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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Incubadora do Tecpar promove workshop sobre tendências de tecnologia


A Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec) está com as inscrições abertas para quem quiser participar do "XXI Workshop Intec", que nesta edição tem como tema "Tendências de Tecnologia: Caminhos para Empreender". O evento é realizado no dia 3 de junho no campus CIC do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

O workshop reúne três especialistas na área de tecnologia e empreendedorismo para debater os temas junto ao público: Rawlinson Terabuio, cofundador e diretor de Marketing da Beenoculus, empresa que participa do processo de incubação na Intec com o desenvolvimento de uma tecnologia de realidade virtual para smartphone; Rafael Waltrick, editor de Tecnologia da Gazeta do Povo; e Tiago Cardoso, diretor de Negócios da Gartner Group.

Na ocasião, outra empresa incubada no Tecpar, a Werker, que desenvolve e produz prototipadoras, vai lançar o primeiro modelo da impressora 3D criado pela empresa, após apenas nove meses de participação no processo de incubação da Intec.

O evento, voltado para empreedendores, empresários e interessados em tecnologia, tem entrada franca e é realizado a partir das 13h do dia 3 de junho, no Auditório Marcos Enrietti, no campus CIC do Tecpar.

As inscrições podem ser feitas pelo link http://migre.me/tSJw5. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3316-3176.

Serviço
"XXI Workshop Intec", com o tema "Tendências de Tecnologia: Caminhos para Empreender"
Data: 3 de junho
Horário: a partir das 13h
Local: Auditório Marcos Enrietti (Rua Professor Algacyr Munhoz Mader, 3775 - Cidade Industrial de Curitiba)
Inscrições: http://migre.me/tSJw5
Informações: (41) 3316-3176

Valor: Gratuito

Anvisa inclui novas substâncias em listas de produtos controlados

A Anvisa aprovou, em reunião de sua Diretoria Colegiada no dia 16 de maio, a proposta de atualização do Anexo I da Portaria SVS/MS 344/98, que apresenta as “Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial”. A atualização resultou na publicação da norma RDC nº 79, de 23 de maio de 2016, publicada no DOU de 24/05/2016, seção 1, pág 36.

Com a nova configuração, passam a constar das listas as substâncias Dinitrofenol e Nitrito de Isobutila, além de canabinóides sintéticos. A atualização possibilita coibir a disseminação dessas substâncias no país, além de alinhar a legislação brasileira às principais estratégias internacionais adotadas no combate às Novas Substâncias Psicoativas (NSP).

A proposta, relatada pelo diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, acrescenta o Dinitrofenol à lista F4 (Outras Substâncias), que determina total proibição de consumo e comercialização. O Nitrito de Isobutila passa a integrar o rol C1 (Substâncias Sujeitas a Controle Especial), enquanto que os canabinóides sintéticos se enquadram na lista F2 (Substâncias Psicotrópicas).

O Dinitrofenol, cuja comercialização se dá principalmente pela internet, é vendido como uma droga para “perda segura de peso”. Apresenta alta toxicidade, e os sintomas variam entre hipertermia, taquicardia, taquipneia e colapso cardiovascular associado à parada cardíaca e morte. Na literatura médica mundial, já há 62 mortes atribuídas ao seu uso.

A substância foi primeiramente utilizada pelos franceses, durante a Primeira Guerra Mundial no fabrico de munições. O uso como pílula de dieta iniciou-se em 1930, porém, foi interrompido em 1938, por conta dos efeitos adversos. Atualmente, o Dinitrofenol é utilizado em outros países na fabricação de corantes, conservantes de madeira, explosivos e inseticidas.

Já o Nitrito de Isobutila é mais utilizado em odorizantes de ambiente. Se inalado, provoca sensação de “cabeça cheia”, euforia leve, alteração na percepção do tempo, relaxamento da musculatura lisa e intensificação das relações sexuais. Vendido em clubes gays, sex shops, internet e mercados na forma de “poppers” (o nome vem do barulho que a ampola faz ao ser aberta), foi banido do comércio em alguns países. Sua toxicidade causa irritação no sistema respiratório, diminuição do oxigênio no sangue, vômitos, dor de cabeça intensa, tonturas e diminuição da pressão arterial.

Incluso na lista F4, o Dinitrofenol fica totalmente proscrito no Brasil. Já o Nitrito de Isobutila, integrante da lista C1, ganha os seguintes adendos:
* Fica proibido seu uso para fins médicos, bem como a sua utilização como aromatizador de ambiente ou de qualquer outra forma que possibilite o seu uso indevido;
* Excetua-se das disposições legais do regulamento técnico o Nitrito de Isobutila quando utilizado exclusivamente para fins industriais legítimos.

Os canabinóides sintéticos, por sua vez, são substâncias psicoativas quimicamente desenvolvidas, em sua maioria, para burlar as medidas de controle aplicadas por autoridades sanitárias nacionais e internacionais. Contam com grande variedade e rápida disseminação. Trazem riscos para a saúde, uma vez que há poucos estudos sobre seus efeitos e, inclusive, podem ser mais potentes que os canabinóides obtidos da Cannabis.
Para a inclusão dos canabinóides na Lista F2, foi adotada classificação genérica, a qual descreve classes estruturais químicas de moléculas comprovadamente utilizadas para fins ilícitos. Nesse sistema há a descrição química de grupos de substâncias, dos quais podem derivar compostos com potencial psicoativo e para uso ilícito. Sob os pontos de vista sanitário, técnico forense e criminal, a proposta representa um grande avanço na classificação de drogas.

