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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Incubadora do Tecpar seleciona 12 empresas para o campus do Norte Pioneiro

A unidade de Jacarezinho da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec) está com 12 vagas abertas para o processo seletivo de empresas inovadoras que queiram participar do programa de incubação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). A incubadora fica no campus Jacarezinho do instituto, que integra o Parque Tecnológico do Norte Pioneiro (PTNP).

Neste ano, estão sendo ofertadas seis vagas para a modalidade de incubação residente (quando a empresa fica nas dependências da Intec) e outras seis para a incubação não residente, quando o empresário não se instala na incubadora, mas conta com o apoio dos especialistas do instituto.

Gilberto Passos Lima, gerente da Intec, ressalta que a incubadora do Tecpar, por estar dentro de um parque, pode facilitar o desenvolvimento de novos produtos e serviços. Ele pontua ainda que após a consolidação da empresa incubada, ela pode então se candidatar a se instalar no parque tecnológico, onde terá apoio para projetos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

Lima salienta ainda que a unidade da Intec em Jacarezinho está em um ambiente propício à inovação, devido à proximidade de instituições de ensino técnico e superior e ainda ao incentivo ao desenvolvimento industrial no município. “Há várias iniciativas empreendedoras em Jacarezinho e os estudantes de instituições como a Universidade Estadual do Norte Pioneiro e o Instituto Federal do Paraná podem viabilizar seus projetos na Intec. O Norte Pioneiro está despontando como uma área de criação de novos negócios inovadores”, destaca o gerente da Intec.

Para concorrer a uma das vagas, o candidato deve comprovar que cumpre nove requisitos, como inovação tecnológica, infraestrutura de P&D e competência da equipe, por exemplo.

Custos
O valor mensal a ser pago pela empresa incubada depende do modelo de incubação e da etapa do processo de incubação em que a empresa se encontra. A incubada residente, por exemplo, ao usar espaços exclusivos da Intec, tem o custo mensal de R$ 66 por metro quadrado utilizado. Já a incubada não residente pagará mensalmente o valor-base de R$ 1.280, com desconto de 70% no valor da mensalidade durante o período de implantação.

Etapas
Durante o programa de incubação a empresa passa por quatro níveis de maturidade: Implantação (estruturação da empresa), Crescimento (expansão dos negócios), Consolidação (início da sustentabilidade financeira) e Liberação (com o aumento da fatia do mercado e posterior graduação da incubadora). A partir do início da etapa de Consolidação até o final da etapa de Liberação, a incubada passa a pagar mensalmente ao Tecpar uma retribuição ao incentivo que correspondente a 3% do faturamento bruto mensal da empresa.

Intec
Empreendedores que queiram participar do programa de incubação do Tecpar podem fazer, ao longo do ano, a inscrição para concorrer a uma vaga em uma das duas unidades da Intec, em Curitiba e em Jacarezinho.

Podem participar do processo de incubação pessoas físicas, como universitários, pesquisadores e empreendedores que tenha um negócio inovador, ou ainda pessoas jurídicas. Ao longo de 27 anos, a Intec já deu suporte tecnológico a mais de 90 companhias. No momento, cinco empresas passam pelo programa de incubação: Beetech/Beenoculus, LOT América, Werker, i9algo e Invento Engenharia.
Conheça a Intec pelo site intec.tecpar.br/comoincubar




Novo caminhão do Projeto Ciência em Movimento participa do Inova Minas Fapemig

O novo caminhão do Projeto Ciência em Movimento estará presente na segunda edição da Mostra Inova Minas Fapemig, que acontece nos dias 5 a 7 de agosto, das 10h as 17h, no Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. O caminhão, que leva conhecimento científico e tecnológico para as cidades mineiras, estará estacionado na Alameda da Educação, localizada entre rua Gonçalves Dias e a Avenida Bias Fortes, na Praça da Liberdade.

O Programa foi criado em 2012 pela Funed, com o objetivo de difundir e popularizar a ciência por todo o estado. O caminhão leva informação, através de linguagem lúdica e popular, estabelecendo uma relação de diálogo entre os pesquisadores e a sociedade e entre ciência, saúde e cultura.

Novo caminhão

Esta será a primeira exposição com o novo caminhão, cujo projeto conta com um veículo com maquetes virtuais que mostram como é feita a produção de soros e o que é feito nos laboratórios de pesquisa da Funed, sala de projeção e microscópios adaptados para o espaço. O veículo conta com uma área de aproximadamente 70m², com diversas atividades interativas e novas instalações. Os visitantes terão acesso também a três tótens informativos (monitores touch que permitirão interação por meio de jogos virtuais) com os temas animais peçonhentos, biodiversidade e uso de medicamentos. Será possível, ainda, observar serpentes e colmeias interativas, através do sistema vídeo mapeado (projeção de imagens em impressões 3D).

A diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed e coordenadora do Programa Ciência em Movimento, Esther Bastos, explica que “a ideia é que o caminhão seja a própria área expositiva, diminuindo o trabalho da equipe com montagem e desmontagem, proporcionando à população exposições mais longas, que atendam um grupo maior de visitantes”, diz.
No ano de 2015, mais de 36 mil pessoas visitaram as 20 exposições itinerantes, realizadas em 15 cidades mineiras. Neste ano, o programa já passou por Itaobim, Coronel Murta, Montes Claros e Florestal.

