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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Doenças Raras em debate no Senado

No dia 30 de junho, o auditório do Interlegis recebe o VIII Fórum Nacional de Políticas de Saúde no Brasil - Doenças Raras. O evento reúne autoridades do setor de saúde, parlamentares, terceiro setor e indústria, a fim de debater, disseminar conhecimento e discutir propostas eficazes para as doenças raras no Brasil

Nos últimos anos, as doenças raras ganharam atenção especial na agenda de prioridades do Governo Federal. Em 2014, o Ministério da Saúde instituiu a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras - um marco no cenário atual, que promete melhorar a vida de milhares de brasileiros.  As pessoas atingidas pelas doenças raras enfrentam grande dificuldade na procura por um diagnóstico - que é feito muitas vezes tardiamente -, na falta de informação e orientação adequada por profissionais qualificados, e no acesso a cuidados de saúde de qualidade. O conceito de Doença Rara, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e adotado pelo Ministério da Saúde, é a doença que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1,3 para cada duas mil pessoas. No dia 30 de junho, o tema será debatido no Senado Federal.

 O Instituto Brasileiro de Ação Responsável realiza o VIII Fórum Nacional de Políticas de Saúde no Brasil - Doenças Raras, a partir das 9h, e reúne autoridades do setor de Saúde no País. O evento, que é gratuito, está com as inscrições abertas, pelo site www.acaoresponsavel.org.br

Sobre as Doenças Raras: 

No mundo todo, mais de 400 milhões de pessoas sofrem com algum tipo de doença rara. Estima-se que no Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas sofrem com algum tipo da doença. A cada dia, novas doenças raras são descobertas e a baixa incidência em pacientes dificulta o diagnóstico e encarece o tratamento.

Dados divulgados revelam que existe no mundo, entre seis a oito mil tipos de doenças raras distintas, afetando aproximadamente, 8% da população e a maioria dos pacientes são crianças. Um total de 80% dessas doenças é de origem genética, geralmente crônica, progressiva, degenerativa e com risco de morte em muitos casos. Elas contribuem significativamente para a morbimortalidade nos primeiros 18 anos de vida. Não existe uma cura eficaz existente, mas há medicamentos para tratar os sintomas. As doenças órfãs alteram diretamente a qualidade de vida da pessoa e, muitas vezes, o paciente perde a autonomia para realizar suas atividades. Por isso, causam muita dor e sofrimento tanto para o portador da doença quanto para os familiares.

A Doença de Gaucher, a Hemofilia, a Acromegalia, a Angiodema hereditário e a Doença de Crohn são exemplos de Doenças Raras.

Sobre o VIII Fórum Nacional de Políticas de Saúde no Brasil - Doenças Raras: 

No dia 30 de junho, os conferencistas do evento, traçarão um panorama do cenário atual de saúde no Brasil e apontarão os avanços e desafios da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras. A importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado também serão apresentados, bem como o acesso ao Tratamento e Garantia dos Direitos Sociais.

As doenças raras, até o início dos anos 80, não faziam parte dos programas governamentais. A atuação da sociedade civil, por meio de organizações de pacientes e movimentos sociais, não só deram voz e visibilidade às necessidades dos portadores dessas doenças, como também impulsionaram os governos a criarem programas específicos para prestar assistência a esses pacientes e considerar essas doenças como um problema de saúde pública.

VIII Fórum Nacional de Políticas de Saúde no Brasil
Data: 30 de junho, quinta-feira, das 9 às 14h
Local: auditório Antônio Carlos Magalhães do Interlegis - Senado Federal (Brasília/DF)
Realização: Instituto Brasileiro de Ação Responsável
Coordenação: Agência de Integração à Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento
Social do Brasil - Íntegra Brasil - sob coordenação da doutora Edilamar Teixeira
Parceiras: Congresso Nacional; Ministério da Saúde; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD; Agência Íntegra Brasil e Interlegis
Inscrições gratuitas pelo site http://www.acaoresponsavel.org.br/

Comunicação | Ação Responsável
Fones: (61) 3573-4992, 9114-4584 e 9170-0606
Denise Margis e Marina Figueiredo
imprensa@acaoresponsavel.org.br e imprensa.acaoresponsavel@gmail.com


Tecpar leva experiência em propriedade intelectual a evento internacional na China


O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) vai a um dos países mais inovadores do mundo, a China, para participar de uma conferência internacional sobre propriedade intelectual no final do mês. O Tecpar foi uma das instituições convidadas por entidades do país asiático para apresentar o que o instituto e o Brasil estão fazendo na área de propriedade intelectual.

O gerente da Agência Tecpar de Inovação, Marcus Zanon, participa, entre 26 e 28 de junho, da Macau's International Conference on Intellectual Property 2016. Tanto em Macau quanto em Henqin, cidade que visita antes, Zanon vai apresentar o trabalho do Tecpar na área de propriedade intelectual e transferência de tecnologia.