Está disponível, na página de “produtos controlados”, documento com orientações sobre o enquadramento de substâncias nas classes estruturais descritas na Lista F2, que pode ser utilizado para auxiliar na identificação de canabinoides sintéticos proscritos no Brasil. Clique aqui para acessar o documento.

Criada rede de especialistas para apoiar enfrentamento ao vírus

O objetivo da rede é formular e discutir ações de desenvolvimento tecnológico e pesquisa, combate ao vetor e assistência à saúde da população

As ações e políticas para o enfrentamento ao vírus Zika e as doença relacionadas ao vírus contarão com a colaboração de especialistas. Isso é o que prevê Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas – Renezika, criada pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria 1.046/2016, publicada no Diário Oficial da União. Um dos objetivos da rede é formular e discutir as pesquisas e o desenvolvimento tecnológico no combate ao mosquito Aedes aegypti, que além de dengue e Chikungunya, transmite o Zika.

A Renezika será formada por gestores da saúde, pesquisadores e representantes da sociedade civil, que ficarão responsáveis por formular e discutir ações e políticas para o enfrentamento ao Zika e às doenças relacionadas ao vírus. A secretaria executiva da rede será formada por técnicos das diversas Secretarias do Ministério da Saúde e ficará responsável pela proposição de eixos de ações prioritárias para o debate, sistematizar as informações relativas às atividades do grupo e buscar fontes de financiamento para o desenvolvimento de suas ações.

A expectativa é que os membros da Rede enriqueçam os debates e decisões para um melhor entendimento das doenças e aprimoramento da assistência às vítimas do Zika. “A rede facilitará a integração do Ministério da Saúde com especialistas e instituições que têm atuação relevante no enfrentamento da infecção pelo Zika, microcefalia e doenças decorrentes”, afirmou o Ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Também é objetivo da rede, dentre outros, fortalecer as ações e desenvolvimento de pesquisa de combate ao vetor e assistência à saúde; estimular o desenvolvimento de estudos sobre o Zika; municiar o Ministério com informações sobre pesquisas no campo da vigilância, prevenção e controle do vírus e ajuda na mobilização social, atenção à saúde e desenvolvimento científico e tecnológico. A rede ainda contribuirá na elaboração de documentos e protocolos que envolvam o vírus Zika e outras doenças relacionadas. “A rede é um importante passo na busca por dados que auxiliem a descoberta sobre as doenças ocasionadas pelo vírus Zika”, enfatizou Barros.

PESQUISAS – O investimento em novas tecnologias é um dos eixos do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia que está sendo executado pelo governo federal. A previsão do Ministério da Saúde é investir um total R$ 258 milhões em pesquisas e no desenvolvimento de vacinas, soros e testes diagnósticos nos próximos quatro anos.

Uma nova tecnologia que está em desenvolvimento é a vacina contra o vírus Zika, resultado da parceria firmada entre o Instituto Evandro Chagas (PA), do Ministério da Saúde, e a Universidade Medical Branch do Texas, Estados Unidos. A nova vacina estará disponível para os testes pré-clínicos (em primatas e camundongos) em novembro. A vacina deverá ser administrada em dose única e utilizará o vírus Zika atenuado. Inicialmente, o público-alvo da imunização serão mulheres em idade fértil.

Também estão previstos recursos dos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Haverá ainda mais R$ 550 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para o desenvolvimento, produção e comercialização de tecnologias relacionadas.
  
Victor Maciel, da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa
(61) 3315-3174 / 3580


Tecpar sedia workshop nacional sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está com inscrições abertas para o workshop sobre atividades para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), que sedia no dia 1º de junho. Com entrada franca, o evento reúne especialistas para debater atividades inovadoras no país.

Organizado pelo Tecpar, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pela Rede Parananense de Metrologia e Ensaios (PR Metrologia), o workshop “Atividades para Pesquisa do Desenvolvimento e Inovação (PD&I): casos de implementação da Norma Brasileira” vai contar com palestras, talk shows e apresentações sobre o cenário atual de implementação da norma nacional e os movimentos internacionais na área.

O diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, abre os trabalhos com a palestra sobre o cenário da normalização da PD&I no Brasil e no mundo. Felix leva ao evento sua experiência como coordenador da Comissão de Estudo Especial de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da ABNT (ABNT/CEE- 130).

A Comissão presidida por Felix atua na Normalização no campo de Gestão da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), no que concerne à terminologia, diretrizes, requisitos e ferramentas de apoio.

Em abril, o diretor-presidente do Tecpar esteve na Itália, onde liderou a comitiva brasileira em uma reunião internacional que reuniu delegações que estão construindo o documento que será submetido aos 164 países membros da ISO. "O Tecpar participa de grandes discussões internacionais para dar protagonismo ao Brasil nas decisões na área de normatização em gestão de PD&I", salienta Felix.

Programação
O workshop vai ainda apresentar um talk show sobre dificuldades, contribuições e resultados provenientes da utilização de Normas Brasileiras de PD&I, que vai contar com a participação de profissionais de instituições como Instituto Eldorado, Senai, Sebrae e Finep.

Serviço
Workshop “Atividades para Pesquisa do Desenvolvimento e Inovação (PD&I): casos de implementação da Norma Brasileira”
Data: 1º de junho
Horário: Das 9h às 16h30
Local: Auditório Marcos Enrietti (Rua Professor Algacyr Munhoz Mader, 3775 – Cidade Industrial de Curitiba)
Inscrições: migre.me/tVeI1
Informações: (41) 3316-3142

Valor: Gratuito

XXXII Congresso Conasems: Inscrições abertas

Chegamos ao nosso XXXII Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Último ano de gestão municipal, momento de consolidar o trabalho, de planejar o futuro com a experiência de ser gestor do SUS. O tema do congresso, “Municípios Brasileiros - Acreditamos, fazemos e temos propostas", já revela o que se espera desse nosso encontro em Fortaleza, Ceará. Acumulamos nesse tempo conhecimentos, realizações, efetividade de várias ações como gestores - e o nosso congresso, de 1 a 4 de junho, será um bom momento e lugar para refletir sobre avanços e desafios. Contaremos também de forma integrada, na mesma data e local, com o XIV Congresso das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará, trazendo importantes temas da saúde no estado.