2º Mostra Inova Minas FAPEMIG

A segunda edição da Mostra Inova Minas, promovida pela própria Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), conta com a exposição de 40 projetos e atividades simultâneas em cinco espaços, que compõem o Circuito Liberdade: Alameda da Educação, Memorial Minas Vale, Museu das Minas e do Metal (MM Gerdau), Espaço do Conhecimento UFMG e Casa Fiat de Cultura.

A Mostra visa difundir o trabalho realizado pelas universidades, centros de pesquisa e empresas para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação, junto à sociedade, através da exposição de projetos financiados pela Fapemig.

 



Tecpar garante qualidade de seringas a escovas de dente

Quando alguém vai coletar sangue para exames ou fazer um procedimento no dentista nem imagina que todos aqueles equipamentos tiveram que ser desenvolvidos, ensaiados e certificados para chegar até as clínicas. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) é uma das instituições que realiza desenvolvimento e ensaios em materiais e equipamentos médico-odonto-hospitalares, para garantir a qualidade dos produtos que são usados na área da saúde.
O Centro de Tecnologia de Materiais é a unidade do Tecpar que realiza esses serviços. Para chegar ao mercado, os produtos odontológicos e hospitalares precisam atender legislações específicas de cada material, explica o gerente do centro, Marco Antonio Netzel. “Nossos laboratórios realizam então ensaios para conferir se os produtos que são comercializados pelas empresas atendem os requisitos normativos necessários e, se não atendem, quais as soluções tecnológicas são necessárias para que o produto esteja em conformidade”, afirma.

Após os ensaios, feitos por especialistas na área, relatórios são enviados aos empresários, atestando a qualidade ou propondo melhorias de processo e produto para o atendimento das normas, especificações e legislações, salienta Netzel. “Dessa forma, os produtos chegam aos hospitais e clínicas odontológicas com qualidade adequada para cada aplicação e para utilização dos pacientes”, ressalta o gerente do centro.

Entre os materiais da área médico-odonto-hospitalar que são avaliados pelo Tecpar estão, por exemplo, seringas, agulhas, cateteres, escalpes e equipos de infusão e transfusão.
O diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Tecpar, Reginaldo Joaquim de Souza, lembra que o instituto tem uma moderna infraestrutura de laboratórios e especialistas em diversos ramos que atendem os empresários para garantir a qualidade dos produtos ou ainda para inovar.

"Utilizamos ferramentas tecnológicas e ensaios laboratoriais para oferecer as melhores soluções aos empresários. Nossa equipe tem competência multifuncional para avaliar se as tecnologias utilizadas pelas empresas atendem aos requisitos e normativas e dessa forma atestamos sua qualidade", ressalta.

Soluções Tecnológicas
Quatro grandes áreas são foco dos negócios dos centros tecnológicos do Tecpar: Saúde e Meio Ambiente, Tecnologia em Materiais, Medições e Validação e Informações Tecnológicas. O Centro de Tecnologia de Materiais, por sua vez, é focado no atendimento de empresas nos segmentos de cadeia produtiva de materiais metálicos, poliméricos, médico-odonto-hospitalares, e de sinalização viária, energias e madeiras e móveis.

Interessados em conhecer as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Tecpar podem acessar o site portal.tecpar.br/solucoes-tecnologicas.






Preço abusivo de vacina da dengue deve ser denunciado

Entre R$ 132,76 e R$ 138,53. Estes são os valores máximos que clínicas de vacinação podem cobrar do consumidor por cada dose da vacina da dengue, produzida pela empresa Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. A pequena variação do teto do “Preço Fábrica” (PF) que o produto poderá ser comercializado reflete as diferentes alíquotas do ICMS vigentes no Brasil.

De acordo com regras da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que é a autoridade brasileira para a regulação de preços de medicamentos, as clínicas e serviços de imunização devem repassar ao consumidor a vacina pelo preço exato pelo qual foi adquirida pelo fabricante. No entanto, estes estabelecimentos podem cobrar pelo serviço prestado para aplicação e armazenamento da vacina. 

Para evitar cobrança abusiva, o consumidor deve pedir a discriminação do preço cobrado pela vacina e pelo serviço prestado em nota fiscal. 

Se o preço cobrado for maior que o teto máximo estabelecido pela CMED, o estabelecimento estará sujeito a sanções, como multa, que pode variar entre R$ 590 e R$ 8,9 milhões. As denúncias relacionadas ao preço da vacina deverão ser encaminhadas para o email cmed@anvisa.gov.br. É importante encaminhar, também, as comprovações do abuso.

Caso o consumidor sinta-se lesado por uma cobrança abusiva pelo serviço de aplicação da vacina, deverá procurar os órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, Ministério Público e demais entidades civis de defesa do consumidor.


Confira o Preço Fábrica (PF) que poderá ser cobrado pela vacina da dengue, de acordo com o ICMS de cada estado:
17% (demais estados)
17,5% (RO)
18% (AM, AP, BA, MA, MG, PB, PE, PR, RN, RS, SE, SP e TO)
20% (RJ)
R$ 132,76
R$ 133,69
R$ 134,63
R$ 138,53



Programa Quarta às Onze apresenta pesquisas na área da saúde desenvolvidas na Funed


Com o objetivo de discutir e apresentar os estudos científicos desenvolvidos dentro da Fundação Ezequiel Dias (Funed), a Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD), criou o programa Quarta às Onze. Com vários pesquisadores e jovens bolsistas, a Funed, que é uma instituição pública voltada para a saúde, conta com uma vasta gama de pesquisas em várias áreas.

