as melhores práticas no mercado em ética e integridade. Foi com essa ideia que nasceu o Pró-Ética, hoje com quase 200 empresas que se candidataram esse ano”, explicou.

TI é acesso

Patrícia Marrone, diretora da Websetorial, moderou o terceiro e último painel do evento, “TI é acesso”, abrindo a mesa de debate com exibição de um vídeo que mostrou o panorama atual da saúde no Brasil e seus principais desafios na área de dispositivos médicos. “A ABIIS traçou uma estratégia de médio prazo, nos últimos dois anos, tentando recomendar ações que tragam algum desdobramento social relevante para a sociedade, para a economia brasileira e para a economia dos municípios”, destacou.

“Quando se fala em tecnologia, precisamos tomar muito cuidado, porque a maior parte das vezes a tecnologia vira o assunto principal no processo de TI, o que é um problema porque às vezes é preciso verificar processos”, argumentou o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Mário Dias. “O empresário, seja ele público ou privado, vai sempre pensar, e tem que pensar se for um bom gestor, no que a automação vai gerar de retorno para ele”, pontuou. Nesse sentido, afirmou que a utilização de tecnologia na área de saúde é sim um caminho sem volta e o que se pode esperar dela é, entre outros fatores, a agilização do processo de análise de autorização de importação de bens e produtos sujeitos à anuência da ANVISA em portos, aeroportos e fronteiras (PAF’s), bem como a criação de um sistema de rastreabilidade para dispositivos móveis capaz de controlar estoques e minimizar sobras e faltas de produtos para a saúde na gestão das unidades básicas de saúde.

Gerente de Tecnologia em Equipamentos e Gerente Geral Substituto de Tecnologia de Produtos para a Saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Anderson de Almeida Pereira citou e rastreabilidade de produtos para a saúde e as ações que a agência tem realizado para avançar na desburocratização das importações. Apresentou, ainda, o panorama atual da tecnologia na área de equipamentos médicos. Segundo ele, apesar dos incontestáveis benefícios potenciais, deve-se sempre considerar: a possível falta de regulamentação/padronização para o uso da nova tecnologia de forma segura; a falta de experiências pós-mercado capazes de afirmar o uso da tecnologia como seguro; o possível desconhecimento científico sobre o uso prolongado de novas tecnologias. “Nestas situações, é imprescindível uma avaliação prévia quanto a segurança e eficácia do produto”, concluiu.

Diretor de Vendas, Marketing e Serviços da área de TI em Saúde da Philips/AbIIS/AdvaMed, Evandro Garcia falou sobre o problema do volume de informações na área de saúde. “Por que não podemos mudar isso?”, questionou. Também ressaltou a importância da valorização dos profissionais. “Se não colocarmos o profissional no foco da atuação, não avançaremos”, defendeu, referindo-se à baixa remuneração no sistema público. Nesse sentido, apresentou as estratégias da Philips, que segundo ele, desenvolve soluções para cuidados contínuos. “Esse é o caminho para o melhor cuidado, melhor prevenção, melhor diagnóstico e tratamento e, claro, melhores resultados para pacientes, profissionais e Governos ou sistemas de saúde”.

Da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM), Fabio Scopeta apresentou a última palestra do Fórum, fechando o painel “TI é acesso”. Na oportunidade, falou sobre sistemas e aplicativos que auxiliam no atendimento em saúde. “Quem está no centro desse atendimento somos nós e todos os agentes que compõem o setor precisam estar integrados para realmente tratar da saúde”, disse.

“O resultado desse evento foi fantástico”, disse Carlos Gouvêa, presidente da ABIIS, no encerramento do Fórum. A associação foi parceira do III Fórum Nacional de Produtos para Saúde no Brasil como patrocinadora oficial.

O Programa Ação Responsável disponibilizou, em seu SITE, mais fotos do evento, bem como os slides das palestras apresentadas, concedidas pelos conferencistas. Acesse também a página do Programa no Facebook para ficar por dentro das atividades programadas para o segundo semestre de 2016.