Teremos no Centro de Eventos do Ceará, ao lado da receptividade dos cearenses, o encontro de gestores de todo o país em oficinas, seminários, cursos e mesas. Espaço onde a diversidade de todo o Brasil dialogará com princípios únicos, com determinação para consolidação do SUS. Momento de debatermos profundamente e com todos os envolvidos temas essenciais para a existência do SUS: seu financiamento, governança com poderes judiciário e legislativo, e a mais importante das políticas de saúde, pois sem ela as demais não tem como existir: a atenção básica.

O Congresso contará como sempre com espaço excelente para os stands dos COSEMS, dos parceiros na gestão e na luta em defesa do SUS, e também de apoiadores e fornecedores. A Mostra “Brasil, aqui tem SUS” terá este ano além de exposição de banners, garantia de local e tempo para apresentação oral e debate de todas as experiências selecionadas pelo edital. A Vila SUS trará além do espaço livre de encontro, serviços importantes para solução de problemas do gestor, com atendimento das diversas Secretarias do Ministério da Saúde.

Contamos com sua presença na bela capital do Ceará!




Para expositores e patrocinadores interessados, já está também disponível o mapa de estandes, o edital de patrocínio e o manual do expositor.

HIV: Assegurar o acesso de mulheres e adolescentes aos serviços de saúde será a chave para acabar com epidemia em 2030

Garantir o acesso de mulheres e adolescentes aos serviços de saúde – incluindo os serviços de prevenção, tratamento e medicamentos para prevenir a transmissão de mãe para filho – será a chave para acabar com a epidemia de HIV em 2030, afirmaram delegados dos países das Américas e do mundo que participaram de evento paralelo à 69ª Assembleia Mundial de Saúde.

A “Reunião de alto nível: atenção imediata às mulheres e adolescentes para por fim à epidemia de Aids” foi organizada pela primeira-dama do Panamá e embaixadora especial da UNAIDS para a América Latina, Lorena Castillo de Varela.

Em 2014, em todo o mundo, 17,4 milhões de mulheres com mais de 15 anos viviam com HIV e 870 mil foram infectadas com o vírus. Nos novos casos de infecção entre adolescentes, 62% aconteceram com mulheres. Além disso, 420 mil mulheres morreram por causas relacionadas ao HIV nesse ano. A África Subsariana é a área mais afetada.

“Para reduzir o número de novas infecções e mortes relacionadas ao HIV, devemos aumentar a equidade de gênero e o empoderamento das mulheres para que possam tomar decisões autônomas sobre sua própria saúde e para que vivam livres de toda violência”, afirmou Castillo, que também falou em envolver mulheres e adolescentes “no desenho e implementação de programas essenciais que atendam às suas necessidades de saúde”.

O Ministro da Saúde do Panamá, Javier Terrientes, alegou que “as mulheres são essenciais para por fim à epidemia de HIV” e mencionou as ações desenvolvidas por seu país para avançar nesse caminho, todas alinhadas às estratégias da Organização Mundial da Saúde (OMS) e UNAIDS. “Por mais de 15 anos, o Panamá entrega gratuitamente medicamentos para tratar a infecção e os testes de HIV alcançam 90% das mulheres grávidas”, destacou. “A prevenção e o tratamento precoces são os pilares fundamentais para acabar com a epidemia”, reiterou.

“Existem 1,8 bilhão de adolescentes e jovens no mundo. Se não olharmos para eles, não vamos poder alcançar nosso objetivo de acabar com a epidemia de HIV em 2030”, salientou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “As mulheres e meninas devem aproveitar as oportunidades para alcançar o máximo de seu potencial e é preciso combater a discriminação e a violência contra elas. Para isso, é necessário trabalhar com os homens.”

Flavia Bustreo, diretora geral adjunta da OMS para a Saúde da Família, da Mulher e da Criança, indicou que em muitos países as mulheres, jovens e meninas têm um maior risco de contrair o HIV e são as que mais sofrem com a epidemia. “O HIV segue como a segunda causa de morte entre adolescentes no mundo”, lamentou, lembrando que a prevenção e o tratamento devem ser incorporados ao longo do ciclo de vida das pessoas, com abordagem que começa com uma criança que nasce livre da infecção. “Podemos deter a epidemia adotando uma abordagem integral para mulheres e jovens, inclusive alcançando seus companheiros, vinculando a prevenção do HIV à saúde reprodutiva”, afirmou.

Segundo Michel Sidibé, diretor executivo da UNAIDS, abordar a saúde das mulheres e o HIV “é uma questão de direitos humanos, igualdade de gênero e justiça social”. Ele ressaltou que no ano 2000, apenas 1% das mulheres grávidas no mundo receberam tratamento contra o HIV para continuar vivendo. Já em 2010, esse percentual subiu para 73%. Além disso, o número de novas infecções em crianças caiu quase 60% desde 2000. “Com vontade política é possível evitar a transmissão de mãe para filho. Cuba é um excelente exemplo disso”, afirmou, convocando todos a “acelerar o ritmo e garantir que todas as mulheres e crianças estejam incluídas e que ninguém seja deixado para trás”.