O programa passou a ser coordenado em 2016 por Lívia Gardoni, do Serviço de Recursos Vegetais e Opoterápicos e Carolina Moreira, do Serviço de Fitoquímica e Prospecção Farmacêutica. Gardoni informa que foram realizados 93 seminários, de agosto de 2013 até o mês de julho de 2016. “O programa é, também, um momento de integrar e agregar conhecimento, visando a divulgação de trabalhos dos colegas e, também, para dar abertura à sugestões e contribuições dos setores envolvidos”, esclarece.

Gardoni diz que o intuito dos encontros para este ano é, além de dar enfoque à inovação, buscar a integração de todas as áreas da Funed. “Convidamos para participar dos encontros, servidores que estão em fase de conclusão ou concluíram o mestrado ou doutorado. Pesquisadores da Fundação, também são convidados para palestrar, como foi o caso da servidora Luciana Silva, que desenvolveu uma startup, com projeto na área do câncer de ovário”, conta.

Inovação

O programa Quarta às Onze é realizado às quartas-feiras e o palestrante tem aproximadamente 20 minutos para apresentar sua pesquisa. Depois, é aberto um espaço para perguntas e os temas discutidos são variados, mas Gardoni fala que a prioridade são os assuntos na área de inovação e que tenham alguma ligação com o que é desenvolvido na Funed.

Lívia diz que apesar da maioria dos palestrantes serem servidores da Fundação, pesquisadores de outras instituições também são convidados, dependendo relevância de sua pesquisa para o seminário. “A importância de um profissional de fora para a nosso seminário é a possibilidade da troca de experiências e informações, complementa o trabalho e pode gerar parcerias”, destaca.



Tecpar e Butantan firmam acordo para atender o Sistema Único de Saúde

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o Instituto Butantan firmaram um protocolo de intenções com o objetivo de realizar parcerias em projetos de interesse do Ministério da Saúde e do Complexo Industrial da Saúde. Com esse acordo, as duas instituições podem trabalhar em conjunto na produção de vacinas, anticorpos monoclonais, kits diagnósticos e hemoderivados.

Pelo acordo, as duas instituições buscam formar parcerias para transferir e absorver tecnologias para o desenvolvimento de projetos na área da saúde, salienta o diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix. “As duas instituições unem estruturas e competências para atender as demandas de saúde pública brasileira, em especial o Sistema Único de Saúde”, pontua.

A parceria entre os laboratórios oficiais do governo federal, inclusive, é um pedido feito recentemente pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, que busca, com essa aproximação das instituições, dar mais eficiência à produção de medicamentos no país.

Segundo Felix, acordos como o firmado com o Butantan podem dar celeridade aos processos de transferência de tecnologia por meio de projetos de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), mecanismo utilizado pelo Ministério da Saúde para que laboratórios públicos produzam no país, em parceria com empresas privadas, medicamentos e produtos para a saúde, que hoje são importados. “É um avanço para produzir no Brasil produtos de alto valor agregado e ainda aqueles negligenciados pela indústria farmacêutica privada”, ressalta.
O protocolo de intenções entre as duas instituições tem validade de trinta meses.

Tecpar
O Tecpar tem 76 anos de atividade e atua em quatro pilares: Soluções Tecnológicas, oferecendo ao mercado ensaios laboratoriais e serviços tecnológicas em apoio às empresas que buscam inovar; Empreendedorismo Tecnológico Inovador, com a Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), que já apoiou mais de 90 empresas; Educação, na área não-formal, com cursos de qualificação para o mercado privado e ainda com desenvolvimento de capacitações para servidores municipais de prefeituras paranaenses; e Indústria Farmacêutica e Biotecnológica, com desenvolvimento de kits diagnósticos veterinários, vacina antirrábica e produção de medicamentos de alto valor agregado para a saúde pública brasileira.
Saiba mais sobre o Tecpar pelo site portal.tecpar.br.

Instituto Butantan

O Instituto Butantan é o principal produtor de imunobiológicos do Brasil, responsável por grande porcentagem da produção nacional de soros hiperimunes e grande volume da produção nacional de antígenos vacinais, que compõem as vacinas utilizadas no Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. As atividades de desenvolvimento tecnológico na produção de insumos para a saúde estão associadas basicamente à produção de vacinas, soros e biofármacos para uso humano.






Saúde cumpre meta de acesso aos novos medicamentos para hepatite C

No Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, o Ministério da Saúde lançou nova companha de prevenção contra a doença, com foco no diagnóstico

O Ministério da Saúde vai superar a meta de distribuir 30 mil tratamentos para hepatite C no último ano. Desde 2015, foram enviados para todo o país 23.599 tratamentos, sendo que outros 6.925 tratamentos já foram aprovados e serão encaminhados aos estados nas próximas semanas. Uma nova compra de 35 mil novos tratamentos já está em andamento para distribuição até final de 2016. Apenas no primeiro semestre deste ano, mais de 15 mil pessoas já foram beneficiadas. Além de apresentar este resultado, o Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (28), durante Reunião Ordinária da Comissão IntergestoresTripartite, a nova a campanha de prevenção às hepatites virais de 2016, que terá foco no diagnóstico da doença.