Por lei, para ser enquadrada como instituto de ciência e tecnologia, uma instituição precisa ter um Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT). É a Agência Tecpar de Inovação que cumpre esse papel no Tecpar e também no Estado ao coordenar o Núcleo de Inovação Tecnológica do Paraná (Nitpar), que é a responsável por um catálogo que reúne todas as patentes dos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) do Paraná (www.nitpar.pr.gov.br/catalogo-de-patentes).


Zanon representa o Brasil no evento internacional na China apresentando ainda a experiência como diretor-técnico da Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), que gerencia políticas de inovação e atividades relacionadas à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia os núcleos de inovação tecnológica de institutos e universidades de todo o país.


"A China tem tido um papel fundamental no investimento em inovação, tanto é que atualmente é o primeiro país em número de patentes depositadas internacionalmente, ultrapassando EUA, Alemanha e Japão. Participar deste evento vai gerar troca de experiências e também a exposição da marca Tecpar a nível internacional", pontua Zanon.





Novas incorporações garantem melhor cuidado aos pacientes com parkinson e leucemia/linfoma associado ao HTLV-1

Tecnologias estarão à disposição no segundo semestre de 2016
A Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (SCTIE/MS) publicou noDiário Oficial da União (DOU)http://goo.gl/m4KDtI portaria que trata da incorporação da clozapina para o tratamento de psicose relacionada à doença de Parkinson, bem como os procedimentos laboratoriais por técnicas de Western Blot e PCR em tempo real no diagnóstico de leucemia/linfoma de células T do adulto associado ao HTLV-1, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o Decreto nº 7.646/2011http://goo.gl/GnGsH6, a partir da publicação da decisão de incorporar uma tecnologia em saúde, há um prazo máximo de 180 dias para que seja efetivada a sua oferta aos pacientes do SUS.

CONITEC – A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS é responsável por assessorar o Ministério da Saúde nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde no SUS, a Comissão emite suas recomendações considerando, sobretudo, informações sobre a eficácia, acurácia, efetividade, segurança e econômicas sobre os benefícios e custos em relação às tecnologias existentes no SUS.
-> Para acessar essa e outras recomendações da CONITEC, basta clicar aqui.

Texto: CONITEC
Edição: Comunicação Interna/ASCOM/GM/MS


O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira, 7, edital com lista das propostas das Organizações da Sociedade Civil (OSC) aprovadas para realização de testagem rápida do HIV com fluido oral entre as populações-chave. Foram classificados 51 projetos de 19 estados e do Distrito Federal. Paraná e Rio Grande do Sul foram os estados com maior número de projetos aprovados, com seis cada.

Os projetos serão executados em parceria com as OSC para realização de ações de testagem e prevenção, com enfoque na ampliação do diagnóstico, por meio da realização de testagem voluntária e oportuna do HIV. A testagem utilizará o teste rápido por amostra de fluido oral em populações-chave: gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam álcool e outras drogas, travestis e transexuais e jovens de 15 a 24 anos em situação de maior vulnerabilidade, prioritariamente, incluídos nas populações acima citadas.
Confira o edital.
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais


Anvisa participa da maior feira de biológicos dos EUA

O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, e o diretor de Autorização e Registro Sanitários, Renato Porto, representam a Agência na maior feira de medicamentos biológicos dos Estados Unidos, a BIO International Convention, realizada entre os dias 6 e 9, na cidade de San Francisco, Califórnia. Ambos os diretores cumprem uma intensa agenda de compromissos com representantes de empresas e autoridades sanitárias estrangeiras.
No dia 6, Jarbas Barbosa abriu o Encontro de Convergência Reguladora em Medicamentos Biológicos na América Latina, que reuniu representantes das autoridades sanitárias do Chile, Peru e Colômbia para compartilhar experiências e conhecimentos relacionados à regulação de biológicos.
Na terça-feira, houve reuniões bilaterais com os dirigentes da Food and Drug Administration (EUA) e da European Medicines Agency (União Europeia), quando foram discutidas iniciativas de cooperação, além de temas de interesse comuns à regulação no cenário internacional.
O último dia está reservado para uma agenda de reuniões com dirigentes de empresas nacionais e internacionais  que solicitaram conhecer melhor o marco regulatório do registro de medicamentos biológicos no Brasil.

Vacinação em dia é melhor forma de prevenir a coqueluche

Uma doença que tem preocupado muito as mães é a coqueluche, que parece inofensiva, mas pode ser considerada preocupante. Só este ano, cerca de dois mil casos foram notificados em todo o país e quase 600, confirmados. A coqueluche já provocou a morte de 16 bebês, todos com menos de seis meses. O esquema vacinal infantil só é completado a partir dessa idade, deixando os pequenos vulneráveis neste período. Segundo o pediatra Reinaldo de Menezes Martins, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e consultor científico sênior do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), “a melhor forma de prevenir a coqueluche é manter a vacinação em dia”.

As aplicações da vacina pentavalente (que imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae do tipo b e hepatite B) são feitas aos dois, quatro e seis meses. “O reforço deve acontecer com a vacina tríplice bacteriana (DTP) – difteria, tétano e coqueluche – aos 15 meses e, para que se complete a imunização, a última dose deve ocorrer aos quatro anos", afirmou o médico.