Além do Paraná, patrocinaram o encontro Equador, El Salvador, Estados Unidos e República Dominicana, junto com Austrália, Costa do Marfim, Portugal, África do Sul, Suíça e Zâmbia; os países apoiaram o Fundo Global de Luta contra a Aids, Tuberculose e Malária; o Secretariado da OMS; e UNAIDS.

Situação regional
Estima-se que, na América Latina, 1,7 milhões de pessoas, incluindo 33 mil crianças, viviam com HIV em 2014 e que, do total de pessoas infectadas com 15 anos ou mais, 31% são mulheres. O número estimado de novas infecções se manteve em 87 mil desde 2011. O estigma, a discriminação e a violência são barreiras significativas para a prestação e o uso de serviços de prevenção e tratamento na região.

A Ministra da Saúde de El Salvador, Violeta Menjivar, disse que em seu país o número de novos casos e de mortalidade associada ao HIV, assim como a transmissão de mãe para filho, está diminuindo devido a uma estratégia combinada de esforços intersetoriais. No entanto, reconheceu que em El Salvador, como em outros países das Américas, ainda prevalecem padrões culturais de desigualdade e inequidade que afetam a situação das mulheres, meninas e adolescentes frente ao HIV.

“Uma entre cada cinco mulheres com HIV em El Salvador são donas de casa”, disse. Por questões culturais essas mulheres “não podem negociar com seus parceiros o uso de preservativo”. Menjivar observou que seu país garante o acesso universal à terapia antirretroviral gratuita e que o Congresso salvadorenho está debatendo uma nova lei sobre a resposta global aos HIV; 77% do financiamento para a resposta à epidemia vem de fundos públicos, o que assegura sua sustentabilidade.

Ricardo Barros, Ministro da Saúde do Brasil, afirmou que em seu país a epidemia está concentrada em grupos populacionais importantes (como pessoas trans e homens que fazem sexo com homens), mas reconheceu a necessidade de se dar maior prioridade às mulheres e meninas. Segundo ele, “fatores de gênero continuam a ser essenciais na epidemia de HIV”. Barros disse também que seu país é um dos maiores compradores de preservativos femininos do mundo. “Foram distribuídas, no ano passado, 22 milhões de unidades”.

Pamela Hamamoto, representante permanente dos Estados Unidos nas Nações Unidas, chamou atenção para “cuidar da saúde das mulheres durante todas suas vidas”, melhorando sua saúde e prevenindo o HIV. Disse também que o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para Alívio da Aids (PEPFAR) está comprometido em reduzir o HIV nos 10 países africanos mais afetados. Neste sentido, estão levando educação às escolas, porque “investir na educação das meninas é fundamental para lhes permitir viver a vida que merecem e romper com o ciclo de pobreza e violência”.

Vacina para Zika estará disponível para testes em novembro

Foto: EBC
O desenvolvimento da vacina contra o vírus Zika, resultado da parceria firmada entre o Instituto Evandro Chagas (PA), do Ministério da Saúde, e a Universidade Medical Branch do Texas, Estados Unidos, estará disponível para os testes pré-clínicos (em primatas e camundongos) em novembro.  A previsão foi anunciada pelo diretor do instituto, Pedro Vasconcelos, ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta sexta-feira (20) durante reunião no Ministério da Saúde.



O acordo internacional foi um passo importante para o desenvolvimento de uma vacina contra  o vírus. A universidade norte-americana é um dos principais centros mundiais de pesquisas de arbovírus, especializado no desenvolvimento de vacinas - assim como o Instituto Evandro Chagas, referência mundial de excelência em pesquisas científicas. O estudo conta com um investimento de aproximadamente R$ 10 milhões do ministério da Saúde.

O ministro Ricardo Barros disse que a pesquisa superou as expectativas iniciais. “Será um salto importante para saúde, em um tempo recorde. O prazo inicial, de 12 meses, está sendo antecipado para nove meses. Isso mostra a importância do Instituto Evandro Chagas como uma célula fundamental de desenvolvimento de tecnologia em saúde no Brasil”, avaliou o ministro.

A vacina deverá ser administrada em dose única e utilizará o vírus Zika atenuado. Inicialmente, o público-alvo da imunização serão mulheres em idade fértil. “As novas tecnologias são fundamentais para conseguirmos acelerar o processo de desenvolvimento da vacina. Se as fases correrem dentro do esperado, em dois anos poderemos ter a vacina pronta para produção”, observou Pedro Vasconcelos, do Evandro Chagas.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, o imunobiológico será fundamental para ajudar a diminuir a incidência dos casos de microcefalia em bebês. “A vacina ajudará a prevenir a transmissão do vírus Zika para as mulheres e suas consequências, como a microcefalia. Elas estarão protegidas e poderão engravidar com mais tranquilidade”, explica.

O imunobiológico não poderá ser aplicado em gestantes, mas o instituto também desenvolve outra tecnologia, a partir do DNA recombinante do vírus para ser utilizado em grávidas. Essa vacina deverá estar disponível para testes até fevereiro de 2017, segundo a previsão de Pedro Vasconcelos, do Evandro Chagas.

Encerrado o desenvolvimento da vacina pelo Instituto Evandro Chagas, a previsão é que em fevereiro de 2017 sejam iniciados os estudos clínicos (em humanos) para testar sua eficácia na população. Essa etapa será executada pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).

Devido à situação de emergência gerada pela epidemia de Zika e suas consequências, como a microcefalia em bebês, o Ministério da Saúde, junto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já estuda formas de dar celeridade ao processo, que normalmente dura cinco anos. Durante a epidemia de ebola a Organização Mundial de Saúde (OMS) conseguiu negociar o andamento das fases de testes clínicos.