O anúncio faz parte da comemoração do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, criado em 2010, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a partir de uma iniciativa e proposta brasileiras.

No total para, são 30.524 tratamentos, o que supera a meta estabelecida ano passado. Este montante teve um investimento de R$ 1,028 bilhões. A nova compra de medicamentos, que está em finalização no Ministério da Saúde, oferecerá 35 mil tratamentos.  “Vamos continuar essa política que o Brasil sempre foi protagonista, ampliando acesso. Evidentemente queremos disponibilizar a terapia a todos e continuaremos com um esforço muito grande de economia no Ministério para fazermos muito mais com o recurso disponível”, ressaltou o ministro da saúde, Ricardo Barros.

O novo tratamento para Hepatite C, com os medicamentos simeprevir, sofosbuvir e daclastavir foram incorporados no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2015, como a publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C e Confecções. Com essa estratégia, o Brasil assumiu a vanguarda da oferta no SUS desta terapia. “Agradecemos aos inúmeros movimentos de apoio que existem no Brasil, que, junto com as ações do Ministério, fazem com que essa política seja de inclusão e atenção importante para o país”, completou o ministro.

As medicações beneficiam pacientes que não podiam receber os tratamentos ofertados anteriormente, entre eles os portadores de coinfecção com o HIV, cirrose descompensada, pré e pós-transplante.

Campanha – Neste ano, o tema da campanha publicitária de prevenção às Hepatites é: “Hepatite C – O teste pode salvar a sua vida”. A campanha prioriza a importância do diagnóstico. Nos últimos dois anos, mais de 5,5 milhões de testes rápidos para hepatite C foram distribuídos. A campanha ainda ressalta que a hepatite C, tem tratamento e tem cura.
As mensagens serão dirigidas à população com mais de 40 anos de idade, faixa etária onde registra maior taxa de detecção. Essas pessoas, em geral, foram expostas a cirurgias de grande porte, transfusões de sangue, fizeram tatuagem ou uso de drogas injetáveis antes de 1993. A campanha contará com filme para televisão, spots de rádio, estratégia de internet, mobiliário urbano, assim como materiais gráficos (cartazes e folder) que serão disponibilizados on-line para reprodução.

“O diagnóstico precoce e o novo tratamento ofertado no SUS irão evitar consequências mais sérias às pessoas que vivem com a hepatite C no país, como cirrose, câncer e até mesmo a morte. Garantido pelo SUS e comprovadamente eficaz, o novo tratamento demonstra a prioridade que temos dados às hepatites no ministério”, enfatiza Ricardo Barros.

A campanha também tem como alvo, profissionais de saúde, profissionais de estética, manicures e tatuadores. As peças irão mobilizar a população a procurar os serviços de saúde para realizar a testagem. E, em caso positivo para a doença, iniciar e completar o tratamento.

HEPATITE C – Atualmente no Brasil, de 1,4 a 1,7 milhão de pessoas são portadores de Hepatite C. A doença pode ser transmitida pelo contato com sangue contaminado (transfusão de sangue e hemoderivados, sexo desprotegido e compartilhamento e objetos de uso pessoal como agulhas de tatuagem, alicates e tesouras). Não existe vacina contra a hepatite C, mas o tratamento é eficaz e disponível no SUS.

A diretora do Departamento de Vigilância, prevenção e controle das DST, AIDS e Hepatites Virais, Adele Benzaken alerta sobre a importância da notificação da doença para verificar precocemente a doença. “Estados e municípios precisam estar vigilantes e estimular sempre a notificação. O número de pessoas é uma estimativa, daí a importância da vigilância que subsidia o cálculo de quanto é preciso investir em medicação”, afirmou diretora.

PANORAMA – No Brasil, 514.678 mil pessoas convivem com o vírus das hepatites virais. Destes, 161.605 (31,4%) são referentes aos casos de hepatite A, 196.701 (38,2%) de hepatite B, 152.712 (29,7%) de hepatite C e 3.660 (0,7%) de hepatite D.
Com relação aos óbitos, de 2000 a 2014 foram identificados no país, 56.335 mortes associados às hepatites virais: 1,8% hepatite viral A; 21,9% à hepatite B; 75,2% à hepatite C e 1,1% à hepatite D.

Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde
(61) 3315.3580 / 3435


Ministro da Saúde visita o Tecpar para conhecer projetos na área da saúde

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, esteve em visita ao Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), na manhã desta terça-feira (26), e participou de uma reunião com um futuro parceiro do Tecpar para a produção de medicamentos.

O ministro foi recepcionado pelo diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix. Durante a reunião, um memorando de entendimentos foi assinado junto ao laboratório farmacêutico NTPharm, para estudar a possibilidade de parceria para a produção conjunta de medicamentos que atendam o interesse do ministério.

Na oportunidade, o ministro conheceu ainda a produção biotecnológica e farmacêutica do instituto. Na área da saúde, o Tecpar atua com o desenvolvimento de kits diagnósticos, a vacina antirrábica e com a produção de medicamentos para a saúde pública brasileira.