As gestantes também devem se imunizar. O especialista destacou que é a vacinação da mãe que deixa o filho mais protegido nos primeiros meses de vida. “Deve ser aplicada uma dose a cada gestação, entre as 27ª e 36ª semanas. Embora os casos mais graves, que podem levar à morte, ocorram em bebês, eles adquirem a doença de adolescentes e adultos”, contou. Estudos mostram que as mães são as principais responsáveis pela transmissão para os bebês: em 33% dos casos, é delas que vêm as bactérias.

A vacina protege por um período máximo de sete anos. Dessa forma, na adolescência, o paciente já está suscetível à doença novamente. “A vacina chamada de células inteiras, utilizada na rotina do PNI em crianças, se administrada em pacientes com mais de sete anos, produziria efeitos colaterais severos. Por essa razão, ela só pode ser utilizada em crianças”, explicou Reinaldo.

Sintomas
A coqueluche é uma doença respiratória com alto grau de transmissão causada por uma bactéria chamada Bordetella pertussis. A enfermidade apresenta febre baixa, catarro e tosse persistente, chamada de tosse comprida. Segundo o pediatra, as bactérias comprometem o pulmão, e dão origem a crises intensas de tosse e falta de ar. “Nas crianças pequenas, a doença pode causar complicações neurológicas, pulmonares e hemorrágicas”. A transmissão ocorre através do contato direto com a pessoa infectada ou por gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar.

A doença é comumente confundida com gripe. Mas, ao perceber que a tosse é seca e persistente, é preciso consultar imediatamente um médico para seu diagnóstico correto. No ano de 2010, o número de pessoas afetadas pela doença foi de 605. Já em 2013, aumentou para 6.368. As mortes decorrentes da coqueluche passaram de 18 para 109 nesse mesmo período. E esse ano, ainda no mês de junho, já foram notificados dois mil casos. Isso é preocupante, não?

Segundo Reinaldo, isso não significa necessariamente que está havendo mais casos e sim que a doença está sendo mais notificada. “Está havendo um melhor diagnóstico por isso há a falsa sensação de que o número de casos está aumentando”, informou. No geral, houve grande redução do número de casos pela vacinação.

Proteger também os adultos
A estratégia proposta pelos médicos é vacinar também os adultos, e especialmente as gestantes, com a vacina tríplice acelular, tipo adulto, que dá muito menos reações que a tríplice infantil.

“A grande vantagem é que essa vacina pode ser administrada em adolescentes e adultos. Assim, conseguiremos salvar a vida dos bebês que ainda não cumpriram seu ciclo de imunização”, disse o especialista. Ele completou dizendo que o principal desafio dos cientistas é desenvolver melhores vacinas de coqueluche, que confiram imunidade por tempo mais longo e com poucas reações.
Fonte: Fiocruz

ANS faz inclusão extraordinária de exames para detecção do vírus zika


    zika vacina felipe caparrosA Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu a incorporação extraordinária de exames para detecção de vírus zika ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, lista que estabelece a cobertura obrigatória que os planos de saúde devem oferecer aos seus beneficiários. Os exames previstos são o PCR (Polymerase Chain Reaction) para detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG para verificar se a pessoa já teve contato com zika em algum momento da vida.
    Os exames deverão ser assegurados para gestantes, bebês filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus, bem como aos recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo zika. Esses são os grupos considerados prioritários para detecção de zika devido à sua associação com o risco de microcefalia nas crianças, quando o cérebro delas não se desenvolve de maneira adequada.
    Com a incorporação desses exames ao rol, a ANS estabeleceu prazo de 30 dias para que operadoras de planos de saúde organizar a rede de atendimento e de laboratórios para oferecer o procedimento. O prazo vale a partir da publicação da norma no Diário Oficial da União (D.O.U), realizada nesta segunda (6).