PARCERIAS – O investimento em novas tecnologias é um dos eixos do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia que está sendo executado pelo governo federal. Além do acordo de desenvolvimento de uma vacina contra o Vírus Zika entre o Instituto Evandro Chagas e a Universidade do Texas Medical Branch, existe uma parceria com o governo da Paraíba e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis (CDC) dos Estados Unidos para um estudo de caso controle de microcefalia relacionada ao vírus Zika no Brasil. O objetivo da pesquisa é estimar a proporção de recém-nascidos com microcefalia associada ao Zika, além do risco da infecção pelo vírus.

Também foi celebrado contrato entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan para financiamento da terceira e última fase da pesquisa clínica para a vacina da dengue. No total, o Ministério da Saúde investirá R$ 100 milhões nos próximos dois anos para o desenvolvimento do estudo e outros R$ 8,5 milhões no desenvolvimento de soro contra o vírus Zika. Ao todo, a previsão é um investimento de R$ 300 milhões do governo federal para os estudos do Butantan.

MICROCEFALIA – O último Informe Epidemiológico de Microcefalia divulgado pelo Ministério da Saúde confirma 1.384 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita em todo o país. O boletim reúne as informações encaminhadas semanalmente pelas secretarias estaduais de saúde até o dia 14 de maio.

No total, foram notificados 7.534 casos suspeitos desde o início das investigações, em outubro de 2015, sendo que 3.332 permanecem em investigação. Outros 2.818 foram descartados por apresentarem exames normais, ou por apresentarem microcefalia e ou malformações confirmadas por causa não infecciosas ou não se enquadrarem na definição de caso.

Os 1.384 casos confirmados em todo o Brasil ocorreram em 499 municípios, localizados em 26 unidades da federação. Não existe registro de confirmação apenas no estado do Acre. Desses casos, 207 tiveram confirmação por critério laboratorial específico para o vírus Zika. O Ministério da Saúde, no entanto, ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.

Fonte: Minsitério da Saúde, por Gabriela Rocha

Anvisa realiza reunião pública nesta terça-feira

A Anvisa realiza, nesta terça-feira (24/5), a 13ª Reunião Aberta ao Público da Diretoria Colegiada (Dicol) de 2016. Os interessados em acompanhar a reunião podem assistir a Transmissão Ao Vivo, a partir das 10h. (compatível apenas com o navegador Internet Explorer).

Na pauta de assuntos regulatórios há dois temas. O primeiro é uma proposta de resolução que trata da oficialização de novos lotes de substâncias químicas de referência da Farmacopeia Brasileira.

O segundo assunto é uma proposta de Instrução Normativa sobre a inspeção de Boas Práticas Clínicas para dispositivos médicos.

A pauta traz ainda uma série de recursos administrativos de interesse das empresas reguladas pela Anvisa.


Suspensos lotes do medicamento Taxotere

A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, da comercialização e do uso dos lotes 5F201B, 5F207B, 5F223A, 5F199A e 6F237A do medicamento Taxotere (docetaxel tri-hidratado), solução injetável. O produto, indicado para o tratamento de pacientes com câncer de mama, é fabricado pela Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.

A empresa, voluntariamente, comunicou à Anvisa o recolhimento do produto após verificar possíveis problemas  na rejeição dos fracos-ampolas durante o procedimento de envase dos lotes citados.


A medida está na Resolução RE1.326/2016, publicada na segunda-feira (23/5), no Diário Oficial da União (DOU).

Fiocruz identifica mosquitos Aedes aegypti infectados pelo vírus Zika

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, encontrou, pela primeira vez no Brasil, mosquitos Aedes aegypti naturalmente infectados com o vírus Zika. A identificação inédita ocorreu durante os estudos de vigilância e monitoramento conduzidos pelo Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que vem coletando mosquitos em localidades onde foram identificados casos de Zika, no Estado do Rio de Janeiro.

Até então, em todo o continente americano, havia apenas um relato recente sobre um conjunto de mosquitos Aedes albopictus naturalmente infectados pelo vírus Zika, feito pelo Ministério da Saúde do México. A descoberta da presença do vírus no mosquito reforça que o A. aegypti deve ser a via de transmissão mais frequente do Zika no Brasil. Os dados sobre o achado estão em fase de publicação.

O trabalho de captura de mosquitos na busca de identificação dos vírus circulantes é realizado nos entornos e nas residências de pacientes com sintomas de Zika, por meio de uma parceria com a médica Patricia Brasil, pesquisadora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). Ao longo de dez meses, cerca de 1.500 mosquitos adultos de diversas espécies – entre machos e fêmeas – foram capturados, por meio de equipamento de aspiração e levados para análise no Laboratório. Destes, quase a metade eram da espécie A. aegypti. Os diagnósticos da presença do vírus Zika foram realizados a partir de duas metodologias: a análise molecular, por meio da técnica de RT-PCR em tempo real, capaz de identificar a presença do material genético (RNA) do vírus, e a técnica de isolamento viral, que demonstra que o mosquito carreava partículas virais infectantes. O resultado apontou a presença do vírus em três conjuntos de mosquitos A. aegypti coletados nos bairros de Coelho da Rocha, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e Realengo, Zona Oeste do Rio. Entre os mosquitos capturados, nenhuma outra espécie estava infectada.