III FÓRUM NACIONAL DE PRODUTOS PARA SAÚDE NO BRASIL
Evento realizado no dia 1º de setembro de 2016, quinta-feira.
Local: auditório Senador Antônio Carlos Magalhães (Interlegis, Senado Federal).
Realização: Instituto Brasileiro de Ação Responsável.
Parceiras: Congresso Nacional; Ministério da Saúde; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD; Agência Íntegra Brasil e Interlegis.
Patrocínio: ABIIS
Apoio: Abraidi, CBDL, AdvaMed, GAESI, CNI, Brasscom, Instituto Ética Saúde, Íntegra Brasil e Interlegis.
www.acaoresponsavel.org.br
Comunicação | Ação Responsável
Fones: (61) 3573-4992, 9114-4584 e 9170-0606
Denise Margis e Marina Figueiredo

Bahiafarma tem o Lafepe como referência

            A experiência do Lafepe na área administrativa motivou a visita de assessoras da Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma). Suelyn Couto e Francilene Andrade passaram a segunda-feira, dia 05, conhecendo a estrutura administrativa do laboratório pernambucano.



            Elas visitaram as áreas de contabilidade, ambulatório, recursos humanos, arquivo, coordenação de farmácias, coordenação de vendas, fábrica de óculos, refeitório, rouparia, centro de treinamento e presidência. Também conheceram os galpões de armazenamento e o setor de pesagem de matéria-prima. As atividades internas de procedimentos e a metodologia adotada pelo Lafepe darão base para a Bahiafarma estruturar, na prática, suas próprias rotinas.

 



Lafepe é referência para laboratório gaúcho


O diretor-presidente do Lafepe, Roberto Fontelles, e sua diretoria, receberam na manhã da sexta-feira, dia 02, o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Renato Oliveira, e o presidente do Laboratório Farmacêutico do Rio Grande do Sul, Paulo Mayorga, que também preside a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob).

Eles vieram conferir a experiência positiva do laboratório pernambucano em áreas estratégicas do segmento, dentre elas, a logística. Na reunião com a diretoria do Lafepe, os representantes do governo do Rio Grande do Sul conheceram a estrutura das fábricas, das farmácias e da produção de medicamentos e de óculos.

Depois do encontro, visitaram os galpões de armazenamento da matéria-prima para produção de medicamentos; estoque de embalagens; etiquetas e bulas. Na fábrica de óculos, acompanharam cada etapa.
A organização e métodos praticados pelo Lafepe, cujo foco é a garantia da qualidade de seus produtos, comercializados a baixo custo, mereceram elogios por parte do secretário Renato Oliveira.

 “Estamos em fase de estruturação do nosso laboratório oficial. A experiência do Lafepe é um referencial mais do que importante, é decisivo. Vai se transformar num making marketing de nosso processo”, enfatizou.





Doença de chagas é tema de debate do MSF




            “Doenças negligenciadas, das necessidades aos cuidados: uma história de luta pelo acesso à saúde” foi o tema do debate promovido pelo programa Médicos sem Fronteiras (MSF), na tarde da quarta-feira, dia 31, no auditório Ênio Cantarelli, do Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape) Professor Luiz Tavares.

Na ocasião, o Lafepe foi representado pela coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento, Aila Santana, que falou sobre a estrutura do laboratório pernambucano e a produção do Benznidazol, usado para o tratamento da doença de Chagas. O Lafepe é o único laboratório público no mundo a produzir o medicamento, que em junho deste ano retomou a produção sem restrições.

            Dados apresentados pela assessora de doenças emergentes do MSF, Lúcia Brum, indicam que há, no mundo, 6 milhões de pessoas infectadas pelo parasita Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas. O MSF desenvolve projetos de atenção aos pacientes com a doença de Chagas desde 1999, tendo atuado em diversos países da América Latina, como Honduras, Nicarágua, Guatemala, Brasil, Colômbia, Paraguai, e, atualmente, México e Bolívia. A organização desenvolveu atividades também em países considerados não endêmicos, como o projeto desenvolvido na Itália para oferecer atenção médica a imigrantes infectados.

Pernambuco, um dos estados endêmicos, conta com um programa realizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) em parceria com o Ambulatório de Referência do Procape/Universidade de Pernambuco (UPE). Pioneiro no enfrentamento às enfermidades negligenciadas, o Programa Sanar desenvolve ações de diagnóstico precoce, tratamento e educação. Hoje, só no Procape, são tratados cerca de 2 mil pacientes.

Também participaram do debate o médico Wilson Oliveira Júnior, do Procape e da Casa de Chagas; Rafaela Demontes, do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan); e Alexandre Meneses, da superintendência do Programa Sanar, desenvolvido pela Secretaria de Saúde de Pernambuco. Profissionais da área de saúde e pacientes com o Mal de Chagas acompanharam atentos às discussões.