    “É importante destacar que a ANS realizou de forma extraordinária a revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde para incorporação de testes laboratoriais para o diagnóstico da Zika por se tratar de uma emergência em saúde pública decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, informou a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Karla Coelho.
    Portanto, essa é mais uma das ações da Agência no enfrentamento da atual situação, além do acompanhando atento das diretrizes do Ministério da Saúde para prevenção e o combate ao vírus zika e as demais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
    GRUPO TÉCNICO
    Destaca-se que o texto sobre a incorporação extraordinária dos exames para diagnóstico de zika, aprovado pela Diretoria Colegiada do órgão, foi elaborado em parceria com representantes do setor. O processo foi realizado com o apoio de um grupo técnico criado especificamente com essa finalidade, coordenado pela Gerência–Geral de Regulação Assistencial da Diretoria de Normas e Habilitação de Produtos (Dipro), e contou com a participação dos principais atores da saúde suplementar. A proposta elaborada pelo grupo encontra-se alinhada às diretrizes do Ministério da Saúde, da OMS, da AMB e do Centers for Diseases Control and Prevention (CDC) norte-americano.
    A discussão e definição da proposta de inclusão dos testes contou com a participação da Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (Anab), Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar), Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Autogestão em Saúde (Unidas), Confederação Naciional de Saúde (CNS), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Federação das sociedades de ginecologia (Febrasgo), Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Unimed Brasil e União Geral dos Trabalhadores (UGT).
    EXAMES APROVADOS E SUAS RECOMENDAÇÕES:
    - PCR: recomendado para gestantes sintomáticas (somente até cinco dias após o surgimento dos primeiros sinais da doença).
    - IgM: recomendado para gestantes com ou sem sintomas da doença nas primeiras semanas de gestação (pré-natal) com repetição desse procedimento ao final do 2º trimestre da gravidez; e para bebês filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus Zika, bem como aos recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo vírus.
    - IgG: recomendado somente para infeção pelo vírus Zika para gestantes ou recém-nascidos que realizaram pesquisa de anticorpos IgM cujo resultado foi positivo.
    Acesse a página sobre Prevenção e Combate à Dengue, Chicungunya e Zika
    PERGUNTAS E RESPOSTAS - Infecção pelo vírus Zika
    O que é a infecção pelo Zika vírus?
    É uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti, caracterizada por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3-7 dias.
    Como é transmitida?
    O principal modo de transmissão descrito do vírus é por vetores (mosquito Aedes aegypti). No entanto, está descrito na literatura científica a ocorrência de transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal e sexual, além da possibilidade de transmissão transfusional.
    Qual o prognóstico?
    Vem sendo considerada uma doença benigna e autolimitada, com os sinais e sintomas durando, em geral, de 3 a 7 dias. Ainda não foram descritas formas crônicas da doença.
    Há tratamento ou vacina contra o Zika vírus?
    Não existe tratamento específico. Não há vacina contra o Zika vírus.
    Como evitar e quais as medidas de prevenção e controle?
    As medidas de prevenção e controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou drogas antivirais.
    Prevenção domiciliar
    Deve-se reduzir a densidade vetorial por meio da eliminação da possibilidade de contato entre mosquitos e água armazenada em qualquer tipo de depósito, impedindo o acesso das fêmeas grávidas com o uso de telas/capas; ou mantendo os reservatórios, ou qualquer local que possa acumular água, totalmente cobertos. Em caso de alerta ou de elevado risco de transmissão, a proteção individual por meio do uso de repelentes deve ser implementada pelos habitantes.
    Individualmente, pode-se utilizar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionando alguma proteção contra as picadas dos mosquitos, principalmente durante surtos; além do uso de repelentes na pele exposta ou nas roupas.
    Prevenção na comunidade
    As comunidades devem se basear nos métodos realizados para o controle da dengue, utilizando estratégias eficazes para reduzir a densidade de mosquitos vetores. Um programa de controle da dengue em pleno funcionamento irá reduzir a probabilidade de um ser humano virêmico servir como fonte de alimentação sanguínea, e de infecção para Aedes aegypti e Aedes albopictus, levando à transmissão secundária e a um possível estabelecimento do vírus nas Américas.
    Os programas de controle da dengue para o Aedes aegypti, tradicionalmente, têm sido voltados para o controle de mosquitos imaturos, muitas vezes por meio de participação da comunidade em manejo ambiental e redução de criadouros.
    Procedimentos de controle de vetores (Mosquitos)
    As orientações da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil para a dengue fornecem informações sobre os principais métodos de controle de vetores e devem ser consultadas para estabelecer ou melhorar programas existentes. O programa deve ser gerenciado por profissionais experientes, como biólogos com conhecimento em controle vetorial, para garantir que ele use recomendações de pesticidas atuais e eficazes, incorpore novos e adequados métodos de controle de vetores segundo a situação epidemiológica e inclua testes de resistência dos mosquitos aos inseticidas.
    Como denunciar os focos do mosquito?
    As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.
    O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Vírus Zika?
    Procurar o serviço de saúde mais próximo para receber orientações.
    Que exames para o diagnóstico da infecção pelo vírus Zika estão cobertos pelo meu plano de saúde?
    Os planos de saúde estarão obrigados a cobrir, a partir de julho, três tipos de exames para o diagnóstico da infecção pelo vírus Zika em gestantes e bebês. São eles: PCR para Zika e pesquisa de anticorpos IGM e IGG para Zika.
    Por que a ANS definiu as gestantes e bebês como o grupo prioritário neste momento?
    O conhecimento sobre a infecção pelo vírus Zika ainda está sendo construído. Neste momento, sabe-se que a infecção pelo vírus Zika é geralmente benigna e assintomática. Ainda não há tratamento específico. Desta forma, para a população em geral a realização destes exames não altera a conduta clínica.
    Nas gestantes e bebês isso é um pouco diferente, uma vez que já foi comprovada a relação da infecção pelo vírus da Zika e a ocorrência de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central. Nestes casos, um teste diagnóstico positivo para infecção pelo vírus Zika pode alterar a conduta clínica no acompanhamento de gestantes e bebês.
    Se eu estou grávida o que meu plano irá cobrir?
    O acompanhamento pré-natal com o obstetra, exames como a ultrassonografia obstétrica, que pode auxiliar no diagnóstico de feto com microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, bem como todos os exames pré-natais de rotina já são de cobertura obrigatória. Os exames laboratoriais para o diagnóstico da infecção pelo vírus Zika estarão cobertos a partir de julho.
    Se o bebê nascer com microcefalia o que meu plano irá cobrir?
    As consultas com pediatra e acompanhamento de puericultura, exames para a confirmação da microcefalia e suas complicações. Ultrassonografia transfontanela, tomografia de crânio, exames de audição, neurológicos e de acuidade visual são de cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Vários tratamentos para essas crianças também já possuem cobertura obrigatória, entre eles a estimulação precoce de fisioterapia, consultas com terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo, entre outros. Os exames laboratoriais para o diagnóstico da infecção pelo vírus Zika estarão cobertos a partir de julho.
    Quais são as limitações dos testes disponíveis?
    Como o conhecimento sobre a infecção está sendo constantemente atualizado e o desenvolvimento dos testes diagnósticos é recente, estes testes podem apresentar algumas limitações, como positividade devido à reação cruzada com outras infecções como a dengue, por exemplo. Por isso é importante que a gestante procure seu médico para orientá-la quanto à limitação dos testes diagnósticos atualmente disponíveis e o acompanhamento da gestação.
    Fontes para consulta:
    Fonte: ANS