De acordo com Ricardo Lourenço, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e líder do estudo, para determinar que a transmissão de uma doença é realizada por uma determinada espécie de inseto vetor é necessário realizar duas constatações. A primeira é identificar a ocorrência dessa espécie naturalmente infectada no campo, preferencialmente pela técnica de isolamento do vírus em Laboratório. A segunda consiste em comprovar que este vetor é capaz de transmitir o vírus por meio de testes que avaliam a capacidade de transmissão. Para isso, é realizada a infecção artificial do mosquito em laboratório, a fim de verificar se haverá a presença de partículas virais ativas na saliva do mosquito – ou seja: partículas virais capazes de causar a infecção.

 “Nosso Laboratório constatou cientificamente essas duas questões, que são fundamentais para se compreender a transmissão do vírus, estimar o risco de propagação da doença e orientar as ações de controle”, comentou, acrescentando que o Laboratório prossegue com as atividades de coleta e análise dos mosquitos. Desta forma, a descoberta de Aedes aegypti naturalmente infectado complementa uma descoberta, publicada em março de 2016, que havia demonstrado a competência vetorial de mosquitos brasileiros para a transmissão do vírus Zika. O estudo anterior foi realizado em parceria com cientistas do Instituto Pasteur, da França, e publicado na revista científica internacional 'Plos Neglected Tropical Diseases'. Os resultados comprovaram que os A. aegypti brasileiros podem transmitir o vírus, apesar de apresentarem competência vetorial relativamente baixa. [Clique aqui e confira]



Para Ricardo Lourenço, fatores como o comportamento, a distribuição e a densidade populacional do Aedes nas regiões brasileiras podem ter contribuído para a rápida propagação do Zika. “Na prática, o percentual de A. aegypti infectado com vírus e que transmite doenças é muito pequeno. Por outro lado, o Aedes é um mosquito doméstico, que vive próximo ao homem e se beneficia com a oferta de criadouros dentro das casas, onde pode colocar seus ovos. A grande população de mosquitos e a proximidade com humanos disponíveis para picar e obter o sangue necessário para o processo reprodutivo, somadas à grande oferta de criadouros onde colocar seus ovos fazem com que o mosquito viva mais tempo, favorecendo o processo de infecção e disseminação de doenças como dengue, Zika e chikungunya”, concluiu.


 Fonte: Assessoria Fiocruz

Brasil investigará outras consequências do Zika em crianças

Em Genebra, ministro Ricardo Barros anuncia que vai investigar possíveis danos no desenvolvimento de meninos e meninas cujas mães foram infectadas pelo vírus.

O Brasil acompanhará as crianças que não nasceram com microcefalia, mas tiveram suas mães infectadas pelo vírus Zika. A ação foi anunciada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta segunda-feira (23), na abertura 69ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça. Serão monitorados os casos notificados no sistema de vigilância, mas descartados para microcefalia. O objetivo é verificar se existem outras consequências da infecção pelo vírus.


“Oferecemos atenção integral às crianças com microcefalia e vamos acompanhar as crianças cujas mães apresentaram infecção pelo Zika durante a gestação, inclusive as que não apresentam microcefalia, para detectar o surgimento de complicações neurológicas, oculares ou auditivas”, garantiu Barros.


O próximo passo é definir quais instituições vão oferecer o acompanhamento para identificar se o vírus Zika pode estar relacionado a outras consequências no desenvolvimento das crianças. Inicialmente, o Brasil deve contar com a participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

“Reconhecemos o papel desempenhado pela Opas e pela OMS nas ações conjuntas com o Brasil na resposta ao vírus Zika, emergência de saúde pública que já está presente em 60 países, expondo 1,3 bilhão de pessoas à doença, dos quais 15% são brasileiros. Nos próximos dias teremos oportunidades de debater e seguir compartilhando as informações sobre a resposta a essa emergência”, ponderou o ministro.

Além de apontar as ações implementadas no país contra o Aedes aegypti, como o fortalecimento da vigilância em saúde e o estímulo ao desenvolvimento de novas tecnologias para controle de vetores, o ministro tratou de tranquilizar as demais nações no que diz respeito às medidas de segurança na área da saúde a serem executadas nas Olimpíadas.

Em sua fala, Barros mostrou um gráfico com a baixa incidência da transmissão de dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes no período da competição no Rio de Janeiro (RJ). “Tomamos medidas específicas de controle vetorial que me permite reafirmar que os Jogos Olímpicos transcorrerão de maneira segura para a família olímpica e todos os visitantes”, finalizou.

No evento técnico “Dengue: reafirmando o diálogo”, o Brasil, um dos apoiadores do encontro, apresentou os resultados da mobilização contra o Aedes aegypti e as novas tecnologias de combate ao mosquito.  

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL – Durante o discurso, o ministro também abordou outras medidas que o Brasil está adotando para atingir as metas da Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável, pactuada em substituição aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Uma das ações defendidas é o incentivo à alimentação e ao estilo de vida saudável.

“Precisamos de ações inovadoras nesse campo que aumentem a efetividade da prevenção e promoção da saúde. Neste sentido, acabo de firmar um compromisso para que todos os alimentos oferecidos nos eventos realizados por instituições públicas federais sejam saudáveis”, afirmou Barros.

O ministro também ressaltou os avanços do Brasil em relação às doenças transmissíveis como HIV, DSTs e hepatites virais. Outro ponto destacado foi o combate ao tabagismo, com a regulamentação da Lei Antifumo, que proíbe o consumo de cigarros em ambientes fechados e restringe a propaganda dos produtos, bem como o empenho no aperfeiçoamento e implementação de políticas para enfrentar problemas relacionados aos acidentes de trânsito e a preparação do sistema de saúde para o processo de envelhecimento da população.

ASSEMBLEIA MUNDIAL – O evento, realizado anualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), reúne 194 países-membros e tem como objetivo estabelecer metas conjuntas, diretrizes e acordos nas mais variadas áreas da saúde. Além do evento principal, a assembleia contará com reuniões bilaterais e multilaterais, bem como eventos paralelos.