Além disso, no Campus Tecnoparque de Maringá está em construção a unidade de Produção de Medicamentos, cujas instalações vão abrigar a produção de medicamentos biológicos, utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer e outras enfermidades. O funcionamento da unidade se dará por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), programa do Complexo Industrial da Saúde, também para fornecimento ao Ministério da Saúde.





Alfob avalia com otimismo novas diretrizes do MS para PDP’s Expectativa é fortalecer o Complexo Industrial de Saúde, garantir incorporação tecnológica e inserir como estratégia o conceito de Instituição Científica e Tecnológica e a Lei da Inovação

Em reunião realizada nesta quinta-feira, dia 21, em Brasília, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou aos representantes da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob) diretrizes técnicas para execução, monitoramento e avaliação das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP’s). As orientações contemplam ações coordenadas e focadas na viabilidade dos projetos de PDP’s, tais como observar as vocações dos Laboratórios Oficiais, garantir a segurança jurídica dos projetos para aspectos críticos como a organização de compras plurianuais e a incorporação tecnológica. O ministro anunciou ainda aos Laboratórios Oficiais sua nova equipe de trabalho formada por Marco Antônio de Araújo Fireman, secretário de Ciência Tecnologia e insumos estratégicos (SCTIE); Renato Alves Teixeira no Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF) e Rodrigo Silvestre diretor do Departamento do Complexo Industrial e de Inovação em Saúde (DCIIC).

De acordo com o presidente da Alfob, Paulo Mayorga, construiu-se o consenso de que produtos estratégicos não estão restritos à ferramenta de PDP's, no âmbito do MS, havendo necessidade de incorporar a visão dos outros gestores na identificação de produtos estratégicos que poderiam ser trabalhados através de outros instrumentos que não as PDP's, incluindo a área de fitoterápicos, apontada como alternativa importante com desdobramentos possíveis em vários níveis da cadeia produtiva. “Houve a constatação da necessidade de discutir o modelo de gestão dos oficiais e as estratégias alinhadas com um novo conceito de Instituição Científica e tecnológica (ICT), sob a égide da Lei de Inovação”, relatou.

Segundo Mayorga, que é diretor do Laboratório Farmacêutico do Rio Grande do Sul (Lafergs), o encontro foi muito positivo, estabelecendo um novo marco na relação do MS com os Laboratórios Oficiais. “É um momento muito importante para os Laboratórios Oficiais, os quais sempre reivindicaram este espaço de debate. Considero uma visão racional e que pode orientar o complexo industrial da saúde de forma mais objetiva. Os laboratórios estão buscando aumentar sua competitividade e a consolidação de uma rede é extremamente salutar para o sistema de saúde”, avaliou. Nos próximos 30 dias, o ministro da Saúde propôs intensificar a agenda de debate com reuniões presenciais e por videoconferência para avançar na adoção das novas diretrizes.  “Como encaminhamento os Laboratórios Oficiais devem avaliar uma possível definição de vocações orientando sua estratégia para plataformas tecnológicas e linhas de cuidado, o que é uma evolução importante para a rede de produtores públicos.”, avaliou.

No encontro, a Alfob reiterou convite para a participação no 1º Encontro Nacional do Complexo Industrial e Inovação em Saúde, que vai debater temas estratégicos para o complexo industrial de saúde e ocorre no dia 8 de agosto, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília. “Em relação ao convite, o ministro sinalizou aprofundar o debate por ocasião do encontro, portanto, nossa expectativa é de que até lá haverá a formulação de propostas concretas para os próximos encaminhamentos com relação às PDP’s”, finalizou.

Texto: Janis Loureiro/Assessoria de Comunicação 
Foto: Thamyres Ferreira/MS

A Funed possui 29 patentes depositas. Dessas, duas são internacionais

Há pouco mais de uma década, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) adotou a prática de garantir o registro de suas produções científicas, passando então, a depositar patentes. No primeiro semestre de 2016, a Fundação já depositou duas patentes, totalizando 29 invenções científicas, ao todo. Dentre essas, a Funed possui oito patentes com registro internacional, pelo Tratado de Cooperação em Matérias de Patentes (PCT).

A patente é uma concessão pública conferida pelo Estado que garante ao seu titular a exclusividade ao explorar comercialmente a sua criação. Ela garante que outras pessoas ou instituições não fabriquem, usem ou importem a invenção.

Muitas das invenções da Funed possuem parceria com empresas de pesquisa e universidades. A maioria das autorias das patentes são de pesquisadores da Fundação com cotitularidade da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG).

O Núcleo de Inovação e Proteção ao Conhecimento da Funed (NIPAC) é responsável por gerenciar o depósito e acompanhar todos os trâmites que envolve o processo. É necessário ter uma pesquisa científica, dados relevantes e inovadores e não existir outra pesquisa idêntica.

Terminadas essas etapas, a patente fica em sigilo no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), durante um ano e meio. Só depois que o INPI divulga e disponibiliza em seu sistema o cadastro a patente, impedindo que demais pesquisadores depositem patentes idênticas com o produto desenvolvido.

Mudança de visão
Por ser um Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT), a Fundação tem como principal atribuição executar atividades de pesquisa básica ou aplicada de caráter científico e tecnológico, criando inovações que, geralmente, acabam sendo revertidas em patentes.

A diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed, Esther Margarida Bastos, relata que mesmo com número expressivo de patentes depositadas, a instituição ainda não obtém transferência ou licenciamento das tecnologias ou protótipos e fala de uma nova visão para o destino das invenções produzidas pelos pesquisadores da Funed. “A ideia é fazer com que estas invenções não apenas virem patentes, mas sim, fazer com que elas cheguem ao mercado mais rápido, por meio de transferência de tecnologia e criação de startups, por exemplo”, salienta.

 A Funed possui a Oncotag (startup na área do câncer de ovário) e tem uma segunda em desenvolvimento. “Mais importante do que possuir patentes, é negociarmos para colocá-las no mercado, desenvolver métodos para transferência de tecnologia, analisar o que é preciso para incrementar as pesquisas e chegar ao produto final”, complementa.

A diretora informa que hoje existem duas patentes em fase de negociação pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), que junto com a UFMG têm know how em negociar patentes. Outra novidade são mais duas tecnologias produzidas nos laboratórios da Funed, uma para doença autoimune e a outra para Alzheimer, que serão apresentadas no Chile, para o Fraunhofer Institute. O Instituto tem uma plataforma de testes de produto, credenciada pela Food and Drugs Administration (FDA), dos Estados Unidos. “Quando as tecnologias são aprovadas pela Federação, é um passo a mais para o registro do produto na Anvisa”, comenta.







Tecpar apoia empresas para definir política de logística reversa

Empresas da área agrícola e agropecuária que buscam definir seu plano de logística reversa podem contar com o apoio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para estudar a melhor forma de cumprir a legislação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e as resoluções estaduais que fiscalizam o cumprimento da lei no Paraná.

A lei que institui a política de logística reserva define que a destinação final dos resíduos, como embalagens, por exemplo, é de responsabilidade do fabricante.

Empresas que comercializam produtos que têm componentes químicos em suas composição precisam, para poder definir ações de logística reversa, atestar que as embalagens, ao término do uso do produto, não contêm mais resíduos químicos. São em casos como esse que os laboratórios do Tecpar podem dar apoio às empresas, explica Daniele Adão, gerente do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente do instituto.

"Nossos laboratórios estão equipados para oferecer aos clientes do Tecpar maior agilidade e confiabilidade nas análises realizadas. Nossas soluções tecnológicas podem ajudar os empresários a definirem a melhor forma de cumprir a legislação de política reversa", ressalta Daniele.

O mestre em Química Analítica do Tecpar Lúcio Bolognesi explica que o plano de logística reversa de uma empresa pode ser aberta, quando a embalagem pode ser destinada à reciclagem comum, ou fechada, quando a própria empresa vai até o ponto de descarte para coletar o resíduo final. "Para definir se pode ser aberta ou fechada, entretanto, é preciso comprovar que a embalagem no fim do processo ainda contém resíduos químicos ou não", pontua.

Recentemente, o Tecpar foi contratado pela Associação Paranaense de Sementes e Mudas (Apasem) para realizar estudos de determinações qualitativas e quantitativas de resíduos de agrotóxicos em embalagens de sementes tratadas. O contrato prevê a coleta, a avaliação das embalagens, a classificação e a elaboração de relatórios, como subsídios para elaboração da proposta ao estabelecimento da logística reversa das embalagens de sementes tratadas.

Ao final do estudo, o grau de toxicidade das embalagens será conhecido, o que permitirá definir a forma da destinação final. O estudo inclui princípios ativos utilizados atualmente para tratamento no Paraná, com espécies de sementes como cereais de inverno, feijão, soja e milho.

Soluções Tecnológicas
Quatro grandes áreas são foco dos negócios dos centros tecnológicos do Tecpar: Saúde e Meio Ambiente, Tecnologia em Materiais, Medições e Validação e Informações Tecnológicas.


Interessados em conhecer as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Tecpar podem acessar o site portal.tecpar.br/solucoes-tecnologicas.





Medicamentos isentos de prescrição ganham novas regras A Anvisa aprovou regulamento que trata do enquadramento de medicamentos como isentos de prescrição (MIPs).

A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, nesta terça-feira (19/7), novas regras para o enquadramento dos medicamentos na lista daqueles que podem ser adquiridos pela população sem prescrição médica. O texto considera sete critérios para enquadramento dos medicamentos como isentos de prescrição (MIP):

  • tempo de comercialização;
  • segurança;
  • sintomas identificáveis;
  • tempo de utilização;
  • ser manejável pelo paciente;
  • apresentar baixo potencial de risco e
  • não apresentar dependência.
A proposta de texto passou por Consulta Pública no ano passado. Na época, cidadãos, representantes da sociedade civil e do setor regulado tiveram 60 dias para enviar contribuições para o texto, que previa a revisão da norma atualmente vigente, a RDC 138/2003.

A ausência de atualização da lista de MIPs descrita na RDC impossibilitou que medicamentos que tivessem perfil de segurança e uso compatíveis com a venda sem prescrição fossem incorporados à categoria de venda.

O relator da matéria, diretor Fernando Mendes, ressaltou que a possiblidade de reenquadramento de alguns medicamentos como MIPs deverá promover uma melhor informação da população sobre o produto.

Segundo ele, brasileiros utilizam medicamentos tarjados sem a prescrição médica. “Porém, se o princípio ativo tem perfil de segurança adequado e a venda passa a ser permitida sem prescrição médica, a empresa fabricante passa a ter a oportunidade de falar diretamente com a população, informando a posologia e alertando sobre contraindicações e advertências”, alega.