    Brasil apresentará os avanços na resposta ao HIV nos últimos cinco anos e os compromissos para o fim dos níveis epidêmicos de aids até 2030

    level meeting
    Delegação brasileira com representantes do Ministério da Saúde participará da Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre o fim do HIV/Aids, que acontece em Nova Iorque entre os dias 8 e 10 de junho. O encontro contará com a presença do presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Mogens Lykketoft; do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon; chefes dos Estados-Membros; funcionários de alto escalão; representantes de organizações internacionais; sociedade civil; pessoas vivendo com HIV.
    Na reunião, será aprovada a Declaração Política sobre HIV/aids, que assegurará os compromissos políticos assumidos entre os países e delineará as estratégias para que todas as nações alcancem o fim dos níveis epidêmicos de aids até 2030.

    As consultas informais dos Estados-Membros se iniciaram em abril, com a discussão do rascunho zero da Declaração Política sobre HIV/aids. No Brasil, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais sediou, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e o Unaids, consulta técnica com movimentos sociais, academia, secretarias estaduais e municipais de saúde e outras agências da ONU, para a participação brasileira na Reunião de Alto Nível.
    A Declaração Política sobre HIV/aids de 2011 é o documento base para a elaboração da nova Declaração Política e vem sendo interpretada como exemplo de linguagem acordada a ser preservada, bem como um ponto de partida em relação ao qual não se pode retroceder.
    O Brasil apresentará os avanços da resposta brasileira ao HIV nos últimos cinco anos e reafirmará os compromissos assumidos internacionalmente, tendo no horizonte as metas intermediárias para 2020 e o fim dos níveis epidêmicos de aids até 2030.

    Assessoria de Comunicação
    Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

    Incubada na Intec, Werker lança impressora 3D de baixo custo


    A Werker, empresa que desenvolve e produz prototipadoras participante da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), lançou seu primeiro produto, uma impressora 3D de baixo custo voltada à indústria brasileira. O equipamento desenvolvido pela empresa chega ao mercado com um custo 25% menor que a de seus concorrentes.

    O lançamento do produto foi realizado na última sexta-feira (3), durante o o "XXI Workshop Intec", que nesta edição teve como tema "Tendências de Tecnologia: Caminhos para Empreender". A empresa está incubada na modalidade residente, quando a empresa recebe o apoio da incubadora com a sede dentro do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

    A W1 – Basic chega em lançamento ao mercado ao custo de R$ 4,6 mil, com funcionalidades que atendem tanto a indústria, como apoio ao desenvolvimento de novos produtos, quanto a “hobbystas”, aqueles que têm como hobby desenvolver produtos em casa com a impressora 3D.

    Um dos sócios da empresa, o engenheiro José Fárlei explica que o equipamento, apesar de ser básico, atende a todas as funcionalidades de uma impressora 3D. “Fizemos a impressora com as mesmas funcionalidades que têm as nossas concorrentes. A diferença está no fato de ela ter que estar ligada a um computador e a seu software ‘open source’, que utiliza códigos abertos”, salienta.

    A impressora da Werker utiliza tecnologia FDM (Fused Deposition Modeling), tem conexão USB e usa como insumo filamento de PLA, um polímero biodegradável feito com fontes naturais, como milho ou cana-de-açúcar. Esse polímero natural consume menos energia elétrica, porque não necessita de mesa aquecida, possibilitando trabalhar com temperatura menor na extrusão do filamento.

    Fárlei ressalta que quando ele e seu sócio, Thiago Schultz, entraram na incubadora, a empresa estava em fase de finalização do desenvolvimento do produto. “O apoio da Intec foi fundamental a partir deste ponto, nos ajudando a definir o nosso mercado e nos colocando em contato com possíveis investidores”, pontua.
    O gerente da Intec, Gilberto Passos Lima, destaca que, mesmo com o lançamento do primeiro produto, a empresa continua ainda na primeira fase do processo de incubação, a implantação. “A incubadora tem como objetivo fazer a empresa chegar ao mercado. Ela vai passando de fase até se graduar conforme desenvolve novos produtos, aumenta as vendas e alcança a sustentabilidade financeira”, afirma.
    A W1 – Basic já pode ser adquirida pelo site werker3d.com.br/impressora3d.