Por Newton Palma, da Agência Saúde

Tecpar vai certificar novas tecnologias de tratamento de efluentes para AguasParaná

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o Instituto das Águas do Paraná (AguasParaná) reforçam ações conjuntas para testar novas tecnologias mais eficientes para o tratamento de efluentes no estado. Desta vez, um acordo está em fase de elaboração para que o Tecpar valide tecnologias de tratamento não-químicas que possam ser recomendadas pelo AguasParaná.

Hoje, várias empresas que utilizam água em seus processos devem seguir um rígido procedimento para a devolução do efluente já tratado ao meio ambiente. O diretor de Regulação do AguasParaná, Iram de Rezende, explica que várias tecnologias são utilizadas atualmente, mas ressalta que o instituto quer buscar aquelas que não usem componentes químicos para tratar a água.

"Estamos estimulando o tratamento da efluentes por meio de métodos alternativos e queremos nos certificar de que eles possam ser tão ou mais eficientes do que estão no mercado. Por isso, contamos com o Tecpar para essa parceria", pontua Rezende.

O diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Tecpar, Reginaldo Joaquim de Souza, lembra que as duas instituições já têm importantes parcerias na troca de conhecimento especializado e avalia que a certificação das tecnologias de tratamento de água vai ampliar a parceria entre os institutos.

“É uma mobilização de competências de duas instituições públicas paranaenses que vai resultar em uma melhor qualidade da água que, após utilizada em processos industriais e agropecuários, retorna ao meio ambiente”, salienta Souza.

Rezende explica ainda que a certificação de novas tecnologias pelo Tecpar vai ampliar a quantidade de métodos disponíveis às empresas paranaenses. “Buscamos baratear as tecnologias de tratamento de efluentes para que a adoção desses métodos se torne mais democrática e universal”, analisa o diretor do AguasParaná.

Centros tecnológicos
Quatro grandes áreas são foco dos negócios dos centros tecnológicos do Tecpar: Saúde e Meio Ambiente, Tecnologia em Materiais, Medições e Validação e Informação e Estudos Estratégicos. O Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente realiza ensaios tecnológicos em seis segmentos: Águas e Efluentes, Alimentos, Fertilizantes e Corretivos Agrícolas, Microbiologia e Toxicologia, Agroquímica e Meio Ambiente.

“Essas competências são usadas no apoio às ações do Governo do Estado e são oferecidas ao mercado em forma de soluções tecnológicas para o suporte à inovação”, destaca o diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Tecpar.


Interessados em conhecer as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Tecpar podem acessar o site portal.tecpar.br/solucoes-tecnologicas.

Profissionais do Mais Médicos participam de capacitação sobre esquistossomose na Fiocruz Pernambuco

Médicos e sanitaristas ligados ao programa Mais Médicos nos municípios pernambucanos de São Caetano e Santa Cruz do Capibaribe participaram de uma capacitação em Epidemiologia e Clínica da Esquistossomose, na última quarta-feira (18/5), na Fiocruz Pernambuco. Promovido pelo Serviço de Referência Regional em Esquistossomose da instituição, o encontro proporcionou, aos onze profissionais participantes, informações sobre os locais onde há maior incidência da doença, os números de casos e a forma de tratamento dos pacientes já infectados. O conteúdo foi ministrado pela pesquisadora da unidade regional da Fundação Constança Simões Barbosa e pela professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Ana Lúcia Coutinho.

A diretora de Vigilância em Saúde de Santa Cruz do Capibaribe e São Caetano, Nora Saraiva, falou sobre a importância da capacitação, que visa aprimorar o trabalho dos profissionais dos dois municípios, que realizam coletas anuais a fim de monitorar a incidência de esquistossomose na população. “Geralmente são escolhidas área ribeirinhas e carentes para a realização da coleta. Mas este ano pretendemos chegar às escolas das duas localidades, visando alcançar famílias que ainda não tenham sido monitoradas”, explicou Nora.

Fonte: Fiocruz Pernambuco

Anvisa considera positiva a liminar do STF que suspende lei que libera produção e comercialização da Fosfoetanolamina

A Anvisa considera como muito positiva a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em deferir medida cautelar para suspender a Lei nº 13.269, que libera a produção e comercialização da substância Fosfoetanolamina, a chamada “pílula do câncer”. A substância jamais passou por qualquer estudo clínico que comprovasse sua eficácia e segurança e nunca solicitou registro na Agência, como todos os medicamentos em uso no país são obrigados a fazer.

O deferimento da medida cautelar, atendendo a ação impetrada pela Associação Médica Brasileira (AMB), é comentado pelo diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa:
“O Supremo Tribunal Federal tomou uma decisão acertada. A lei que autorizou o uso da Fosfoetanolamina, sem que essa substância tenha que passar por todos os testes que assegurem que ela, efetivamente, tem segurança e eficácia, ia totalmente contra tudo o que é praticado no mundo moderno e nos países civilizados. Ia contra a própria legislação brasileira, que desde 1976, vem construindo e aperfeiçoando nosso sistema regulatório.

Todo medicamento novo precisa se submeter a testes clínicos e passar por provas de segurança e eficácia. Com a Fosfoetanolamina, o que se tentou foi colocá-la em uso sem a necessidade desses testes, que são os mesmos exigidos em países como Estados Unidos, Canadá, Japão e outros da Europa. Sem esse processo, qualquer produto poderia ser vendido nas farmácias, sem garantia de segurança, o que poderia produzir danos à saúde de quem os consumisse, e de eficácia.