A norma deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias e trará prazos de adequação para que as empresas possuidoras do registro de produtos que sejam reenquadrados como livres de prescrição deverão submeter.

Fonte: portal Anvisa

Ministério da Saúde compra 6,5 milhões de doses de vacinas do Butantan

Em visita ao Instituto Butantan, em São Paulo, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, assinou contratos para compra das vacinas de hepatite A e dTpa. Ao todo, serão destinados R$ 375,6 mi

O Ministério da Saúde adquiriu 6,5 milhões de doses das vacinas contra Hepatite A e dTpa (difteria, tétano e coqueluche) do Instituto Butantan. O contrato foi assinado pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta segunda-feira (18), em visita à sede do instituto, em São Paulo. Ao todo, foram investidos mais de R$ 375,6 milhões para assegurar o abastecimento destas vacinas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível para os usuários no Sistema Único de Saúde (SUS). Essas doses começarão a ser distribuídas neste segundo semestre.

A vacina DTPa protege contra difteria, tétano e coqueluche e é ofertada no Calendário Nacional de Vacinação às gestantes e profissionais de saúde. Dessa forma, o Ministério da Saúde busca reduzir a incidência e mortalidade causada pela doença entre os recém-nascidos. A recomendação do Ministério da Saúde é para aplicação da dose entre as 27ª e a 36ª semanas de gestação – período que gera maior proteção para a criança, com efetividade estimada em 91%. Entretanto, a dose também pode ser administrada até, no máximo, 20 dias antes da data provável do parto. Já a Hepatite A é ofertada para crianças de 15 meses, em dose única.

Ainda em visita ao Butantan, o ministro visitou os laboratórios de produção da vacina contra influenza, de hemoderivados, de soros hiperimunes e monoclonais. Ricardo Barros, também, conhecerá o local onde está sendo desenvolvida a terceira e última fase da pesquisa clínica para a vacina contra a Dengue, a qual o Ministério da Saúde já destinou mais de R$ 66 milhões. Até agosto a pasta enviará a última parcela que completa o montante de R$100 milhões, acordados em fevereiro deste ano com o instituto.

O Instituto Butantan fornece tecnologias exclusivamente ao Ministério da Saúde e as demais entidades do Sistema Único de Saúde (SUS), com destaque para o fornecimento de soros (antibotrópico, antibotrópico-crotálico, antibotrópico-laquético, anticrotálico, antielapídico, antiaracnídico, antiescorpiônico, antilonômico, antidiftérico, antitetânico, antibotulínico AB, antibotulínico E e antirrábico) e das seguintes vacinas: tríplice (difteria, tétano e pertussis) DTP, dupla (difteria e tétano) adulto e infantil, Influenza Sazonal trivalente, Hepatite A, HPV, Hepatite B e raiva Vero.

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação.

É importante destacar que, nos últimos cinco anos, o orçamento do PNI cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2010, para R$ 2,9 bilhões, em 2015. Além disso, os contratos do Ministério da Saúde com os laboratórios produtores de vacinas estão em andamento e os pagamentos em dia.

PROADI – Ainda em São Paulo, o ministro Ricardo Barros se reuniu mais cedo com representantes dos seis hospitais de excelência que participam do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). No encontro, que foi realizado no Hospital Sírio Libanês, os gestores dos hospitais Albert Einstein, Alemão Oswaldo Cruz, do Coração (HCOR), Moinhos de Vento e Samaritano, além do Sírio Libanês, apresentaram alguns dos projetos do PROADI ao ministro da Saúde.

O PROADI-SUS foi criado em 2009 para possibilitar que as entidades de saúde de referência assistencial participem do desenvolvimento do SUS. Atualmente, são 113 projetos em execução nos seis hospitais de excelência, totalizando cerca de R$ 1,737 bilhão em isenções fiscais entre os anos de 2015 e 2017. Estes projetos estão ligados a diversas áreas do SUS, como a Atenção Primária e a Alta Complexidade, e contemplam ainda a qualificação e o aprimoramento da gestão, inovação científica e tecnológica, a capacitação dos profissionais e de trabalhadores do SUS.

Após o encontro no Sírio Libanês, o ministro se reuniu com o Conselho Superior de Responsabilidade Social (CONSOCIAL) e membros do Comitê da Bioindústria - BioBrasil, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

Por Victor Maciel, Fábio Ruas e Alexandre Penido, da Agência Saúde
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Vital Brazil promove Férias Científicas gratuitas

As inscrições começam no dia 18, para crianças de 8 a 10 anos

Para os papais de plantão, uma boa programação para a criançada nas férias de agosto: a partir de 18 de julho, estarão abertas as inscrições para as Férias Científicas do Instituto Vital Brazil. A atividade é gratuita e o objetivo é promover a divulgação científica para o público infantil de forma descontraída e enriquecer as atividades educacionais da criança.

São oferecidas 20 vagas para crianças de 8 a 10 anos. Para inscrição, o responsável deverá se dirigir ao Centro de Estudos do Instituto Vital Brazil, de 9h às 11h ou de 14h às 16h, com documento de identidade, CPF e cópia da certidão de nascimento da criança, além de duas garrafas PET 2 litros com tampa e jornal para uso nas atividades. As crianças que participaram das últimas edições não poderão se inscrever.

As Férias Científicas serão realizadas entre os dias 8 e 11 de agosto, de 14h às 16h30. A programação envolve aulas sobre cobras, aranhas e escorpiões, cadeia alimentar, produção de soros, além de visitas a diversos espaços do Instituto como o serpentário, aracnário e o biotério.

O Instituto Vital Brazil é uma empresa de ciência e tecnologia do Governo do Estado do Rio de Janeiro ligado à Secretaria de Estado de Saúde. É um dos 21 laboratórios oficiais brasileiros e um dos quatro fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos para o Ministério da Saúde. Fica na Rua Maestro José Botelho, 64, Vital Brazil, em Niterói.

Thaís Marini
+55 (21) 98596-6823 / 99662-2965

Fabíola Mar



Serviço da Funed garante prevenção e diagnóstico precoce de casos suspeitos de intoxicação em Agentes de Saúde

Durante períodos de maior incidência de dengue e outras doenças causadas pelo Aedes aegypti, a pulverização de inseticidas torna-se mais constante para combater os focos do mosquito. Os agentes de saúde, profissionais responsáveis pela aplicação desta substância, podem sofrer intoxicação durante o processo e, por definição do Ministério do Trabalho, devem fazer um exame para controle, chamado de Colinesterase Plasmática, oferecido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).

O Serviço de Bioquímica (SBQ), pertencente ao Instituto Octávio Magalhães (IOM) da Fundação, é responsável pela análise das amostras recebidas, atendendo ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, do Ministério da Saúde. Meire Soares, chefe do Serviço, explica como funciona esse processo. “Recebemos as demandas de 853 municípios de Minas Gerais e o médico do trabalho de cada Secretaria Municipal de Saúde avalia a necessidade de realização do exame. Só depois, então, a amostra sanguínea do paciente é encaminhada para a Funed e, no prazo de até oito dias úteis, liberamos o resultado no Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), uma plataforma que disponibiliza as especificações de cada exameonline”, disse.  Com uma média de 300 exames realizados mensalmente, o SBQ é de grande importância para a segurança desses profissionais da saúde. Segundo Meire, “o Serviço, monitorando o nível da Colinesterase Plasmática, consegue garantir a prevenção e o diagnóstico precoce de casos suspeitos de intoxicação. A partir dele, também pode ser verificada a frequência de utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), que previnem esses incidentes e oferecem mais segurança ao trabalhador”.

Sobre a possibilidade de intoxicação durante o processo de pulverização dos inseticidas, é importante ressaltar que o risco não se estende aos cidadãos que entram em contato com esta forma de combate ao Aedes aegypti. Meire esclarece que “os agentes de saúde, por estarem mais próximos aos produtos químicos, compostos por organofosforados e/ou carbamatos, podem se intoxicar pela constante inalação e contato.” Além disso, acidentes podem ocasionar problemas à saúde daqueles que os manipulam, como derramamento dos produtos, por exemplo.

Intoxicação
De acordo com um levantamento feito em 2014, entre os 2.859 exames realizados pelo SBQ, cerca de 39 resultados apontaram nível abaixo do recomendado, representando possível contaminação. O que parece ser pouco representativo torna-se um alerta: “Essa análise vai além do diagnóstico. Por ser um monitoramento da saúde e segurança de cada trabalhador, devemos considerar o número um quantitativo considerável”, afirma Meire.

Ainda sobre a contaminação, Meire ressalta a importância de detectar a real causa dos baixos níveis da Colinisterase Plasmática. “A baixa concentração dessa enzima no sangue pode ser decorrente de outras doenças, como hepatite, cirrose e insuficiência cardíaca. Quando conseguimos identificar a origem do problema, o tratamento é melhor direcionado e torna-se mais eficaz”, esclarece.

A enzima Colinesterase Plasmática é de grande importância para o funcionamento do corpo humano, já que é responsável por regular os impulsos nervosos. A intoxicação por inseticidas degrada essa enzima no sangue, provocando o acúmulo da acetilcolina na junção neuromuscular e na sinapse nervosa. Como consequência, a pessoa pode ter desde náuseas e fraqueza muscular, numa intoxicação mais leve, até arritmias, paralisias e convulsões, num quadro mais avançado.

Descentralização
Para melhorar o atendimento aos municípios solicitantes dos exames, a Funed já está finalizando o processo de descentralização desta metodologia de análise. Para isso, foram adquiridos e transferidos cinco equipamentos, que auxiliam no diagnóstico de uma possível intoxicação, para os laboratórios macrorregionais de Uberaba, Pouso Alegre, Juiz de Fora, Montes Claros e Teófilo Otoni. De acordo com Meire, “essa descentralização contribui para a rapidez na entrega de resultados e amostras, já que o acesso é facilitado. Além disso, com menos demanda de exames, a Funed fica mais disponível para o desenvolvimento de novas metodologias”.

Obrigatoriedade dos exames
A realização da análise é feita através de uma pactuação com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e a Funed, atendendo a Nota Técnica N°08/2007 – CGLAB – CGPNCD/SVS/MS e a NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, da Portaria N°- 3.214, de 08/06/1978, do Ministério do Trabalho que estabelece a obrigatoriedade da realização deste exame.