    Intec
    Empreendedores que queiram participar do programa de incubação do Tecpar podem fazer, ao longo do ano, a inscrição para concorrer a uma vaga em uma das duas unidades da Intec, em Curitiba e em Jacarezinho. São ofertadas vagas para a modalidade residente (quando a empresa fica nas dependências da Intec) e para a incubação não residente, quando o empresário não se instala na incubadora, mas conta com o apoio dos especialistas do instituto.

    Podem participar do processo de incubação pessoas físicas, como universitários, pesquisadores e empreendedores que tenha um negócio inovador, ou ainda pessoas jurídicas.

    Ao longo de 27 anos, a Intec já deu suporte tecnológico a mais de 90 companhias. No momento, seis empresas passam pelo programa de incubação: Beetech/Beenoculus, LOT América, Werker, i9algo, Aegis Ideas e Invento Engenharia.

    Conheça a Intec pelo site intec.tecpar.br/comoincubar.


    Usar tecnologias disponíveis para criar novos negócios é o caminho para empreendedores


    As tecnologias para a criação dos mais diversos aplicativos já foram criadas e cabe agora aos empreendedores descobrirem como utilizá-las para melhorar a vida das pessoas – e, consequentemente, ganharem mercado com seu negócio. Esse foi o principal recado dado aos participantes do XXI Workshop da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), realizado nesta sexta-feira (3), no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

    Com o tema, “Tendências de Tecnologia: Caminhos para Empreender”, o evento reuniu especialistas em tecnologia para debater como os empreendedores podem criar novos negócios. Participaram do evento Rawlinson Terabuio, cofundador e diretor de Marketing da Beenoculus; Rafael Waltrick, editor do Núcleo de Inteligência Artificial da Gazeta do Povo; e Tiago Cardoso, diretor de Negócios da Gartner Group.

    Para Cardoso, a recomendação para os empreendedores é decidir o que eles podem fazer com as tecnologias disponíveis e montar seus negócios. “Os avanços tecnológicos já existem, não é mais tendência, por exemplo, o uso dos drones e das impressoras 3D. Quais as necessidades podem ser atendidas por meio desta tecnologia é a chave para os novos negócios”, pontua o diretor de Negócios da Gartner Group.

    O jornalista da Gazeta do Povo afirma que o caminho para os empreendedores é fazer com que os produtos que forem criados a partir das tecnologias já disponíveis cheguem ao consumidor final. “O empreendedor não precisa criar a tecnologia, mas usá-la para criar novos negócios”, salienta Waltrick.

    Terabuio apresentou durante o evento a tecnologia desenvolvida pela Beenoculus, incubada na Intec. A empresa desenvolve atua no desenvolvimento de uma tecnologia de realidade virtual para smartphones. “Estar em um ambiente como a incubadora faz com que o empresário se conecte com outros empreendedores e descubra novos potenciais para o seu negócio”, ressalta.

    Lançamento
    Outra empresa incubada no Tecpar, a Werker, que desenvolve e produz prototipadoras, lançou o primeiro modelo da impressora 3D criado pela empresa. A W1 – Basic, desenvolvida pelos sócios José Fárlei e Thiago Schultz, chega ao mercado com funcionalidades que atendem tanto a indústria quanto aqueles que têm como hobby desenvolver produtos em casa com a impressora 3D.

    O diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, pontua que o workshop, realizado há anos pela Intec, é uma oportunidade de debater tendências na área de tecnologia. “A participação no workshop é uma oportunidade especial para conhecer a incubadora e pensar em novos negócios que podem ser incubados com o apoio do Tecpar”, destaca.

    Intec
    Fundada em 1989, a Incubadora Tecnológica do Tecpar é a primeira de base tecnológica do Paraná e a quinta do País. Duas vezes eleita a melhor incubadora do Brasil, tem sede em Curitiba e atuação também em Jacarezinho, no Norte Pioneiro.

    Ao longo de 27 anos, a Intec já deu suporte tecnológico a mais de 90 companhias. No momento, seis empresas passam pelo programa de incubação: Beetech/Beenoculus, LOT América, Werker, i9algo, Aegis Ideas e Invento Engenharia.

    Ministro da Saúde reafirma compromisso com o SUS


    No Conselho Nacional de Saúde, Ricardo Barros rebateu reportagem incorreta publicada no último mês e defendeu o sistema público de saúde

    “Contem comigo para construção do SUS e manutenção do diálogo”, reafirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao participar nesta quarta-feira (01) de reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS), em Fortaleza (CE), que discutiu os desafios do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro reforçou para entidades representativas da área da saúde e usuários do SUS, o compromisso em garantir a sustentabilidade do sistema público de saúde, de forma permanente, amparado nos princípios de universalidade, integralidade e equidade.

    Ricardo Barros assegurou aos conselheiros que tem buscado junto à área econômica do governo a garantia da manutenção do cronograma de pagamentos previsto para este ano a fim de cumprir com o compromisso da qualidade e integralidade no atendimento prestado à população. “Há quatro anos o Governo vem promovendo déficits sucessivos. A economia está em recessão, a arrecadação em queda, mas estou determinado a liderar a gestão e buscar recursos”, afirmou o ministro. Dos R$ 118 bilhões aprovados pelo Congresso Nacional para a saúde, R$ 5,5 bilhões foram contingenciados pelo governo anterior.

    Sobre a reportagem publicada por um jornal no último mês, que atribuiu a ele, de forma totalmente equivocada, a pretensão de redimensionar o SUS, o Ministro esclareceu que o título dado à matéria sequer guarda relação com o texto. “Não tenho que justificar o que não foi dito. O SUS é uma cláusula da constituição, um direito adquirido, garantido. A questão é adequar os direitos garantidos à capacidade do Estado de fazer com que eles sejam colocados à disposição de todos”, enfatizou.

    O Ministro reforçou aos 48 conselheiros, representantes de entidades de movimentos sociais de usuários do SUS, de profissionais de saúde, da comunidade científica, de prestadores de serviço e de empresas que melhorar a gestão dos recursos é uma das suas prioridades a frente da Pasta. Ricardo Barros pediu colaboração aos prefeitos na atualização de informações contidas nos sistemas de saúde e informou que vai correr o país em busca de ferramentas de sucesso que possam ser replicadas em outros municípios.  “Não tenho pretensão de ter nenhuma grande ideia. Apenas quero, com informação, identificar as melhores práticas nos municípios que possuem melhores qualidades de saúde e copiar para os demais do país. Sem informação não tem gestão, sem gestão não tem planejamento e vamos continuar produzindo maus gastos e despesas públicas no SUS”, disse.

    Ao discorrer sobre a construção do SUS, Ricardo Barros enalteceu a composição do Conselho Nacional de Saúde, que julgou ser um ambiente democrático para discutir os avanços e desafios, além de pensar a continuidade do projeto SUS em longo prazo. “Peço a cooperação de vocês, como parceiros, para discutir e estabelecer as diretrizes para a entrega da universalidade da saúde aos brasileiros”, finalizou Barros.

    CONASEMS – A reunião do Conselho Nacional de Saúde ocorreu durante o XXXII Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, que começou nesta quarta-feira (01) e segue até o próximo sábado (04), em Fortaleza. Ricardo Barros participa hoje da abertura do evento, que tem como tema “Municípios Brasileiros – Acreditamos e temos propostas”. O congresso reúne mais de quatro mil gestores municipais de todo o país, prefeitos, parlamentares e trabalhadores do SUS. O objetivo é promover o encontro de ideias, a troca de conhecimentos e proposições em benefício da saúde pública.

    Na abertura do Congresso, o ministro Ricardo Barros pediu a organização do evento que permitisse a entrada de manifestantes que estavam do lado de forma, próximo ao auditório. “Esse é um espaço de debate e deve contar com a participação de todos”, ressaltou.

    A programação inclui oficinas, seminários, cursos e mesas sobre temas de interesse dos municípios na gestão do SUS, como financiamento, atenção básica e governança com os poderes Judiciário e Legislativo. Também devem ser objeto de discussão as estratégias adotadas pelos municípios no enfrentamento do vírus Zika e a epidemia de microcefalia.

    O evento conta também, de forma integrada, com o XV Congresso das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará, com temas da saúde no estado incluindo o enfrentamento ao Aedes aegypti. Também acontece a Assembleia Geral de Criação da Associação Nacional pela restrição da Propaganda de Bebidas Alcóolicas e o Fórum da Saúde do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Também abrigará a 13ª Edição da Mostra “Brasil aqui tem SUS” para compartilhar as atividades de resultado das ações desenvolvidas pelos municípios na área de saúde. Cerca de 300 trabalhos de todo o país devem ser expostos por meio de banners, apresentação oral e debates. Outra atividade é a Vila SUS, que apresenta espaço de encontro e serviços importantes para solução de problemas dos gestores, com atendimento das várias secretarias do Ministério da Saúde.

    Amanda Costa, da Agência Saúde
    Atendimento à Imprensa
    (61) 3315 3580 e 3315-2351/3989


    Bahiafarma desenvolve primeiro teste rápido do Zika Vírus no Brasil

    Dispositivo torna mais rápido o diagnóstico da doença, facilitando o mapeamento dos casos e ações de prevenção 

    A Bahia deu um passo importante para o enfrentamento, no Brasil, ao Zika Vírus, doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypt. Por meio da Fundação Bahiafarma, órgão vinculado à Secretaria da Saúde (Sesab), o Estado foi o primeiro a criar um teste sorológico rápido de identificação da doença, chancelado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A tecnologia, que poderá ser produzida e comercializada em todo o País, vai acelerar a conclusão do diagnóstico, que atualmente leva meses para ser obtida. A informação foi divulgada à imprensa pelo secretário Fábio Vilas-Boas, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (31), no Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen-BA), no bairro de Brotas, em Salvador. 

    Até então, o diagnóstico da infecção pelo Zika vírus vinha sendo feito apenas por meio da detecção da presença do vírus em si, pela técnica laboratorial de PCR. Além de demorada (o procedimento pode durar semanas), a técnica é mais cara (custa de dez a quinze vezes mais que o teste rápido) e só é capaz de detectar casos hiperagudos (quando ainda há presença do vírus na circulação sanguínea), limitando o diagnóstico adequado dos pacientes.

    O teste rápido permite a detecção de anticorpos contra o vírus da Zika em qualquer fase da doença, o que, além de confirmar o diagnóstico em até 20 minutos, colabora para o mapeamento epidemiológico de ocorrências, facilitando ações de combate.

    O dispositivo é composto por dois cassetes portáteis (7x2 cm cada), que utilizam uma pequena amostra de soro do paciente. O primeiro cassete reage ao anticorpo IgM e identifica infecções recentes (até duas semanas), enquanto o segundo, que reage ao IgG, identifica se o paciente foi infectado há mais tempo.

    O desenvolvimento do teste foi realizado por meio de uma parceria entre o Governo da Bahia e a empresa sul-coreana Genbody Inc., que firmaram um acordo de transferência de tecnologia para a Bahiafarma. A partir da assinatura, foram dez meses de pesquisas conjuntas, até que a fundação baiana conseguisse cumprir todas as exigências da agência reguladora.

    Com a autorização concedida pela Anvisa, a Bahiafarma está apta a atender a demanda do Ministério da Saúde, com previsão inicial de 500 mil testes por mês.

    Histórico

    O desenvolvimento do teste rápido para detecção do Zika vírus vinha sendo buscado pelo governo baiano desde julho de 2015, logo após terem sido detectados casos suspeitos da doença no Estado, principalmente associados à síndrome de Guillain-Barré. Nos últimos 12 meses, foram notificados 105 mil casos suspeitos de infecção por Zika vírus na Bahia. Só este ano, até o dia 5 de maio, foram 36.725 casos registrados.

    “O surgimento da Zika no Brasil, cujos sintomas são semelhantes aos de outras infecções, como a dengue e a febre chikungunya, evidenciou uma grande dificuldade para a diferenciação do diagnóstico”, lembra o secretário da Saúde do Estado da Bahia e presidente do Conselho Gestor da Bahiafarma, Fábio Vilas-Boas. “O governador Rui Costa determinou que a Bahiafarma investisse na pesquisa e desenvolvimento de testes diagnósticos para Zika vírus, chikungunya e dengue, de modo a facilitar as ações de prevenção e combate à doença no Estado”.

    A partir da demanda governamental, a direção da Bahiafarma passou a prospectar potenciais parceiros internacionais com domínio tecnológico reconhecido para desenvolver o teste em caráter emergencial. E foi na Coréia do Sul que se encontrou a biotecnologia mais avançada nessa área e que era capaz de evoluir mais rapidamente no desenvolvimento do teste sorológico.

    O infectologista e subsecretário de Saúde do Estado, Roberto Badaró, que tem liderado pesquisas sobre o Zika vírus na Bahia, explica que a ausência de um teste rápido atrapalhava o acompanhamento e o controle da disseminação da doença. “A falta desse dispositivo multiplicava o problema exponencialmente a cada dia, já que é possível que estejam ocorrendo infecções assintomáticas e que as complicações relacionadas à doença passem a ser maiores que nos anos anteriores”, afirma. “O teste rápido é uma resposta de combate à doença bastante objetiva e efetiva”.

    O conhecimento técnico por parte do diretor-presidente da Bahiafarma, o farmacêutico Ronaldo Dias, que antes de assumir a direção da Bahiafarma, em abril de 2015, desenvolvia sólida carreira internacional na área de biotecnologia, contribuiu para a velocidade do processo. “Nossa intenção é estabelecer na Bahia uma cadeia produtiva de testes diagnósticos rápidos, não apenas para Zika, mas para outras viroses e doenças, como a sífilis”, diz Ronaldo Dias.

    O executivo ressalta que a produção do teste está integrada à estratégia do governo da Bahia de fazer da indústria farmacêutica e biotecnológica um dos eixos de desenvolvimento produtivo do Estado. “Esse é um importante passo no nosso esforço para ter um complexo industrial da saúde no Nordeste, capaz de atrair empresas para o Estado e ajudar a descentralizar a produção, hoje muito concentrada no Sudeste do País”, afirma.

    A Bahiafarma

    A Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma) é um laboratório farmacêutico público que tem como objetivo desenvolver e fornecer produtos, serviços e inovação tecnológica para a saúde pública do País. Integra a administração pública indireta do Poder Executivo do Estado da Bahia, vinculada à Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Tem como metas minimizar a dependência do Estado da Bahia da importação de produtos e tecnologia, atuando de forma competitiva e econômica para o Sistema Único de Saúde (SUS).


    Mais informações:

    Assessoria de Comunicação – Bahiafarma
    Tiago Décimo
    (71) 99702-8655


    Assessoria de Comunicação – Sesab
    (71) 3115-4207 | 3115-8332