É um risco sanitário importante termos uma substância com seu uso liberado sem cumprir as exigências regulatórias. Ou seja: não teria bula, data de validade ou data de fabricação. Se ocorressem casos de falsificação da substância, teríamos dificuldades em localizá-los. Se ocorressem efeitos colaterais ou eventos adversos importantes, não se poderia assegurar a rápida suspensão de um determinado lote porque não haveria farmacovigilância, além de outras ações de regulação e fiscalização que protegem o consumidor.

Os testes clínicos para assegurar a segurança e eficácia de um novo medicamento são essenciais. Se abrirmos mão disso, o Brasil estará regressando para décadas atrás e sairemos do território da comprovação de alegações de cura baseadas em evidências científicas.

Hoje, um medicamento que traz na sua bula a informação de que controla a hipertensão só o pode fazê-lo porque no seu pedido de registro os produtores apresentaram provas de que ele efetivamente controla a hipertensão. Um medicamento cuja bula afirma que controla diabetes também só pode ter isso assegurado depois de serem apresentados à Anvisa os estudos clínicos que comprovem esses resultados - e assim por diante.

Com a Lei nº 13.269, seria criada uma exceção: os produtores poderiam dizer que a Fosfoetanolamina cura câncer sem que nenhum estudo tenha comprovado tal capacidade. Pior ainda: vários defensores da substância afirmam que ela funciona melhor se o paciente que a toma não estiver fazendo uso de quimioterapia. Ou seja: poderíamos ter pessoas abandonando a quimioterapia, causando, inclusive o aumento das mortes por câncer no Brasil.

O melhor, caminho, nesse caso, é que esses estudos pré-clínicos e clínicos sejam realizados com rapidez e seus resultados, apresentados, junto com as demais informações obrigatórias, para se solicitar o seu registro na Anvisa. Toda solicitação nesse sentido que for apresentada à Anvisa terá prioridade de análise, já que se encaixaria no critério de priorização como medicamento novo desenvolvido no Brasil.

Reitero que não existe nenhuma solicitação em relação à Fosfoetanolamina esperando análise na Anvisa. Por motivos que desconhecemos, apesar de se afirmar que é utilizada há 20 anos, a Fosfoetanolamina nunca foi submetida aos testes que toda substância candidata a novo medicamento precisa realizar. No mundo inteiro, e também no Brasil, medicamentos têm que ser fabricados em local autorizado para garantir que o fazem com a necessária qualidade e realizar os ensaios pré-clínicos e clínicos de acordo com os protocolos internacionais para, por fim, pedir seu registro na agência regulatória.


A expectativa da Anvisa é de que, no julgamento do mérito da questão, o STF também se coloque a favor do sistema regulatório brasileiro e não permita a autorização de uma substância sobre a qual não se tenha garantia de sua qualidade, segurança e eficácia”.

Comitê debate atualização do PCDT da infecção pelo HIV em adultos

Grupo avaliou o uso do dolutegravir na terapia de resgate e os critérios para genotipagem pré-tratamento

As indicações de uso de medicamentos para terapia de terceira linha, os resultados de estudo de resistência transmitida do HIV e os critérios para indicação de genotipagem pré-tratamento foram debatidos durante a reunião do Comitê Técnico-Assessor de “Atualização do PCDT para manejo da infecção pelo HIV em adultos” realizado na terça-feira, 17, no auditório Lair Guerra. Participaram técnicos do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV), profissionais na área de manejo da infecção pelo HIV e representantes da Sociedade Brasileira de Infectologia e da sociedade civil.


O primeiro protocolo para HIV em adultos foi lançado em dezembro de 2013 e o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, lembrou que essa foi uma das primeiras iniciativas da atual gestão. “Debatemos o assunto em agosto de 2013; o PCDT em adultos era inovador e o Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a testar e a tratar pacientes com HIV”. O diretor ressaltou os enfrentamentos para a aplicação do protocolo, à época. “Na ocasião, havia uma série de desafios, como a introdução da dose fixa combinada (três em um). Hoje, já são 185 mil pessoas sendo tratadas com dose fixa combinada, com aumento expressivo na adesão e consequente supressão da carga viral”.

Durante o encontro para atualização do PCDT, o comitê definiu as indicações de uso do dolutegravir na terapia de resgate (de terceira linha), conforme já aprovado pelo Conitec. Também foram apresentados os resultados do Estudo RENIC, que verifica a resistência transmitida do HIV e é coordenado pelo Dr. Amilcar Tanuri (UFRJ). O estudo permitiu, também, discutir critérios para indicação de genotipagem pré-tratamento, num cenário de recursos financeiros escassos e de utilização do efavirenz no esquema preferencial de primeira linha.

Por fim, foi muito discutida a perspectiva do futuro uso de inibidores de integrase em esquemas de primeira linha, o que pode aprimorar ainda mais o tratamento em curso no Brasil e reduzir a necessidade da realização de genotipagem pré-tratamento no país.

Segundo o coordenador-geral de assistência e tratamento do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Marcelo Freitas, a discussão das mudanças nos esquemas de primeira e de segunda linha de terapia antirretroviral mostra a preocupação quanto à revisão dos processos de tratamento. “Nós reconhecemos a necessidade de revisar os esquemas e estamos realizando uma ampla conversa, baseada nas evidências científicas e nas principais recomendações internacionais de tratamento. Nossa preocupação em relação aos debates leva em consideração que os novos antirretrovirais ainda possuem preços exorbitantes e incompatíveis com a sustentabilidade à resposta ao HIV/aids no Brasil”, afirmou.

Fonte: Assessoria de Comunicação Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais